Mostrar mensagens com a etiqueta Capitalismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Capitalismo. Mostrar todas as mensagens

domingo, 27 de maio de 2018

"Corrupção - ataquem o Cérbero" - artigo de Carlos Matos Gomes

Não somos especialmente fãs deste senhor, um dos famosos militares de Abril do "entrega-entrega" e que depois se dedicou a construir uma narrativa auto-desculpabilizadora sobre o desfecho da guerra do ultramar - a qual procura fixar a tal "verdade oficial". - Apesar disso, aqui fica este escrito do dito senhor, sobre o busílis da questão - caso para lhe perguntar porque não toca a reunir a brigada do reumático da Associação 25/04, e fazem outro 25/04??  (ah, já me esquecia que o 25/04 só serviu para se fazer a tal de "descolonização exemplar", visto que, passado o fervor revolucionário, os tais que denuncia voltaram depressa, sem que os senhores militares denunciassem, a seu tempo, o regresso dos vampiros e da corrupção generalizada...).
Todavia, aqui vos fica: 
«Corrupção - ataquem o Cérbero, 
o monstro das três cabeças. 
Não sejam cobardes nem cúmplices  
 Vamos falar de corrupção? A sério? 

Podíamos falar da constituição de monopólios do tempo da primeira industrialização de Portugal, a do Marquês de Pombal, mas vamos ao tempo aqui mesmo ao virar da porta. Como se reconstruiram os grupos privados após a nacionalização da banca em 11 de Março de 1975? Como reapareceram os bancos privados, como surgiram o BIP, das confederações do Porto, Santos Silva, o BCP/Millenium da Opus Dei, Jardim Gonçalves, o BPN de Oliveira e Costa, como reapareceram os Espirito Santo, como desapareceram os Burney, os Pinto Basto, o Totta e Açores, o Pinto e Sotto Mayor, o Crédito Predial, como desapareceu o Banco Português do Atlântico de Cupertino de Miranda e o Pinto Magalhães? Como apareceram os Mello /CUF no sector da saúde privada e nas auto-estradas e como desapareceu a CUF, um grupo insustrial? Como desapareceu a SACOR e surgiu a GALP? Como foram atribuídas as concessões de estradas – BRISA e Autoestradas do AtLântico, de portos, de aeroportos? 

Em resumo: Como surgiu a Quinta da Marinha após o 25 de Novembro? Como desapareceram a Siderurgia Nacional, a CIMPOR, a CUF /SAPEC- adubos, as papeleiras, as refinarias nacionais – SACOR e surgiram os concessionários das portagens de autoestradas, os comissionistas de taxas de combustíveis e de electricidade, os merceeiros da grande distribuição? 
Corrupção. Como se constroem impérios de serviços? A SONAE, ou o Pingo Doce, ou a Brisa, ou a CUF saúde? Como se constrói uma sociedade de rendas, de rentistas, sem pagar comissões ao poder político? 
E não só, como se mantém a ficção de que vivemos num regime de seriedade sem uma comunicação social por conta, como as amantes? A comunicação social é corrupta desde o miolo. É a comunicação da corrupção e ao serviço da corrupção! 
Existe algum chefe de governo desde 25 de Novembro de 1975 que não tenha sido um avençado dos grupos cuja criação ou recriação promoveu? Mais, existe algum presidente da República que não tenha sido um instrumento destes poderes? Quem não se aboletou com os fundos estruturais da CEE? A UGT nasceu como? Já alguém ouviu o Torres (um peão, é certo) Couto sobre os fundos para a formação? E quanto ao abate da frota pesqueira ? E sobre a destruição do olival? E sobre a plantação do eucalipto? E como foram elaborados os PDM, os planos directores que trouxeram 80% da população para a faixa litoral? Existe alguém nos vários governos com as mãos limpas?
Como surgiram bancos fantasmas do tipo BPN sem corrupção no topo do regime? 
Tenho sobre o cristo do momento, Manuel Pinho, a pior das opiniões: enojam-me os zequinhas como ele, os patetas como ele, os pequenos vigaristas como ele, mas falemos então de gente que determinou o que está a acontecer: Julguem o Ricardo Espírito Santo Salgado! Comecem por ele e deixem para já os peixinhos de aquário, como o Pinho dos corninhos a abrir e a fechar a boca e os Sócrates. 
Vamos ser sérios: na operação Marquês comecem por Salgado e pelo Banco Espirito Santo. No caso do Pinho, ou do Sócrates, comecem por Espírito Santo. Sentem Ricardo Espírito Santo Salgado no banco e comecem a fazer-lhe perguntas. Quem o trouxe de regresso a Portugal? Que apoios ele teve para reconstituir o seu império? E chamem Jardim Gonçalves! E chamem as famílias Cupertino de Miranda e de Pinto Magalhães! 
Mas, antes de tudo tenham a coragem de julgar Ricardo Espirito Santo Salgado! É nele que tudo começa e é aos Espirito Santo que tudo vai dar. Não sejam cobardes e não atirem areia aos olhos dos portugueses! 
Tenham os jornalistas a coragem de ir ao centro do vulcão! Ao Espirito Santo! Porque não vão? Medo? Cumplicidade? 
O resto, os ataques a Sócrates e a Pinho são demonstrações de rafeiros que ladram mas não mordem. Estamos a ser – os portugueses em geral – sujeitos a uma barreira de mistificadores e de cobardes que nos querem pôr a discutir as gorjetas que os mandaletes de fazer recados, os groom, receberam quando a questão é a do dono do hotel. Mas esse deu muito dinheiro a ganhar. Sabe muitas histórias… Não é? 
A história da corrupção que nos está a ser contada é a história da cobardia de jornalistas e de magistrados. De canalhas que estão a apontar para o lado – foi aquele menino - para que não olhemos para eles. 
É o desafio, o meu: políticos, jornalistas, magistrados, tenham espinha, encham o peito e vão​-se​ a ele! Não sejam rafeiros! Não sejam merdas: atirem-se ao Cérbero, ao “demónio do poço” na mitologia grega, ao monstruoso cão de três cabeças que guardava a entrada do mundo inferior, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem. Vão à fonte da corrupção: ao Espírito Santo. 

Falta-vos coragem? Comeram desse tacho? Não? 
Se não falta coragem, se não comeram desse tacho, atirem-se ao Espírito Santo, ao monstro, ao Cérbero, exijam o seu julgamento! Ele sorri e escarnece de vós à saída das audiências! Vão-se​ a ele! 

O resto são merdices e areia para os olhos do pagode.»

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Desmontando o esquema das tais Privatizações...

Antes de mais, caros Aldeanos, desejo-vos um Bô Ano Nôbo!

E cá estamos nós, de novo na praça cá da Aldeia, para zurzir na bardinagem que anda por aí a dar cabo disto tudo!...

Já aqui botámos algumas bocas sobre isso das Privatizações Selvagens, inverso das Nacionalizações do PREC - a sigla agora até pode ser a mesma, agora PREC = Processo Reaccionário em Curso, protagonizado pela pandilha PSD, CDS e parte do PS, sobretudo o que emergiu do Socratismo. 
Sob a capa de uma "crije" que, quanto a nós, foi produzida artificialmente nos laboratórios da banca e do sistema financeiro internacional, para implementação de uma agenda neoliberal, eis que a palavra de ordem foi (e é): PRIVATIZAR, PRIVATIZAR, PRIVATIZAR!....


... E depois queixem-se que pagam a electricidade mais cara, ou que já não têm os Correios à porta...
... pois então, continuem, camelamente, a botar neles!!! (ou ainda não perceberam que esta Direita neoliberal que por aí anda, não passam de lacaios deste sistema sanguessuga, que suga o Estado, os seus trabalhadores - quando não os manda para o desemprego, como trastes - e, no fim da linha, os utentes/clientes...) - São os tais vampiros da canção do Zeca, que andam por aí, em bandos, pelas avenidas, bem engravatados, tresandando a perfume Boss...

- Sim, Botem neles... mas era com a Bota!!!


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Achegas para a impugnação da canonização do S. Belmiro...

Más línguas!...

Agora que tudo concorria para a canonização de S. Belmiro, já em fase de beatificação, incensado como o maior empresário que a Tugalândia jamais conheceu, um "self made man", um homem que subiu na vida a pulso, com um rasgo e visão inigualáveis, gestor eficaz, trabalhador incansável, que se levantava às 5h da manhã para trabalhar (bem, descontando a horita do ginásio matinal), enfim, com tantas qualidades que tudo apontava para uma subida aos altares mais rápida do que os pastorinhos de Fátima...

Eis então senão quando, e vêm agora para aqui uns desmancha-prazeres a lixar isto tudo - senão vejam:


«Ontem, no telejornal, esperei que a RTP desse um cheirinho sobre o "salto" de Belmiro de técnico-ativista para acionista rico. 
Nada, nem pó, nem sequer uma referência ao (aos?) processos que lhe moveu a viúva do banqueiro Pinto Magalhães, etc, etc, etc.
Deixo aqui um texto de um antigo deputado e bancário, para lerem com espírito aberto e buscarem mais para aferir, confirmar, complementar.

"Quando, em 14 de Março de 1975, o governo de Vasco Gonçalves nacionalizou a banca com o apoio de todos os partidos que nele participavam (PS, PPD e PCP), todo o património dos bancos passou a propriedade pública. O Banco Pinto de Magalhães (BPM) detinha a SONAE, a única produtora de termolaminados, material muito usado na indústria de móveis e como revestimento na construção civil. Dada a sua posição monopolista, a SONAE constituía a verdadeira tesouraria do BPM, pois as encomendas eram pagas a pronto e, por vezes, entregues 60, 90 e até 180 dias depois. Belmiro de Azevedo trabalhava lá como agente técnico (agora engenheiro técnico) e, nessa altura, vogava nas águas da UDP. Em plenário, pôs os trabalhadores em greve com a reclamação de a propriedade da empresa reverter a favor destes. A União dos Sindicatos do Porto e a Comissão Sindical do BPM (ainda não havia CTs na banca) procuraram intervir junto dos trabalhadores alertando-os para a situação política delicada e para a necessidade de se garantir o fornecimento dos termolaminados às actividades produtoras. Eram recebidas por Belmiro que se intitulava “chefe da comissão de trabalhadores”, mas a greve só parou mais de uma semana depois quando o governo tomou a decisão de distribuir as acções da SONAE aos trabalhadores proporcionalmente à antiguidade de cada um.
É fácil imaginar o panorama. A bolsa estava encerrada e o pessoal da SONAE detinha uns papéis que, de tão feios, não serviam sequer para forrar as paredes de casa… Meses depois, aparece um salvador na figura do chefe da CT que se dispõe a trocar por dinheiro aqueles horrorosos papéis.
Assim se torna Belmiro de Azevedo dono da SONAE. E leva a mesma técnica de tesouraria para a rede de supermercados Continente depois criada onde recebe a pronto e paga a 90, 120 e 180 dias…
Há meia dúzia de anos, no edifício da Alfândega do Porto, tive oportunidade de intervir num daqueles debates promovidos pelo Rui Rio com antigos primeiros-ministros e fiz este relato. Vasco Gonçalves não tinha ideia desta decisão do seu governo, mas não a refutou, claro. Com o salão pleno de gente e de jornalistas, nenhum órgão da comunicação social noticiou a minha intervenção.
Este relato foi-me feito por colegas do então BPM entre eles um membro da comissão sindical (Manuel Pires Duque) que por várias vezes se deslocou na altura à SONAE para falar aos trabalhadores. Enviei-o para os jornais e, salvo o já extinto “Tal & Qual”, nenhum o publicou… 
Gaspar Martins, bancário reformado, ex-deputado"»


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

PanteãoGate - um coro de virgens púdicas actua agora na cripta central

A brincar a brincar, o Sr. Ferreira Fernandes, em artigo no DN (ver em baixo) pôs o dedo na Frida (que não Kalo). 

- Na verdade, na lógica capitalista, tudo é business! 

Os monumentos? são para se "fruir"... tudo tem de se fruir, carago!, sobretudo se é malta endinheirada, que quer ter uma... "experiência diferente"! - jantares de gala em sítios chiquérrimos? - isso já é banal para eles, gente que já experimentou de tudo, precisamente porque tem muita massa. 

O que era preciso assim algo diferente (para algo de bom, há muito que existe o "Ferraro Roché") - o que era preciso, agora, era mesmo algo... de arrepiar. Só faltou mesmo, para completar o número, uns "fantasmas" embrulhados em lençóis, a deambular entre os sepulcros, e umas gravações com uns gritos lancinantes e o ranger de umas funéreas tumbas.... 

E foi pena não ter sido pelo Halloween, senão punham-se umas carrancas de abóbora com velas dentro sobre os túmulos do Camões e afins (nesses não há problema, porque até estão vazios). - Desde que esta gente pague, e bem, porque não?? Já que o Estado respeitável e omnipresente (em desconstrução acelerada por parte desses mesmos devotos dos "empreendedorismos" e das "startups") está cada vez mais sem cheta, porque não aderir a estas brilhantes e "empreendedoras" soluções, dentro do espírito do "Estado mínimo", neoliberal, imaginativo, criativo, sensitivo, lucrativo? 

- Há muito que se transformam velhos mosteiros e castelos em pousadas e afins? Pior era se abrissem um cabaré no Panteão (se calhar era esse o caminho, se não houvesse este burburinho - até rima!). Estão muito indignados? Pois esperem só pelo novo "Instituto do Património, S.A." que aí vem... - se fôr ainda com a "geringonça", teremos uma versão soft; se fôr com uma nova coligação tipo PaF, então será melhor ainda!...

Ora tomem lá:

Do Panteão pobre a uma Startup supermilionária
Agora, o Panteão. Jantou-se sob a cúpula. Culpa deste governo. Tudo dentro dos regulamentos de 2014. Culpa do governo anterior... Conversetas! Ora as culpas são outras. 1) Janta-se nos monumentos por falta de dinheiro. E 2) Ao alugar claustros e salões nobres não sabemos transformar a pobreza num orgulho. Por exemplo, para os da Web Summit, no Panteão, dizer-lhes quem somos. Ah, querem jantar com as nossas falecidas glórias? Então, além do cheque, ofereçam a vossa atenção! Não temos cá o Bulhão Pato (o melhor deste é servido em amêijoas nas tascas da cidade), mas temos Aquilino, o da cripta ao lado, que em A Casa Grande de Romarigãescozinhava a truta de dez maneiras. Ao menu chamar-se-ia Cartilha Maternal(homenagem a outro hóspede, João de Deus) e seria só peixe. Para lhes dizer, nós é mar - ao jantar citar-se-ia mil vezes Sophia. E, já agora, ó campeões da imaginação, o Eusébio está cá a representar mais que ele: foi colega de Coluna, um negro que mandava numa equipa de brancos quando isso ainda não existia. Silêncio, anunciava-se Amália e ouvia-se Max a cantar a Rosinha dos Limões. "Mas ela não era uma fadista?!", diria um geek. Cala-te e ouve (e agora era Amália a cantar): o fado Marujo, igualzinho... Lição para os da Web Summit: as invenções entrelaçam-se. Tanta coisa temos para vos ensinar enquanto mastigam... Investíamos as receitas dos jantares numa startup milionária: o Museu dos Descobrimentos. E com este libertávamos da pobreza o Panteão

domingo, 22 de outubro de 2017

Lobby da indústria farmacêutica, dos USA para o mundo...

É preciso avisar a malta:

Prémio Nobel da Medicina faz uma denúncia alarmante! Todos devemos conhecer!

O Prémio Nobel da Medicina Richard J. Roberts denuncia a forma como funcionam as grandes Farmacêuticas dentro do sistema capitalista, preferindo os benefícios económicos à Saúde, e detendo o progresso científico na cura de doenças, porque a cura não é tão rentável quanto a cronicidade.

Há poucos dias, foi revelado que as grandes empresas Farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos. Para complementar, reproduzimos esta entrevista com o Prémio Nobel Richard J. Roberts, que diz que os medicamentos que curam não são rentáveis e, portanto, não são desenvolvidos por empresas Farmacêuticas que, em troca, desenvolvem medicamentos codificadores que sejam consumidos de forma serializada.
Isto, diz Roberts, faz também com que alguns medicamentos que poderiam curar uma doença não sejam investigados. E pergunta-se até que ponto é válido e ético que a indústria da Saúde se reja pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista,
que chega a assemelhar-se ao da máfia.


A investigação pode ser planeada?
Se eu fosse Ministro da Saúde ou o responsável pela Ciência e Tecnologia, iria procurar pessoas entusiastas com projectos interessantes; dar-lhes-ia dinheiro para que não tivessem de fazer outra coisa que não fosse investigar e deixá-los-ia trabalhar dez anos para que nos pudessem surpreender.
Parece uma boa política.
Acredita-se que, para ir muito longe, temos de apoiar a pesquisa básica, mas se quisermos resultados mais imediatos e lucrativos, devemos apostar na aplicada …
E não é assim?
Muitas vezes as descobertas mais rentáveis foram feitas a partir de perguntas muito básicas. Assim nasceu a gigantesca e bilionária indústria de biotecnologia dos EUA, para a qual eu trabalho.
Como nasceu?
A biotecnologia surgiu quando pessoas apaixonadas começaram a perguntar-se se poderiam clonar genes e começaram a estudá-los e a tentar purificá-los.
Uma aventura.
Sim, mas ninguém esperava ficar rico com essas questões. Foi difícil conseguir financiamento para investigar as respostas, até que Nixon lançou a guerra contra o cancro em 1971.
Foi cientificamente produtivo?
Permitiu, com uma enorme quantidade de fundos públicos, muita investigação, como a minha, que não trabalha directamente contra o cancro, mas que foi útil para compreender os mecanismos que permitem a vida.
O que descobriu?
Eu e o Phillip Allen Sharp fomos recompensados pela descoberta de intrões no ADN eucariótico e o mecanismo de gen splicing (manipulação genética).
Para que serviu?
Essa descoberta ajudou a entender como funciona o ADN e, no entanto, tem apenas uma relação indirecta com o cancro.

Que modelo de investigação lhe parece mais eficaz, o norte-americano ou o europeu?
É óbvio que o dos EUA, em que o capital privado é activo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espectacular da indústria informática, em que o dinheiro privado financia a investigação básica e aplicada. Mas quanto à indústria de Saúde… Eu tenho as minhas reservas.
Entendo.
A investigação sobre a Saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas.

Expliquemo-nos:
A indústria farmacêutica quer servir os mercados de capitais …
Como qualquer outra indústria.
É que não é qualquer outra indústria: nós estamos a falar sobre a nossa Saúde e as nossas vidas e as dos nossos filhos e as de milhões de seres humanos.
Mas se eles são rentáveis investigarão melhor.
Se só pensar em lucros, deixa de se preocupar com servir os seres humanos.
Por exemplo…
Eu verifiquei a forma como, em alguns casos, os investigadores dependentes de fundos privados descobriram medicamentos muito eficazes que teriam acabado completamente com uma doença …
E por que pararam de investigar?
Porque as empresas Farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas como em sacar-lhes dinheiro e, por isso, a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crónica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação.
É uma acusação grave.
Mas é habitual que as Farmacêuticas estejam interessadas em linhas de investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos codificadores muito mais rentáveis que os que curam de uma vez por todas. E não tem de fazer mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica para comprovar o que eu digo.
Há dividendos que matam.
É por isso que lhe dizia que a Saúde não pode ser um mercado nem pode ser vista apenas como um meio para ganhar dinheiro. E, por isso, acho que o modelo europeu misto de capitais públicos e privados dificulta esse tipo de abusos.

Um exemplo de tais abusos?
Deixou de se investigar antibióticos por serem demasiado eficazes e curarem completamente. Como não se têm desenvolvido novos antibióticos, os microorganismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, que foi derrotada na minha infância, está a surgir novamente e, no ano passado, matou um milhão de pessoas.
Não fala sobre o Terceiro Mundo?
Esse é outro capítulo triste: quase não se investigam as doenças do Terceiro Mundo, porque os medicamentos que as combateriam não seriam rentáveis. Mas eu estou a falar sobre o nosso Primeiro Mundo: o medicamento que cura tudo não é rentável e, portanto, não é investigado.
Os políticos não intervêm?
Não tenho ilusões: no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos.
Há de tudo.
Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais Farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras…


Fonte: paradigmatrix

Nota: sublinhados meus - ti Zé.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A morte antecipada da aldeia (real)...

Foto de Adriano Miranda/Público 

Já rios de tinta correram sobre o tema dos incêndios, e, como tal, tudo o que mais se possa acrescentar é chover no molhado. Mas, das várias coisas que lemos, e porque este blogue tem por título o trocadilho entre o "aqui d'el rei" e o "aqui d'aldeia", em que se subentende o "quem nos acode?", se bem que atiremos para a dita "aldeia global", é sempre a "aldeia real" que nos serve de norte, ainda que muitas vezes nesse conceito envolvamos a Tugalândia, país imaginário habitado pelos Tugas.

E, comovendo-nos como Marcelo sobre a tragédia, a pergunta que mais nos perturbou foi feita por alguém sofrido, algures perto de Vouzela, reproduzida numa reportagem da jornalista Natália Faria, de que se fez eco a tribuna neoliberal que dá por nome de "Observador", e que foi esta:  “Depois disto, o que é que nos segura cá?”

Com a devida vénia, transcrevemos o resto:

«Em aldeias há muito ameaçadas pelo despovoamento galopante, os mortos confirmados estavam todos ao pé da porta de Maria de Lurdes, no lugar de Vila Nova. “Sabíamos que as pessoas estavam lá, mas não imagina o que isto foi, com fogo por todo o lado. Ninguém conseguiu lá ir. Às tantas, dei por mim a pensar uma coisa que até me custou: ‘Já devem estar mortos.’ E mortos estavam, coitadinhos.” Quando via as notícias de Pedrógão, Maria de Lurdes, que tem nos vizinhos a família que, solteira e sem filhos, nunca teve, costumava benzer-se: “Nós aqui estamos no céu.” Afinal, não. “É um inferno como os outros. Depois disto, o que é que nos segura cá?”»

Sim, é isso. O que é que ainda nos segura cá? Remam contra a maré, últimos moicanos resistentes, cercados e avassalados pela "civilização" global, num tempo e lugar onde se tornou contraproducente produzir o quer que seja, pois que a concorrência da agricultura industrializada de porcarias feitas à pressão, desde batatas transgénicas aos pitos de aviário cheios de nitrofuranos e hormonas que decerto têm amaricado as sociedades urbanóides, e, por fim, isto!!

E agora esperem só pelo que vem por aí... Quando estes últimos resistentes tiverem desistido, a vegetar num lar qualquer, os filhos e netos, perdidos algures na cidade ou na estranja, vão em breve receber o fatídico telefonema dos agentes dos oligopólios que vão começar a comprar a terra queimada por tuta e meia. Segue-se o emparcelamento, virão potentes máquinas que vão escalavrar todos os solos milenares, e, seguindo projectos bem delineados em gabinetes de silvicultores altamente especializados e aconselhados por peritos em incêndios florestais, começarão sistematicamente o plantio da nova floresta neoliberal, a mata que não arde, altamente produtiva, com espécies de crescimento rápido, para pasta de papel e mobiliário do Ikea, tudo controlado por computador a partir da Suécia, ou da China, ou de outro ponto qualquer da aldeia global... - Claro que terão por cá os seus agentes locais, como aquele sr. ministro que se queixava, há muitos anos, de estar a perder dinheiro no governo (era um alto quadro da portucel), mas que de lá o não deixaram sair enquanto não produziu, durante mais de 10 anos, uma série de legislação para acobertar a eucaliptação da Tugalândia.... Ou o outro das negociatas dos chaparros, que decerto se perfila para ser ministro de agricultura e florestas num futuro governo pós-geringonça... para além da sua querida líder, que igualmente favoreceu a eucaliptação na sua passagem também pelo ministério da agricultura... Por isso, as suas moções de censura são lágrimas de crocodilos ávidos de voltar aos postos de controlo das centrais de distribuição de apoios a esses grandes oligopólios que os patrocinam e de que são agentes e testas de ferro.

Sim, a morte da aldeia real é também isto: a morte de um velho mundo moribundo patente nos olhos do homem da fotografia captada pelo repórter urbano. Espécie mais em vias de extinção que o desaparecido lince da Malcata. Com ele morre um passado milenar, neolítico, de gente com valor e valores agarrada ao seu rincão sagrado. Vem um novo mundo de criaturas sem alma e sem rosto, dominando extensos feudos decerto guardados por guardas armados, talvez netos destes homens, que se irão tornar servos deste miserável sistema que suspeito por detrás desta política de terra queimada. Sim, essa nova floresta capitalista não vai arder, não. Vigiada permanentemente por satélite e por drones e patrulhada por guardas privados, ninguém ouse pôr um pé nela. E, nesse dia, os pirómanos receberão o seu emprego, ou na patrulha de vigilância, ou nas equipas de abate ou serração.

Preparem-se. Vem aí a nova floresta neoliberal, asséptica,  a mata que não arde, altamente produtiva. O pinhal "nacional" desde D. Dinis, já era, tal como o pinhal do ti António, do ti Manel, ou do Ti Zé da aldeia real... Acabou. É preciso "modernizar a nossa floresta", vai ser o mote. E o papalvo come e aplaude.


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Como vai o grande negócio de Verão e... de Outono!

Dizem que ontem foi "o pior dia do ano" da "época dos incêndios-2017" - ver aqui:

http://observador.pt/2017/10/16/tudo-o-que-se-sabe-sobre-o-pior-dia-de-incendios-do-ano/

Já o dissemos e escrevemos diversas vezes: os incêndios florestais (que agora alastram também para casas e povoados), é o grande negócio de Verão - ver aqui: https://aquidaldeia.blogspot.pt/2016/08/ainda-sobre-os-fogos-de-verao-e-porque.html

E, como este ano o verão se prolongou, continua o negócio, já o Outono vai alto. Digamos que foi um "bom ano" para os negociantes do sector.

Cenários dantescos, milhares de hectares de terra queimada, casas, carros, pessoas e animais mortos, carbonizados. De vez em quando apanha-se um pirómano que, uma vez identificado, é posto em liberdade, quando muito a aguardar julgamento, enquanto trata (ou alguém por ele) do devido certificado psiquiátrico.

Décadas e décadas de um país (será?) a arder... E, como disse o sr. primeiro ministro, habituem-se, porque isto vai continuar. Pois, nem Sirespes, nem Sirespas, tudo pago chorudamente para coisa nenhuma. Sim, "isso" foi apenas mais um dos muitos e chorudos negócios que gravitam em torno dos "fogos"... Claro que isto nunca acabará, porque num sistema iníquo que é o do capitalismo selvagem, a palavra central de tudo isto é: N E G Ó C I O !!!... entenderam?? dito em inglês: B U S I N E S S !!!- já que é dos mundos anglo-saxónicos, com o expoente máximo nos EUA's, que tal sistema emana.

Assim, do mesmo modo que inventaram a informática, logo a seguir inventaram os vírus informáticos... e, os mesmos que inventaram os vírus informáticos, logo a seguir inventaram os anti-vírus informáticos... E em relação às doenças, quantas não terão sido propagadas para depois se venderem os "remédios"? Tal como me lembra de ouvir aos velhos que, noutros tempos, passavam aviões a deitar do ar escaravelhos da batata, para depois se vender o DDT...

E o problema está mesmo nos DDT's, agora com outro significado, como bem o sabe um famoso banqueiro, agora em palpos de aranha e mó de baixo, valha-nos o sistema judicial.

Pelo que, esperemos, logo que o dito sistema judicial consiga ganhar a guerra contra o sistema corrupto-democrático que dá cobertura ao (aliás, é eleito pelo) sistema corruptor-económico (=capitalismo), resta-nos a esperança de que se comece a esmiuçar o que está por detrás deste grande negócio de verão (e outono). Dos pulhíticos não há nada a esperar. São apenas os que compram os submarinos e os "meios aéreos" que os agentes do capitalismo lhes metem pelos olhos a dentro, em luzidos cardápios, para os adquirirem com o nosso dinheiro. - Estão a ver? tantos fogos... quantos aviõezinhos têm? e helicópteros? pois, como se vê, não chegam... têm que alugar mais... ou comprar mais... Quando é que é a reunião com o/a sr(ª). ministro? - ok, depois levamos o catálogo com os novos modelos... Ah, e também podemos conversar sobre o novo dispositivo de detecção remota de fogos - último modelo - e substituir o sistema obsoleto do Siresp...

- É tudo uma questão de se estabelecer a correlação entre fogos e vendas e certamente as "escutas" confirmariam as aquisições, o quem vende a quem, e o quem manda fazer o "trabalhinho" ao pirómano coitadinho que é maluquinho...

Por alguma razão não são promulgadas leis draconianas, tipo pena máxima para pirómanos, a menos que "cantassem" quem são os (co)mandantes... E por alguma razão não se investe numa efectiva política de prevenção, em vez de se alimentar a indústria do apaga-fogos.

Bem, decerto haverá ainda uma outra explicação, a qual vamos ter de esperar para ver. Ou seja, veremos se agora não se vai suceder um emparcelamento da propriedade rústica nas mãos de grandes oligopólios florestais e agrícolas (inscrevendo-se esta política de terra queimada na eliminação do que resta do tradicional minifúndio multissecular) e, aí sim, os novos senhores tratarão de cuidar bem das sua novas matas celulósicas ou afins, talvez até com guardas armados a patrulhar as novas florestas privadas (nova forma de emprego para os seus antigos pirómanos)...

É-me cada vez mais estranho este mundo em que vivemos.
Decididamente, o meu reino não é deste (i)mundo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Ainda sobre os fogos de Verão... e porque é Verão!...

Os bitaiteiros da nossa praça já disseram para aí munta coija sobre isso dos FOGOS... Por isso, não querendo ser mais um, abstive-me de mandar mais lavercas sobre o assunto.

Mas, entretanto, encontrei por aí na rede umas bocas de um amigo, a propósito de um artigo da jornalista Helena Matos, este: http://observador.pt/opiniao/fogo-de-vista/   

- publicado no pasquim virtual neo-liberal "Observador", e achei por bem compartir connvosco, pois é exactamente o que penso:

«Pois é, querida Helena Matos, será exactamente nos "meios" que anda o busílis da questão... 
Desde os anos 80 que começamos a ver a progressão desses meios: lembro-me de um improvisado heliporto, em frente do quartel dos bombeiros da terrinha, em que, na extremidade traseira, junto ao rotor vertical, havia uma bandeirinha... Qual? qual?... Creio q ainda se chamava República Federal da Alemanha... Quem fretava os ainda hoje denominados "meios aéreos"? Diziam q era um negócio que chegava a ministros e secretários de Estado... Seria ainda a' conta da tal malinha do Rui Mateus (o tal q foi a' horta, por conta de quem ficou a' porta)? Seria por conta já dos famosos chubchidios q corriam então a' pala da entrada na UE, e q estamos hoje a pagar? Bem, os tais calicopteros entretanto desapareceram, mas o negócio dos aviões não parou... Assim como o negócio dos tanques, camiões-cisterna, mangueiras, capacetes, uniformes, etc., etc.... Até a' situação - que esta ouvi eu a um bombeiro, em tom recriminatório, a um senhor q teve o fogo perto da sua casa de campo: "o sr. sabe q tem de ter o mato limpo 50 metros em redor da casa?" Ao q a pessoa respondeu q costumava ter, mas o caseiro reformou-se, e não sabia a quem encomendar esse trabalho, visto q vivia no Porto... "- Mas há cá quem faça isso!" Quem? - perguntou o homem. "- Fale com o sr. X". - E onde e' q o encontro? "- Costuma estar pelo nosso quartel." Poixxx...... É algo parecido com os vírus e os anti-virus informáticos... A necessidade gera a resposta à necessidade - lei da satisfação das necessidades. Estuda-se em Economia. E assim, depois do "fogo pastor" de antanho, ou da locomotiva a vapor, ou dos reaças, de que fala a Helena Matos, ou ainda o "fogo pirómano", ou do madeireiro, ou da celulose, etc., há a considerar este tipo de fogo neoliberal... Business!... Business.... Tudo é business, neste sistema. De certeza q alguém lucra, à custa de quem paga os custos milionários desta indústria do apaga-fogos... Ah, e falando de Economia, já o Keynes dizia que a crise americana dos anos 30 se resolvia pondo metade dos desempregados a abrir buracos, e a outra metade a tapá-los, pagando-se alguma coisa, a uns e outros, por isso. Punha-se assim o capital de novo a circular. Podia-se adaptar o princípio, pondo-se metade dos portugueses desempregados a chegar fogo, e a outra metade a apagá-lo, pois sempre seria uma repartição mais justa, do que irem os milhões só para alguns. Quando já não houvesse nada mais para arder, acabava-se o problema. Ah, e agora sim, metade a abrir buracos, outros a por árvores e a tapar as covas (com as televisões a filmar tudo, sobretudo os fogos, que dão sempre umas excelentes imagens). Quando as árvores crescessem, voltava-se a queimar e a apagar e a replantar, e assim sucessivamente, pois no capitalismo o negócio não pode parar....
Claro que só ironicamente se pode aventar tal coisa. Claro que seria preferível pôr os desempregados, os bombeiros, a pouca tropa que ainda resta, os voluntários (sobretudo os jovens), pessoal dos municípios e juntas de freguesia, além dos proprietários, a trabalhar na prevenção: A) limpeza das matas; B) acções de sensibilização e consciencialização. Claro q isto é uma utopia, e estragava o tal negócio chorudo de uns poucos... Só assim se explica que tantos anos volvidos ninguém ponha cobro a este "negócio de verão", e que quando se apanha algum miserável "pirómano", em pouco tempo está cá fora, se é que tão pouco vai dentro, com o atestado de inimputabilidade apresentado a tempos por qualquer advogado ratolas que alguém misteriosamente pagou...
Enfim, é verão. Uns vendem gelados na praia, outros andam nos fogos. Um negócio como outro qualquer, diz o tuga, encolhendo os ombros no seu típico jeito do "não é nada comigo". Sim, porque isso de consciência ambiental são manias de países ricos. Deixem "trabalhar" quem "trabalha".... »

segunda-feira, 25 de julho de 2016

OS VAMPIROS - o outro terrorismo, ou o fim dos tempos?

Mão amiga fez-nos chegar mais esta, para tentarem perceber a "mãozinha oculta" que anda nos bastidores desta coisada toda...
- Já gora, sublinhámos a amarelo o nome do célebre Banco para onde foi o "camarada Abel" (nome de código de um rapaz guitcho, de quando andava no célebre MR-Pum-Pum!, e que nas Europas ficou conhecido por Mister Barroso...).  Pelos vistos são os prémios (ou torrões de açúcar) que no fim se dão aos lacaios do célebre imperialismo - americano ou europeu pouco importa -  e do Capitalismo, sistemas hediondos que certos moços (como o dito) há uns 40 anos apedrejavam... - Já dizia o meu avô que nunca digas "desta auga nunca beberei"...
- O (i)mundo é mesmo dos espertos....

Boas férias, para quem ainda as tiver...

-----
 Para os desgraçados que dizem que NÃO HÁ ALTERNATIVA !

Texto de Domingos Ferreira, da Universidade Nova de Lisboa, Professor/Investigador na Universidade do Texas, EUA. 

«- Sabia que a Goldman and Sachs,Citygroup, o Wells Fargo, e outros semelhantes apostaram biliões de dólares na destruição do euro? Se o EURO cair ou desvalorizar, eles ganham milhões!!

- Sabia que obtiveram avultadíssimos lucros durante a crise financeira de 2008 ( que permanece viva...) e há suspeitas de que foram eles que manipularam o mercado?

- Sabia que o Senado norte-americano levantou um inquérito que resultou na condenação destes gestores que apostaram em tombar a Europa? Mas tudo ficou na mesma...

- Sabia que ficou demonstrado que o banco Goldman and Sachs aconselhou os seus clientes a efectuarem investimentos no mercado de derivados num determinado sentido, mas o próprio Goldman and Sachs realizou apostas em sentido exatamente contrário no mesmo mercado?

- Sabia que deste modo, obtiveram lucros de 17 biliões de dólares (com o respetivo prejuízo para os seus clientes)?

- Sabia que estes manipuladores se estão a transformar nos homens mais ricos e influentes do planeta e se divertem a ver os países tombar um por um?

- Sabia que todos os dias são lançadas milhões de pessoas no desemprego e na pobreza em todo o planeta, em resultado desta actividade predatória?

- Sabia que tudo acontece com a cumplicidade de alguns governantes e das autoridades reguladoras?

- Sabia que desde a crise financeira de 1929 que o Goldman and Sachs tem estado ligado a todos os escândalos financeiros que envolvem especulação e manipulação de mercado, com os quais tem sempre obtido lucros monstruosos?

- Sabia ainda que este banco tem armazenado milhares de toneladas de zinco, alumínio, vários outros metais, petróleo, e até cereais, etc., com o objectivo de provocar a subida dos preços e assim obter lucros astronómicos, manipulando o mercado?

- Sabia que, desta maneira, manipula o crescimento da economia mundial, e condena milhões de pessoas à fome?

- Sabia que o Goldman, com a cumplicidade das agências de rating, pode declarar que um governo está insolvente e, como consequência, os produtos financeiros sobem e, assim,obriga os países a pedirem mais empréstimos com juros agiotas impossíveis de sustentar?  (como se tem feito com a Grécia, Portugal e outros) - Em simultâneo impõe duras medidas de austeridade que empobrecem esses países.

- De seguida, em nome do aumento da competitividade e da modernização, obriga-os a vender os sectores económicos estratégicos (energia, águas, saúde, banca, seguros, etc.) às corporações internacionais por preços abaixo do que valem.

- Para isso, infiltra pessoal dos seus quadros nas grandes instituições políticas e financeiras internacionais, de forma a manipular a evolução política e económica a seu favor e em prejuízo das populações. Cargos como os do CEO do Banco Mundial, do FMI, da FED, etc. de que fazem parte quadros oriundos do Goldman and Sachs. E na UE estão: Mário Draghi (BCE), Mário Monti e Lucas Papademos (primeiros-ministros de Itália e da Grécia, respectivamente), Vitor Gaspar, Carlos Moedas, e muitos outros que por lá passam para aprenderem como se roubam os povos do Mundo e se fazem fortunas pessoais e/ou de corporativas financeiras.

- Sabia que alguns eurodeputados ficaram estupefactos quando descobriram que alguns consultores da Comissão Europeia, bem como da própria Angela Merkel, têm fortes ligações ao Goldman and Sachs?

- Sabia que este poderoso império do mal, está a destruir não só a economia e o modelo social, como também as impotentes democracias europeias?

- Sabia que é do absoluto interesse deste mundo financeiro que não passe pela cabeça dos povos que já estão a viver, diariamente, com a ameaça crescente deste terrorismo?»

NOTA: alguns sublinhados são de nossa responsabilidade - Este texto deve ser anterior à entronização do camarada Abel/Mr. Barroso...

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Prenúncios de Idade Média...

Sintomático... 
- Quando os ricos (os Patrícios) colocam os teres e haveres nas Américas, enquanto os Bárbaros entram em catadupa... isso é.... 
             ... o prenúncio da IDADE MÉDIA, que há muito profetizei!....
              
O Futuro vai estar nas Américas e nas Rússias... Por cá ficarão os neo-moçárabes (os espécimes adaptativos) e a "bicharada islâmica"... Dois mil anos, para isto.... 
- Bolas!  E tinha de acontecer ainda nos meus dias...



                      

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Sobre o tal de "Banco de Portugal"

Mão amiga fez-nos chegar este recorte, sem indicação de proveniência, mas autor identificado.
Creio que não deixa de ser uma análise muito certeira... Já sabia que o ordenado do "maioral" era muito chorudo (dizia-se até do Bitinho Constâncio que ganhava mais do que o presidente da reserva federal dos EUA), tal como os agentes que por lá andam, e, relativamente aos resultados são os que estão à vista... Os Bancos a estourarem, o pagode a pagar, e o mal dos amigalhaços banqueiros igual a... batatas!
Mas, uma coisa é o que diz aqui o Ti Zé, e outra é ser dita por quem sabe mais:

(clicar para AUMENTAR)


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Ai o biganau!!!....

Ao vê-lo histérico na TV, confesso que os argumentos do homem até me convenceram (apesar de estar sempre de pé atrás quando pressinto virgens púdicas indignadas). Denunciava ele os tachos já distribuídos pelo Syriza, assim como a irresponsabilidade desse governo grego que não fazia o que tinha que fazer, ou seja as tais "reformas" (= pôr o povo a dar o litro como a chiba do Jaime e privatizar até a nuvem que passa, como dizia o Saramago, fora o resto que eu agora não cito). De caminho, foi passando um bocadinho a mão pelo povo grego, mas estando implícito que acha que são um povo de calaceiros...

 Afinal, a veemência, para não dizer a fúria, deste sr. Guy-não-sei-das-quantas (que averba no currículo o facto de ter sido primeiro-ministro da Bélgica), era resultante de um feroz despeito por os rapazes do Syriza lhe terem estragado os planos de negócio!

Enfim, mais um vampiro que estava a aguçar o dentinho para sugar algo em vias de privativação e a quem frustraram o intento...

Entendem agora o esquema?? - então é assim: 
1º. promover o endividamento através de crédito fácil; 
2º - gerar uma dívida impagável; 
3º - promover um governo fantoche e cúmplice das negociatas, cuja missão é desmantelar o Estado e vender os anéis... - a palavra de ordem passa a ser: "privatizar, privatizar!..." 
4º - é a hora dos vampiros, que ainda por cima se apresentam como "salvadores de pátrias" (como se o capitalismo selvagem tivesse pátria)...

O problema é quando surge um governo eleito que lhes baralha as contas!.... 
- Têm ataques de fúria, como este senhor (vá-se lá saber porquê...).

Aqui vos fica, com os cumprimentos do ti Zé:

In: "InfoGrécia", 2015.07.09:

Eurodeputado anti-Tsipras foi candidato às privatizações da troika na Grécia


Para ler tudo, clicar sobre este link: