sexta-feira, 30 de agosto de 2013

E O SOL NÃO SERÁ O LIMITE!....

A voragem do sistema capitalista assenta numa palavra sacrossanta: PRIVATIZAR!!! = apropriação do objecto qualquer que seja, fabricado ou natural, e até da própria paisagem, como já há mais de 150 anos o constatou um «selvagem», o grande chefe Seattle - obrigatório ler aqui a sua carta ao chefe branco de Washington: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/15806.html , um hino à Natureza, e uma lição ao chefe da nação-expoente-máximo-do-Capitalismo, uma nação que nasceu a matar índios e a escravizar negros e que faz do "vale-tudo" a essência do seu sonho, o "American Dream of way"....
E esse é o modelo que está a ser exportado para a Aldeia Global a ferro e fogo...
E os seus catecúmenos, nessa linha de pensamemnto e acção, continuam o tal lema do Privatizar, Privatizar!!...
Já há anos parece que uma empresa americana andou a vender talhões... na LUA!!! - Claro que isto se pode descartar um pouco como conto de vigário, mas esta agora não é grupe:

PRIVATIZAR O SOL...IBERDROLA RENOVABLES

A realidade espanhola, respaldada por uma nova lei, segundo a qual, como se não bastasse a posição dominante no mercado da gigantesca empresa eléctrica espanhola, qualquer cidadão ou empresa que seja apanhada a auto-abastecer-se de energia eléctrica, recorrendo, por exemplo, a placas solares, sem pagar uma taxa à Iberdrola... pode estar sujeito a uma multa capaz de atingir os sessenta milhões de euros... uma ameaça perfeitamente terrorista.
Ou seja, a Iberdrola conseguiu convencer o estado espanhol... a privatizar o Sol!!!

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... PRIVATIZAR O SOL!!! A nível mais terreno, depois da Água, virá o AR..... Apetece dizer, com Saramago:

«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»
José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III - pag. 148

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Coitadinho do pirómano....

Mais uma notícia (das raras) em que se refere mais um pirómano capturado. Como é costume, o homem conseguirá um atestado de inimputabilidade e, tarda nada, não lhe acontece nada. De caminho lucraram as empresas de aluguer de meios aéreos, os vendedores de mangueiras e auto-tanques, de capacetes e uniformes, que o dinheiro do Zé paga tudo.
É curioso como de tempos a tempos se apanha (ou diz apanhar) um pirómano, esguios que eles são. Todavia, que mão oculta anda por trás deste gigantesco negócio, com agentes bem mais esguios e inatingíveis? E os que vão lucrar com a terra queimada? - Esperem só pelo telefonema dos compradores de terras, para um dia as emparcelarem para florestação... - Pois, prendam-me agora por levantar suspeições e falsos testemunhos e aderir a teorias da conspiração! Sim, prendam-me, amordacem-me, mandem-me para as vossas inquisitoriais fogueiras! - mas hei-de repetir até ao fim que por detrás do piromanozinho, coitadinho, estão as mão ávidas, já não do telhal do Soeiro Pereira Gomes, mas de um capitalismo sem rosto, para o qual tudo é "BUSINESS"!...
Quem lucra com isto dos fogos, sem se importar que morram pessoas e animais, se detrua o nosso património verde, se vistam os campos de luto? Sim, quem lucra? - por aqui é que tem de começar uma verdadeira investigação e uma verdadeira operação "mãos limpas". Mas quem investiga é pago pelo "sistema", e, obviamente, seria "queimado" logo que começasse a concluir alguma coisa de mais concludente...

Aqui fica:

«Crime PJ deteve suspeito de atear fogo em Vila Nova de Foz Côa

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje a detenção, em Vila Nova de Foz Côa, de um homem de 66 anos, agricultor, residente naquele concelho, por crimes de incêndio florestal e detenção de arma proibida.

Segundo o Departamento de Investigação Criminal da PJ da Guarda, o homem, detido com a colaboração da GNR de Vila Nova de Foz Côa, é o presumível autor do crime de incêndio florestal, ocorrido no dia 23 de agosto na freguesia de Freixo de Numão, naquele concelho do norte do distrito da Guarda.

A fonte adianta que o detido vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação tidas por adequadas.

Ao suspeito foram ainda apreendidas várias munições para utilização em arma de fogo, refere a PJ no mesmo comunicado enviado à agência Lusa.

A PJ anuncia que, no corrente ano, procedeu já à identificação e detenção de 42 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal.»

In "Noticias ao Minuto" - http://www.noticiasaominuto.com/pais/101196/pj-deteve-suspeito-de-atear-fogo-em-vila-nova-de-foz-c%c3%b4a#.UhtEeL5dY54

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Criancices & adultices

Porque nos sentimos "visados", uma vez que já por aqui usámos a comparação, e entendendo bem a ironia do comentador José Morgado (in Público, 2013.08.06), aqui postamos a sua jocosa crónica:


Opinião

«Criancices e adultices
José Morgado

06/08/2013 - 08:59
Em tempo de férias, umas notas sobre uma matéria que eventualmente poderá parecer estranha mas que ainda assim gostava de partilhar, com a vossa licença.

De há uns tempos para cá e com uma mais acentuada frequência no decurso da recente crise política, começámos a ver escritas e a ouvir apreciações aos comportamentos e atitudes de boa parte dos actores políticos envolvidos e mais responsáveis pela situação, que remetem para o universo dos miúdos e dos seus comportamentos.

A título de exemplo, na comunicação social e nos discursos de diferentes analistas e opinadores encontramos referências, como "garotada", "garotice", "bando de garotos irresponsáveis", "trapalhada de jardim de infância", "birras de miúdos", etc.

Peço desculpa, mas ainda que não tenha qualquer mandato de defesa por parte dos mais novos, acho que os miúdos não merecem tal comparação.

Na verdade e do meu ponto de vista, o que boa parte desta gente tem andado a fazer são sobretudo jogos de jogos de poder, contas sobre interesses de natureza partidária, umbiguismo e defesa de interesses corporativos e pessoais com custos imensos para milhões de pessoas. Nesta perspectiva, creio que o espectáculo deprimente de mediocridade e incompetência, de despudor, insensatez e irresponsabilidade de muitos dos discursos e atitudes a que vamos assistindo, tem pouco a ver com o mundo dos miúdos.

Quero sublinhar que, tal como não tenho uma visão idealizada dos comportamentos dos mais novos, também não quero proceder a uma diabolização sem sentido da acção dos actores políticos, limito-me a observar e a pensar em muito do que nos é dado a conhecer.

No entanto, creio que de uma forma geral os miúdos são sérios. Aliás brincar é mesmo das coisa mais sérias que fazem enquanto muito do que assistimos mostra que alguns destas actores não constituem um bando de garotos, mas um bando de gente incompetente e alguns bem medíocres.

Poupem, pois, os miúdos a comparações injustas e que eles não merecem.

A propósito desta questão e na mesma linha, pedia-vos ainda um pouco mais de paciência para uma outra situação

De há uns tempos para cá entrou no léxico comum uma terminologia vinda da área da saúde mental também para apreciar comportamentos e discursos na vida política ou social. A banalização deste comportamento representa do meu ponto de vista, ainda que não intencionalmente, uma enorme ofensa ao sofrimento das pessoas e das famílias que lidam com quadros clínicos desta natureza.

Vejamos alguns exemplos. É muito frequente a referência a estados de depressão, o país está deprimido, os mercados estão deprimidos, algumas regiões portuguesas são consideradas deprimidas, etc. Diz-se com todo o à-vontade que certos comportamentos políticos podem ser suicidas, seja de pessoas ou de partidos. Inventaram até um quadro de claustrofobia democrática, seja lá isso o que for. Não há opinador, amador ou profissional, que não se refira a autismo ou a autista para adjectivar discursos e comportamentos políticos que, noutra variante, também são apreciados como esquizofrénicos.  Multiplicam-se as referências a pessoas que assumem compulsivamente estratégias de vitimização, etc., etc. A utilização destas palavras nestes contextos causam-me na verdade algum desconforto.

Aliás, deve recordar-se que a Assembleia da República aprovou uma moção no sentido de se não utilizar tal terminologia nos debates parlamentares.

Mais uma vez e sem subscrever um discurso dirigido à santidade ou ao "politicamente correcto" fundamentalista e sem sentido, julgo que as palavras e as pessoas merecem o uso adequado.

Como disse no início, talvez estas notas vos pareçam algo estranhas mas ainda assim ... aqui ficam.

Continuação de boas férias, se e quando for o caso.»

José Morgado é professor universitário no ISPA - Instituto Universitário
Cf:  http://www.publico.pt/politica/noticia/criancices-e-adultices-1602330?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoPolitica+%28Publico.pt+-+Pol%C3%ADtica%29&utm_content=Yahoo%21+Mail

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Diz o abominável homem das Neves....

Agora o abominável das neves dedica-se a fazer futurologias piadéticas, num exercício desculpabilizador da classe política, e - conclusão de mente brilhante! - a culpa disto tudo, da crise ao resto, é deste povo de calaceiros... - conclusão típica de um "economista" super-neoliberal, para além de um dos bitaiteiros da nossa praça ao serviço do sistema:
 
«César das Neves "Todos os políticos faleceram a 1 de Agosto de 2013"
O economista João César das Neves alerta que “o mal” de Portugal “não vem do Governo mas do País” e adianta que “a solução da crise” passa “por cada um trabalhar mais e gastar menos”. Para o professor universitário, esta seria a conclusão do “morticínio de 1 de Agosto de 2013”, quando “subitamente faleceram todos os políticos nacionais”.»
 
 
Para conclusões brilhantes destas, não sei se é preciso um grande curso de Inconomia, com Doutoramentos e pós-doutoramentos. Acho que até ali o ti Manel das Couves também diz isso: "trabalhar mais e gastar menos"... - o problema é o que está no "pormeio" disso tudo, sr. doutor...
 
Mas, enfim, se cada político tem o povo que merece (como diz o das Neves), também sempre diremos que cada povo tem os Yetis que merece..,.. (a nós tocou-nos este!)

quinta-feira, 25 de julho de 2013

"TIRO DE MISERICÓRDIA"

Recolhido in REVISTA DE IMPRENSA "CIVIS - DIGEST DE NOTÍCIAS NA ÁREA DA CIDADANIA" - 2013-07-25, que mão amiga nos fez chegar e que muito agrademos.
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«Tiro de misericórdia
 Por: Fernando Dacosta
 
No último dia como ministro das Finanças, Vítor Gaspar assinou um decreto que pode liquidar a vida de, pelo menos, 3 milhões de portugueses. Esse decreto determina que o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (que geria uma carteira de 10 mil milhões de euros) "terá de adquirir 4,5 mil milhões de euros de dívida soberana".
Sabendo-se que o referido fundo foi criado como reserva para assegurar, em caso de colapso do Estado, os direitos dos reformados, pensionistas, desempregados e afins durante dois anos (segundo o articulado de lei de bases), o golpe em perspectiva representa o risco de uma descomunal tragédia entre nós.
Lembremos que dos rendimentos dos seniores vivem hoje gerações de filhos e netos seus, sem emprego, sem recursos, sem amparo, sem futuro. Lembremos ainda que os últimos governos têm sido useiros no desvio de verbas da Segurança Social para pagamentos de despesas correntes - "o que qualquer medíocre gestor de fundos sabe que não se deve fazer", comenta, a propósito, Nicolau Santos no "Expresso".
Em 2010, dos 223,4 milhões de euros que deviam ser transferidos para o fundo em causa, o executivo apenas entregou 1,3 milhões.
Após ter semidestruído Portugal economicamente, socialmente, familiarmente, psicologicamente, com total impunidade e arrogância, Vítor Gaspar deixa, ao escapar-se, apontado um tiro de misericórdia aos idosos (e não só), depois de os ter desgraçado com o seu implacável autismo governamental. Sindicatos, partidos, oposições, igrejas, comentadores, economistas, intelectuais meteram, por sua vez, a viola no saco ante mais esta infâmia - entretanto, os papagaios de serviço aterrorizam as populações com a insustentabilidade da Segurança Social.» - Jornal i 2013-07-25
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Qualquer semelhança com o Nazismo é pura coincidência...
Se isto não é um equivalente hodierno de campos da morte lenta...
Se isto não é uma espécie de "solução final", por pouco que  a expressão agrade aos acólitos do sistema,
então o que é??...
- Só espero que um dia os novos "criminosos" desta guerra económica e social sejam de novo sentados em Nuremberga... ou pendurados numa qualquer Piazzale Loreto.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

"Novo governo" dá prémio a um dos cabecilhas do BPN

Não seria grave se... o novo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, não tivesse sido «presidente ao longo de vários anos do Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a dona do Banco Português de Negócios (BPN), onde o Estado português injectou a fundo perdido cerca de 4 mil milhões de euros» [cf. PUBLICO, 2013.07.24] - ora, os tais 4 mil-milhões-vírgula-qualquer-coisa são, coisa menos coisa, o grande buraco que TODOS! temos de pagar com língua do palmo, a começar pelos funcionários públicos, sujeitos a cortes, congelamento de carreiras leis dos disponíveis (antecâmara do despedimento), e despedimentos!... Ou seja, neste "país", os inocentes são castigados, e os criminosos são promovidos a MINISTROS!!!! - caso para perguntar: que merda de país é este?? - infelizmente, já não é país coisa nenhuma; é um lugar mal frequentado, em que se decretou o "fartar vilanagem" e o "safe-se quem puder", em que os cães grandes (arrimados à partidocracia vingente) são senhores, e os outros vão sendo encaminhados para os campos da morte lenta....

Aqui vos fica:

«Novo ministro dos Negócios Estrangeiros com fortes ligações ao BPN e ao BPP


Na década de 2000, antes dos dois bancos serem intervencionados e alvo de investigações policiais, Rui Machete ocupou funções ao mais alto nível no BPN e no BPP.»
Se ainda tiverem pachorra para ler o resto:
http://www.publico.pt/politica/noticia/novo-ministro-dos-negocios-estrangeiros-com-fortes-ligacoes-ao-bpn-e-ao-bpp-1601101

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Ah, mas esperem lá!.... se querem ver o gato escondido com o rabo de fora, parece que o currículo oficial distribuído pelo P.M. à imprensa, não refere a passagem do sr. dr. Rui Machete pelo BPN.... Pois, lá saberão porquê. Aqui vai mais esta:

«Governo Passos esquece BPN no currículo de Rui Machete
Rui Machete volta ao Governo três décadas depois e é a grande surpresa na remodelação da equipa de Passos Coelho. Contudo, o currículo oficial esquece a sua ligação ao BPN, aponta o Diário de Notícias (DN).»
http://www.noticiasaominuto.com/politica/92911/passos-esquece-bpn-no-curr%c3%adculo-de-rui-machete#.Ue-q9UZdbmI

terça-feira, 23 de julho de 2013

O caso BANIF - o outro BPN...

Corre pela net há já algum tempo...  É fundamental ver, para se perceber este atoleiro, esta espiral de interesses em que PSD's, PS's e CDS's (o tal "arco da [des]governação") se cruzam e se entrecruzam, e sugam isto tudo, e no fim nos apresentam a "colossal factura". - FDP's!!!!!.....

Quem é quem no BANIF - Abram, vejam e meditem!.................................................


O BANIF está insolvente. Mais uma vez se confirma que as relações entre a Finança e a Política são promíscuas e pouco claras.

            ... ou sobre o botão no centro do vídeo:
 
 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O dito por não dito, ou de como a Montanha pariu um rato...

Depois de um suspense que dura há mais de 2 semanas, eis que tudo parece voltar ao que afinal era dantes... O menino Paulinho, que se tinha chateado e ido embora, acabou por voltar ao recreio; o papá Aníbal que quis juntar os meninos todos, incluindo o Tozé que anda sempre a chatear fora do muro do recreio, mas este não quis, e assim, esqueceu a ameaça de acabar com a brincadeira já em Junho de 2014 e parece que vai deixar os mesmos meninos brincar até 2015. Se calhar como castigo por o menino Tozé não ter aceite vir para o recreio.
Afinal está tudo bem, e voltamos ao jogo, esperando que os meninos se portem bem. É que se não, vem o papão "Mercados" (uma espécie de terrível Shreck!) e come os meninos todos e as pessoas todas cá do bairro da Tugalândia.

Bem, a sério, vamos ver no que isto dá... Mas será de esperar, por estes dias, até Setembro, um afrouxar da corda que nos aperreia, a pensarem nas autárquicas. Depois logo se vê...

Aqui fica:
 
«Belém (act.) - Cavaco mantém Governo em funções até final da legislatura

O Presidente da República quebrou hoje o silêncio depois de falhadas as negociações entre o PSD, CDS e PS para alcançar um compromisso de salvação nacional. Cavaco Silva decidiu manter o actual Governo em funções, sublinhando que os dois partidos que integram a coligação devem estar "sintonizados de forma duradoura e inequívoca".» (- in Noticias ao Minuto, 2013.07.22)


sábado, 20 de julho de 2013

Talvez a venda das Selvagens....

Nestes dias soturnos e de fim dos tempos da Tugalândia, dei comigo a pensar o que teria levado o sr. presidente da república a deslocar-se a umas remotas ilhas lá no meio do Atlântico, enquanto esperava o resultado das reuniões dos partidos do tal "arco da governação" que deram no que deram.
Entretanto, lembrei-me que já nos velhos tempos do século XIX, quando Portugal andava na linha dos afogados e da bancarrota, lá vinha a possibilidade da venda das colónias aos estados-tubarões credores, que nesse tempo se resumiam sobretudo à poderosa Grã Bretanha - a cínica e bêbada Inglaterra, do nosso saudoso Guerra Junqueiro.
Passaram-se os tempos, acabaram as "colónias". O que resta ainda, dessa velha "solução"? - umas ilhazecas algures no Atlântico. Bem, livrar-mo-nos da Madeira era cá um alívio!!! E entregar os Açores aos americanos talvez ainda rendesse umas coroas - o problema é que eles parece que têm por lá já cidades a falirem (tipo Detroit), por isso, seria uma "venda" a caloteiros... Não sei se seria bom negócio.
Mas que tal experimentar - após uma visita de charme - vender as Selvagens a algum sultão árabe, ansioso por ter umas ilhotas desertas onde celebrarem o Ramadão e construir uns palácios. E se, com bocado de jeito, lá se descobrisse petróleo (é só convencê-los disso), melhor ainda! - bem diz o sr. presidente da república que o nosso futuro está no mar... Depois de se vender e privatizar tudo, porque não também as ilhas, o mar, a terra, o ar??
O mote está dado... é só abrir o leilão.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O clone

Já sabiam?? - temos um CLONE!!!

 
Se bem que a "nossa" aparente ser um pouco mais nova, mas.... 
...as semelhanças não deixam dúvidas quanto ao seguidismo!

"Despedimentos na Função Pública vão ser uma catástrofe" - Raquel Varela...

É fundamental ouvir os historiadores, como é o caso de Raquel Varela, se queremos ter uma visão de conjunto do que se está a passar... Corre pela net, para quem não viu na SIC-Notícias:

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O "buraco negro" e a única saída

Como temos dito por aqui, é óbvio que este famoso buraco é pior que os buracos negros que - dizem os astrofísicos - há no espaço sideral: suga tudo! e a sua voracidade é infinita.
Desengane-se quem pensa que isto um dia se resolve com atitudes de "bom comportamento" e de "bom pagador". O bom pagador aqui faz lembrar o tributo das tais donzelas que os gregos da remota Antiguidade tinham que mandar para alimento do famoso monstro Minotauro, encerrado no mais famoso ainda Labirinto de Creta. Falta um Teseu capaz de, munido de um fio de Ariadne, se infiltrar no tenebroso labirinto que foi construído pela alta finança, e por fim matar o monstro.
E se pensarmos que, no caso europeu, um dos nomes do monstro se chama €uro, e quando um dos pais do monstro (o alemão Oskar Lafontaine) já se deu conta do Frankestein que terá ajudado a criar, então porque se hesita mais tempo? - Bem, esse "mais tempo" é da conveniência das sanguessugas. Ou, como se sabe aqui na aldeia, quando um cão grande fila outro pequeno e o sacode, só o deixa se levar uma paulada, ou então, de outro modo, só o deixa quando a vítima estiver bem morta...
Vem este arrazoado a propósito das notícias que se seguem (in Notícias ao Minuto, 2013.07.18): 
 
«Dívida Factura dos portugueses deve engordar 5,5 mil milhões
A factura dos contribuintes deve aumentar mais de 5,5 mil milhões de euros no curto prazo e por via administrativa, escreve hoje o Diário de Notícias (DN), que adianta estarem em causa as novas regras da contabilidade nacional, que entraram em vigor este mês.»
Ler o resto aqui: http://www.noticiasaominuto.com/economia/91316/factura-dos-portugueses-deve-engordar-55-mil-milh%c3%b5es#.Uee8LEZdbmQ

«Oskar Lafontaine, Arquitecto alemão do euro defende fim da moeda única
O antigo ministro das Finanças alemão e arquitecto da moeda única, Oskar Lafontaine, considera que só com o fim do euro países como Portugal, Espanha, Chipre e Grécia podem sair da crise financeira que abala a Europa. A opinião de Oskar Lafontaine, citado pelo jornal i, será um sinal da mudança de opinião dos partidos de esquerda da Alemanha sobre a moeda europeia.»
Ler mais aqui: http://www.noticiasaominuto.com/economia/91328/arquitecto-alem%c3%a3o-do-euro-defende-fim-da-moeda-%c3%banica#.Uee7lUZdbmQ

 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

A tábua raza

É notícia da Lusa, dada à estampa em alguns periódicos: mais de 220 mil empregos vão ao ar (diz o Banco de Portugal). E, para adocicar, a recessão "parece que" vai ser "menos profunda".
Todavia, temos para nós que a tal de Crise vai continuar, pois faz parte do plano a tábua raza, para sobre ela se "construir" o admirável mundo novo (deles), o do "Estado mínimo" - o Estado do tira-aos-pobres-para-dar-aos-ricos - com empresinhas privadas para tudo e mais alguma coisa.
Como tal, fazia e faz parte do plano imolar economias e transformar países em carcaças onde os abutres abancaram para esmirfarem "ad aeternum".
Estamos, efectivamente, perante um novo tipo de guerra. Alguém a provocou e a génese do "fenómeno" terá os seus culpados. Esperemos que no fim desta guerra haja um novo tipo de Julgamento de Nuremberga para os criminosos que provocaram e para os que a disseminaram....
Capitalistas, banqueiros, políticos, etc. terão de responder pela destruição inerente a esta "tábua raza", aos milhões de empregos destruídos na União Europeia, pelo saque e tudo o mais. Justiceiros precisam-se! Mas os candidatos têm (temos) de ter as mãos limpas!

Aqui fica mais uma:

«Em 2013: Banco de Portugal prevê destruição de 222 mil empregos
por Lusa, texto publicado por Sofia Fonseca Ontem http://www.dn.pt/Common/Images/img_economia/icn_comentario.gif24 comentários
O Banco de Portugal (BdP) prevê uma recessão menos profunda este ano, de 2% em vez de 2,3%, mas isso não impede a destruição de cerca de 222 mil postos de trabalho, o equivalente a 4,8% do emprego.

No Boletim Económico de Verão, hoje divulgado, a instituição liderada por Carlos Costa antecipa que a economia portuguesa destrua mais 4,8% do emprego este ano e que, em 2014, haja uma redução adicional do emprego de 1,3%.

Em termos absolutos, e tendo como base os números mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), uma queda de 4,8% do emprego representa menos cerca de 222 mil postos em 2013, caindo a população empregada para os 4,41 milhões.

Para 2014, o BdP calcula uma contração de 1,3% do emprego, que equivale a menos 57,36 mil postos de trabalho, caindo a população empregada para os 4,36 milhões de pessoas no próximo ano.»

terça-feira, 16 de julho de 2013

E os bárbaros já estão cá dentro...

Diz que corre por Inglaterra o arrazoado que postamos mais em baixo, com muito sucesso entre os já poucos ingleses anglo-saxónicos que por lá restam... Sim, porque os "novos ingleses", como os "novos europeus", serão um pouco mais escuros e usarão turbante e outros adereços.
Não sei que escritor romano terá escrito, naqueles dias do séc. V, que os "bárbaros já estavam às portas de Roma".
Nestes dias derradeiros de fim de Civilização (ou, pelo menos, de uma Civilização), enquanto a Europa e o Ocidente se debatem e contorcem numa crise de contornos indefinidos, quando a gangrena da corrupção contaminou a sociedade de alto a baixo, quando a degenerescência dos costumes e dos valores só tem paralelo, na Antiguidade Bíblica, em Sodomas e Gomorras, e, na Clássica, nos últimos dias de Pompeia, e, finalmente, quando os bábaros já estão cá dentro, que nos resta ainda esperar? - Se calhar, perante uma sociedade pútrida e no ocaso, será necessário a enxurrada final para "limpar" o autoclismo... Serão eles o prelúdio e os obreiros desta nova Idade Média do Ocidente, após a vitória final numa luta de mil e trezentos anos?
Trarão esses agarenos que nos deploram o "Diis Irae"?  Serão eles a mão executante da fúria de um Deus vingador e castigador? Será que Javeh ou Jeovah quer passar a chamar-se Allah?

Estranhos e insondáveis são, de facto, os desígnios do Senhor....

Aqui vos fica o tal texto que corre por aí:

  « Os muçulmanos não estão felizes !!!!!

           · Eles não estão felizes em Gaza.

           · Eles não estão felizes na Cisjordânia.

           · Eles não estão felizes em Jerusalém ..

           · Eles não estão felizes em Israel.

           · Eles não estão felizes no Egito.

           · Eles não estão felizes na Líbia.

           · Eles não estão felizes na Argélia.

           · Eles não estão felizes em Tunis ...

           · Eles não estão felizes em Marrocos.

           · Eles não estão felizes no Iêmen.

           · Eles não estão felizes no Iraque.

           · Eles não estão felizes no Afeganistão.

           · Eles não estão felizes na Síria.

           · Eles não estão felizes no Líbano.

           · Eles não estão felizes no Sudão.

           · Eles não estão felizes na Jordânia ...

           · Eles não estão felizes no Irã.


          Onde é que os muçulmanos estão felizes?

           Eles estão felizes na Inglaterra.

           Eles estão felizes  na França.

           Eles estão felizes na Itália.

           Eles estão felizes na Alemanha.

           Eles estão felizes na Suécia.

           Eles estão felizes na Holanda.

           Eles estão felizes na Dinamarca.

           Eles estão felizes na Bélgica.

           Eles estão felizes na Noruega.

           Eles estão felizes em U.S.A.

           Eles estão felizes no Canadá.

           Eles estão felizes na Roménia.

           Eles estão felizes na Hungria.

           Eles estão felizes na Austrália.

           Eles estão felizes na Nova Zelândia.

          Eles estão felizes em qualquer outro país no mundo que não está sob um governo muçulmano.

           E quem é que eles culpam?

           · Não o Islam.
           · Não a liderança deles.
           · Não a si mesmos.


           Culpam os países onde estão vivendo livremente e bem.

           Isso é tão verdadeiro ... A democracia é realmente boa para eles:

           Numa democracia em que eles podem viver confortavelmente, aproveitar a alta qualidade de vida que eles não construíram e nem trabalharam para ter. Podem manter seus costumes, desobedecem às leis, exploram os serviços sociais, fazem paródias de nossa política e de nossos tribunais. Geralmente, mordem a mão que os alimenta.

          A questão é contraditória, paradoxal ! Eles tentam trazer seu sistema de vida falido e querem transformar os países que os acolheram no país que abandonaram em busca de uma vida melhor
           Dá para entender?»

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A NOVA IDADE MÉDIA

Sabem aqueles que nos conhecem, que há anos defendemos a teoria de que a Europa e o Ocidente iriam entrar numa nova Idade Média. Começámos a intuir o problema durante o tempo do Grande Regabofe (em Portugal, no final do Cavaquismo e durante o Gueterrismo), anos 90 do séc. XX, quando toda a gente batia palmas ao "Portugal de sucesso", à "nova Europa" pós-queda do Muro, e, depois ao fatídico €uro...  A verdade é que partimos de um aforismo popular (cá da Aldeia), segundo o qual, onde se tira e não se põe, acaba! O Povo sabia isso quando semeava o cereal e tinha anualmente de encher os celeiros. Deixou-se (aliás, matou-se) a Agricultura, como se desmantelaram as pescas (em Portugal), há muito que não há recursos minerais de jeito, não só em Portugal, como no resto da Europa.

No quadro global, estava-se a ver a emergência dos BRIC's (Brasil, Rússia, India e China), e a perda de influência da Europa e, consequentemente dos EUA. Todo o know-how foi transferido para algumas dessas paragens para melhor se aproveitar a mão-de-obra barata que lá havia. Acontece que eles aprenderam, começaram a "contrafazer" e vão comprando as "marcas", porque foram fazendo o seu próprio caminho de acumulação capitalista. Para cúmulo, a imigração e o multiculturalismo abriu as portas aos novos "bárbaros" que, não tarda nada, serão os "novos europeus" e ocidentais (se algum dia se "ocidentalizarem"). Ora, a Idade Média é exactamente o tempo que leva a barbárie a adaptar-se à Civilização.

Nunca pensámos que este processo decorresse de forma tão rápida... Pensámos que levaria uns 30 a 50 anos, mas tudo aconteceu em menos de 10.... Será que serão também agora mais rápidos os tais "mil anos sem um banho" que foram a outra Idade Média?

Já depois de vislumbrarmos o problema, nos anos 90, tivemos conhecimento de um livro do pensador francês Alain Minc, sobre essa ideia de uma nova Idade Média e de um Novo Feudalismo. Curiosamente, agora, um outro grande pensador francês, Serge Halimi, volta a insistir na expressão e no tema. - A História está (infelizmente) a dar-nos razão... E o que nós vimos a partir aqui d'aldeia, estas mentes lúcidas e brilhantes estão a vê-lo também a partir da Cidade das Luzes... Será que mais ninguém ainda o notou, a partir de Bruxelas, Berlin, Washington...

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Para reflexão, aqui fica, com a devida vénia do "Le Monde Diplomatique", jornal de pensamento de referência, que muito recomendamos:

Idade Média europeia

Será que as políticas económicas impostas pelo defesa do euro são ainda compatíveis com as práticas democráticas? A televisão pública grega foi criada depois do fim de uma ditadura militar. Sem autorização do Parlamento, o governo que executa em Atenas as imposições da União Europeia fez a escolha de a substituir por um ecrã negro. Antes de a justiça grega ter suspendido esta decisão, a Comissão de Bruxelas podia ter feito lembrar os textos da União segundo os quais «o sistema de audiovisual público nos Estados-membros está directamente ligado às necessidades democráticas, sociais e culturais de todas as sociedades». Mas preferiu caucionar o golpe, argumentando que este encerramento se inscrevia «no contexto dos esforços consideráveis e necessários que as autoridades estão a desenvolver para modernizar a economia grega».
Os europeus passaram pela experiência dos projectos constitucionais rejeitados por sufrágio popular e ainda assim homologados. Recordam-se dos candidatos que, depois de se terem comprometido a renegociar um tratado, o ratificaram sem que entretanto eles tivessem sido alterados numa vírgula sequer. Em Chipre, foram obrigados a sofrer uma levantamento autoritário em todos os seus depósitos bancários [1]. Agora foi ultrapassada mais uma etapa: a Comissão de Bruxelas lava as mãos da destruição dos media gregos que ainda não pertencem a armadores, desde que isso permita despedir imediatamente 2800 assalariados do sector público, que ela detesta desde sempre, e que permita cumprir os objectivos de eliminação de empregos ditados pela Troika [2] a um país em que 60% dos jovens estão no desemprego.
Esta obstinação coincide com a publicação pela imprensa norte-americana de um relatório confidencial do Fundo Monetário Internacional (FMI) que admite que as políticas postas em prática na Grécia desde há três anos se saldam por«fracassos flagrantes». Será este erro unicamente imputável a previsões de crescimento que foram maquilhadas? Sem dúvida que não. Segundo a descodificação feita pelo The Wall Street Journal de um texto que não podia ser mais palavroso, o FMI admite que «uma reestruturação imediata [da dívida grega]teria sido um negócio melhor para os contribuintes europeus, porque os credores do sector privado foram integralmente reembolsados graças a dinheiro que Atenas pediu emprestado. A dívida grega não foi reduzida, portanto, passou apenas a ser agora devida ao FMI e aos contribuintes da zona euro, em vez de o ser aos bancos e aos fundos especulativos» [3].
Assim, estes fundos livraram-se, sem perder um cêntimo, dos empréstimos que haviam feito a Atenas a taxas de juros astronómicas. Imagina-se que uma tal maestria na espoliação dos contribuintes europeus, em benefício dos fundos especulativos, confere uma autoridade particular à Troika para martirizar mais um pouco o povo grego. Mas, depois da televisão pública, não haverá ainda hospitais, escolas ou universidades que podiam ser fechados sem dificuldade? E não apenas na Grécia. Porque é este o preço a pagar para que toda a Europa entre na corrida triunfal para a Idade Média, não é?…
 
sexta-feira 5 de Julho de 2013

Notas

[1] Ler «A lição de Nicósia», Le Monde diplomatique – edição portuguesa, Abril de 2013.
[2] Constituída pela Comissão Europeia, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE).
[3] «IMF Concedes it Made Mistakes on Greece», The Wall Street Journal, Nova Iorque, 5 de Junho de 2013.