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sexta-feira, 24 de junho de 2016
BREXIT - Princípio do fim da "Europa"...
Esta "construção europeia", há muito que o dizemos, é uma espécie de mito da Torre de Babel. Muitas línguas, muitos povos, muitos interesses, muitas diferenças, muitos ódios ancestrais que radicam em centenas (ou mais de um milhar) de anos de História. É um velho mito recorrente da velha Europa, a tal que o touro raptou... Digamos que a versão mais conseguida ocorreu há já mais de 2000 anos, com o império romano. Com a queda deste, volta e meia, lá se voltava à tentação da unidade perdida. O Uno e o Múltiplo na sua "maravilhosa diálise", como dizia o outro. Bizantinos, Carlos Magno, Carlos V, Filipe II (neste caso era já o mito do império universal, concretizado pelos íncolas da cínica Albion), até Napoleão e Hitler, todos tiveram essa tentação de reconstrução do sonho do império perdido, mas sob a sua bandeira. Até que a Alemanha, depois das derrotas da 1º metade do último século do IIº milénio, aprendeu a lição, e concluíu que o novo domínio e o novo império já não consistia em plantarmos a nossa bandeira nos territórios dos vizinhos. Habilmente enganchou o braço no outrora inimigo meio-latino, a França, e lá se tentou o regresso ao velho mito Babelónico. Com os da Grande Ilha sempre a olhar de través, rivais ou inimigos que sempre foram de Franças e Alemanhas. Por isso a Ale, com Manha, depressa percebeu que não podia deixar de fora o anglo-saxónicos. Só que estes, sempre com a mania de serem diferentes (um complexo insular que a psicanálise dos povos deveria estudar melhor e que se consubstancia naquela expressão joão-jardinesca - "os do continente" =cubanos, paradoxo, pois Cuba também é uma ilha), continuaram arreigados à sua £ibra, que sempre foi a outra face do dólar. Para já não falar naquela coisa do volante dos automóveis ao contrário, de nunca terem aderido ao sistema métrico universal (só porque foi implementado pelos franceses), etc.. - Mas, decerto a contragosto, esperando daí tirar algumas vantagens, lá entraram para a tal de CEE e assim foram ficando até à UE (a nova torre de Babel). Mas sempre a resmungar, claro.
Entrado o séc. XXI a tal de "Europa" começou a abrir brechas por todo o lado. E a mesma Alemanha que chegou a tentar empurrar a Grécia para fora (e ainda não está livre disso), ou mesmo outros PIG'S mediterrânicos, talvez sonhando uma Europa do Norte rica, protestante-calvinista e neoliberal, claro que se deve preocupar muito mais com esta saída, pois assim faltará o calço de panela britânico e isto pode ser o princípio do Fim. O problema é que não é só isto: há ainda os novos Bárbaros que já estão cá dentro e a entrar todos os dias. O barco está a afundar-se e é natural que os ratos saltem fora [atenção: o cartoon que ilustra esta prosa só foi adicionado umas horas depois, como alguns saberão, mas assenta que nem uma luva].
A mesma Ale-manha, que, manhosa, viu apenas os seus interesses e uma tentativa (mais uma) frustrada de alargamento para Leste (pois, a Ucrânia...), agora corre o risco de ficar a brincar sozinha.
Como vaticinámos há muito, a nova Idade Média está aí, e um dos seus traços característicos é o espartilhamento, como aconteceu após a Queda do Império Romano... A economia regionalizar-se-á e inch'Allah que não voltemos aos níveis da troca directa (ler "Guerreiros e Camponeses" do velho e grande George Duby)...
A cínica e bêbada Inglaterra (como a apodava o vate freixenista Guerra Junqueiro) já deu o mote. Quem são os senhores que se seguem?
- Para saber mais: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/611272/o-sim-que-abalou-a-europa-derrubou-cameron-e-afundou-bolsas?utm_source=gekko&utm_medium=email&utm_campaign=afternoon
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Bem, e dito isto vou agora vou ali tratar de umas couvitas, que escritas não enchem a panela... - Um bô S. João pra todos, são os votos cá do vosso Ti Zé.
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Prenúncios de Idade Média...
Sintomático...
- Quando os ricos (os Patrícios) colocam os teres e haveres nas Américas,
enquanto os Bárbaros entram em catadupa... isso é....
... o prenúncio da IDADE MÉDIA, que há muito profetizei!....
O Futuro vai estar nas Américas e nas Rússias... Por cá ficarão os neo-moçárabes (os espécimes adaptativos) e a "bicharada islâmica"... Dois mil anos, para isto....
- Bolas! E tinha de acontecer ainda nos meus dias...
- Bolas! E tinha de acontecer ainda nos meus dias...
sexta-feira, 13 de março de 2015
O paraíso dourado dos Senhores Eurode(puta)dos...
Mão amiga fez-nos chegar mais esta...
Que Bróxelas e Estrasburgos eram ninhos de conforto e de sinecuras, já nós sabíamos. Que eram, por vezes, "asilos dourados" para certas personalidades (às vezes incómodas) da partidocracia vigente, também se sabe. Mas, mesmo apesar do bufão Marinho Pinto, não podíamos imaginar que aquilo vale mesmo a pena (para os/as que para lá vão!!!...).
Não seria (muito) grave, se não fosse exactamente ali que se cozinha a nossa pobreza quotidiana, a tal de "austeridade" que nos é imposta a martelo... Como diziam os abades de antanho: "faz o que eu digo, não faças o que eu faço!"...
Que grandas f.d.p.'s....
Aqui fica, como me enviaram (para ver, clicar no link, sff):
E assim vai a Europa! Não há seriedade. As pessoas em vez de servirem nos lugares para que foram eleitas, servem-se do lugar para enriquecerem sem trabalharem.
Que Bróxelas e Estrasburgos eram ninhos de conforto e de sinecuras, já nós sabíamos. Que eram, por vezes, "asilos dourados" para certas personalidades (às vezes incómodas) da partidocracia vigente, também se sabe. Mas, mesmo apesar do bufão Marinho Pinto, não podíamos imaginar que aquilo vale mesmo a pena (para os/as que para lá vão!!!...).
Não seria (muito) grave, se não fosse exactamente ali que se cozinha a nossa pobreza quotidiana, a tal de "austeridade" que nos é imposta a martelo... Como diziam os abades de antanho: "faz o que eu digo, não faças o que eu faço!"...
Que grandas f.d.p.'s....
Aqui fica, como me enviaram (para ver, clicar no link, sff):
E assim vai a Europa! Não há seriedade. As pessoas em vez de servirem nos lugares para que foram eleitas, servem-se do lugar para enriquecerem sem trabalharem.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
De crise em crise, sem fim à vista...
E para os "banhas-da-cobra" que, eleitoristicamente, andam por aí a dizer que "a crije já passou", "o pior já passou", a "recheita do gobêrno rejultou", enfim... - se assim é, então porque continuam a dizer que é ainda preciso "exterminar" mais funcionários públicos, cortar o subsídio de desemprego, dizendo entretanto que o desemprego está a baixar (porque arranjam estratagemas para varrer o "lixo" para debaixo do tapete da estatística), etc, etc?
A resposta é simples: é porque sabem que o que dizem não corresponde à verdade e é preciso continuar nesta política de terra queimada... Mas, se assim é, não se ponham a falar em "milagres económicos" e outras palermices que tais... Quem é que ainda acredita em "pulhíticos"??
Aqui vai o que nos parece mais de ciência certa - informem-se:
09:01 - 27
de Fevereiro de 2014 |
Nordvig garantiu ainda que “a crise que assolou o euro foi tão tremenda precisamente porque não se tinha essa noção”.
Sobre Portugal, o economista referiu que vê como “muito possível um segundo resgate dentro de cinco anos”. “Temos de ter a noção de que estamos a atravessar um período muito extenso de crédito relativamente muito barato que deverá inverter-se, diria, dentro de dois anos”, acrescentou, alertando que nessa altura Portugal já terá saído do programa da troika e “vai começar a sentir maiores dificuldades em financiar-se nos mercados porque a sua dívida é demasiado elevada”.
E porque a questão que está na ordem do dia é a opção entre um programa cautelar ou uma saída limpa, o Jornal de Negócios aproveitou a oportunidade para questionar o economista sobre qual seria, na sua opinião, a opção mais viável. A resposta foi perentória: “uma linha cautelar daria uma proteção adicional caso as taxas de juro começassem a subir. Eu escolheria a opção mais segura: um cautelar”.
por: Notícias Ao Minuto, 2014.02.27 - confirmar em:
A resposta é simples: é porque sabem que o que dizem não corresponde à verdade e é preciso continuar nesta política de terra queimada... Mas, se assim é, não se ponham a falar em "milagres económicos" e outras palermices que tais... Quem é que ainda acredita em "pulhíticos"??
Aqui vai o que nos parece mais de ciência certa - informem-se:
Economista "Segundo
resgate a Portugal é muito possível dentro de cinco anos"
O economista Jens Nordvig concedeu uma entrevista ao
Jornal de Negócios na qual afirma que é “possível” que dentro de “cinco anos”
Portugal venha a precisar de um segundo resgate. Em Lisboa para apresentar o
seu livro ‘A Queda do Euro’, Nordvig disse ainda que as vantagens do euro são
“exageradamente empoladas” e que é preciso “ser realista”, pois pertencer a uma
união monetária “exige a submissão a uma série de restrições”.
Em
entrevista ao Jornal de Negócios, Jens Nordvig, economista que já passou pelo
Goldman Sachs e que agora apresenta o livro ‘A Queda do Euro’, começou por
dizer que as vantagens de pertencer a uma união monetária foram “exageradamente
empoladas”.
“As vantagens do euro são exageradamente
empoladas, como numa campanha de marketing, e temos de ser realistas: pertencer
ao euro exige a submissão a uma série de restrições”, assegurou o economista.Nordvig garantiu ainda que “a crise que assolou o euro foi tão tremenda precisamente porque não se tinha essa noção”.
Sobre Portugal, o economista referiu que vê como “muito possível um segundo resgate dentro de cinco anos”. “Temos de ter a noção de que estamos a atravessar um período muito extenso de crédito relativamente muito barato que deverá inverter-se, diria, dentro de dois anos”, acrescentou, alertando que nessa altura Portugal já terá saído do programa da troika e “vai começar a sentir maiores dificuldades em financiar-se nos mercados porque a sua dívida é demasiado elevada”.
E porque a questão que está na ordem do dia é a opção entre um programa cautelar ou uma saída limpa, o Jornal de Negócios aproveitou a oportunidade para questionar o economista sobre qual seria, na sua opinião, a opção mais viável. A resposta foi perentória: “uma linha cautelar daria uma proteção adicional caso as taxas de juro começassem a subir. Eu escolheria a opção mais segura: um cautelar”.
por: Notícias Ao Minuto, 2014.02.27 - confirmar em:
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Finalmente a avaliação da Troika!
Já foi tema aqui glosado. Quem avalia os senhoritos que nos avaliam? quem avalia os reis magos da nossa pobreza? quem avalia os seus erros de... avaliação?
Parece que vão ser avaliados. Ou, pelo menos, ser sujeitos a um simulacro de avaliação, que, para variar, ficará em águas de bacalhau, ou, no mínimo, até sairão justificados. Enfim...
Agora falta a avaliação dos lacaios locais da troika... os que quiseram ir até além da troika. É que estes cometeram erros, os outros, querendo ir mais além, devem ser ainda mais agravados. Esses dirão que a sua avaliação é feita em eleições. Para nós não chega. Há que olhar para a Islândia e dar um bom apertão aos carrascos do seu próprio povo, os tais que sob a capa da troika trataram de implementar uma agenda híper-neoliberal com os resultados e consequências à vista.
Aqui vos fica:
«Inquérito - Erros da troika sob investigação
O Parlamento Europeu fez saber, esta manhã, que os erros da troika vão ser investigados, conta o Dinheiro Vivo.
O anúncio foi feito durante a discussão do relatório do Parlamento Europeu sobre a actividade do Banco Central Europeu em 2012, que se realiza em Estrasburgo, e onde foi abordada a questão polémica da competência e da transparência da troika nos vários programas de ajustamento ainda em curso.
Os dirigentes de duas das instituições que comandam as missões externas, nomeadamente Mario Draghi, do Banco Central Europeu, e Olli Rehn, da Comissão Europeia, prometem cooperar com os deputados na referida investigação.
O relatório preliminar sobre o tema será divulgado a 17 de Dezembro.»
Cf. aqui: http://www.noticiasaominuto.com/economia/145004/erros-da-troika-sob-investigacao?utm_source=gekko&utm_medium=email&utm_campaign=afternoon#.UqoqQ6KYbIU
Parece que vão ser avaliados. Ou, pelo menos, ser sujeitos a um simulacro de avaliação, que, para variar, ficará em águas de bacalhau, ou, no mínimo, até sairão justificados. Enfim...
Agora falta a avaliação dos lacaios locais da troika... os que quiseram ir até além da troika. É que estes cometeram erros, os outros, querendo ir mais além, devem ser ainda mais agravados. Esses dirão que a sua avaliação é feita em eleições. Para nós não chega. Há que olhar para a Islândia e dar um bom apertão aos carrascos do seu próprio povo, os tais que sob a capa da troika trataram de implementar uma agenda híper-neoliberal com os resultados e consequências à vista.
Aqui vos fica:
«Inquérito - Erros da troika sob investigação
O Parlamento Europeu fez saber, esta manhã, que os erros da troika vão ser investigados, conta o Dinheiro Vivo.
As decisões e a gestão da troika no âmbito dos programas de ajustamento de
Portugal, Grécia, Chipre e Irlanda vão ser alvo de inquérito no Parlamento
Europeu (PE), avança o Dinheiro Vivo.
O anúncio foi feito durante a discussão do relatório do Parlamento Europeu sobre a actividade do Banco Central Europeu em 2012, que se realiza em Estrasburgo, e onde foi abordada a questão polémica da competência e da transparência da troika nos vários programas de ajustamento ainda em curso.
Os dirigentes de duas das instituições que comandam as missões externas, nomeadamente Mario Draghi, do Banco Central Europeu, e Olli Rehn, da Comissão Europeia, prometem cooperar com os deputados na referida investigação.
O relatório preliminar sobre o tema será divulgado a 17 de Dezembro.»
Cf. aqui: http://www.noticiasaominuto.com/economia/145004/erros-da-troika-sob-investigacao?utm_source=gekko&utm_medium=email&utm_campaign=afternoon#.UqoqQ6KYbIU
terça-feira, 15 de outubro de 2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
E os bárbaros já estão cá dentro...
Diz que corre por Inglaterra o arrazoado que postamos mais em baixo, com muito sucesso entre os já poucos ingleses anglo-saxónicos que por lá restam... Sim, porque os "novos ingleses", como os "novos europeus", serão um pouco mais escuros e usarão turbante e outros adereços.
Não sei que escritor romano terá escrito, naqueles dias do séc. V, que os "bárbaros já estavam às portas de Roma".
Nestes dias derradeiros de fim de Civilização (ou, pelo menos, de uma Civilização), enquanto a Europa e o Ocidente se debatem e contorcem numa crise de contornos indefinidos, quando a gangrena da corrupção contaminou a sociedade de alto a baixo, quando a degenerescência dos costumes e dos valores só tem paralelo, na Antiguidade Bíblica, em Sodomas e Gomorras, e, na Clássica, nos últimos dias de Pompeia, e, finalmente, quando os bábaros já estão cá dentro, que nos resta ainda esperar? - Se calhar, perante uma sociedade pútrida e no ocaso, será necessário a enxurrada final para "limpar" o autoclismo... Serão eles o prelúdio e os obreiros desta nova Idade Média do Ocidente, após a vitória final numa luta de mil e trezentos anos?
Trarão esses agarenos que nos deploram o "Diis Irae"? Serão eles a mão executante da fúria de um Deus vingador e castigador? Será que Javeh ou Jeovah quer passar a chamar-se Allah?
Estranhos e insondáveis são, de facto, os desígnios do Senhor....
Aqui vos fica o tal texto que corre por aí:
Onde é que os muçulmanos estão felizes?
Eles estão felizes na Inglaterra.
Eles estão felizes na França.
Eles estão felizes na Itália.
Eles estão felizes na Alemanha.
Eles estão felizes na Suécia.
Eles estão felizes na Holanda.
Eles estão felizes na Dinamarca.
Eles estão felizes na Bélgica.
Eles estão felizes na Noruega.
Eles estão felizes em U.S.A.
Eles estão felizes no Canadá.
Eles estão felizes na Roménia.
Eles estão felizes na Hungria.
Eles estão felizes na Austrália.
Eles estão felizes na Nova Zelândia.
Eles estão felizes em qualquer outro país no mundo que não está sob um governo muçulmano.
E quem é que eles culpam?
· Não o Islam.
· Não a liderança deles.
· Não a si mesmos.
Culpam os países onde estão vivendo livremente e bem.
Isso é tão verdadeiro ... A democracia é realmente boa para eles:
Numa democracia em que eles podem viver confortavelmente, aproveitar a alta qualidade de vida que eles não construíram e nem trabalharam para ter. Podem manter seus costumes, desobedecem às leis, exploram os serviços sociais, fazem paródias de nossa política e de nossos tribunais. Geralmente, mordem a mão que os alimenta.
A questão é contraditória, paradoxal ! Eles tentam trazer seu sistema de vida falido e querem transformar os países que os acolheram no país que abandonaram em busca de uma vida melhor
Dá para entender?»
Não sei que escritor romano terá escrito, naqueles dias do séc. V, que os "bárbaros já estavam às portas de Roma".
Nestes dias derradeiros de fim de Civilização (ou, pelo menos, de uma Civilização), enquanto a Europa e o Ocidente se debatem e contorcem numa crise de contornos indefinidos, quando a gangrena da corrupção contaminou a sociedade de alto a baixo, quando a degenerescência dos costumes e dos valores só tem paralelo, na Antiguidade Bíblica, em Sodomas e Gomorras, e, na Clássica, nos últimos dias de Pompeia, e, finalmente, quando os bábaros já estão cá dentro, que nos resta ainda esperar? - Se calhar, perante uma sociedade pútrida e no ocaso, será necessário a enxurrada final para "limpar" o autoclismo... Serão eles o prelúdio e os obreiros desta nova Idade Média do Ocidente, após a vitória final numa luta de mil e trezentos anos?
Trarão esses agarenos que nos deploram o "Diis Irae"? Serão eles a mão executante da fúria de um Deus vingador e castigador? Será que Javeh ou Jeovah quer passar a chamar-se Allah?
Estranhos e insondáveis são, de facto, os desígnios do Senhor....
Aqui vos fica o tal texto que corre por aí:
«
Os muçulmanos não estão felizes !!!!!
· Eles não estão felizes em Gaza.
· Eles não estão felizes na Cisjordânia.
· Eles não estão felizes em Jerusalém ..
· Eles não estão felizes em Israel.
· Eles não estão felizes no Egito.
· Eles não estão felizes na Líbia.
· Eles não estão felizes na Argélia.
· Eles não estão felizes em Tunis ...
· Eles não estão felizes em Marrocos.
· Eles não estão felizes no Iêmen.
· Eles não estão felizes no Iraque.
· Eles não estão felizes no Afeganistão.
· Eles não estão felizes na Síria.
· Eles não estão felizes no Líbano.
· Eles não estão felizes no Sudão.
· Eles não estão felizes na Jordânia ...
· Eles não estão felizes no Irã.
· Eles não estão felizes em Gaza.
· Eles não estão felizes na Cisjordânia.
· Eles não estão felizes em Jerusalém ..
· Eles não estão felizes em Israel.
· Eles não estão felizes no Egito.
· Eles não estão felizes na Líbia.
· Eles não estão felizes na Argélia.
· Eles não estão felizes em Tunis ...
· Eles não estão felizes em Marrocos.
· Eles não estão felizes no Iêmen.
· Eles não estão felizes no Iraque.
· Eles não estão felizes no Afeganistão.
· Eles não estão felizes na Síria.
· Eles não estão felizes no Líbano.
· Eles não estão felizes no Sudão.
· Eles não estão felizes na Jordânia ...
· Eles não estão felizes no Irã.
Onde é que os muçulmanos estão felizes?
Eles estão felizes na Inglaterra.
Eles estão felizes na França.
Eles estão felizes na Itália.
Eles estão felizes na Alemanha.
Eles estão felizes na Suécia.
Eles estão felizes na Holanda.
Eles estão felizes na Dinamarca.
Eles estão felizes na Bélgica.
Eles estão felizes na Noruega.
Eles estão felizes em U.S.A.
Eles estão felizes no Canadá.
Eles estão felizes na Roménia.
Eles estão felizes na Hungria.
Eles estão felizes na Austrália.
Eles estão felizes na Nova Zelândia.
Eles estão felizes em qualquer outro país no mundo que não está sob um governo muçulmano.
E quem é que eles culpam?
· Não o Islam.
· Não a liderança deles.
· Não a si mesmos.
Culpam os países onde estão vivendo livremente e bem.
Isso é tão verdadeiro ... A democracia é realmente boa para eles:
Numa democracia em que eles podem viver confortavelmente, aproveitar a alta qualidade de vida que eles não construíram e nem trabalharam para ter. Podem manter seus costumes, desobedecem às leis, exploram os serviços sociais, fazem paródias de nossa política e de nossos tribunais. Geralmente, mordem a mão que os alimenta.
A questão é contraditória, paradoxal ! Eles tentam trazer seu sistema de vida falido e querem transformar os países que os acolheram no país que abandonaram em busca de uma vida melhor
Dá para entender?»
sexta-feira, 12 de julho de 2013
A NOVA IDADE MÉDIA
Sabem aqueles que nos conhecem, que há anos defendemos a teoria de que a Europa e o Ocidente iriam entrar numa nova Idade Média. Começámos a intuir o problema durante o tempo do Grande Regabofe (em Portugal, no final do Cavaquismo e durante o Gueterrismo), anos 90 do séc. XX, quando toda a gente batia palmas ao "Portugal de sucesso", à "nova Europa" pós-queda do Muro, e, depois ao fatídico €uro... A verdade é que partimos de um aforismo popular (cá da Aldeia), segundo o qual, onde se tira e não se põe, acaba! O Povo sabia isso quando semeava o cereal e tinha anualmente de encher os celeiros. Deixou-se (aliás, matou-se) a Agricultura, como se desmantelaram as pescas (em Portugal), há muito que não há recursos minerais de jeito, não só em Portugal, como no resto da Europa.
No quadro global, estava-se a ver a emergência dos BRIC's (Brasil, Rússia, India e China), e a perda de influência da Europa e, consequentemente dos EUA. Todo o know-how foi transferido para algumas dessas paragens para melhor se aproveitar a mão-de-obra barata que lá havia. Acontece que eles aprenderam, começaram a "contrafazer" e vão comprando as "marcas", porque foram fazendo o seu próprio caminho de acumulação capitalista. Para cúmulo, a imigração e o multiculturalismo abriu as portas aos novos "bárbaros" que, não tarda nada, serão os "novos europeus" e ocidentais (se algum dia se "ocidentalizarem"). Ora, a Idade Média é exactamente o tempo que leva a barbárie a adaptar-se à Civilização.
Nunca pensámos que este processo decorresse de forma tão rápida... Pensámos que levaria uns 30 a 50 anos, mas tudo aconteceu em menos de 10.... Será que serão também agora mais rápidos os tais "mil anos sem um banho" que foram a outra Idade Média?
Já depois de vislumbrarmos o problema, nos anos 90, tivemos conhecimento de um livro do pensador francês Alain Minc, sobre essa ideia de uma nova Idade Média e de um Novo Feudalismo. Curiosamente, agora, um outro grande pensador francês, Serge Halimi, volta a insistir na expressão e no tema. - A História está (infelizmente) a dar-nos razão... E o que nós vimos a partir aqui d'aldeia, estas mentes lúcidas e brilhantes estão a vê-lo também a partir da Cidade das Luzes... Será que mais ninguém ainda o notou, a partir de Bruxelas, Berlin, Washington...
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Para reflexão, aqui fica, com a devida vénia do "Le Monde Diplomatique", jornal de pensamento de referência, que muito recomendamos:
Para reflexão, aqui fica, com a devida vénia do "Le Monde Diplomatique", jornal de pensamento de referência, que muito recomendamos:
Idade Média europeia
por Serge Halimi
Os europeus passaram pela experiência dos projectos constitucionais rejeitados por sufrágio popular e ainda assim homologados. Recordam-se dos candidatos que, depois de se terem comprometido a renegociar um tratado, o ratificaram sem que entretanto eles tivessem sido alterados numa vírgula sequer. Em Chipre, foram obrigados a sofrer uma levantamento autoritário em todos os seus depósitos bancários [1]. Agora foi ultrapassada mais uma etapa: a Comissão de Bruxelas lava as mãos da destruição dos media gregos que ainda não pertencem a armadores, desde que isso permita despedir imediatamente 2800 assalariados do sector público, que ela detesta desde sempre, e que permita cumprir os objectivos de eliminação de empregos ditados pela Troika [2] a um país em que 60% dos jovens estão no desemprego.
Esta obstinação coincide com a publicação pela imprensa norte-americana de um relatório confidencial do Fundo Monetário Internacional (FMI) que admite que as políticas postas em prática na Grécia desde há três anos se saldam por«fracassos flagrantes». Será este erro unicamente imputável a previsões de crescimento que foram maquilhadas? Sem dúvida que não. Segundo a descodificação feita pelo The Wall Street Journal de um texto que não podia ser mais palavroso, o FMI admite que «uma reestruturação imediata [da dívida grega]teria sido um negócio melhor para os contribuintes europeus, porque os credores do sector privado foram integralmente reembolsados graças a dinheiro que Atenas pediu emprestado. A dívida grega não foi reduzida, portanto, passou apenas a ser agora devida ao FMI e aos contribuintes da zona euro, em vez de o ser aos bancos e aos fundos especulativos» [3].
Assim, estes fundos livraram-se, sem perder um cêntimo, dos empréstimos que haviam feito a Atenas a taxas de juros astronómicas. Imagina-se que uma tal maestria na espoliação dos contribuintes europeus, em benefício dos fundos especulativos, confere uma autoridade particular à Troika para martirizar mais um pouco o povo grego. Mas, depois da televisão pública, não haverá ainda hospitais, escolas ou universidades que podiam ser fechados sem dificuldade? E não apenas na Grécia. Porque é este o preço a pagar para que toda a Europa entre na corrida triunfal para a Idade Média, não é?…
Esta obstinação coincide com a publicação pela imprensa norte-americana de um relatório confidencial do Fundo Monetário Internacional (FMI) que admite que as políticas postas em prática na Grécia desde há três anos se saldam por«fracassos flagrantes». Será este erro unicamente imputável a previsões de crescimento que foram maquilhadas? Sem dúvida que não. Segundo a descodificação feita pelo The Wall Street Journal de um texto que não podia ser mais palavroso, o FMI admite que «uma reestruturação imediata [da dívida grega]teria sido um negócio melhor para os contribuintes europeus, porque os credores do sector privado foram integralmente reembolsados graças a dinheiro que Atenas pediu emprestado. A dívida grega não foi reduzida, portanto, passou apenas a ser agora devida ao FMI e aos contribuintes da zona euro, em vez de o ser aos bancos e aos fundos especulativos» [3].
Assim, estes fundos livraram-se, sem perder um cêntimo, dos empréstimos que haviam feito a Atenas a taxas de juros astronómicas. Imagina-se que uma tal maestria na espoliação dos contribuintes europeus, em benefício dos fundos especulativos, confere uma autoridade particular à Troika para martirizar mais um pouco o povo grego. Mas, depois da televisão pública, não haverá ainda hospitais, escolas ou universidades que podiam ser fechados sem dificuldade? E não apenas na Grécia. Porque é este o preço a pagar para que toda a Europa entre na corrida triunfal para a Idade Média, não é?…
sexta-feira 5 de Julho de 2013
Notas
[1] Ler «A lição de Nicósia», Le Monde diplomatique – edição portuguesa, Abril de 2013.[2] Constituída pela Comissão Europeia, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE).
[3] «IMF Concedes it Made Mistakes on Greece», The Wall Street Journal, Nova Iorque, 5 de Junho de 2013.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Finalmente!....
Finalmente parece que começa a haver movimentações no sentido de alguém querer "fiscalizar" ou, no mínimo, avaliar as famosas troikas por aí andam... (aqui, na Grécia, etc).
A grande questão que toda a gente coloca é: estes tipos vêm para aqui com avaliações e mais avaliações, punições e castigos; acreditámos (alguns ingénuos) nas criaturas como seres infalíveis que vinham para "nos ajudar"... e não saímos disto? - pelo contrário, as coisas vão de mal a pior!!!?... E quem é que os avalia a eles quando falham? (a verdade é que não falham: os senhorzitos de fato de pastinha que vêm cá de tempos a tempos, são o "homem do fraque" da capitalismo global, que, para além da sacarem o que vão podendo, têm por missão deixar isto de rastos, para depois melhor explorarem as massas empobrecidas, pondo o pessoal a trabalhar por tuta e meia). E, quanto a isso, não há volta a dar-lhes...
Mas, como já dizia o Fernando Pessoa, quando queremos que as coisas acabem por ficar na mesma, embora aparentando que se está a fazer alguma coisa, nomeia-se uma "comissão".
Bem pode o parlamento europeu esgadunhar-se... (não esquecendo também a responsabilidade dos "génios" que para lá vão, chorudamente pagos, e que, ao cabo destes anos todos deixaram a Europa chegar ao que chegou...).
Em todo o caso, aqui vos fica:
O jornal adianta que a iniciativa surge numa tentativa de aumentar o escrutínio democrático na zona euro, sendo a eurodeputada socialista Elisa Ferreira uma das defensoras desta comissão.
"Quando a troika erra, a quem é que presta contas? A quem é que deve explicações?", questiona Elisa Ferreira em declarações ao Jornal de Negócios, adiantando ter muitas dúvidas "quanto à prestação de contas públicas da troika". No mesmo sentido, também o grupo dos Socialistas Europeus afirma sentir “que não se sabe quem é o responsável pela troika", revela a eurodeputada.
A grande questão que toda a gente coloca é: estes tipos vêm para aqui com avaliações e mais avaliações, punições e castigos; acreditámos (alguns ingénuos) nas criaturas como seres infalíveis que vinham para "nos ajudar"... e não saímos disto? - pelo contrário, as coisas vão de mal a pior!!!?... E quem é que os avalia a eles quando falham? (a verdade é que não falham: os senhorzitos de fato de pastinha que vêm cá de tempos a tempos, são o "homem do fraque" da capitalismo global, que, para além da sacarem o que vão podendo, têm por missão deixar isto de rastos, para depois melhor explorarem as massas empobrecidas, pondo o pessoal a trabalhar por tuta e meia). E, quanto a isso, não há volta a dar-lhes...
Mas, como já dizia o Fernando Pessoa, quando queremos que as coisas acabem por ficar na mesma, embora aparentando que se está a fazer alguma coisa, nomeia-se uma "comissão".
Bem pode o parlamento europeu esgadunhar-se... (não esquecendo também a responsabilidade dos "génios" que para lá vão, chorudamente pagos, e que, ao cabo destes anos todos deixaram a Europa chegar ao que chegou...).
Em todo o caso, aqui vos fica:
Comissão Parlamento Europeu quer investigar a troika
O Parlamento Europeu tem em estudo a criação de uma
comissão que investigue a actuação da troika, noticia hoje o Jornal de
Negócios, que adianta que a iniciativa surge numa tentativa de aumentar um
escrutínio democrático na zona euro.
Pode
estar para breve a criação de uma comissão de inquérito à troika, que é
composta pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI. De acordo com o
Jornal de Negócios, os eurodeputados do Partido Socialista Europeu e dos Verdes
estão a promover uma comissão que investigue a actuação da troika ainda este
mandato.
O jornal adianta que a iniciativa surge numa tentativa de aumentar o escrutínio democrático na zona euro, sendo a eurodeputada socialista Elisa Ferreira uma das defensoras desta comissão.
"Quando a troika erra, a quem é que presta contas? A quem é que deve explicações?", questiona Elisa Ferreira em declarações ao Jornal de Negócios, adiantando ter muitas dúvidas "quanto à prestação de contas públicas da troika". No mesmo sentido, também o grupo dos Socialistas Europeus afirma sentir “que não se sabe quem é o responsável pela troika", revela a eurodeputada.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Catastroika: as consequências brutais da austeridade selvagem
Num momento em que as políticas de austeridade se revelam completamente catastróficas, vale a pena ver Catastroika, filme dos
mesmos autores de "Dividocracia", agora no Youtube com legendas em português. O
filme de Aris Chatzistefanou e Katerina Kitidi explica as motivações por trás
das privatizações e as consequências brutais desta austeridade selvagem que, com
a desculpa da dívida, traz apenas uma resposta – a subjugação e a miséria.
Para Ver, Reflectir... e Divulgar:
Para Ver, Reflectir... e Divulgar:
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