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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Viver no interior não é fácil...

Com a "grande Crise" a que se colou a Troika, ainda pensámos - ingenuamente - que o regresso ao interior e a uma agricultura de subsistência pudesse motivar muito mais gente a fugir das urbes, em cujos prédios não dá para se plantar couves, como se sabe.
Mesmo assim, alguns "líricos" fizeram esse percurso, certamente com aquela ideia mítica da Aldeia e do interior como algo puro, solidário, povoado de gente boa.
A verdade é que já Rentes de Carvalho, há muitos anos, desmistificou essa imagem idílica da Aldeia assim vista da Cidade. A Aldeia (onde se incluem as Vilas, que são aldeias maiorzitas) não raro é pérfida, invejosa, mesquinha, mesmo odienta, onde, por vezes, certas "solidariedades" de interesses se conjugam para "fazer a folha" a quem se tente "armar em esperto", ou que se atreva a "pisar o risco"...

Para quem tenha dúvidas, aqui vos fica:

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/o-interior-ainda-e-duro-para-quem-o-escolhe-como-morada#_swa_cname=sapo24_share&_swa_cmedium=web&_swa_csource=facebook&utm_source=facebook&utm_medium=web&utm_campaign=sapo24_share

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A morte antecipada da aldeia (real)...

Foto de Adriano Miranda/Público 

Já rios de tinta correram sobre o tema dos incêndios, e, como tal, tudo o que mais se possa acrescentar é chover no molhado. Mas, das várias coisas que lemos, e porque este blogue tem por título o trocadilho entre o "aqui d'el rei" e o "aqui d'aldeia", em que se subentende o "quem nos acode?", se bem que atiremos para a dita "aldeia global", é sempre a "aldeia real" que nos serve de norte, ainda que muitas vezes nesse conceito envolvamos a Tugalândia, país imaginário habitado pelos Tugas.

E, comovendo-nos como Marcelo sobre a tragédia, a pergunta que mais nos perturbou foi feita por alguém sofrido, algures perto de Vouzela, reproduzida numa reportagem da jornalista Natália Faria, de que se fez eco a tribuna neoliberal que dá por nome de "Observador", e que foi esta:  “Depois disto, o que é que nos segura cá?”

Com a devida vénia, transcrevemos o resto:

«Em aldeias há muito ameaçadas pelo despovoamento galopante, os mortos confirmados estavam todos ao pé da porta de Maria de Lurdes, no lugar de Vila Nova. “Sabíamos que as pessoas estavam lá, mas não imagina o que isto foi, com fogo por todo o lado. Ninguém conseguiu lá ir. Às tantas, dei por mim a pensar uma coisa que até me custou: ‘Já devem estar mortos.’ E mortos estavam, coitadinhos.” Quando via as notícias de Pedrógão, Maria de Lurdes, que tem nos vizinhos a família que, solteira e sem filhos, nunca teve, costumava benzer-se: “Nós aqui estamos no céu.” Afinal, não. “É um inferno como os outros. Depois disto, o que é que nos segura cá?”»

Sim, é isso. O que é que ainda nos segura cá? Remam contra a maré, últimos moicanos resistentes, cercados e avassalados pela "civilização" global, num tempo e lugar onde se tornou contraproducente produzir o quer que seja, pois que a concorrência da agricultura industrializada de porcarias feitas à pressão, desde batatas transgénicas aos pitos de aviário cheios de nitrofuranos e hormonas que decerto têm amaricado as sociedades urbanóides, e, por fim, isto!!

E agora esperem só pelo que vem por aí... Quando estes últimos resistentes tiverem desistido, a vegetar num lar qualquer, os filhos e netos, perdidos algures na cidade ou na estranja, vão em breve receber o fatídico telefonema dos agentes dos oligopólios que vão começar a comprar a terra queimada por tuta e meia. Segue-se o emparcelamento, virão potentes máquinas que vão escalavrar todos os solos milenares, e, seguindo projectos bem delineados em gabinetes de silvicultores altamente especializados e aconselhados por peritos em incêndios florestais, começarão sistematicamente o plantio da nova floresta neoliberal, a mata que não arde, altamente produtiva, com espécies de crescimento rápido, para pasta de papel e mobiliário do Ikea, tudo controlado por computador a partir da Suécia, ou da China, ou de outro ponto qualquer da aldeia global... - Claro que terão por cá os seus agentes locais, como aquele sr. ministro que se queixava, há muitos anos, de estar a perder dinheiro no governo (era um alto quadro da portucel), mas que de lá o não deixaram sair enquanto não produziu, durante mais de 10 anos, uma série de legislação para acobertar a eucaliptação da Tugalândia.... Ou o outro das negociatas dos chaparros, que decerto se perfila para ser ministro de agricultura e florestas num futuro governo pós-geringonça... para além da sua querida líder, que igualmente favoreceu a eucaliptação na sua passagem também pelo ministério da agricultura... Por isso, as suas moções de censura são lágrimas de crocodilos ávidos de voltar aos postos de controlo das centrais de distribuição de apoios a esses grandes oligopólios que os patrocinam e de que são agentes e testas de ferro.

Sim, a morte da aldeia real é também isto: a morte de um velho mundo moribundo patente nos olhos do homem da fotografia captada pelo repórter urbano. Espécie mais em vias de extinção que o desaparecido lince da Malcata. Com ele morre um passado milenar, neolítico, de gente com valor e valores agarrada ao seu rincão sagrado. Vem um novo mundo de criaturas sem alma e sem rosto, dominando extensos feudos decerto guardados por guardas armados, talvez netos destes homens, que se irão tornar servos deste miserável sistema que suspeito por detrás desta política de terra queimada. Sim, essa nova floresta capitalista não vai arder, não. Vigiada permanentemente por satélite e por drones e patrulhada por guardas privados, ninguém ouse pôr um pé nela. E, nesse dia, os pirómanos receberão o seu emprego, ou na patrulha de vigilância, ou nas equipas de abate ou serração.

Preparem-se. Vem aí a nova floresta neoliberal, asséptica,  a mata que não arde, altamente produtiva. O pinhal "nacional" desde D. Dinis, já era, tal como o pinhal do ti António, do ti Manel, ou do Ti Zé da aldeia real... Acabou. É preciso "modernizar a nossa floresta", vai ser o mote. E o papalvo come e aplaude.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

O mundo visto daqui é um lugar estranho

Daqui d'aldeia o mundo parece um lugar cada vez mais estranho. Dizem os media internacionais, aqueles que nunca vêm aqui à aldeia, esse lugar perdido onde ainda hoje não há rede de telemóvel, que investigadores internacionais afirmam ter provas de que as torres gémeas foram derrubadas pelos serviços secretos israelitas em colaboração com o FBI.
Ou seja, terão sido os serviços americanos, em colaboração com os seus aliados israelitas, que terão planeado a explosão dos prédios e morto milhares de pessoas, criando o pânico a um nível global.

"Na opinião dos investigadores da Universidade de Copenhague, o ataque às torres gémeas serviu para “criar ódio contra os árabes e fomentar as guerras americanas na saga pelo petróleo e a hegemonia Israelita no Médio Oriente”.

Felizmente que aqui na aldeia continua tudo na mesma e como as probabilidades de se vir a encontrar petróleo são nulas e outros recursos não são muito abundantes, por enquanto, podemos continuar a dormir sossegados, na surdez de uma paz imposta pelo ostracismo a que fomos votados. Obrigado, para já continuamos a ter batatas para comer.

Notícia lida aqui

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Bubo Bubo II

Neste meu entretém de observar o “zoo humano” (a expressão é de Morris) descrevi-vos, há tempos, essa curiosa ave que é o Bubo Bubo. É preciso que se diga que esta é uma classificação genérica que designa uma pluralidade de espécimes. Sim, porque na Aldeia o Manda-Chuva tinha vários (muitos/as) ao serviço. No caso em apreço soubemos depois que a “transferência” de pouso tinha antecedentes (que para BB eram “pergaminhos”). O caso é simples: estas criaturas quando procuram merenda (leia-se, um pouso), lambem pés e mãos aos Manda-chuvas. Depois, bem, depois querem sempre mais e mais. E vigiam com fita-métrica as outras aves ao serviço, para ver se as benesses dessas excedem as suas, pois que o seu “trabalho “(o tal, de informações) é sumamente precioso e, como tal, deve ser sempre melhor remunerado. Para além do trabalho da escova e o preço da lata de graxa (os Manda-chuvas andam sempre com sapatos bem polidos). Todavia, quando as “promoções” no poleiro e a merenda não aumentam, os BB’s começam a andar descontentes. E começam a piar alto… É quando os Manda-chuvas se fartam e os ameaçam que lhes dão com o pau. Isso é inconsequente quando os Manda-chuvas estão também seguros no seu poleiro. Todavia, quando há aproximação de borrasca, o instinto apurado dos BB’s levam-nos logo a procurar outro Manda-chuva que lhes permita manter o seu lugarzito ao sol. Há quem lhe chame “traição”. Nããã…. é simplesmente “instinto de sobrevivência”…

E lá vamos vendo os BB’s, solicitamente, a abrir a porta e a fazer a vénia aos novos manda-chuvas, e, calmamente, pousados/as estrategicamente em lugar onde possam ver e ouvir bem, para depois levarem a quem paga – aliás, por causa desse mister de repetição é que o seu nome científico é duplicado: Bubo-Buuubo!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O verdadeiro medo de existir...

 
Quando em Setembro de 2004 o filósofo José Gil escrevia as últimas linhas de um livrinho que muito vendeu sob o título "Portugal, Hoje. O Medo de Existir", ainda a procissão estava no adro. Eram ainda queixumes vagos e de barriga cheia, mais de índole filosófica, sobre um "medo de existir" genérico e difuso, por parte dos portugueses. Tratava-se de um tentame de análise da mentalidade tuga, ao longo dos tempos, sobretudo desde os tempos do Estado Novo, culminando no período em que o livro foi escrito, o breve "reinado" de Santana Lopes, que exageradamente o autor empolou muito mais do que a importância que lhe era devida. De permeio o período do que chamamos "o Grande Regabofe", que principia no "Enriqueci!" cavaquista (a expressão é de José Gil). Este interlúdio de aparente enriquecimento sem sustentação, relacionado com a última pataqueira - a dos dinheiros comunitários- gerou uma perplexidade a par de um certo deslumbramento, pelo que não se percebe muito bem onde andava então o medo. No capítulo intitulado  "De que é que se tem medo?", as respostasm não são bem claras. Parece que radica num medo atávico, ao Poder, um ingénuo "medo de não saber e de ser desmascarado", um "medo de ter medo", "medo de parecer ter medo, de parecer fraco, incapaz, ignorante, medíocre" (p. 80). Em última instância, era o velho medo de "falar", de "dizer" - a falta de liberdade de expressão, como se explana no capítulo sobre "O trauma português e o clima actual [2004]": "Mas tratar-se-á realmente de terror, ou mesmo de micro-terror, o que se passa na realidade actual da sociedade portuguesa?" - para depois glosar um caso que hoje já ninguém lembra, de umas certas pressões políticas sobre um canal privado de televisão por causa de umas diatribes do comentarista Marcelo Rebelo de Sousa, o que o levaram a demitir-se do cargo. Depois disso já houve as pressões de Sócrates sobre jornalistas, de Relvas idem, aspas, aspas... - sem que isso tirasse, de facto, o sono aos portugueses.
 
Vale a pena reler o livro, sobretudo para se perceber a trajectória que a Tugalândia tomou, até ao Medo a sério, o Terror a sério, em que vivemos. Este é bem menos prosaico e teórico. É real. É o medo de se perder o emprego, de se morrer à fome. É o medo de se ser assaltado, roubado e agredido. É o medo do idoso poder ser despejado do Lar que a reforma já não dá para pagar e que os filhos também não podem (ou não querem) pagar. É o medo de não se ter dinheiro para acabar o curso. É o medo de perder a casa e poder ter de ir de domir para a rua, sob uns cartões. É o medo que o desespero possa levar à loucura e ao suicídio.
 
Vale ainda a pena reler o livro, por alguns diagnósticos, ou melhor, constatações, que estão na raiz do problema, como por exemplo este parágrafo da pág. 72:
"A entrada de Portugal na União Europeia - de dentro para fora - processa-se, pois, através de mil ambiguidades. No meio da grande perturbação actual [2004] que a destruição do país arcaico provoca, agarramo-nos a automatismos afectivos, à tentação da corrupção (esperteza) por velhos hábitos de impunidade de classe, à inércia, ao compadrio (vestígios degenerados da antiga democracia afectiva), enfim não já ao familiarismo, que explodiu como meio envolvente, mas à família desfeita ainda pertinente como ideal imaginário que se remenda todos os dias com a ajuda de psiquiatras, psicólogos, psicanalistas" [isto era naquela altura, pois hoje já não há dinheiro para estes luxos de idas a psi's].
 
- Em suma, o que o autor não diz, mas nós intuímos, a diferença dramática desta Crise relativamente às crises do passado é que perdemos a rectaguarda que era a Aldeia, a real e a metafórica: da aldeia vinham as batatas, a hortaliça, o azeite, o queijinho e o salpicão, quando havia dificuldades na urbe. Só que agora os velhotes morreram ou estão no Lar de Terceira Idade, entrevados, e essa rectaguarda acabou. Como acabou a rectaguarda desse apoio afectivo, a Família.  E, perante o choque, desaprendida a agricultura e esquecidos os caminhos da Aldeia, estamos sós, órfãos e indefesos, perante uma besta-fera avassaladora que a cada momento nos pode devorar e a outros já devorou. Afinal, concluímos, eram de papel os sonhos e as promessas da mítica Europa e da aldeia global, perdemo-nos no virtual, deixámos a terra, perdemos o chão e ficámos sem nada.
Será ainda possível reaprender os caminhos da Aldeia real, a que tinha cheiros e aromas (do fumo da lareira, do estrume, das estevas e das urzes)? - E será que, depois, as troikas, os FMI's e Bróxelas, nos permitem plantar uma couve ou criar uma pita e um reco sem nos espremerem com impostos e com ASAE's??
 
Ti Zé da Aldeia

sábado, 12 de janeiro de 2013

Que futuro?

Houve tempos em que, sinceramente, acreditei no futuro de regiões como a transmontana. O idílico recanto rural do mundo onde o tempo parece não passar. Onde pouco importa o que dizem as agências de rating, e quem são esses?!, ou o que dizem lá por Bruxelas num edifício meio redondo e espelhado habitado por seres parecidos com pinguins, numa espécie de sub-sistema humano caracterizado pela sua organização e metodologia pouco moral. Mas a moral pouco interessa nos dias que correm e hoje não sei se acredito ou se deva acreditar.
Acreditava que tudo voltaria, mais tarde ou mais cedo, ao seu devido lugar. As pessoas, cansadas dessa sub-espécie de homem-pinguim, regressariam ao mundo rural e diriam não a um ritmo de vida estúpido. Numa espécie de retorno às raízes da identidade europeia abandonariam o deus do euro e mostrariam ao sacerdote mor pinguim Gaspar e seus companheiros que há vida para além das finanças e economia do país. E que o deus euro não passa de uma falsa promessa, recriada à imagem de outras nascidas há milhares de anos com os primeiros homens. Até por uma razão de inteligência. Há descontentamento, há recursos naturais a preservar, há a questão da felicidade e do sentido da vida. Para quê todo esse sacrifício se estivermos todos mortos? A possibilidade de mudança é real, está dentro de cada um de nós, basta para tal assumir, com todo o esforço, sacrifício e cansaço que isso traz.
Nos últimos tempos tinham surgido teorias do fim do mundo, as mais recentes, (se outras não houver entretanto), baseavam-se, supostamente, na civilização maia. Era expectável, ainda que não queiramos admitir, que algo acontecesse e fosse catalisador essencial para uma mudança profunda que nos pudesse livrar destes tempos conturbados.
Nada aconteceu e continuou tudo igual, com a diferença que o tempo passa inexoravelmente por nós. E o idílico mundo rural perdeu a gente que o caracterizava, uma espécie de aparência saudável que vivia um pouco à medida do que chamaria de tempo natural - levantavam-se quando o sol nascia, recolhiam aos primeiros sinais de escuridão, numa harmonia com o seu próprio sistema biológico. Cultivavam as terras, preservavam a natureza, respeitavam os animais e tinham como prioridade a educação.
Na verdade acho que sonhei tudo isso. Porque todo o mundo vivia em paz e pouco importavam os jornais e o que acontecia lá nas américas, onde é tudo meio doido. A vida era muito mais interessante e harmoniosa, e acho que isso só vi em filmes.
Um dia li, algures, uma teoria interessante sobre o futuro. Há várias possibilidades para o futuro e para que determinadas coisas aconteçam ou não. Estamos continuamente a tomar decisões e baseamos essas decisões naquilo que conhecemos ou esperamos do futuro, até porque o passado já foi e até ver é inalterável. Tudo o que se passa à nossa volta leva-nos a criar expectativas, ainda que não tenhamos consciência disso,e a tomar decisões com base nisso. Por vezes até dizemos, já sabia que isto ia acontecer. Já sabíamos o que ia acontecer no futuro, mas não fizemos nada para o evitar. Assim, se já sabemos para onde nos pode levar o caminho que estamos a seguir, em termos sociais, políticos e económicos, e na medida em que, como indivíduos, isso nos afecta, porque não fazemos diferente?
Há quem defenda revoluções, há quem espere um acontecimento como aquele que estaria previsto pelos maias, ou outros, e que no fundo todos sabemos que não vão acontecer, embora reste a esperança ou a fé, nalguns casos...dizem que a fé salva e salvará até. A teoria que li, para continuar este pensamento desorganizado, diz então que se tivermos uma atitude e pensamento positivo, se acreditarmos num futuro diferente, se conseguirmos que muitos pensem no mesmo sentido, poderemos ser alavanca de mudança e concretizar um futuro diferente. Dizem mesmo que se 200 pessoas entrarem num avião com a convicção que ele não levanta voo, ele não levantará. Chamam-lhe de energia.
Não sei até que ponto será treta. Gostava que fosse verdade. O autor do livro onde li esta teoria criou mesmo um site com o nome, em francês, A árvore das possibilidades, onde cada pessoa pode deixar o seu contributo, por área, daquilo que deseja que seja um cenário de futuro. Esperança ou fé? Acreditar ou cair no marasmo? Agir ou deixar acontecer?