Mostrar mensagens com a etiqueta Demografia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Demografia. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A evolução demográfica dos vários estados constituintes da União das Hortaliças tem-se tornado numa preocupação crescente por parte dos seus líderes políticos e outros, preocupados com uma composição populacional que poderá levar a perdas futuras da produtividade e competitividade nos mercados internacionais que como se sabe são actualmente mais selvagens do que uma selva pois na selva os animais têm tempo de repouso e para se envolverem em actividades familiares, ocasionalmente até darem-se à bizarria de actos altruístas, ao passo que nos mercados nada disso existe. A preocupação maior é a de que as camadas mais jovens da população estão em declínio e isto tem sido usado para assustar os futuros reformados (ou talvez prepará-los para que nessa altura não tenham por reforma senão o que encontrarem nos caixotes do lixo) e os utilizadores dos Serviços Nacionais de Saúde/Doença – designação dependente de se os estados em causa estão a norte ou a sul da fronteira da República Federal das Batatas – e outras mordomias que tais. É claro que perante as taxas de desemprego em cavalgante subida por toda a parte, os ignorantes cidadãos perguntam-se para que serão necessários mais jovens dado que, quando chegarem a altura de ganharem o seu, não terão onde. Mas enfim, os cidadãos são isso mesmo, ignorantes, e não podem compreender estas subtilezas da demografia económica. Subtilezas aparte, podem agora os decisores políticos e económicos respirar um poucochinho de alívio perante os resultados do novo censo da União das Hortaliças. O censo demonstrou que os países intervencionados pela Tripeça tiveram uma quebra acentuada da sua população total, tanto pelo aumento a taxa de mortalidade, e em especial a infantil, como pelo aumento do número de cidadãos que fogem para qualquer lado porque a sobrevivência nos países deles é impossível. Assim, a República dos Ursos Brancos viu a sua população desaparecer para metade, a República dos Nabos perdeu 1/10 dos habitantes e a do Goulash pelo menos 30%. Já quanto à Democracia da Moussaka, e como é hábito, não se conhecem resultados, até porque os seus dirigentes não sabem quantos habitantes tinha o país antes da crise, quantos morreram desde então ou quantos deram e dão às de vila-diogo. Com a excepção da anárquica Moussaka, os planos de ajustamento da Tripeça têm sido considerados um êxito nestes países intervencionados. Pelo que fica a natural confusão na mente do público sobre o sucesso dos planos de austeridade e ajustamento e as questões demográficas. Será que os programas de ajustamento são considerados bem-sucedidos porque estão a esvaziar os países das suas populações, promovendo deste modo a redução dos gastos públicos pois não haverá necessidade de tantas escolas, hospitais, professores, pensões de reforma, invalidez e subsídio de desemprego? Será que o objectivo é fazer entrar em sobrelotação as preguiçosas barrigas femininas que restarem, para combater o temido envelhecimento populacional? Ou será que os sábios estão prestes a lançar um novo índice da vitalidade económica dos países baseado na taxa de emigrantes per capita?

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O Ocidente está a cavar a sua própria sepultura

O fénómeno começou há muito tempo, na era do bem-estar. E quanto mais bem-estar, mais hedonismo e comodismo, a par da preocupação com a "carreira". A chamada "libertação da mulher" também ajudou. São factos. Quem não se lembra das baixíssimas taxas de natalidade dos nórdicos, que os mesmos compensavam com a adopção de criancinhas que importavam dos países mais "atrasados" (tipo Portugal) e Terceiro Mundo? Havia redes especializadas até para isso. Era como quem mandava vir um bichinho de estimação para preencher os vazios existenciais deixados pela fixação nos "objectivos" carreiresco-profissionais, assim como pela opção das mulheres não quererem engravidar porque depois ficavam deformadas, ou ainda por opções sexuais hoje muito bem vistas e modernaças (se é que não radicam em anomalias somáticas ou bio-psíquicas).  Obviamente que não falo dos comuns casos de esterilidade que sempre houve desde os tempos bíblicos.
Agora, a juntar a isso tudo, veio a Crije... Razões bem menos prosaicas se juntaram às anteriores. O MEDO que se apoderou das sociedades europeias (e em breve o fenómeno baterá igualmente às portas da América), sobretudo nas economias mais débeis. É o medo que decorre do neo-liberalismo selvagem: o medo de ser despedido a qualquer momento, de não ter dinheiro para pagar a renda da casa e a comida, ou seja, sustentar uma família dentro dos agora normais padrões de conforto (claro que as pessoas da etnia cigana não se preocupam com isso, pelo que continuam prolíferos como coelhos).
Esse medo tolhe-nos, faz-nos pensar mais que duas vezes. É que se tivermos de ir comer gafanhotos e regressarmos aos níveis pré-históricos da recolecção, pensamos que lá haveremos de nos safar. Mas, se tivermos que sustentar uma família, nestas condições, seguramente é mais difícil. E vemos instalar-se quotidianamente o "salve-se quem puder!"
Nestas condições, não há lugar para romantismos (até a libido se vai, quando muito transformada num hedonismo sem limites, tipo "últimos dias" de Pompeia ou de Roma, de Sodoma ou de Gomorra) e muito menos para procriacionismos. Como, depois, criar a "cria", para já não falar em "prole", que era coisa de outros tempo? Caíu o pano, neste Ocidente decadente.
Se a demografia é a base de qualquer economia, nós, os chamados europeus (= branco caucasiano), já éramos. Mas, como nas sociedades humanas como na física, a Natureza tem horror ao vazio. Assim, outros virão ocupar o nosso lugar. Já por aí andam: chineses, indianos, africanos, etc.. É o multi-culturalismo. Nos tempos do império Romano, chavam-lhes bárbaros. Como são menos exigentes, serão mais prolíferos. Eles são a "Nova Europa", os novos "europeus". As "idades médias" são o tempo que leva a barbárie a adaptar-se à Civilização.
Pode ser que um dia ocorra depois um Renascimento, e esses, os do Futuro, se lembrem desta Humanidade extinta, como os homens de Neanderthal. Ou, no mínimo, nos vejam como uma espécie de Atlantes ou de romanos que conheceram uma Idade do Ouro. Seja uma coisa ou outra, sou um destes, em extinção.

Provas do que afirmo?? - A realidade está à vista, mas será melhor ler o que dizem os doutos, que eu cá não passo de um pobre Zé da Aldeia:

«Investigadora: Ser pai ou mãe tornou-se "muito exigente" e causa angústia
A tarefa de ser pai ou mãe tornou-se "muito exigente", causando angústias que podem levar ao adiamento da parentalidade, defendeu hoje a socióloga e investigadora Vanessa Cunha, responsável por um estudo que será apresentado na quinta-feira.

A decisão de ter filhos "tornou-se qualquer coisa de muito exigente, parece que temos de ser muito qualificados em termos parentais para assumir este compromisso", disse à agência Lusa Vanessa Cunha do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa.
Actualmente, "há muitas pessoas que sentem insegurança acerca se vão saber ser pais, se vão conseguir exercer convenientemente este papel", ao contrário do que acontecia na geração anterior em que a parentalidade era "assumida mais naturalmente, sem este tipo de angústias e incertezas", explicou.
Vanessa Cunha é a investigadora responsável pelo estudo "a intenção de ter crianças e o adiamento em tempos de incerteza", realizado em parceria com o centro de investigação da Universidade de Évora e que será apresentado na quinta-feira.
Este projecto pretende ajudar a compreender o adiamento da parentalidade em Portugal, tanto do segundo filho, o que já vinha acontecendo há alguns anos, como do primeiro, o que é uma situação recente.
"O que temos desde os anos 50 é o adiamento da vinda do segundo filho o que faz com que seja tão visível a questão do filho único na sociedade portuguesa", um traço distintivo em relação aos vizinhos culturais da Europa do sul, explicou Vanessa Cunha.
Mas, a geração que nasceu entre 1970 e 1975 "já tem um adiamento intenso do nascimento do primeiro filho" e, num inquérito realizado em 2010, quase 30% dos homens e 20% das mulheres ainda não tinham tido filhos, segundo Vanessa Cunha.
A investigadora referiu que são muitas as razões para o adiamento da decisão de ter filhos, sendo "a insegurança financeira a questão central em jogo".
Sendo uma decisão de longo prazo, a análise não fica pela situação económica e é cada vez mais ponderada não só em termos individuais, mas também de casal e o estudo vai analisar como as divergências são negociadas e como podem levar ao adiamento.
O facto de as conjugalidades "serem hoje consideradas, à partida, qualquer coisa que pode não ser para a vida toda conflitua com a ideia de que a parentalidade é para a vida, acha-se que ter filhos continua a ser um projecto que deve ser vivido a dois", explicou.
A insegurança e incerteza laboral e de políticas públicas na área da família, com perda de direito a benefícios como os abonos, a dificuldade de conciliação entre vida profissional e vida da família e a falta de apoio de familiares, principalmente dos avós, são outras razões para as dúvidas.
"Este adiamento também torna a questão da transição para a parentalidade numa luta contra relógio e muitas vezes já enfrentam outras dificuldades, ao nível da fertilidade. Muitas vezes querem um segundo filho e já não conseguem", alertou ainda Vanessa Cunha».

in: Notícias ao Minuto - ver aqui: http://www.noticiasaominuto.com/pais/77515/ser-pai-ou-m%c3%a3e-tornou-se-muito-exigente-e-causa-ang%c3%bastia