Este vídeo apresenta uma palestra de Carole Cadwalladr, uma jornalista de investigação britânica. Expõe o papel que o Facebook e as redes sociais tiveram na utilização das novas tecnologias para levar o Reino Unido a votar Sim para sair da União Europeia.A palestra desta jornalista é esclarecedora sobre o crime organizado e oculto que manipula as grandes decisões.
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segunda-feira, 22 de julho de 2019
Malefícios da Globalização: manipulações Facebookianas
Mão amiga fez-nos chegar mais este aviso:
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
A morte antecipada da aldeia (real)...
Foto de Adriano Miranda/Público
Já rios de tinta correram sobre o tema dos incêndios, e, como tal, tudo o que mais se possa acrescentar é chover no molhado. Mas, das várias coisas que lemos, e porque este blogue tem por título o trocadilho entre o "aqui d'el rei" e o "aqui d'aldeia", em que se subentende o "quem nos acode?", se bem que atiremos para a dita "aldeia global", é sempre a "aldeia real" que nos serve de norte, ainda que muitas vezes nesse conceito envolvamos a Tugalândia, país imaginário habitado pelos Tugas.
E, comovendo-nos como Marcelo sobre a tragédia, a pergunta que mais nos perturbou foi feita por alguém sofrido, algures perto de Vouzela, reproduzida numa reportagem da jornalista Natália Faria, de que se fez eco a tribuna neoliberal que dá por nome de "Observador", e que foi esta: “Depois disto, o que é que nos segura cá?”.
Com a devida vénia, transcrevemos o resto:
Sim, é isso. O que é que ainda nos segura cá? Remam contra a maré, últimos moicanos resistentes, cercados e avassalados pela "civilização" global, num tempo e lugar onde se tornou contraproducente produzir o quer que seja, pois que a concorrência da agricultura industrializada de porcarias feitas à pressão, desde batatas transgénicas aos pitos de aviário cheios de nitrofuranos e hormonas que decerto têm amaricado as sociedades urbanóides, e, por fim, isto!!
E agora esperem só pelo que vem por aí... Quando estes últimos resistentes tiverem desistido, a vegetar num lar qualquer, os filhos e netos, perdidos algures na cidade ou na estranja, vão em breve receber o fatídico telefonema dos agentes dos oligopólios que vão começar a comprar a terra queimada por tuta e meia. Segue-se o emparcelamento, virão potentes máquinas que vão escalavrar todos os solos milenares, e, seguindo projectos bem delineados em gabinetes de silvicultores altamente especializados e aconselhados por peritos em incêndios florestais, começarão sistematicamente o plantio da nova floresta neoliberal, a mata que não arde, altamente produtiva, com espécies de crescimento rápido, para pasta de papel e mobiliário do Ikea, tudo controlado por computador a partir da Suécia, ou da China, ou de outro ponto qualquer da aldeia global... - Claro que terão por cá os seus agentes locais, como aquele sr. ministro que se queixava, há muitos anos, de estar a perder dinheiro no governo (era um alto quadro da portucel), mas que de lá o não deixaram sair enquanto não produziu, durante mais de 10 anos, uma série de legislação para acobertar a eucaliptação da Tugalândia.... Ou o outro das negociatas dos chaparros, que decerto se perfila para ser ministro de agricultura e florestas num futuro governo pós-geringonça... para além da sua querida líder, que igualmente favoreceu a eucaliptação na sua passagem também pelo ministério da agricultura... Por isso, as suas moções de censura são lágrimas de crocodilos ávidos de voltar aos postos de controlo das centrais de distribuição de apoios a esses grandes oligopólios que os patrocinam e de que são agentes e testas de ferro.
Sim, a morte da aldeia real é também isto: a morte de um velho mundo moribundo patente nos olhos do homem da fotografia captada pelo repórter urbano. Espécie mais em vias de extinção que o desaparecido lince da Malcata. Com ele morre um passado milenar, neolítico, de gente com valor e valores agarrada ao seu rincão sagrado. Vem um novo mundo de criaturas sem alma e sem rosto, dominando extensos feudos decerto guardados por guardas armados, talvez netos destes homens, que se irão tornar servos deste miserável sistema que suspeito por detrás desta política de terra queimada. Sim, essa nova floresta capitalista não vai arder, não. Vigiada permanentemente por satélite e por drones e patrulhada por guardas privados, ninguém ouse pôr um pé nela. E, nesse dia, os pirómanos receberão o seu emprego, ou na patrulha de vigilância, ou nas equipas de abate ou serração.
Preparem-se. Vem aí a nova floresta neoliberal, asséptica, a mata que não arde, altamente produtiva. O pinhal "nacional" desde D. Dinis, já era, tal como o pinhal do ti António, do ti Manel, ou do Ti Zé da aldeia real... Acabou. É preciso "modernizar a nossa floresta", vai ser o mote. E o papalvo come e aplaude.
domingo, 11 de janeiro de 2015
Je suis Charlie!
Hoje é o dia da Grande Marcha de Paris...
Guardaremos o nosso comentário para depois...
Hoje, e apenas, nous sommes Charlie aussi!...
Guardaremos o nosso comentário para depois...
Hoje, e apenas, nous sommes Charlie aussi!...
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Mandela símbolo
Faleceu ontem o grande líder africano (e mundial) Nelson Mandela. O tambor africano desde os confins do Cabo terá rufado pela noite e pelo continente. Muitos não festejarão, porque o homem foi condescendente de mais com "os brancos". As teorias da negritude defendiam (e defendem) que a África "é um continente negro", e tudo o que destoe desse tom de pele, não tem que lá estar. Para mais, filhos de antigos colonialistas, esclavagistas, exploradores, racistas, etc.. Há um racismo negro a par de um racismo branco... Fosse "real politik" ou fosse convicção, este Homem defendeu o contrário. Depois da militância no ANC e de ter alinhado na luta armada em prol da libertação do seu povo, acabou por ser uma espécie de Ghandi africano. E conseguiu o que parecia impossível: fazer coexistir dois mundos que pareciam irreconciliáveis nesse território meridional de África. Não há "habilidade política" que valha, sem um grande fundo de humanidade, e uma grande capacidade de liderança e de ser reconhecido, por uns e por outros. Pelo que este Homem, foi, sem dúvida, um fora de série. Que diferença com o Bokassa zimbabueano, ou com o corrupto dos Santos, e tantos outros sobas africanos que sucederam ao período colonial!
Este Homem, também por isso, foi um Grande, desta Aldeia global.
Que acontecerá agora à Africa do Sul?
Nelson Mandela em 2 de agosto de 2008 na
comemoração do aniversário do ex-presidente sul-africano (AFP, Gianluigi
Guercia)
«Nelson Mandela- A Liberdade está de luto. O Mundo
também. Até sempre, Madiba
A Liberdade
está de luto. O Mundo também. Partiu Nelson Mandela. A África do Sul ficou órfã
do seu pai. Lágrimas que se choram, palavras que evocam a memória daquele que
se vergou pela Humanidade. Daquele que abdicou de tanto por tantos. Até sempre,
Madiba.»
ver notícia completa em: http://www.noticiasaominuto.com/mundo/141661/nelson-mandela-morreu#.UqGtO0ap3IU
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