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domingo, 27 de janeiro de 2013

DIZ QUE... vai haver nova Manif. lá para dia 2/03...


Como é domingo, fumos à praça cá d'aldeia, e encontrámos colado no pelourinho mais um escrito com os dizeres que vão ao abaixo e que por ser berdade o que diz, aqui vo-lo deixamos e pensai em reclamar outra vez com esses troikos, lá pr'ó dia 2 de Março, a ber se nos oubem - que isto assim num pode cuntinuar, meus amigos!
A todos os Portugueses
Em Setembro, Outubro e Novembro de 2012 enchemos as ruas mostrando claramente que o povo está contra as medidas austeritárias e destruidoras impostas pelo governo e seus aliados do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu – a troika.
Derrotadas as alterações à TSU, logo apareceram novas medidas ainda mais gravosas. O OE para 2013 e as novas propostas do FMI, congeminadas com o governo, disparam certeiramente contra os direitos do trabalho, contra os serviços públicos, contra a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde, contra a Cultura, contra tudo o que é nosso por direito e acertam no coração de cada um e cada uma de nós. Por todo o lado, crescem o desemprego e a precariedade, a emigração, as privatizações selvagens, a venda a saldo de empresas públicas, enquanto se reduz o custo do trabalho.

Não aguentamos mais o roubo e a agressão.

Indignamo-nos com o desfalque nas reformas, com a ameaça de despedimento, com cada posto de trabalho destruído. Indignamo-nos com o encerramento das mercearias, dos restaurantes, das lojas e dos cafés dos nossos bairros. Indignamo-nos com a Junta de Freguesia que desaparece, com o centro de saúde que fecha, com a maternidade que encerra, com as escolas cada vez mais pobres e degradadas. Indignamo-nos com o aparecimento de novos impostos, disfarçados em taxas, portagens, propinas… Indignamo-nos quando os que geriram mal o que é nosso decidem privatizar bens que são de todos – águas, mares, praias, território – ou equipamentos para cuja construção contribuímos ao longo de anos – rede eléctrica, aeroportos, hospitais, correios. Indignamo-nos com a degradação diária da nossa qualidade de vida. Indignamo-nos com os aumentos do pão e do leite, da água, da electricidade e do gás, dos transportes públicos. Revolta-nos saber de mais um amigo que se vê obrigado a partir, de mais uma família que perdeu a sua casa, de mais uma criança com fome. Revolta-nos o aumento da discriminação e do racismo. Revolta-nos saber que mais um cidadão desistiu da vida.

Tudo isto é a troika: um governo não eleito que decide sobre o nosso presente condicionando o nosso futuro. A troika condena os sonhos à morte, o futuro ao medo, a vida à sobrevivência. Os seus objectivos são bem claros: aumentar a nossa dívida, empobrecer a maioria e enriquecer uma minoria, aniquilar a economia, reduzir os salários e os direitos, destruir o estado social e a soberania. O sucesso dos seus objectivos depende da nossa miséria. Se com a destruição do estado social a troika garante o financiamento da dívida e, por conseguinte, os seus lucros, com a destruição da economia garante um país continuamente dependente e endividado.

A 25 de Fevereiro os dirigentes da troika, em conluio com o governo, iniciarão um novo período de avaliação do nosso país. Para isto precisam da nossa colaboração e isso é o que não lhes daremos. Porque não acreditamos no falso argumento de que se nos “portarmos bem” os mercados serão generosos. Recusamos colaborar com a troika, com o FMI, com um governo que só serve os interesses dos que passaram a pagar menos pelo trabalho, dos bancos e dos banqueiros, da ditadura financeira dos mercados internacionais. E resistimos. Resistimos porque esta é a única forma de preservarmos a dignidade e a vida. Resistimos porque sabemos que há alternativas e porque sabemos que aquilo que nos apresentam como inevitável é na verdade inviável e por isso inaceitável. Resistimos porque acreditamos na construção de uma sociedade mais justa.

A esta onda que tudo destrói vamos opor a onda gigante da nossa indignação e no dia
2 de Março encheremos de novo as ruas. Exigimos a demissão do governo e que o povo seja chamado a decidir a sua vida.

Unidos como nunca, diremos basta

A todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós. A todas as organizações políticas e militares, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, colectividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós. De norte a sul do país, nas ilhas, no estrangeiro, tomemos as ruas!

QUE SE LIXE A TROIKA. O POVO É QUEM MAIS ORDENA!

ADENDA: A manifestação de 2 de Março será pacífica. As armas que levamos são as nossas vozes e a nossa presença. Não serão, pois, bem vindos ao protesto ou à página quaisquer apelos à violência. Demarcamo-nos por isso de comentários notoriamente racistas, xenófobos ou fascistas assim como de perfis com o propósito de insultar os participantes.

De Maria do Rosário Gama (APRe! - Aposentados, Pensionistas e Reformados)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ainda sobre a bomba do FMI - Gato escondido com o rabo de fora... - mas havia dúvidas?

Toda a gente sabe que este (des)governo é a peça caseira de uma engrenagem mais vasta que entrou em movimento há muito tempo, com particular aceleração após a queda do Muro de Berlim. A ascensão da China (onde curiosamente o Estado existe - e de que maneira!, provando que o "desenvolvimento" da economia não tem necessariamente de se libertar desse "peso morto" para singrar), dizíamos, a ascensão da China com base numa produção e exportação sem precedentes, deu pretexto aos políticos neo-liberais para imporem a sua famosa agenda de privatizações selvagens, beneficiando-se a si e aos amigos e hipotecando o Futuro da esmagadora maioria dos demais.
Como a nível caseiro não havia coragem de impor tais medidas, muito por culpa de uma Constituição que ainda consagra algumas das tais famosas "conquistas de Abril", havia que pôr em marcha um rolo compressor contra este obstáculo, assim como contra as peias mentais e sociais da sociedade Tuga. Como consegui-lo?  Havia já o pretexto (a grande Crise) para se aplicarem as doses cavalares. Não chegava aumentar os impostos e cortar nos salários (e nessas "benesses", tipo subsídios de férias e 13ºs meses), tudo a coberto da famosa Troika (deixando-nos até saudades do Teixeira dos Bancos e dos socráticos PEC's).  Agora, para estes hiper-neo-liberais, era preciso "REFUNDAR" o Estado, nem que, primeiro, para isso, fosse necessário afundá-lo primeiro - aliás esta parece ser a condição primeira, dentro do princípio da chamada "tábua rasa". Como os partidos da oposição, mormente o parceiro do Centrão, não estiveram pelos ajustes para alterar a Constituição, passaram ao plano B: encomendar "estudos" no mítico lá-fora, para dar ao pessoal o tratamento de choque. Foi assim que surgiu a BOMBA: o tal de famoso relatório do FMI, anunciado recentemente através de... uma fuga de informação. E, para reforçar um pouco mais as imperiosas medidas "necessárias" aí explanadas, veio logo outro a seguir, o da OCDE. É o cerco, para nos encurralar no campo pequeno das opções (deles). O curioso é que vieram logo alguns dos responsáveis políticos - para disfarçar, como a criança traquina que dá o traque na aula e se faz de inocente - quais virgens púdicas, a pôr paninhos quentes sobre a BOMBA. Que aquilo não era vinculativo, que havia coisas que não se podiam aceitar (apesar de outras, a maioria, e o espírito da coisa, ser mais do que certo), enfim, que era preciso ver-se bem. No fundo, a velha estratégia do polícia mau (o FMI) e o polícia bom (nós, o governo). Como se o "polícia mau" não tivesse sido instruido pelo "polícia bom" para nos dar uma valente carga de porrada.
Dúvidas?? - Ver aqui: http://www.noticiasaominuto.com/economia/36896/gaspar-e-portas-orientam-fmi#.UPfla2dlJnA  > de onde se prova que até o Portas "acompanhou" a coisa (como ministro dos negócios estrangeiros).

ADITAMENTO (18.01.2013): http://www.noticiasaominuto.com/politica/37240/o-relat%c3%b3rio-secreto-do-governo-que-inspirou-o-fmi

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Catastroika: as consequências brutais da austeridade selvagem

Num momento em que as políticas de austeridade se revelam completamente catastróficas, vale a pena ver Catastroika, filme dos mesmos autores de "Dividocracia", agora no Youtube com legendas em português. O filme de Aris Chatzistefanou e Katerina Kitidi explica as motivações por trás das privatizações e as consequências brutais desta austeridade selvagem que, com a desculpa da dívida, traz apenas uma resposta – a subjugação e a miséria.

Para Ver, Reflectir... e Divulgar:
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