domingo, 27 de maio de 2018

"Corrupção - ataquem o Cérbero" - artigo de Carlos Matos Gomes

Não somos especialmente fãs deste senhor, um dos famosos militares de Abril do "entrega-entrega" e que depois se dedicou a construir uma narrativa auto-desculpabilizadora sobre o desfecho da guerra do ultramar - a qual procura fixar a tal "verdade oficial". - Apesar disso, aqui fica este escrito do dito senhor, sobre o busílis da questão - caso para lhe perguntar porque não toca a reunir a brigada do reumático da Associação 25/04, e fazem outro 25/04??  (ah, já me esquecia que o 25/04 só serviu para se fazer a tal de "descolonização exemplar", visto que, passado o fervor revolucionário, os tais que denuncia voltaram depressa, sem que os senhores militares denunciassem, a seu tempo, o regresso dos vampiros e da corrupção generalizada...).
Todavia, aqui vos fica: 
«Corrupção - ataquem o Cérbero, 
o monstro das três cabeças. 
Não sejam cobardes nem cúmplices  
 Vamos falar de corrupção? A sério? 

Podíamos falar da constituição de monopólios do tempo da primeira industrialização de Portugal, a do Marquês de Pombal, mas vamos ao tempo aqui mesmo ao virar da porta. Como se reconstruiram os grupos privados após a nacionalização da banca em 11 de Março de 1975? Como reapareceram os bancos privados, como surgiram o BIP, das confederações do Porto, Santos Silva, o BCP/Millenium da Opus Dei, Jardim Gonçalves, o BPN de Oliveira e Costa, como reapareceram os Espirito Santo, como desapareceram os Burney, os Pinto Basto, o Totta e Açores, o Pinto e Sotto Mayor, o Crédito Predial, como desapareceu o Banco Português do Atlântico de Cupertino de Miranda e o Pinto Magalhães? Como apareceram os Mello /CUF no sector da saúde privada e nas auto-estradas e como desapareceu a CUF, um grupo insustrial? Como desapareceu a SACOR e surgiu a GALP? Como foram atribuídas as concessões de estradas – BRISA e Autoestradas do AtLântico, de portos, de aeroportos? 

Em resumo: Como surgiu a Quinta da Marinha após o 25 de Novembro? Como desapareceram a Siderurgia Nacional, a CIMPOR, a CUF /SAPEC- adubos, as papeleiras, as refinarias nacionais – SACOR e surgiram os concessionários das portagens de autoestradas, os comissionistas de taxas de combustíveis e de electricidade, os merceeiros da grande distribuição? 
Corrupção. Como se constroem impérios de serviços? A SONAE, ou o Pingo Doce, ou a Brisa, ou a CUF saúde? Como se constrói uma sociedade de rendas, de rentistas, sem pagar comissões ao poder político? 
E não só, como se mantém a ficção de que vivemos num regime de seriedade sem uma comunicação social por conta, como as amantes? A comunicação social é corrupta desde o miolo. É a comunicação da corrupção e ao serviço da corrupção! 
Existe algum chefe de governo desde 25 de Novembro de 1975 que não tenha sido um avençado dos grupos cuja criação ou recriação promoveu? Mais, existe algum presidente da República que não tenha sido um instrumento destes poderes? Quem não se aboletou com os fundos estruturais da CEE? A UGT nasceu como? Já alguém ouviu o Torres (um peão, é certo) Couto sobre os fundos para a formação? E quanto ao abate da frota pesqueira ? E sobre a destruição do olival? E sobre a plantação do eucalipto? E como foram elaborados os PDM, os planos directores que trouxeram 80% da população para a faixa litoral? Existe alguém nos vários governos com as mãos limpas?
Como surgiram bancos fantasmas do tipo BPN sem corrupção no topo do regime? 
Tenho sobre o cristo do momento, Manuel Pinho, a pior das opiniões: enojam-me os zequinhas como ele, os patetas como ele, os pequenos vigaristas como ele, mas falemos então de gente que determinou o que está a acontecer: Julguem o Ricardo Espírito Santo Salgado! Comecem por ele e deixem para já os peixinhos de aquário, como o Pinho dos corninhos a abrir e a fechar a boca e os Sócrates. 
Vamos ser sérios: na operação Marquês comecem por Salgado e pelo Banco Espirito Santo. No caso do Pinho, ou do Sócrates, comecem por Espírito Santo. Sentem Ricardo Espírito Santo Salgado no banco e comecem a fazer-lhe perguntas. Quem o trouxe de regresso a Portugal? Que apoios ele teve para reconstituir o seu império? E chamem Jardim Gonçalves! E chamem as famílias Cupertino de Miranda e de Pinto Magalhães! 
Mas, antes de tudo tenham a coragem de julgar Ricardo Espirito Santo Salgado! É nele que tudo começa e é aos Espirito Santo que tudo vai dar. Não sejam cobardes e não atirem areia aos olhos dos portugueses! 
Tenham os jornalistas a coragem de ir ao centro do vulcão! Ao Espirito Santo! Porque não vão? Medo? Cumplicidade? 
O resto, os ataques a Sócrates e a Pinho são demonstrações de rafeiros que ladram mas não mordem. Estamos a ser – os portugueses em geral – sujeitos a uma barreira de mistificadores e de cobardes que nos querem pôr a discutir as gorjetas que os mandaletes de fazer recados, os groom, receberam quando a questão é a do dono do hotel. Mas esse deu muito dinheiro a ganhar. Sabe muitas histórias… Não é? 
A história da corrupção que nos está a ser contada é a história da cobardia de jornalistas e de magistrados. De canalhas que estão a apontar para o lado – foi aquele menino - para que não olhemos para eles. 
É o desafio, o meu: políticos, jornalistas, magistrados, tenham espinha, encham o peito e vão​-se​ a ele! Não sejam rafeiros! Não sejam merdas: atirem-se ao Cérbero, ao “demónio do poço” na mitologia grega, ao monstruoso cão de três cabeças que guardava a entrada do mundo inferior, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem. Vão à fonte da corrupção: ao Espírito Santo. 

Falta-vos coragem? Comeram desse tacho? Não? 
Se não falta coragem, se não comeram desse tacho, atirem-se ao Espírito Santo, ao monstro, ao Cérbero, exijam o seu julgamento! Ele sorri e escarnece de vós à saída das audiências! Vão-se​ a ele! 

O resto são merdices e areia para os olhos do pagode.»

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Da nossa Aldeia para a Aldeia Curda...

O nosso amigo Ti Ago é um improvisador inspirado. 
Diz que estaba ali no tasco, a ber na telebisão
os turcos a malhar nos curdos, e beio-lhe a inspiração:
E escrebeu um poema, a celebrar o Curdistão!

Aqui bos fica, a pedido do ti Ago, 
este expressivo poema 
a um povo extraordinário:













Na cordilheira do Zagros,
os avanços são magros.
No monte Ararate,
pressente-se a morte.
Desde as montanhas do Kandil,
lançaram-lhe de Paris o ardil.
Mas mesmo assim resiste, persiste
e em parte já existe.
Encravado entre Iraque, Turquia, Síria e Irão,
aspira uma Nação!
Para lá da mentira e do engano orquestrado,
é já Natio mas ainda não Estado.
É o Grande Curdistão!  

                                                       Ti Ago


E se mais quiserdes saber, 
tomai lá para aprender:





sábado, 3 de fevereiro de 2018


 --- DECADÊNCIA OU NÃO DECADÊNCIA ---

Abordando o tema da decadência, apetece-me tratá-lo de dois ângulos que se laçam e entrelaçam: a decadência e a não decadência.
Quanto à primeira… na civilização do Iluminismo, da Revolução Francesa, da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, da Declaração Universal dos Direitos do Homem, da igualdade de géneros, da abolição da escravatura, da exploração Espacial, da vanguarda legislativa sobre trabalho ou o ambiente, dos mais baixos índices de pobreza, dos mais altos índices de riqueza ou da solidariedade, continuamos a levantar o silício, prostramo-nos e aceitamos muitas vezes por bagatelas (as mais evidentes nestes tempos são as religiosas) e em nome de uma igualdade (que no fundo é totalmente desigual) renegarmos todos estes princípios fundadores.  Enquanto continuamos a discutir o sexo dos anjos, Constantinopla é conquistada.
Numa biografia de Salazar (sinceramente não me recordo se na de Franco Nogueiro ou na de Filipe Ribeiro Menezes) lhe perguntam o porquê da extensão temporal da Guerra Colonial, muito secamente responde: à espera que Ocidente acorde e atine.
Não serão, a venda e o esquecimento dos nossos princípios a grande decadência? Ontem como hoje os trinta dinheiros e a cegueira são os imperadores do mundo.

Mas indago, não estará decadência nas pequenas ações e observações?

Ainda esta semana uma aluna do secundário me fez a seguinte interpelação no início da aula? O professor gostava de andar na escola? – sim. Tanto gostei que ainda hoje para além de professor ainda sou estudante. Retorque ela: eu também gosto, mas gosto é dos intervalos e dos colegas! Porque é que temos de ser avaliados às matérias que estudamos? – porque não estou aqui para avaliar, cores de cabelos ou o tamanho das unhas de gel mas geografia. Não convencida, volta à carga: porque é que temos de andar na escola? Não serve para nada! Confesso – embora sendo pacifista – que me apeteceu fazer uso das técnicas da escola primária…. No entanto fiz-lhe ver que as suas observações eram ridículas e desproporcionadas por duas coisas: por ser mulher (e pela sua luta) e pelo analfabetismo (e a sua carga negativa). Indiquei-lhe que se por acaso tivesse nascido 500 km mais a sul, a sua opinião seria totalmente diferente. Não percebendo o comentário, alguém teve de lhe explicar que me estava a referir a Marrocos e o que implica ser mulher nos países árabes e pior: mulher analfabeta! Não atingiu a magnitude do comentário!

Quanto ao “tempo das meias-tintas”, já Pessoa dizia: Ninguém sabe que coisa quer./ Ninguém conhece que alma tem,/ Nem o que é mal nem o que é bem. /(Que ânsia distante perto chora?)/ Tudo é incerto e derradeiro. /Tudo é disperso, nada é inteiro. Ó Mundo hoje és nevoeiro.
Aliás, muitas dessas questões, levantadas no texto, “DECADÊNCIA DO OCIDENTE - mais sinais do Fim...” se as vivêssemos em Eras passadas seriam processadas pela moralidade e pela ética religiosa (religião no geral e não obrigatoriamente a Católica) traçando a linha entre o aceitável e o intolerável de modo a preservar a normalidade das sociedades terrenas e celestiais. Mas quem traça essa linha ética e moral, hoje? Estaremos, nós os ateus/agnósticos a cair no duplo paradoxo de i) não acreditar no fenómeno religioso, mas a “rezar” para que ele não acabe? e ii) se no século XIX, a causa da decadência (no caso Portugal por Antero de Quental) fosse a religião agora esta decadência esteja hoje ligada ao rarear da religião? Um tema que com tempo se hão-de gerar alguma linhas reflexivas. 

Voltando ao nosso mundo mais rústico e telúrico onde o pensamento é simples e claro como a água ou como a poesia de Caeiro, ergue-se a máxima: a necessidade aguça o engenho. Será que esta nossa decadência começa por não termos a necessidade e o consequente engenho? Esta onda de depressões não será um reflexo da perda de argúcia e de resiliência?

Quanto à segunda…pergunto se grande parte do mundo não gostaria de viver na nossa decadência. Nãos seremos o pior dos cegos? Isto é, aquele que não quer ver e que apenas nos queixamos de barriga cheia? (que é incomparável melhor que nos queixarmos de barriga vazia). E que esse queixume não é apenas um reflexo do nosso inconformismo e resultado de uma busca incessante pelo novo e pelo diferentes embora muitas vezes seja pior que o que tínhamos ou nem sequer o consigamos compreender na sua totalidade? Afinal de contas quem prefere ver o “Olhar o Mundo” onde um bando de chatos comenta geopolítica quando pode tomar o seu shot de reallity show instantâneo? Não seremos apenas aquela personagem hipocondríaca que pensa que tem todas as doenças e toma remédios impulsivamente, quando afinal tempo apenas uma unha encravada?
Estará a sociedade decadente, estarão as ideias e os princípios decadentes, os dois ou nenhum?

Post scriptum: Cara Cristina, felicito-a pelo texto e pela bela explicação e distinção entre educação, biologia e antropologia.


Ti Ago

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

DECADÊNCIA DO OCIDENTE - mais sinais do Fim...

Pouco a pouco, fomos megulhando num mundo desenxabido: café sem cafeína, açúcar sem sacarose, cerveja sem álcool, tabaco sem nicotina (e agora substituído por uns "cigarros eléctrónicos" que ainda fazem mais mal do que os originais)... Reflexo de tudo isto, no tempo das meias-tintas, um pretenso vanguardismo de "gauche", através da lavagem cerebral do "politicamente correcto", impôs o multiculturalismo e, indo muito além da louvável igualdade de género, pretende afirmar a... anulação do género!! - Nem sequer se trata de construir uma Humanidade assexuada, mas de uma Humanidade (ou Mulheridade??) efeminada, onde, a pretexto de se combater o "machismo", se procura erradicar o masculino, dando lugar a um paraíso LBTG, em que o "macho" é um híbrido que já não sabe o que é, e a reprodução se reduz ao recurso a adopções de meninos de países exóticos, ou então inseminam-se as mulas destes supostos "casais", quando não-raro se arranjam "barrigas de aluguer"... 

- Ora como sabiam os nossos mais-velhos cá da Aldeia (real), os machos e mulas eram criaturas que não se reproduziam - o que será, talvez, o objectivo último destas criaturas - tudo gente bem pensante, das élites burguesas urbanas - ou seja, o desmantelamento total e completo da civilização ocidental. O caricato é que, desse modo, estão a abrir as portas a um mundo onde a mulher é tratada abaixo de cão, tem de andar de burka ou, no mínimo, de cara tapada, onde o homem é rei e senhor e até pode ter tantas quantas possa sustentar... Ah,  mas os(as) mulos(as) do politicamente correcto desculpabilizam e relativizam isto, com base na "especificidade cultural" de tais povos...

É nestes fundamentalismos que, partindo de situações obviamente não defensáveis (pedofilices, violações, etc.), acabamos por encontrar a verdadeira "caça às bruxas", que desemboca na criminalização do "assédio". Sendo que neste conceito pode caber toda a subjectividade que vai de um simples piropo, ou a uma atenção ou abordagem mais carinhosa relativamente a alguém do sexo oposto (presumo que se fôr entre criaturas do mesmo sexo não deve haver problemas...). - Como é evidente, as queixosas (subentende-se que sejam só as "queixosas", pois as mulheres não assediam homens) nunca se queixarão de tipos todos "bons", tipo príncipe encantado ou tipo Cristiano Ronaldo, bonitões, de conta bem recheada... De onde se conclui, que o "assédio" só acontece (ou seja, é denunciado), quando se trata de um tipo feio, mal vestido, velho, e/ou um "teso" (economicamente, para além do seu estado físico momentâneo). Ou então, como o disse a Catherine Deneuve (a original), o ataque de pudor e de indignação, em certos casos Hollyhoodescos, acontece em diferido, muitos anos depois, uma vez garantida uma carreira que, sabe-se lá, boa parte dela foi feita na horizontal... - Enfim, as tais americanices que depois são exportadas para a Aldeia Global.

Serve este arrazoado como introdução para um clarividente texto que mão amiga nos fez chegar, tanto mais insuspeito na medida em que é assinado por uma Senhora. Sim, uma Senhora com S grande, que seguramente seria vaiada pelas mulecas esganiçadas da tal "gauche" LBGT das pseudo-élites bem-pensantes das sociedades urbanóides deste Ocidente em putrefacção acelerada.

Aqui vos fica:


«ASSÉDIO… ou PARVOÍCE?
Cristina Miranda

Há por detrás desta onda de indignação de certas mulheres uma hipocrisia monumental. Se por um lado se queixam do assédio sexual por parte dos homens, do outro exibem-se praticamente nuas apelando aos  instintos  reprodutores dos machos. Não me venham dizer que o fazem de forma ingénua só por “gostarem” da indumentária ou para se “sentirem bonitas”. Balelas! Mulher que é mulher com “M” grande sente-se bonita e atraente até com umas simples calças de ganga. Sou mulher e sei muito bem do que falo.
Cresci num tempo em que incomodar uma miúda na paragem de autocarro com graçolas era MÁ EDUCAÇÃO com direito a dois tabefes bem dados nas trombas desses garotos após queixa ao pai. Não era assédio sexual. Um tempo em que mandar um piropo por passar uma rapariga bonita, não era assédio, era fazer a corte. Atacar violentamente uma mulher abusando dela sexualmente era crime de violação sexual. Tudo era muito bem definido. Agora tudo é assédio. Hoje até um simples “olá estás boa!” pode ser perigoso. É a doideira total.
Como mulher também eu fui largamente “assediada” dentro deste contexto “moderno” da palavra. E isso nunca me incomodou. Porque os galanteios sabiam-me bem ao ego pois demonstravam  o meu grau de sedução sobre o sexo oposto. Mas sempre com cuidado com as indumentárias para não transmitir uma imagem errada daquilo que pretendia: atrair  pessoas, não predadores sexuais. Quantas vezes me perguntaram: “Posso me sentar? Está acompanhada?” dando uma resposta imediata conforme minha conveniência. Que mal tem atrair os homens e receber uma abordagem por isso quando até os  passarinhos (esses animais tão fofos) provocam as passarinhas com rituais para as atrair sexualmente?  Porque não nos indignamos igualmente com a natureza? Bem, deixa-me estar calada, não vá alguém ter ideias…
Mas a hipocrisia cresce ainda mais quando ninguém refere os homens como vítimas desse mesmo assédio de que tanto  se queixam! Não oiço nada, mesmo nada sobre isso e é muito estranho. Ao longo da minha vida vi coisas incríveis protagonizadas por mulheres predadoras sexuais. Não estou a brincar. Autênticos filmes alguns quase de terror psicológico com elas a rodear vítimas masculinas desesperadamente. Quando dava aulas em Ponte de Lima havia um colega que era muito popular do mulherio. Sempre rodeado por elas, alunas e professoras. Tinha o dom de saber ouvi-las e elas encantavam-se com ele! E eu, achava aquilo muito engraçado, porque meu colega, fosse num café ou na escola, nunca se via com homens. Parecia ter mel que só atraia o sexo feminino. E muitas! Até que um dia nos tornamos amigos e ele começa a contar-me o seu drama. Fiquei a saber que ele era perseguido, molestado, “armadilhado” com esquemas onde apareciam  nuas na sua cama, lhe ligavam para casa a toda a hora, enfim, não o deixavam em paz. Vivia num inferno! Mas, como vivíamos num tempo diferente deste, nunca viu nisso um crime. Apenas azar de atrair tanto o sexo feminino. Como este, conheci muitos mais exactamente com o mesmo problema: assédio feminino. Alguém fala nisto? Claro que não. Não convém.
Esta raiva aos homens é patológica. Não faz sentido em mulheres saudáveis e bem resolvidas com a vida. Porque estas sabem sempre avaliar as situações separando o que é efectivamente crime do que não passa de galanteios, mais ou menos felizes (sim, porque nem todos nascem com o mesmo dom para a sedução).  Saberá estar à altura de dizer “não” e se esse “não” for desrespeitado, resolvê-lo.

Porque a hipocrisia não deixa ver que no dia em que estas senhoras todas com mais ou menos  nudez à mostra, não obtiverem qualquer reacção masculina (por receio destes) serão elas a questionar a virilidade dos homens e acaba-se o glamour dos vestidos às tiras sem cuecas.»



quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Desmontando o esquema das tais Privatizações...

Antes de mais, caros Aldeanos, desejo-vos um Bô Ano Nôbo!

E cá estamos nós, de novo na praça cá da Aldeia, para zurzir na bardinagem que anda por aí a dar cabo disto tudo!...

Já aqui botámos algumas bocas sobre isso das Privatizações Selvagens, inverso das Nacionalizações do PREC - a sigla agora até pode ser a mesma, agora PREC = Processo Reaccionário em Curso, protagonizado pela pandilha PSD, CDS e parte do PS, sobretudo o que emergiu do Socratismo. 
Sob a capa de uma "crije" que, quanto a nós, foi produzida artificialmente nos laboratórios da banca e do sistema financeiro internacional, para implementação de uma agenda neoliberal, eis que a palavra de ordem foi (e é): PRIVATIZAR, PRIVATIZAR, PRIVATIZAR!....


... E depois queixem-se que pagam a electricidade mais cara, ou que já não têm os Correios à porta...
... pois então, continuem, camelamente, a botar neles!!! (ou ainda não perceberam que esta Direita neoliberal que por aí anda, não passam de lacaios deste sistema sanguessuga, que suga o Estado, os seus trabalhadores - quando não os manda para o desemprego, como trastes - e, no fim da linha, os utentes/clientes...) - São os tais vampiros da canção do Zeca, que andam por aí, em bandos, pelas avenidas, bem engravatados, tresandando a perfume Boss...

- Sim, Botem neles... mas era com a Bota!!!


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Achegas para a impugnação da canonização do S. Belmiro...

Más línguas!...

Agora que tudo concorria para a canonização de S. Belmiro, já em fase de beatificação, incensado como o maior empresário que a Tugalândia jamais conheceu, um "self made man", um homem que subiu na vida a pulso, com um rasgo e visão inigualáveis, gestor eficaz, trabalhador incansável, que se levantava às 5h da manhã para trabalhar (bem, descontando a horita do ginásio matinal), enfim, com tantas qualidades que tudo apontava para uma subida aos altares mais rápida do que os pastorinhos de Fátima...

Eis então senão quando, e vêm agora para aqui uns desmancha-prazeres a lixar isto tudo - senão vejam:


«Ontem, no telejornal, esperei que a RTP desse um cheirinho sobre o "salto" de Belmiro de técnico-ativista para acionista rico. 
Nada, nem pó, nem sequer uma referência ao (aos?) processos que lhe moveu a viúva do banqueiro Pinto Magalhães, etc, etc, etc.
Deixo aqui um texto de um antigo deputado e bancário, para lerem com espírito aberto e buscarem mais para aferir, confirmar, complementar.

"Quando, em 14 de Março de 1975, o governo de Vasco Gonçalves nacionalizou a banca com o apoio de todos os partidos que nele participavam (PS, PPD e PCP), todo o património dos bancos passou a propriedade pública. O Banco Pinto de Magalhães (BPM) detinha a SONAE, a única produtora de termolaminados, material muito usado na indústria de móveis e como revestimento na construção civil. Dada a sua posição monopolista, a SONAE constituía a verdadeira tesouraria do BPM, pois as encomendas eram pagas a pronto e, por vezes, entregues 60, 90 e até 180 dias depois. Belmiro de Azevedo trabalhava lá como agente técnico (agora engenheiro técnico) e, nessa altura, vogava nas águas da UDP. Em plenário, pôs os trabalhadores em greve com a reclamação de a propriedade da empresa reverter a favor destes. A União dos Sindicatos do Porto e a Comissão Sindical do BPM (ainda não havia CTs na banca) procuraram intervir junto dos trabalhadores alertando-os para a situação política delicada e para a necessidade de se garantir o fornecimento dos termolaminados às actividades produtoras. Eram recebidas por Belmiro que se intitulava “chefe da comissão de trabalhadores”, mas a greve só parou mais de uma semana depois quando o governo tomou a decisão de distribuir as acções da SONAE aos trabalhadores proporcionalmente à antiguidade de cada um.
É fácil imaginar o panorama. A bolsa estava encerrada e o pessoal da SONAE detinha uns papéis que, de tão feios, não serviam sequer para forrar as paredes de casa… Meses depois, aparece um salvador na figura do chefe da CT que se dispõe a trocar por dinheiro aqueles horrorosos papéis.
Assim se torna Belmiro de Azevedo dono da SONAE. E leva a mesma técnica de tesouraria para a rede de supermercados Continente depois criada onde recebe a pronto e paga a 90, 120 e 180 dias…
Há meia dúzia de anos, no edifício da Alfândega do Porto, tive oportunidade de intervir num daqueles debates promovidos pelo Rui Rio com antigos primeiros-ministros e fiz este relato. Vasco Gonçalves não tinha ideia desta decisão do seu governo, mas não a refutou, claro. Com o salão pleno de gente e de jornalistas, nenhum órgão da comunicação social noticiou a minha intervenção.
Este relato foi-me feito por colegas do então BPM entre eles um membro da comissão sindical (Manuel Pires Duque) que por várias vezes se deslocou na altura à SONAE para falar aos trabalhadores. Enviei-o para os jornais e, salvo o já extinto “Tal & Qual”, nenhum o publicou… 
Gaspar Martins, bancário reformado, ex-deputado"»


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

PanteãoGate - um coro de virgens púdicas actua agora na cripta central

A brincar a brincar, o Sr. Ferreira Fernandes, em artigo no DN (ver em baixo) pôs o dedo na Frida (que não Kalo). 

- Na verdade, na lógica capitalista, tudo é business! 

Os monumentos? são para se "fruir"... tudo tem de se fruir, carago!, sobretudo se é malta endinheirada, que quer ter uma... "experiência diferente"! - jantares de gala em sítios chiquérrimos? - isso já é banal para eles, gente que já experimentou de tudo, precisamente porque tem muita massa. 

O que era preciso assim algo diferente (para algo de bom, há muito que existe o "Ferraro Roché") - o que era preciso, agora, era mesmo algo... de arrepiar. Só faltou mesmo, para completar o número, uns "fantasmas" embrulhados em lençóis, a deambular entre os sepulcros, e umas gravações com uns gritos lancinantes e o ranger de umas funéreas tumbas.... 

E foi pena não ter sido pelo Halloween, senão punham-se umas carrancas de abóbora com velas dentro sobre os túmulos do Camões e afins (nesses não há problema, porque até estão vazios). - Desde que esta gente pague, e bem, porque não?? Já que o Estado respeitável e omnipresente (em desconstrução acelerada por parte desses mesmos devotos dos "empreendedorismos" e das "startups") está cada vez mais sem cheta, porque não aderir a estas brilhantes e "empreendedoras" soluções, dentro do espírito do "Estado mínimo", neoliberal, imaginativo, criativo, sensitivo, lucrativo? 

- Há muito que se transformam velhos mosteiros e castelos em pousadas e afins? Pior era se abrissem um cabaré no Panteão (se calhar era esse o caminho, se não houvesse este burburinho - até rima!). Estão muito indignados? Pois esperem só pelo novo "Instituto do Património, S.A." que aí vem... - se fôr ainda com a "geringonça", teremos uma versão soft; se fôr com uma nova coligação tipo PaF, então será melhor ainda!...

Ora tomem lá:

Do Panteão pobre a uma Startup supermilionária
Agora, o Panteão. Jantou-se sob a cúpula. Culpa deste governo. Tudo dentro dos regulamentos de 2014. Culpa do governo anterior... Conversetas! Ora as culpas são outras. 1) Janta-se nos monumentos por falta de dinheiro. E 2) Ao alugar claustros e salões nobres não sabemos transformar a pobreza num orgulho. Por exemplo, para os da Web Summit, no Panteão, dizer-lhes quem somos. Ah, querem jantar com as nossas falecidas glórias? Então, além do cheque, ofereçam a vossa atenção! Não temos cá o Bulhão Pato (o melhor deste é servido em amêijoas nas tascas da cidade), mas temos Aquilino, o da cripta ao lado, que em A Casa Grande de Romarigãescozinhava a truta de dez maneiras. Ao menu chamar-se-ia Cartilha Maternal(homenagem a outro hóspede, João de Deus) e seria só peixe. Para lhes dizer, nós é mar - ao jantar citar-se-ia mil vezes Sophia. E, já agora, ó campeões da imaginação, o Eusébio está cá a representar mais que ele: foi colega de Coluna, um negro que mandava numa equipa de brancos quando isso ainda não existia. Silêncio, anunciava-se Amália e ouvia-se Max a cantar a Rosinha dos Limões. "Mas ela não era uma fadista?!", diria um geek. Cala-te e ouve (e agora era Amália a cantar): o fado Marujo, igualzinho... Lição para os da Web Summit: as invenções entrelaçam-se. Tanta coisa temos para vos ensinar enquanto mastigam... Investíamos as receitas dos jantares numa startup milionária: o Museu dos Descobrimentos. E com este libertávamos da pobreza o Panteão

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

As famosas PPP... - o que é privado é que é bom!

Desde há muitos anos que se foi insinuando o velho princípio neoliberal segundo o qual:
- Sector Público = incompetentes, calaceiros que vivem à conta dos "nossos impostos";
- Sector Privado = eficiência, gente honrada que trabalha muito (e, coitadinhos, são sugados pelo Estado para pagar aos calões parasitas do sector público).

E eis então senão quando, pouco a pouco, ou muito a muito, começou o famoso PPEC (Processo de Privatizações Em Curso). Mas, à maneira tuga, as privatizações são muito sui generis, ou seja, nunca o são na totalidade, à maneira americana, em que o "empreendedor" (adoro este palavrão!) espreita o furo, e manda-se à vida por conta e risco. Por cá, isso raramente acontece. O "empreendedor" tuga, ainda antes de "empreender", já está a estudar o mecanismo de como há-de ir mamar à teta do sector público (do qual passa a vida a dizer mal), seja o Estado, sejam as autarquias, estas verdadeiras incubadoras de empresinhas-satélite.

Assim, quando se trata de certos serviços públicos de maior alcance (que deveriam ser responsabilidade do Estado), foram congeminadas as famosas PPP's (Parcerias Público-Privadas)... As mesmas que ajudaram a afundar a Tugalândia e conduziram à intervenção da "troika".

Querem um exemplo de uma destas famosas PPP (deveriam ser antes: p.q.p. os "privados")? Ora tomem lá:

 http://observador.pt/2017/10/26/siresp-recebeu-mais-4-ate-final-de-junho-e-nao-teve-penalidades/ (atenção: este pasquim on line é altamente insuspeito, pois é o órgão oficioso do neoliberalismo tuga, nado durante o reinado do passos-coelhismo).

- Bem, e sobre a eficiência e competência do tal de SIRESP, estamos conversados... - já agora, acresce dizer que o dito SIRESP foi criado durante o reinado "socrático" com o actual PM como ministro da AI, mas continuado durante o passos-coelhismo, que nisto de negócios o "centrão" entende-se bem, cada qual com os seus "expertos" de serviço...


domingo, 22 de outubro de 2017

Lobby da indústria farmacêutica, dos USA para o mundo...

É preciso avisar a malta:

Prémio Nobel da Medicina faz uma denúncia alarmante! Todos devemos conhecer!

O Prémio Nobel da Medicina Richard J. Roberts denuncia a forma como funcionam as grandes Farmacêuticas dentro do sistema capitalista, preferindo os benefícios económicos à Saúde, e detendo o progresso científico na cura de doenças, porque a cura não é tão rentável quanto a cronicidade.

Há poucos dias, foi revelado que as grandes empresas Farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos. Para complementar, reproduzimos esta entrevista com o Prémio Nobel Richard J. Roberts, que diz que os medicamentos que curam não são rentáveis e, portanto, não são desenvolvidos por empresas Farmacêuticas que, em troca, desenvolvem medicamentos codificadores que sejam consumidos de forma serializada.
Isto, diz Roberts, faz também com que alguns medicamentos que poderiam curar uma doença não sejam investigados. E pergunta-se até que ponto é válido e ético que a indústria da Saúde se reja pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista,
que chega a assemelhar-se ao da máfia.


A investigação pode ser planeada?
Se eu fosse Ministro da Saúde ou o responsável pela Ciência e Tecnologia, iria procurar pessoas entusiastas com projectos interessantes; dar-lhes-ia dinheiro para que não tivessem de fazer outra coisa que não fosse investigar e deixá-los-ia trabalhar dez anos para que nos pudessem surpreender.
Parece uma boa política.
Acredita-se que, para ir muito longe, temos de apoiar a pesquisa básica, mas se quisermos resultados mais imediatos e lucrativos, devemos apostar na aplicada …
E não é assim?
Muitas vezes as descobertas mais rentáveis foram feitas a partir de perguntas muito básicas. Assim nasceu a gigantesca e bilionária indústria de biotecnologia dos EUA, para a qual eu trabalho.
Como nasceu?
A biotecnologia surgiu quando pessoas apaixonadas começaram a perguntar-se se poderiam clonar genes e começaram a estudá-los e a tentar purificá-los.
Uma aventura.
Sim, mas ninguém esperava ficar rico com essas questões. Foi difícil conseguir financiamento para investigar as respostas, até que Nixon lançou a guerra contra o cancro em 1971.
Foi cientificamente produtivo?
Permitiu, com uma enorme quantidade de fundos públicos, muita investigação, como a minha, que não trabalha directamente contra o cancro, mas que foi útil para compreender os mecanismos que permitem a vida.
O que descobriu?
Eu e o Phillip Allen Sharp fomos recompensados pela descoberta de intrões no ADN eucariótico e o mecanismo de gen splicing (manipulação genética).
Para que serviu?
Essa descoberta ajudou a entender como funciona o ADN e, no entanto, tem apenas uma relação indirecta com o cancro.

Que modelo de investigação lhe parece mais eficaz, o norte-americano ou o europeu?
É óbvio que o dos EUA, em que o capital privado é activo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espectacular da indústria informática, em que o dinheiro privado financia a investigação básica e aplicada. Mas quanto à indústria de Saúde… Eu tenho as minhas reservas.
Entendo.
A investigação sobre a Saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas.

Expliquemo-nos:
A indústria farmacêutica quer servir os mercados de capitais …
Como qualquer outra indústria.
É que não é qualquer outra indústria: nós estamos a falar sobre a nossa Saúde e as nossas vidas e as dos nossos filhos e as de milhões de seres humanos.
Mas se eles são rentáveis investigarão melhor.
Se só pensar em lucros, deixa de se preocupar com servir os seres humanos.
Por exemplo…
Eu verifiquei a forma como, em alguns casos, os investigadores dependentes de fundos privados descobriram medicamentos muito eficazes que teriam acabado completamente com uma doença …
E por que pararam de investigar?
Porque as empresas Farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas como em sacar-lhes dinheiro e, por isso, a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crónica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação.
É uma acusação grave.
Mas é habitual que as Farmacêuticas estejam interessadas em linhas de investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos codificadores muito mais rentáveis que os que curam de uma vez por todas. E não tem de fazer mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica para comprovar o que eu digo.
Há dividendos que matam.
É por isso que lhe dizia que a Saúde não pode ser um mercado nem pode ser vista apenas como um meio para ganhar dinheiro. E, por isso, acho que o modelo europeu misto de capitais públicos e privados dificulta esse tipo de abusos.

Um exemplo de tais abusos?
Deixou de se investigar antibióticos por serem demasiado eficazes e curarem completamente. Como não se têm desenvolvido novos antibióticos, os microorganismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, que foi derrotada na minha infância, está a surgir novamente e, no ano passado, matou um milhão de pessoas.
Não fala sobre o Terceiro Mundo?
Esse é outro capítulo triste: quase não se investigam as doenças do Terceiro Mundo, porque os medicamentos que as combateriam não seriam rentáveis. Mas eu estou a falar sobre o nosso Primeiro Mundo: o medicamento que cura tudo não é rentável e, portanto, não é investigado.
Os políticos não intervêm?
Não tenho ilusões: no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos.
Há de tudo.
Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais Farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras…


Fonte: paradigmatrix

Nota: sublinhados meus - ti Zé.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Erasmus+



Uma delegação composta pelos professores Álvaro Pinto, Luísa Figueiredo e Ricardo Santelmo e pelos alunos Bruna Eiriz, Carlota Koehnen e Hugo Pereira, representou a Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco de Vila Real, entre os dias 23 e 30 de Setembro na Hungria, no âmbito do seu projeto Erasmus+. Os trabalhos decorreram nas cidades de Budapeste, Téglás e Debrecen.
Entre oficinas, provas desportivas e conferências há a salientar a aula preparada pela delegação portuguesa sobre a Rainha Santa Isabel de Portugal e a sua tia-avó, a também Rainha Santa Isabel da Hungria. Esta lição que vagueou entre as Histórias dos dois países, entre as regiões vinícolas do Tokaj e do Douro, entre Puskás e Cristiano Ronaldo, foi ilustrada musicalmente com a análise e interpretação de uma cantiga de amigo de D. Dinis, bem como de outros temas musicais portugueses com destaque para o fado e a marcha de Vila Real.
Partilharam-se experiências pedagógicas, especialmente uma metodologia inovadora, o CLIL, potenciadora do sucesso educativo dos alunos.
Portugal e, em especial, Vila Real foram promovidos e deixaram nos corações húngaros e nos das delegações parceiras o desejo de um reencontro para futuras partilhas.