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quarta-feira, 17 de julho de 2013

A tábua raza

É notícia da Lusa, dada à estampa em alguns periódicos: mais de 220 mil empregos vão ao ar (diz o Banco de Portugal). E, para adocicar, a recessão "parece que" vai ser "menos profunda".
Todavia, temos para nós que a tal de Crise vai continuar, pois faz parte do plano a tábua raza, para sobre ela se "construir" o admirável mundo novo (deles), o do "Estado mínimo" - o Estado do tira-aos-pobres-para-dar-aos-ricos - com empresinhas privadas para tudo e mais alguma coisa.
Como tal, fazia e faz parte do plano imolar economias e transformar países em carcaças onde os abutres abancaram para esmirfarem "ad aeternum".
Estamos, efectivamente, perante um novo tipo de guerra. Alguém a provocou e a génese do "fenómeno" terá os seus culpados. Esperemos que no fim desta guerra haja um novo tipo de Julgamento de Nuremberga para os criminosos que provocaram e para os que a disseminaram....
Capitalistas, banqueiros, políticos, etc. terão de responder pela destruição inerente a esta "tábua raza", aos milhões de empregos destruídos na União Europeia, pelo saque e tudo o mais. Justiceiros precisam-se! Mas os candidatos têm (temos) de ter as mãos limpas!

Aqui fica mais uma:

«Em 2013: Banco de Portugal prevê destruição de 222 mil empregos
por Lusa, texto publicado por Sofia Fonseca Ontem http://www.dn.pt/Common/Images/img_economia/icn_comentario.gif24 comentários
O Banco de Portugal (BdP) prevê uma recessão menos profunda este ano, de 2% em vez de 2,3%, mas isso não impede a destruição de cerca de 222 mil postos de trabalho, o equivalente a 4,8% do emprego.

No Boletim Económico de Verão, hoje divulgado, a instituição liderada por Carlos Costa antecipa que a economia portuguesa destrua mais 4,8% do emprego este ano e que, em 2014, haja uma redução adicional do emprego de 1,3%.

Em termos absolutos, e tendo como base os números mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), uma queda de 4,8% do emprego representa menos cerca de 222 mil postos em 2013, caindo a população empregada para os 4,41 milhões.

Para 2014, o BdP calcula uma contração de 1,3% do emprego, que equivale a menos 57,36 mil postos de trabalho, caindo a população empregada para os 4,36 milhões de pessoas no próximo ano

quarta-feira, 19 de junho de 2013

É este o "OBJECTIVO"

Todos sabemos que na vida temos que ter alguns objectivos, na prossecução dos nossos sonhos. Mas, erigir os "objectivos" à categoria de obrigações vitais, que uma vez não cumpridas resultam em castigos do tipo despedimento ou algo equivalente à ida para os novos campos de concentração, que são as listas dos centros do Instituto do Desemprego (com cada vez mais desempregados sem direito a qualquer tipo de subsídio), enfim... é o mesmo que uma condenação à morte por inanição.
Ora as organizações da sociedade capitalista funcionam através dos tais "objectivos". Dantes era a tática do chicote e da cenoura: se se atingisse o objectrivo, o trabalhador tinha direito a uma cenourinha. O modelo começou a ser ensaiado no sector bancário, o expoente da organização capitalista. Atingido o objectivo 1, a empresa "oferecia" uma gravata ao serventuário; o objectivo 2 já dava direito a um fato; o objectivo 3, dava direito a poder levar o carro da empresa até casa, no fim de semana; o objectivo 4 dava direito a umas férias nas termas de Monfortinho (que são do patrão), onde a par de umas lavagens ao cérebro, com gráficos e mais gráficos, teorias e práticas do género "vale tudo, até vender a mãe", havia também depois umas brincadeiras nos bosques, vestidos de camuflado, e umas armas de brincar a dispararem tiros de tinta, supostamente para fomentar o "espírito de equipa", mas, e sobretudo, a COMPETIÇÃO.
Sim, porque os indivíduos, como as empresas e os países, têm de ser COMPETITIVOS! - Se não forem, ou não conseguirem sê-lo, ou tiverem escrúpulos em o ser, não merecem existir: campos de concentração com eles (os indivíduos), falência para elas (empresas), troika com eles (os Estados), com os seus habitantes transformados em escravos no seu próprio território, ou deportados (emigrem!!), numa espécie de novos cativeiros da Babilónia, a mando de Nabucodonosores sem rosto...

Ora falando de Objectivos, e partindo da questão caseira que está na base da Greve dos Professores,  aqui fica mais um aviso de quem sabe, sobre o que nos querem fazer:


No comportamento do Ministério da Educação, na greve dos professores, não há má gestão política, nem dificuldades de explicação.

Existe, sim, um ENSAIO GERAL para despedimentos na função pública central, autárquica e empresarial do estado, sem estudos nem planos que os suportem, a fazer em 2013 e 2014, concomitantemente com brutais reduções nas reformas da CGA e, depois das eleições europeias, também nas pensões da SS.

E os trabalhadores privados terão uma concorrência feroz no mercado de trabalho.

A lei da oferta e da procura conduzirá à baixa generalizada dos salários do sector privado.»

 
O que se perfila no horizonte são as deportações em massa para os novos Auschwitzes (os centros do IEFP), onde as empresas capitalistas irão buscar a mão-de-obra disponível, se possível apenas a troco da malga do caldo. - Só que antes disso, é possível que surja uma situação como a que se está a viver ao momento no BRASIL....
Que não esqueçam os tubarões escondidos atrás do sistema que laboriosamente estão a construir, que pode haver uma grande vaga que os puxe de novo para o mar.... - E que o mar seja, de facto, o seu futuro, e a Terra seja o nosso.
Sim, porque, parafraseando o velho poeta Aleixo, "olhai que pode o povo /querer um mundo novo a sério"....