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sábado, 3 de fevereiro de 2018


 --- DECADÊNCIA OU NÃO DECADÊNCIA ---

Abordando o tema da decadência, apetece-me tratá-lo de dois ângulos que se laçam e entrelaçam: a decadência e a não decadência.
Quanto à primeira… na civilização do Iluminismo, da Revolução Francesa, da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, da Declaração Universal dos Direitos do Homem, da igualdade de géneros, da abolição da escravatura, da exploração Espacial, da vanguarda legislativa sobre trabalho ou o ambiente, dos mais baixos índices de pobreza, dos mais altos índices de riqueza ou da solidariedade, continuamos a levantar o silício, prostramo-nos e aceitamos muitas vezes por bagatelas (as mais evidentes nestes tempos são as religiosas) e em nome de uma igualdade (que no fundo é totalmente desigual) renegarmos todos estes princípios fundadores.  Enquanto continuamos a discutir o sexo dos anjos, Constantinopla é conquistada.
Numa biografia de Salazar (sinceramente não me recordo se na de Franco Nogueiro ou na de Filipe Ribeiro Menezes) lhe perguntam o porquê da extensão temporal da Guerra Colonial, muito secamente responde: à espera que Ocidente acorde e atine.
Não serão, a venda e o esquecimento dos nossos princípios a grande decadência? Ontem como hoje os trinta dinheiros e a cegueira são os imperadores do mundo.

Mas indago, não estará decadência nas pequenas ações e observações?

Ainda esta semana uma aluna do secundário me fez a seguinte interpelação no início da aula? O professor gostava de andar na escola? – sim. Tanto gostei que ainda hoje para além de professor ainda sou estudante. Retorque ela: eu também gosto, mas gosto é dos intervalos e dos colegas! Porque é que temos de ser avaliados às matérias que estudamos? – porque não estou aqui para avaliar, cores de cabelos ou o tamanho das unhas de gel mas geografia. Não convencida, volta à carga: porque é que temos de andar na escola? Não serve para nada! Confesso – embora sendo pacifista – que me apeteceu fazer uso das técnicas da escola primária…. No entanto fiz-lhe ver que as suas observações eram ridículas e desproporcionadas por duas coisas: por ser mulher (e pela sua luta) e pelo analfabetismo (e a sua carga negativa). Indiquei-lhe que se por acaso tivesse nascido 500 km mais a sul, a sua opinião seria totalmente diferente. Não percebendo o comentário, alguém teve de lhe explicar que me estava a referir a Marrocos e o que implica ser mulher nos países árabes e pior: mulher analfabeta! Não atingiu a magnitude do comentário!

Quanto ao “tempo das meias-tintas”, já Pessoa dizia: Ninguém sabe que coisa quer./ Ninguém conhece que alma tem,/ Nem o que é mal nem o que é bem. /(Que ânsia distante perto chora?)/ Tudo é incerto e derradeiro. /Tudo é disperso, nada é inteiro. Ó Mundo hoje és nevoeiro.
Aliás, muitas dessas questões, levantadas no texto, “DECADÊNCIA DO OCIDENTE - mais sinais do Fim...” se as vivêssemos em Eras passadas seriam processadas pela moralidade e pela ética religiosa (religião no geral e não obrigatoriamente a Católica) traçando a linha entre o aceitável e o intolerável de modo a preservar a normalidade das sociedades terrenas e celestiais. Mas quem traça essa linha ética e moral, hoje? Estaremos, nós os ateus/agnósticos a cair no duplo paradoxo de i) não acreditar no fenómeno religioso, mas a “rezar” para que ele não acabe? e ii) se no século XIX, a causa da decadência (no caso Portugal por Antero de Quental) fosse a religião agora esta decadência esteja hoje ligada ao rarear da religião? Um tema que com tempo se hão-de gerar alguma linhas reflexivas. 

Voltando ao nosso mundo mais rústico e telúrico onde o pensamento é simples e claro como a água ou como a poesia de Caeiro, ergue-se a máxima: a necessidade aguça o engenho. Será que esta nossa decadência começa por não termos a necessidade e o consequente engenho? Esta onda de depressões não será um reflexo da perda de argúcia e de resiliência?

Quanto à segunda…pergunto se grande parte do mundo não gostaria de viver na nossa decadência. Nãos seremos o pior dos cegos? Isto é, aquele que não quer ver e que apenas nos queixamos de barriga cheia? (que é incomparável melhor que nos queixarmos de barriga vazia). E que esse queixume não é apenas um reflexo do nosso inconformismo e resultado de uma busca incessante pelo novo e pelo diferentes embora muitas vezes seja pior que o que tínhamos ou nem sequer o consigamos compreender na sua totalidade? Afinal de contas quem prefere ver o “Olhar o Mundo” onde um bando de chatos comenta geopolítica quando pode tomar o seu shot de reallity show instantâneo? Não seremos apenas aquela personagem hipocondríaca que pensa que tem todas as doenças e toma remédios impulsivamente, quando afinal tempo apenas uma unha encravada?
Estará a sociedade decadente, estarão as ideias e os princípios decadentes, os dois ou nenhum?

Post scriptum: Cara Cristina, felicito-a pelo texto e pela bela explicação e distinção entre educação, biologia e antropologia.


Ti Ago

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

DECADÊNCIA DO OCIDENTE - mais sinais do Fim...

Pouco a pouco, fomos megulhando num mundo desenxabido: café sem cafeína, açúcar sem sacarose, cerveja sem álcool, tabaco sem nicotina (e agora substituído por uns "cigarros eléctrónicos" que ainda fazem mais mal do que os originais)... Reflexo de tudo isto, no tempo das meias-tintas, um pretenso vanguardismo de "gauche", através da lavagem cerebral do "politicamente correcto", impôs o multiculturalismo e, indo muito além da louvável igualdade de género, pretende afirmar a... anulação do género!! - Nem sequer se trata de construir uma Humanidade assexuada, mas de uma Humanidade (ou Mulheridade??) efeminada, onde, a pretexto de se combater o "machismo", se procura erradicar o masculino, dando lugar a um paraíso LBTG, em que o "macho" é um híbrido que já não sabe o que é, e a reprodução se reduz ao recurso a adopções de meninos de países exóticos, ou então inseminam-se as mulas destes supostos "casais", quando não-raro se arranjam "barrigas de aluguer"... 

- Ora como sabiam os nossos mais-velhos cá da Aldeia (real), os machos e mulas eram criaturas que não se reproduziam - o que será, talvez, o objectivo último destas criaturas - tudo gente bem pensante, das élites burguesas urbanas - ou seja, o desmantelamento total e completo da civilização ocidental. O caricato é que, desse modo, estão a abrir as portas a um mundo onde a mulher é tratada abaixo de cão, tem de andar de burka ou, no mínimo, de cara tapada, onde o homem é rei e senhor e até pode ter tantas quantas possa sustentar... Ah,  mas os(as) mulos(as) do politicamente correcto desculpabilizam e relativizam isto, com base na "especificidade cultural" de tais povos...

É nestes fundamentalismos que, partindo de situações obviamente não defensáveis (pedofilices, violações, etc.), acabamos por encontrar a verdadeira "caça às bruxas", que desemboca na criminalização do "assédio". Sendo que neste conceito pode caber toda a subjectividade que vai de um simples piropo, ou a uma atenção ou abordagem mais carinhosa relativamente a alguém do sexo oposto (presumo que se fôr entre criaturas do mesmo sexo não deve haver problemas...). - Como é evidente, as queixosas (subentende-se que sejam só as "queixosas", pois as mulheres não assediam homens) nunca se queixarão de tipos todos "bons", tipo príncipe encantado ou tipo Cristiano Ronaldo, bonitões, de conta bem recheada... De onde se conclui, que o "assédio" só acontece (ou seja, é denunciado), quando se trata de um tipo feio, mal vestido, velho, e/ou um "teso" (economicamente, para além do seu estado físico momentâneo). Ou então, como o disse a Catherine Deneuve (a original), o ataque de pudor e de indignação, em certos casos Hollyhoodescos, acontece em diferido, muitos anos depois, uma vez garantida uma carreira que, sabe-se lá, boa parte dela foi feita na horizontal... - Enfim, as tais americanices que depois são exportadas para a Aldeia Global.

Serve este arrazoado como introdução para um clarividente texto que mão amiga nos fez chegar, tanto mais insuspeito na medida em que é assinado por uma Senhora. Sim, uma Senhora com S grande, que seguramente seria vaiada pelas mulecas esganiçadas da tal "gauche" LBGT das pseudo-élites bem-pensantes das sociedades urbanóides deste Ocidente em putrefacção acelerada.

Aqui vos fica:


«ASSÉDIO… ou PARVOÍCE?
Cristina Miranda

Há por detrás desta onda de indignação de certas mulheres uma hipocrisia monumental. Se por um lado se queixam do assédio sexual por parte dos homens, do outro exibem-se praticamente nuas apelando aos  instintos  reprodutores dos machos. Não me venham dizer que o fazem de forma ingénua só por “gostarem” da indumentária ou para se “sentirem bonitas”. Balelas! Mulher que é mulher com “M” grande sente-se bonita e atraente até com umas simples calças de ganga. Sou mulher e sei muito bem do que falo.
Cresci num tempo em que incomodar uma miúda na paragem de autocarro com graçolas era MÁ EDUCAÇÃO com direito a dois tabefes bem dados nas trombas desses garotos após queixa ao pai. Não era assédio sexual. Um tempo em que mandar um piropo por passar uma rapariga bonita, não era assédio, era fazer a corte. Atacar violentamente uma mulher abusando dela sexualmente era crime de violação sexual. Tudo era muito bem definido. Agora tudo é assédio. Hoje até um simples “olá estás boa!” pode ser perigoso. É a doideira total.
Como mulher também eu fui largamente “assediada” dentro deste contexto “moderno” da palavra. E isso nunca me incomodou. Porque os galanteios sabiam-me bem ao ego pois demonstravam  o meu grau de sedução sobre o sexo oposto. Mas sempre com cuidado com as indumentárias para não transmitir uma imagem errada daquilo que pretendia: atrair  pessoas, não predadores sexuais. Quantas vezes me perguntaram: “Posso me sentar? Está acompanhada?” dando uma resposta imediata conforme minha conveniência. Que mal tem atrair os homens e receber uma abordagem por isso quando até os  passarinhos (esses animais tão fofos) provocam as passarinhas com rituais para as atrair sexualmente?  Porque não nos indignamos igualmente com a natureza? Bem, deixa-me estar calada, não vá alguém ter ideias…
Mas a hipocrisia cresce ainda mais quando ninguém refere os homens como vítimas desse mesmo assédio de que tanto  se queixam! Não oiço nada, mesmo nada sobre isso e é muito estranho. Ao longo da minha vida vi coisas incríveis protagonizadas por mulheres predadoras sexuais. Não estou a brincar. Autênticos filmes alguns quase de terror psicológico com elas a rodear vítimas masculinas desesperadamente. Quando dava aulas em Ponte de Lima havia um colega que era muito popular do mulherio. Sempre rodeado por elas, alunas e professoras. Tinha o dom de saber ouvi-las e elas encantavam-se com ele! E eu, achava aquilo muito engraçado, porque meu colega, fosse num café ou na escola, nunca se via com homens. Parecia ter mel que só atraia o sexo feminino. E muitas! Até que um dia nos tornamos amigos e ele começa a contar-me o seu drama. Fiquei a saber que ele era perseguido, molestado, “armadilhado” com esquemas onde apareciam  nuas na sua cama, lhe ligavam para casa a toda a hora, enfim, não o deixavam em paz. Vivia num inferno! Mas, como vivíamos num tempo diferente deste, nunca viu nisso um crime. Apenas azar de atrair tanto o sexo feminino. Como este, conheci muitos mais exactamente com o mesmo problema: assédio feminino. Alguém fala nisto? Claro que não. Não convém.
Esta raiva aos homens é patológica. Não faz sentido em mulheres saudáveis e bem resolvidas com a vida. Porque estas sabem sempre avaliar as situações separando o que é efectivamente crime do que não passa de galanteios, mais ou menos felizes (sim, porque nem todos nascem com o mesmo dom para a sedução).  Saberá estar à altura de dizer “não” e se esse “não” for desrespeitado, resolvê-lo.

Porque a hipocrisia não deixa ver que no dia em que estas senhoras todas com mais ou menos  nudez à mostra, não obtiverem qualquer reacção masculina (por receio destes) serão elas a questionar a virilidade dos homens e acaba-se o glamour dos vestidos às tiras sem cuecas.»



sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

"Revolução" ou Retrocesso?


Em tempos de Fim, fim de ano, fim dos tempos, etc., um Amigo enviou-nos este panfleto que afixamos aqui no salão da Junta, pois que na praça agora está frio e molhado. - Para reflexão.
Deixem-se de consumiços natalícios e parem um pouco para pensar.
É um panfleto pessimista-optimista, partindo do princípio progressista de que o mundo muda sempre para melhor... O autor, anónimo, não sabe que há retrocessos na História. A Idade Média foi um desses tempos. Regressou-se aos níveis da troca directa, depois de uma economia monetarizada (os romanos só não tinham o cartão multibanco porque não tinham electrónica, mas os denários circulavam desde a Hispânia à Palestina - aliás, com uns 30 desses, um tal de Judas vendeu o Mestre)...
Que o Mundo está a mudar a velocidade vertiginosa, creio que não há dúvidas... E, como "Ocidental", seja isto o que fôr, julgo que não é para melhor. Deitem foguetes os chineses, ou russos, ou indianos, ou mesmo a matilha islâmica... "Nós" não. E quando digo "nós", refiro-me aos tristes seres da Decadência, ou, no dizer de F. Pessoa, aliás, Ricardo Reis, "pagãos tristes da Decadência"...
Boas Festas e...
Finito!

Aqui fica, esperando que não vos estrague o Natal:
PREC (ML): PROCESSO REVOLUCIONÁRIO EM CURSO...(MUNDIAL em LANÇAMENTO)

PARA PONDERAR...

  Não sei se isto é de ponderar seriamente ou se é só alarmismo?.
que assistimos a grandes mudanças e inovações...claro que sim
se vamos sentir a diferença em meses...duvido,
mas em muito poucos anos....é mais que óbvio e certo

Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução, uma nova Era já começou!

As pessoas andam um bocado distraídas! Não deram conta que há cerca de 3 meses começou a Revolução! Não! Não me refiro a nenhuma figura de estilo, nem escrevo em sentido figurado! Falo mesmo da Revolução "a sério" e em curso, que estamos a viver, mas da qual andamos distraídos (desprevenidos) e não demos conta do que vai implicar. Mas falo, seguramente, duma Revolução!

De facto, há cerca de 3 ou 4 meses começaram a dar-se alterações profundas, e de nível global, em 10 dos principais factores que sustentam a sociedade actual. Num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de 6 a 12 meses... E que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos 15 ou 25 anos!

.. tal como ocorreu noutros períodos da história recente: no status político-industrial saído da Europa do pós-guerra, nas alterações induzidas pelo Vietname/ Woodstock/ Maio de 68 (além e aquém Atlântico), ou na crise do petróleo de 73.

Estamos a viver uma transformação radical, tanto ou mais profunda do que qualquer uma destas! Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução já começou!

Façamos um rápido balanço da mudança, e do que está a acontecer aos "10 factores":

1º-
 A Crise Financeira Mundial : desde há 8 meses que o Sistema Financeiro Mundial está à beira do colapso (leia-se "bancarrota") e só se tem aguentado porque os 4 grandes Bancos Centrais mundiais - a FED, o BCE, o Banco do Japão e o Tesouro Britânico - têm injectado (eufemismo que quer dizer: "emprestado virtualmente à taxa zero") montantes astronómicos e inimagináveis no Sistema Bancário Mundial, particularmente no Europeu, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas. Ainda ninguém sabe o que virá, ou como irá acabar esta história !...

2º- A Crise do Petróleo : Desde há 6 meses que o petróleo entrou na espiral de preços. Não há a mínima ideia/teoria de como irá terminar. Duas coisas são porém claras: primeiro, o petróleo jamais voltará aos níveis de 2007 (ou seja, a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham!) e começarão rapidamente a fazer sentir-se os efeitos dos custos de energia, de transportes, de serviços. Por exemplo, quem utiliza frequentemente o avião, assistiu há 2 semanas a uma subida no preço dos bilhetes de... 50% (leu bem: cinquenta por cento, considerando bilhete + taxa de combustivel). É escusado referir as enormes implicações sociais deste factor: basta lembrar que por exemplo toda a indústria de férias e turismo de massas para as classes médias (que, por exemplo, em Portugal ou Espanha representa 15% do PIB) irá virtualmente desaparecer em 12 meses! Acabaram as viagens de avião baratas (...e as férias  massivas!), a inflação controlada, etc...

3º-
 A Contracção da Mobilidade : fortemente afectados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias irão sofrer contracção profunda e as trocas físicas comerciais (que sempre implicam transporte) irão sofrer fortíssima retracção, com as óbvias consequências nas indústrias a montante e na interpenetração económica mundial.

4º-
 A Imigração: a Europa absorveu nos últimos 4 anos cerca de 40 milhões de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e formação, num movimento incessante e anacrónico (os imigrantes são precisos para fazer os trabalhos não rendíveis, mas mudam radicalmente a composição social de países-chave como a Alemanha, a Espanha, a Inglaterra ou a Itália). Este movimento irá previsivelmente manter-se nos próximos 5 ou 6 anos! A Europa terá em breve mais de 85 milhões de imigrantes que lutarão violentamente pelo poder e melhor estatuto sócio-económico (até agora, vivemos nós em ascensão e com direitos à custa das matérias-primas e da pobreza deles)!

5º-
 A Destruição da Classe Média : quem tem oportunidade de circular um pouco pela Europa apercebe-se que o movimento de destruição das classes médias (que julgávamos estar apenas a acontecer em Portugal e à custa destes ultimos governos) está de facto a "varrer" o Velho Continente! Em Espanha, na Holanda, na Inglaterra ou mesmo em França os problemas das classes médias são comuns e (descontados alguns matizes e diferente gradação) as pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, a perder força social e capacidade de intervenção.

6º-
 A Europa Morreu : embora ainda estejam projectar o cerimonial do enterro, todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projecto, já não tem razão de ser, que já não tem liderança e que já não consegue definir quaisquer objectivos num "caldo" de 27 países com poucos ou nenhuns traços comuns!... Já nenhum Cidadão Europeu acredita na "Europa", nem dela espera coisa importante para a sua vida ou o seu futuro! O "Requiem" pela Europa e dos "seus valores" foi chão que deu uvas. Só os muitos milhares de politicos e empregados na "organização", que dela dependem em ordenados e reformas ainda lutam desesperadamente pela sua continuidade.

7º-
 A China ao assalto! Contou-me um profissional do sector: a construção naval ao nível mundial comunicou aos interessados a incapacidade em satisfazer entregas de barcos nos próximos 2 anos, porque TODOS os estaleiros navais do Mundo têm TODA a sua capacidade de construção ocupada por encomendas de navios... da China. O gigante asiático vai agora "atacar" o coração da Indústria europeia e americana (até aqui foi just a joke...). Foram apresentados  nos mais importantes Salões Automóvel mundiais os novos carros chineses. Desenhados por notáveis gabinetes europeus e americanos, Giuggiaro e Pininfarina incluídos, os novos carros chineses são soberbos, réplicas perfeitas de BMWs e de Mercedes (eu já os vi!) e vão chegar à Europa entre os 8.000 e os 19.000 euros! E quando falamos de Indústria Automóvel ou Aeroespacial europeia...helás! Estamos a falar de centenas de milhar de postos de trabalhos e do maior motor económico,  financeiro e tecnológico da nossa sociedade. À beira desta ameaça, a crise do têxtil foi uma brincadeira de crianças! (Os chineses estão estrategicamente em todos os cantos do mundo a escoar todo o tipo de produtos da China, que está a qualificá-los cada vez mais - vejam-se os novos computadores e telemóveis a baterem as melhores marcas em inovação e preço).

8º- A Crise do Edifício Social : As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem laços de projecto comum, os jovens não querem compromissos, dificultando a criação de um espírito de estratégias e actuação comum e as ditas "modas de junções homosexuais" em voga que pretendem a Adopção Plena...

9º-
 O Ressurgir da Rússia/Índia : para os menos atentos: a Rússia e a Índia estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante! Com fortes lideranças e ambições estratégicas, em 5 anos ultrapassarão a Alemanha!

10º-
 A Revolução Tecnológica : nos últimos meses o salto dado pela revolução tecnológica (incluindo a biotecnologia, a energia, as comunicações, a nano tecnologia e a integração tecnológica) suplantou tudo o previsto e processou-se a um ritmo 9 vezes superior à média dos últimos 5 anos!

Eis pois, a Revolução!

Tal como numa conta de multiplicar, estes dez factores estão ligados por um sinal de "vezes" e, no fim, têm um sinal de "igual". Mas o resultado é ainda desconhecido e... imprevisível.
Uma coisa é certa: as nossas vidas vão mudar radicalmente nos próximos 12 meses e as mudanças marcar-nos-ão (permanecerão) nos próximos 10 ou 20 anos, forçando-nos a ter carreiras profissionais instáveis, com muito menos promoções e apoios financeiros, a ter estilos de vida muito mais modestos, menos recreativos e bastante ecológicos.

Espera-nos o Novo! Como em todas as Revoluções!


Um conselho final: é importante estar aberto e dentro do Novo, visionando e desfrutando das suas potencialidades! Da Revolução! Ir em frente! Sem medo!

Afinal, depois de cada Revolução, o Mundo em geral sempre mudou para melhor!...

terça-feira, 16 de julho de 2013

E os bárbaros já estão cá dentro...

Diz que corre por Inglaterra o arrazoado que postamos mais em baixo, com muito sucesso entre os já poucos ingleses anglo-saxónicos que por lá restam... Sim, porque os "novos ingleses", como os "novos europeus", serão um pouco mais escuros e usarão turbante e outros adereços.
Não sei que escritor romano terá escrito, naqueles dias do séc. V, que os "bárbaros já estavam às portas de Roma".
Nestes dias derradeiros de fim de Civilização (ou, pelo menos, de uma Civilização), enquanto a Europa e o Ocidente se debatem e contorcem numa crise de contornos indefinidos, quando a gangrena da corrupção contaminou a sociedade de alto a baixo, quando a degenerescência dos costumes e dos valores só tem paralelo, na Antiguidade Bíblica, em Sodomas e Gomorras, e, na Clássica, nos últimos dias de Pompeia, e, finalmente, quando os bábaros já estão cá dentro, que nos resta ainda esperar? - Se calhar, perante uma sociedade pútrida e no ocaso, será necessário a enxurrada final para "limpar" o autoclismo... Serão eles o prelúdio e os obreiros desta nova Idade Média do Ocidente, após a vitória final numa luta de mil e trezentos anos?
Trarão esses agarenos que nos deploram o "Diis Irae"?  Serão eles a mão executante da fúria de um Deus vingador e castigador? Será que Javeh ou Jeovah quer passar a chamar-se Allah?

Estranhos e insondáveis são, de facto, os desígnios do Senhor....

Aqui vos fica o tal texto que corre por aí:

  « Os muçulmanos não estão felizes !!!!!

           · Eles não estão felizes em Gaza.

           · Eles não estão felizes na Cisjordânia.

           · Eles não estão felizes em Jerusalém ..

           · Eles não estão felizes em Israel.

           · Eles não estão felizes no Egito.

           · Eles não estão felizes na Líbia.

           · Eles não estão felizes na Argélia.

           · Eles não estão felizes em Tunis ...

           · Eles não estão felizes em Marrocos.

           · Eles não estão felizes no Iêmen.

           · Eles não estão felizes no Iraque.

           · Eles não estão felizes no Afeganistão.

           · Eles não estão felizes na Síria.

           · Eles não estão felizes no Líbano.

           · Eles não estão felizes no Sudão.

           · Eles não estão felizes na Jordânia ...

           · Eles não estão felizes no Irã.


          Onde é que os muçulmanos estão felizes?

           Eles estão felizes na Inglaterra.

           Eles estão felizes  na França.

           Eles estão felizes na Itália.

           Eles estão felizes na Alemanha.

           Eles estão felizes na Suécia.

           Eles estão felizes na Holanda.

           Eles estão felizes na Dinamarca.

           Eles estão felizes na Bélgica.

           Eles estão felizes na Noruega.

           Eles estão felizes em U.S.A.

           Eles estão felizes no Canadá.

           Eles estão felizes na Roménia.

           Eles estão felizes na Hungria.

           Eles estão felizes na Austrália.

           Eles estão felizes na Nova Zelândia.

          Eles estão felizes em qualquer outro país no mundo que não está sob um governo muçulmano.

           E quem é que eles culpam?

           · Não o Islam.
           · Não a liderança deles.
           · Não a si mesmos.


           Culpam os países onde estão vivendo livremente e bem.

           Isso é tão verdadeiro ... A democracia é realmente boa para eles:

           Numa democracia em que eles podem viver confortavelmente, aproveitar a alta qualidade de vida que eles não construíram e nem trabalharam para ter. Podem manter seus costumes, desobedecem às leis, exploram os serviços sociais, fazem paródias de nossa política e de nossos tribunais. Geralmente, mordem a mão que os alimenta.

          A questão é contraditória, paradoxal ! Eles tentam trazer seu sistema de vida falido e querem transformar os países que os acolheram no país que abandonaram em busca de uma vida melhor
           Dá para entender?»