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terça-feira, 29 de abril de 2014

Miséria e desigualdades crescem em Portugal segundo o INE com a “troika” e governo PSD/CDS

Corre pela Aldeia - estamos fartos de o saber, mas aqui fica cabal e cientificamente demonstrado:

«Miséria e desigualdades crescem em Portugal segundo o INE com a “troika” e governo PSD/CDS

4,5 MILHÕES DE POBRES EM PORTUGAL - aponta um estudo feito por Eugénio Rosa, professor de Economia ligado à CGTP.

Passos Coelho afinal está a conseguir concretizar o seu programa de governo.

Não o programa oficial que apresentou ao sufrágio dos portugueses nas eleições, mas sim o programa escondido, que só revelou imediatamente após o acto eleitoral e que se resume a uma só palavra: EMPOBRECER.

http://networkedblogs.com/VqGi3   (clicar sobre o link para aceder ao documento)

Miséria e desigualdades crescem em Portugal, e 4,9 milhões de portugueses não estão no limiar da pobreza por receberem prestações sociais que governo e “troika” pretendem cortar.»

quarta-feira, 12 de março de 2014

E havia dúvidas?? - a "troika" é uma forma de exercício de ditadura

A questão é simples:

Embriagaram-se os indígenas durante uma grande festa - a que chamamos aqui o "Grande Regabofe"... começou ainda no Cavaquismo (pois claro, o pai do plano, economista que em segunda mão recebeu o reflexo das políticas de Tatcher e, por esta, da famigerada "escola de Chicago" - ou "para chi cago!"), continuou no Guterrismo, entrou ainda pelo Socretismo... de permeio houve um que falou na tanga e fugiu, mas esse nem conta, cá por casa, nem contou nada no "lá fora", a não ser para caucionar o plano...

Estando os indígenas a pão pedir, e o homem do fraque do Capitalismo Internacional a apertar, deu-se início à 2ª parte do plano: chamar as Troikas... Sim, porque quem cá por casa tentasse pôr (alguma) ordem nas contas, ouvia coisas do tipo "Minha senhora, há vida para além do deficit...". E havia aqueles chatos todos das esquerdas a bramir nas ruas e na A.R.. Assim, sob a capa do tal "protectorado" troikeiro, podia-se, com o pretexto de ajustar as contas, finalmente, ir muito para lá disso mesmo: a aplicação da famosa agenda neoliberal...

Pelo que não espanta que para esses prosélitos do neoliberalismo selvagem, que se estão nas tintas para as pessoas e para a democracia, isto da Troika seja uma bênção dos céus... O que me leva a desconfiar que a "crise" (só para alguns) foi um mero pretexto para... E, como tal, foi algo muito bem preparado e provocado...

Aqui têm:

«Eurodeputado francês "Maria Luís vê na troika possibilidade de cortar salários"

O relator do relatório que avalia as operações da troika disse ao Diário Económico que a ministra das Finanças portuguesa “não vê a troika como um problema” e diz que é “bem-vinda para implementar a sua agenda política”.»
Comentário do Zé:
-E que tal uma revolução a sério, com um grande pontapé no rabo a esta gente, e mandando-os para o seu paraíso americano ou alemão?? - Se estamoa condenados a ser miseráveis, então prefiro que isto seja uma espécie de Albânia do camarada Enver Hoxa, pobres, mas livres de Senhoritos - antes isso, do que uma turba de escravos zombies, manipulados e sugados por uma corja de vampiros e de lacaios ao seu serviço!....

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Finalmente a avaliação da Troika!

Já foi tema aqui glosado. Quem avalia os senhoritos que nos avaliam? quem avalia os reis magos da nossa pobreza? quem avalia os seus erros de... avaliação?
Parece que vão ser avaliados. Ou, pelo menos, ser sujeitos a um simulacro de avaliação, que, para variar, ficará em águas de bacalhau, ou, no mínimo, até sairão justificados. Enfim...
Agora falta a avaliação dos lacaios locais da troika... os que quiseram ir até além da troika. É que estes cometeram erros, os outros, querendo ir mais além, devem ser ainda mais agravados. Esses dirão que a sua avaliação é feita em eleições. Para nós não chega. Há que olhar para a Islândia e dar um bom apertão aos carrascos do seu próprio povo, os tais que sob a capa da troika trataram de implementar uma agenda híper-neoliberal com os resultados e consequências à vista.

Aqui vos fica:

«Inquérito - Erros da troika sob investigação

O Parlamento Europeu fez saber, esta manhã, que os erros da troika vão ser investigados, conta o Dinheiro Vivo.   
As decisões e a gestão da troika no âmbito dos programas de ajustamento de Portugal, Grécia, Chipre e Irlanda vão ser alvo de inquérito no Parlamento Europeu (PE), avança o Dinheiro Vivo.

O anúncio foi feito durante a discussão do relatório do Parlamento Europeu sobre a actividade do Banco Central Europeu em 2012, que se realiza em Estrasburgo, e onde foi abordada a questão polémica da competência e da transparência da troika nos vários programas de ajustamento ainda em curso.

Os dirigentes de duas das instituições que comandam as missões externas, nomeadamente Mario Draghi, do Banco Central Europeu, e Olli Rehn, da Comissão Europeia, prometem cooperar com os deputados na referida investigação.

O relatório preliminar sobre o tema será divulgado a 17 de Dezembro.»

Cf. aqui: http://www.noticiasaominuto.com/economia/145004/erros-da-troika-sob-investigacao?utm_source=gekko&utm_medium=email&utm_campaign=afternoon#.UqoqQ6KYbIU


sexta-feira, 28 de junho de 2013

Finalmente!....

Finalmente parece que começa a haver movimentações no sentido de alguém querer "fiscalizar" ou, no mínimo, avaliar as famosas troikas por aí andam... (aqui, na Grécia, etc).
A grande questão que toda a gente coloca é: estes tipos vêm para aqui com avaliações e mais avaliações, punições e castigos; acreditámos (alguns ingénuos) nas criaturas como seres infalíveis que vinham para "nos ajudar"... e não saímos disto? - pelo contrário, as coisas vão de mal a pior!!!?... E quem é que os avalia a eles quando falham? (a verdade é que não falham: os senhorzitos de fato de pastinha que vêm cá de tempos a tempos, são o "homem do fraque" da capitalismo global, que, para além da sacarem o que vão podendo, têm por missão deixar isto de rastos, para depois melhor explorarem as massas empobrecidas, pondo o pessoal a trabalhar por tuta e meia). E, quanto a isso, não há volta a dar-lhes...
Mas, como já dizia o Fernando Pessoa, quando queremos que as coisas acabem por ficar na mesma, embora aparentando que se está a fazer alguma coisa, nomeia-se uma "comissão".
Bem pode o parlamento europeu esgadunhar-se... (não esquecendo também a responsabilidade dos "génios" que para lá vão, chorudamente pagos, e que, ao cabo destes anos todos deixaram a Europa chegar ao que chegou...).
Em todo o caso, aqui vos fica:

Comissão Parlamento Europeu quer investigar a troika

O Parlamento Europeu tem em estudo a criação de uma comissão que investigue a actuação da troika, noticia hoje o Jornal de Negócios, que adianta que a iniciativa surge numa tentativa de aumentar um escrutínio democrático na zona euro.
 

Pode estar para breve a criação de uma comissão de inquérito à troika, que é composta pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI. De acordo com o Jornal de Negócios, os eurodeputados do Partido Socialista Europeu e dos Verdes estão a promover uma comissão que investigue a actuação da troika ainda este mandato.

O jornal adianta que a iniciativa surge numa tentativa de aumentar o escrutínio democrático na zona euro, sendo a eurodeputada socialista Elisa Ferreira uma das defensoras desta comissão.

"Quando a troika erra, a quem é que presta contas? A quem é que deve explicações?", questiona Elisa Ferreira em declarações ao Jornal de Negócios, adiantando ter muitas dúvidas "quanto à prestação de contas públicas da troika". No mesmo sentido, também o grupo dos Socialistas Europeus afirma sentir “que não se sabe quem é o responsável pela troika", revela a eurodeputada.

 

domingo, 27 de janeiro de 2013

DIZ QUE... vai haver nova Manif. lá para dia 2/03...


Como é domingo, fumos à praça cá d'aldeia, e encontrámos colado no pelourinho mais um escrito com os dizeres que vão ao abaixo e que por ser berdade o que diz, aqui vo-lo deixamos e pensai em reclamar outra vez com esses troikos, lá pr'ó dia 2 de Março, a ber se nos oubem - que isto assim num pode cuntinuar, meus amigos!
A todos os Portugueses
Em Setembro, Outubro e Novembro de 2012 enchemos as ruas mostrando claramente que o povo está contra as medidas austeritárias e destruidoras impostas pelo governo e seus aliados do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu – a troika.
Derrotadas as alterações à TSU, logo apareceram novas medidas ainda mais gravosas. O OE para 2013 e as novas propostas do FMI, congeminadas com o governo, disparam certeiramente contra os direitos do trabalho, contra os serviços públicos, contra a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde, contra a Cultura, contra tudo o que é nosso por direito e acertam no coração de cada um e cada uma de nós. Por todo o lado, crescem o desemprego e a precariedade, a emigração, as privatizações selvagens, a venda a saldo de empresas públicas, enquanto se reduz o custo do trabalho.

Não aguentamos mais o roubo e a agressão.

Indignamo-nos com o desfalque nas reformas, com a ameaça de despedimento, com cada posto de trabalho destruído. Indignamo-nos com o encerramento das mercearias, dos restaurantes, das lojas e dos cafés dos nossos bairros. Indignamo-nos com a Junta de Freguesia que desaparece, com o centro de saúde que fecha, com a maternidade que encerra, com as escolas cada vez mais pobres e degradadas. Indignamo-nos com o aparecimento de novos impostos, disfarçados em taxas, portagens, propinas… Indignamo-nos quando os que geriram mal o que é nosso decidem privatizar bens que são de todos – águas, mares, praias, território – ou equipamentos para cuja construção contribuímos ao longo de anos – rede eléctrica, aeroportos, hospitais, correios. Indignamo-nos com a degradação diária da nossa qualidade de vida. Indignamo-nos com os aumentos do pão e do leite, da água, da electricidade e do gás, dos transportes públicos. Revolta-nos saber de mais um amigo que se vê obrigado a partir, de mais uma família que perdeu a sua casa, de mais uma criança com fome. Revolta-nos o aumento da discriminação e do racismo. Revolta-nos saber que mais um cidadão desistiu da vida.

Tudo isto é a troika: um governo não eleito que decide sobre o nosso presente condicionando o nosso futuro. A troika condena os sonhos à morte, o futuro ao medo, a vida à sobrevivência. Os seus objectivos são bem claros: aumentar a nossa dívida, empobrecer a maioria e enriquecer uma minoria, aniquilar a economia, reduzir os salários e os direitos, destruir o estado social e a soberania. O sucesso dos seus objectivos depende da nossa miséria. Se com a destruição do estado social a troika garante o financiamento da dívida e, por conseguinte, os seus lucros, com a destruição da economia garante um país continuamente dependente e endividado.

A 25 de Fevereiro os dirigentes da troika, em conluio com o governo, iniciarão um novo período de avaliação do nosso país. Para isto precisam da nossa colaboração e isso é o que não lhes daremos. Porque não acreditamos no falso argumento de que se nos “portarmos bem” os mercados serão generosos. Recusamos colaborar com a troika, com o FMI, com um governo que só serve os interesses dos que passaram a pagar menos pelo trabalho, dos bancos e dos banqueiros, da ditadura financeira dos mercados internacionais. E resistimos. Resistimos porque esta é a única forma de preservarmos a dignidade e a vida. Resistimos porque sabemos que há alternativas e porque sabemos que aquilo que nos apresentam como inevitável é na verdade inviável e por isso inaceitável. Resistimos porque acreditamos na construção de uma sociedade mais justa.

A esta onda que tudo destrói vamos opor a onda gigante da nossa indignação e no dia
2 de Março encheremos de novo as ruas. Exigimos a demissão do governo e que o povo seja chamado a decidir a sua vida.

Unidos como nunca, diremos basta

A todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós. A todas as organizações políticas e militares, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, colectividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós. De norte a sul do país, nas ilhas, no estrangeiro, tomemos as ruas!

QUE SE LIXE A TROIKA. O POVO É QUEM MAIS ORDENA!

ADENDA: A manifestação de 2 de Março será pacífica. As armas que levamos são as nossas vozes e a nossa presença. Não serão, pois, bem vindos ao protesto ou à página quaisquer apelos à violência. Demarcamo-nos por isso de comentários notoriamente racistas, xenófobos ou fascistas assim como de perfis com o propósito de insultar os participantes.

De Maria do Rosário Gama (APRe! - Aposentados, Pensionistas e Reformados)