quarta-feira, 8 de julho de 2015

Carta do Júlio (e algumas bocas prévias do ti Zé):

Mão amiga, de um outro Zé, no caso a viver na cidade, mas sempre atento ao que se passa cá pela Aldeia, fez-nos chegar a carta do Júlio, que vai em baixo.

Sublinhámos a amarelo duas passagens:

1 - onde se expressa a suspeita de que esta Crise foi forjada para se implementar uma agenda neo-liberal - o que também defendemos há muito tempo...

2 - a referência a uma "solução final", ainda que o autor espera que assim não o seja - pois também já aqui o afirmámos, e também um dia em que tal ousámos dizer, para "escândalo" de uma "virgem (im)púdica", que contra-atacou com um pretenso insulto à memória dos judeus do Holocausto; mas logo vimos que tal tirada era uma mancha de tinta largada por um choco quando se sente tocado... foi só o caso de ir espreitar o Facebook do dito cujo e concluir que meses antes estivera num grande comício do Partido Republicano nos EUA!... Concluí que outrora havia uns rapazes que iam à URSS a mudar a cassete; agora há outros rapazes, lambidinhos e engravatados, que vão ao outro lado fazer o "upgrade" doutrinário... O mais caricato foi que a minha crítica tinha a ver com o plano de extermínio (em curso) da Função Pública; pois o mamão, obviamente concordando com tal extermínio, não é que estava num instituto público, como... "relações públicas"??? - E, aos depois, vim a saber que ascendeu a "public relations" de um desses rapazolas que chegaram a Secretários de Estado, por ínvios caminhos partidários. - Pois é verdade!.... A função pública é uma merda, mas não vejo esta rapaziada tão "empreendedora" a criarem empresinhas inovadoras, e a buscarem o tal sucesso à americana... Nada disso! lá andam eles, lampeiros (como diria o Pacheco P.), a pendurar-se na teta do Estado! - Que bem pregam estes S. Tomazes...

Mas, vamos lá à carta do Júlio:
 
Júlio Isidro - Não quero morrer sem...
eu não quero morrer sem ver a cor de uma nova liberdade.

 
NÃO, NÃO ESTOU VELHO!!!!!!

 
NÃO SOU É SUFICIENTEMENTE NOVO  PARA  JÁ SABER TUDO!

 
Passaram 40 anos de um sonho chamado Abril.

 E lembro-me do texto de Jorge de Sena…. Não quero morrer sem ver a cor da liberdade.
 
Passaram quatro décadas e de súbito os portugueses ficam a saber, em espanto, que são responsáveis de uma crise e que a têm que pagar…. civilizadamente,  ordenadamente, no respeito  das regras da democracia, com manifestações próprias das democracias e greves a que têm direito, mas demonstrando sempre o seu elevado espírito cívico, no sofrer e ….calar.

 
Sou dos que acreditam na invenção desta crise.

Um “directório” algures  decidiu que as classes médias estavam a viver acima da média. E de repente verificou-se que todos os países estão a dever dinheiro uns aos outros…. a dívida soberana entrou no nosso vocabulário e invadiu o dia a dia.
 
Serviu para despedir, cortar salários, regalias/direitos do chamado Estado Social e o valor do trabalho foi diminuído, embora um nosso ministro tenha dito decerto por lapso, que “o trabalho liberta”, frase escrita no portão de entrada de Auschwitz.
 
Parece que  alguém anda à procura de uma solução que se espera não seja final.
 
Os homens nascem com direito à felicidade e não apenas à estrita e restrita sobrevivência.

Foi perante o espanto dos portugueses que os velhos ficaram com muito menos do seu contrato com o Estado  que se comprometia devolver o investimento de uma vida de trabalho. Mas, daqui a 20 anos isto resolve-se.
 
Agora, os velhos atónitos, repartem o dinheiro  entre os medicamentos e a comida.
 
E ainda tem que dar para ajudar os filhos e netos num exercício de gestão impossível.
 
A Igreja e tantas instituições de solidariedade fazem diariamente o milagre da multiplicação dos pães.
 
Morrem mais velhos em solidão, dão por eles pelo cheiro, os passes sociais impedem-nos de  sair de casa,  suicidam-se mais pessoas, mata-se mais dentro de casa, maridos, mulheres e filhos mancham-se  de sangue , 5% dos sem abrigo têm cursos superiores, consta que há cursos superiores  de geração espontânea, mas 81.000  licenciados estão desempregados.
 
Milhares de alunos saem das universidades porque não têm como pagar as propinas, enquanto que muitos desistem de estudar para procurar trabalho.
 
Há 200.000 novos emigrantes, e o filme “Gaiola Dourada”  faz um milhão de espectadores.
 
Há terras do interior, sem centro de saúde, sem correios e sem finanças, e os festivais de verão estão cheios com bilhetes de centenas de euros.
 
Há carros topo de gama para sortear e auto-estradas desertas. Na televisão a gente vê gente a fazer sexo explícito e explicitamente a revelar histórias de vida que exaltam a boçalidade.
 
Há 50.000 trabalhadores rurais que abandonaram os campos, mas  há as grandes vitórias da venda de dívida pública a taxas muito mais altas do que outros países intervencionados.
 
Há romances de ajustes de contas entre políticos e ex-políticos, mas tudo vai acabar em bem...estar para ambas as partes.
 
Aumentam as mortes por problemas respiratórios consequência de carências alimentares e higiénicas, há enfermeiros a partir entre lágrimas para Inglaterra e Alemanha para ganharem muito mais do que 3 euros à hora, há o romance do senhor Hollande e o enredo do senhor Obama que tudo tem feito para que o SNS americano seja mesmo para todos os americanos. Também ele tem um sonho…
 
Há a privatização de empresas portuguesas altamente lucrativas e outras que virão a ser lucrativas. Se são e podem vir a ser, porque é que se vendem?
 
E há a saída à irlandesa quando eu preferia uma…à francesa.
 
Há muita gente a opinar, alguns escondidos com o rabo de fora.
 
E aprendemos neologismos como “inconseguimento” e “irrevogável” que quer dizer exactamente o contrário do que está escrito no dicionário.
 
Mas há os penalties escalpelizados na TV em câmara lenta, muito lenta e muito discutidos, e muita conversa, muita conversa e nós, distraídos.

E agora, já quase todos sabemos que existiu um pintor chamado Miró, nem que seja por via bancária. Surrealista…

Mas há os meninos que têm que ir à escola nas férias para ter pequeno- almoço e almoço.

E as mães que vão ao banco…. alimentar contra a fome e envergonhadamente, matar a fome dos seus meninos.

É por estes meninos com a esperança de dias melhores prometidos para daqui a 20 anos, pelos velhos sem mais 20 anos de esperança de vida e pelos quarentões com a desconfiança de que não mudarão de vida, que eu não quero morrer sem ver a cor de uma nova liberdade.
 

Júlio Isidro

 

 

terça-feira, 30 de junho de 2015

Uns/umas Desavergonhados/as !!....

Mão amiga fez-nos chegar mais esta... Será o que nos resta: o direito (?) à indignação...

(A propósito de declarações da srª ministra das finanças há uns tempos, sobre a sustentabilidade da segurança social:  

UMA VERGONHA...
                                                                                                    
Vergonha e escândalo, estes miseráveis que mendigam o voto, não para defender os cidadãos, mas para se banquetearem ao máximo com o dinheiro público. Deviam pintar a cara de negro e evitar aparecer perante os portugueses, suas vítimas.
                                                                                            
 
INDECOROSO??

Especialmente dedicada aos "ministros" Poiares  Maduro e Maria Luís Albuquerque pelas suas "brilhantes" declarações proferidas acerca da sustentabilidade das reformas...
VERGONHA é comparar a Reforma de um Deputado com a de uma Viúva.
VERGONHA é um Cidadão ter que descontar 40 ou mais anos para receber Reforma e aos Deputados bastarem somente 3 ou 6 anos conforme o caso e que aos membros do Governo para cobrar a Pensão Máxima só precisam do Juramento de Posse.
 VERGONHA é que os Deputados sejam os únicos Trabalhadores (???) deste País que estão Isentos de 1/3 do seu salário em IRS…e reformarem-se com 100% enquanto os trabalhadores se reformam na base de 80%...
  
VERGONHA é pôr na Administração milhares de Assessores (leia-se Amigalhaços) com Salários que desejariam os Técnicos Mais Qualificados.
VERGONHA é a enorme quantidade de Dinheiro destinado a apoiar os Partidos, aprovados pelos mesmos Políticos que vivem deles.
VERGONHA é que a um Político não se exija a mínima prova de Capacidade para exercer o Cargo (e não falamos em Intelectual ou Cultural).
  
VERGONHA é o custo que representa para os Contribuintes a sua Comida, Carros Oficiais, Motoristas, Viagens (sempre em 1ª Classe), Cartões de Crédito.
  
VERGONHA é que s. exas. tenham quase 5 meses de Férias ao Ano (48 dias no Natal, uns 17 na Semana Santa mesmo que muitos se declarem não religiosos, e uns 82 dias no Verão).
  
VERGONHA é s. exas. quando cessam um Cargo manterem 80% do Salário durante 18 meses.
VERGONHA é que ex-Ministros, ex-Secretários de Estado e Altos Cargos da Política quando cessam são os únicos Cidadãos deste País que podem legalmente acumular 2 Salários do Erário Público.
  
VERGONHA é que se utilizem os Meios de Comunicação Social para transmitir à Sociedade que os Funcionários só representam encargos para os Bolsos dos Contribuintes.
  
VERGONHA é ter Residência em Sintra e Cobrar Ajudas de Custo pela deslocação à Capital porque dizem viver em outra Cidade.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Carlos Gil, na galeria dos heróis nacionais....

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Mão amiga fez-nos chegar o comentário e a foto em baixo, a propósito de um jovem comendador da Ordem do Infante, condecorado no passado 10 de Junho....
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Aqui ao ti Zé só lhe ocorreu perguntar: mas porque não também uma Comenda para o Jardineiro?  para o Motorista? para o Cozinheiro? e outros demais dedicados servidores da Ilustre Casa de Belém (e parece que tem muitos!....).

Enfim, a Tugalândia no seu melhor!...

"Julgava eu que a comenda de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, era atribuída a quem tivesse prestado serviços relevantes a Portugal, no País e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores. Este senhor, contra o qual nada tenho, é o costureiro da D. Maria Cavaco Silva... e Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique". 

 Carlos Gil, Grande-Oficial, junto ao símbolo pátrio 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Tugalândia ausente numa Exposição estratégica em Milão - denuncia Ferreira Fernandes:

Mão amiga fez-nos chegar um recorte de um artigo de opinião do jornalista Ferreira Fernandes, Redactor Principal do Diário de Notícias, que abaixo transcrevemos.  - É de arrazo!  Na verdade os governantes tugas preferem apoiar um cacilheiro com umas pindériquices de uma girl, que passa aí, pelas galerias da Lísbia, por ser uma grande artista, com uns mega-sapatos feitos de tachos, dizíamos, preferem apoiar essas outras digressões a Itália, com pompa e circunstância, do q apostar antes neste isco, leia-se "merenda", q e' como melhor se pesca o estranja....
Falta de visão mesmo!
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 «A Expo 2015, em Milão, é dedicada às arrecadas de ouro de Viana do Castelo, ao cavaquinho e ao Licor Beirão. Já é surpreendente que o quase centenário Gabinete Internacional de Exposições tenha decidido fazer uma Exposição Universal com assuntos tão portugueses. Mas o mais extraordinário é que o apelo pelos valores lusos acabou por ser acolhido por 142 países. Dão-se conta ? O pavilhão das Seychelles a mostrar renda de bilros, o da República Islâmica do Irão a distribuir cálices de ginjinha e no dia da Finlândia vai ouvir-se um lapão a cantar o fado... Grande Portugal, quanto das tuas coisas típicas é orgulho universal!

Eu minto, mas só um pouco. O interesse da Expo 2015 não é pelas pequeninas coisas avulsas portuguesas. Não é por Belém (o pastel), é pelo fantástico que Belém (a Torre) significa na História Universal. A minha pequena mentira do primeiro parágrafo esconde a verdade grandiosa da Expo de Milão: ali se saúda (e é esse o seu lema) "a alimentação no mundo", isto é, as coisas de comer passeando por aí. E que é isso senão Portugal ? O daqui para ali da cana-de-açúcar e do abacateiro, a história do viajante amendoim, o milho turista, o cacaueiro que partiu e a pimenteira que chegou, a peregrina palmeira de dendém e o excursionista café... Não, não foi Portugal que os inventou, mas foi Portugal que os apresentou ao mundo.
Porém, nesse lugar - Milão, hoje - onde o mundo glorifica a comida, Portugal não está presente. Não tem pavilhão, nem banca, nem um simples papelinho distribuído à entrada: "Olá, vocês não se lembram, mas já nos conhecemos. Foi Portugal que vos apresentou a/o [e aí o folheto diria o nome dum tubérculo, dum fruto, dum cereal]..." Aos brasileiros deu o café para conversar; à China e à Índia, a batata; e vindo dos Andes, o chili pepper, o jindungo que, passando pelo Brasil, deu sentido às sopas tailandesas e coreanas. Reparem, nem falo da paprica húngara - só reivindico as entregas diretas. A Budapeste, o picante só chegou depois de passar pela Turquia, trazido da Índia, onde, em Goa, os portugueses tinham metido o jindungo no vindaloo. Leiam alto e descubram a origem da palavra: "vinha-d"alho"... O vindaloo encontrei-o, também deturpado, em Trindade e Tobago e no Havai.
Em 1972, o americano Alfred W. Crosby publicou The Columbian Exchange (A Troca Colombiana), sobre uma mudança-chave da história, quando o Velho Mundo se encontrou com as Américas. Nesses anos, 1492, com Colombo, e 1500, com Pedro Álvares Cabral, o planeta começou a ser pintado redondo. Global, como hoje se diz. No maravilhoso A Aventura das Plantas e os Descobrimentos Portugueses, de 1992, José Mendes Ferrão explicou essa contribuição portuguesa. O mais comum prato angolano, o funje, é acompanhado por fuba de milho ou por fuba de mandioca. O milho e a mandioca vieram do Brasil. E não se espalharam só pelas antigas colónias portuguesas, são as duas farinhas mais comidas em toda a África. O molho desses pratos é feito com óleo de palma, do coconote, que foi levado pelos portugueses da Índia (Goa) e Sudeste da Ásia (Malaca) para África e Brasil. Quem come moqueca em Salvador da Bahia, saboreia Goa, sem que a agência portuguesa de viagens cobre taxas. No Nordeste brasileiro, chama canjica ao mingau de milho, ou munguzá, se for sem tempero e sal. Os nomes vêm do quimbundo angolano, kanjika e mukunza. Quer dizer, a viagem das plantas não foi feita calada, uniu povos, para lá do palato.
A cana-de-açúcar tem origem na Índia e chegou a Pernambuco, o café é da Arábia e chegou a São Paulo. "E quem levou ?", perguntaria o folheto que devíamos levar a Milão, já que não temos pavilhão. Os portugueses conhecem o ananás desde 1500, do Brasil. Levaram-no para estações de aclimatação, para os Açores, para o tornar de outro mundo (como levaram o cacau para São Tomé). Durante décadas, o Havai foi o maior produtor de mundial de ananás, mas só o começou a produzir em 1886, oito anos após o Reino do Havai, graças a um acordo de emigração com Portugal, já ter camponeses de São Miguel, Açores...O pavilhão da Santa Sé, na Expo 2015, diz que a comida é também assunto de rituais e símbolos. Claro. E os portugueses foram apóstolos do valor sagrado do pão, espalharam-lhe a palavra e os sabores. O governo português diz que não temos pavilhão porque não temos dinheiro. É falso. Não estamos lá porque quem decidiu é pobre de espírito. Não merece Portugal.»
--

sábado, 9 de maio de 2015

Ainda a escandaleira dos ordenados pornográficos de certos "gestores"...

Sim, o Neoliberalismo é isto: a afirmação e o aprofundamento das desigualdades. E, quando se trata de paízecos atrasados, tipo Terceiro-mundo, maiores são as mordomias da classe dirigente, os deuses dos novos tempos, os tais de... "gestores"! - Gente infalível, eventualmente formada em universidades estrangeiras, que faz o favor de permanecer por cá, não se sabe bem por quanto tempo (até que as empresas públicas sejam de todo privatizadas ou então que estoirem), pelo que é preciso aproveitar o máximo enquanto se pode...
E quanto à diferença em relação os políticos governantes, realmente não é de admirar... Se estes são os "mainatos", ou lacaios, ou "testas de ferro" dos que verdadeiramente mandam (e os "gestores", por sua vez, são apenas os rostos visíveis de outros ainda mais poderosos, escondidos atrás das moitas), que esperam??


Tomem lá mais esta, para reflexão... - Ah, e depois daqui a uns tempos, não se esqueçam de votar como os ingleses: mais do mesmo!!!



ASSIM VAI O MUNDO…..GANHAM BEM E ARRUINAM AS EMPRESAS COM ESTES SALÁRIOS.
 Pedir mais austeridade com estes exemplos... é no mínimo, escabroso....
 

1º Exemplo

-   Presidente dos EUA recebe por ano $400.000,00                    291.290,41 Euros;
-   O Presidente da TAP recebeu, em 2009,                                  624.422,21 Euros;
-   O Vice-Presidente dos EUA recebe por ano $ 208.000,00       151.471,01 Euros;
-   Um Vogal do Conselho de Administração da TAP recebeu    483.568,00 Euros;
-   O Presidente da TAP ganha por mês 55,7 anos de salário médio de cada 
português.

2º Exemplo
- A Chanceler Ângela Merkel recebe por ano cerca de               220.000,00 Euros;
- O Presidente da Caixa Geral de Depósitos recebeu                  560.012,80 Euros;
- O Vice-Presidente da Caixa Geral de Depósitos recebeu          558.891,00 Euros;
- O Presidente da Caixa Geral de Depósitos ganha por mês 50 anos de salário médio de cada português.

3º Exemplo

-  O Primeiro-Ministro Passos Coelhos recebe por ano cerca de                               100.000,00 Euros;
- 
 O Presidente do Conselho de Administração da Parpública SGPS recebeu          249.896,78 Euros;
- 
 O Presidente do Conselho de Administração da Parpública SGPS ganha por mês 22,3 anos de salário médio de cada português.
 
4º Exemplo

- O Presidente da República recebe por ano cerca de                                                  140.000,00 Euros;
- O Presidente do Conselho de Administração da Águas de Portugal recebeu          205.814,00 Euros;

- O Presidente do Conselho de Administração da Águas de Portugal ganha por mês 18,4 anos de salário médio de cada português;
 
5º Exemplo

-  O Presidente francês recebe por ano cerca de                                                           250.000,00 Euros;
- 
 O Presidente de Administração dos CTT - Correios de Portugal, S.A. recebeu        336.662,59 Euros;
- 
 O Presidente de Administração dos CTT Correios de Portugal, S.A. ganha por mês 30 anos de salário médio de cada português.

6º Exemplo

-  O Primeiro-Ministro David Cameron recebe por ano cerca de                    250.000,00 Euros;
-  O Presidente do Conselho de Administração da RTP recebeu                     254.314,00 Euros
 
CONCLUSÃO: é muito mais difícil governar uma empresa em Portugal, do que um país inteiro na europa ou nos EUA ....
 
 
  
 

sexta-feira, 13 de março de 2015

O paraíso dourado dos Senhores Eurode(puta)dos...

Mão amiga fez-nos chegar mais esta...
Que Bróxelas e Estrasburgos eram ninhos de conforto e de sinecuras, já nós sabíamos. Que eram, por vezes, "asilos dourados" para certas personalidades (às vezes incómodas) da partidocracia vigente, também se sabe. Mas, mesmo apesar do bufão Marinho Pinto, não podíamos imaginar que aquilo vale mesmo a pena (para os/as que para lá vão!!!...).
Não seria (muito) grave, se não fosse exactamente ali que se cozinha a nossa pobreza quotidiana, a tal de "austeridade" que nos é imposta a martelo... Como diziam os abades de antanho: "faz o que eu digo, não faças o que eu faço!"...
Que grandas f.d.p.'s....


Aqui fica, como me enviaram (para ver, clicar no link, sff):

E assim vai a Europa! Não há seriedade. As pessoas em vez de servirem nos lugares para que foram eleitas, servem-se do lugar para enriquecerem sem trabalharem.

quarta-feira, 11 de março de 2015

O "Diktat" do (des)Acordo Ortográfico imposto por decreto às nossas crianças...

Prossegue o PALP (Processo de Ajavardamento da Língua Portuguesa)!.... Agora é a machada final: as nossas pobres crianças são forçadas a esquecer a Língua materna, a verdadeira, a que foi evoluindo naturalmente ao longo de séculos, com actualizações pontuais, mas nunca rasgando a sua matriz genesíaca, o Latim, em favor de uma coisa que é uma (im)perfeita cedência ao brasileirês - e que estes desdenham e nem sequer aceitam por ainda acharem pouca a cedência (claro, temos que adoptar é o brasileirês tal e qual e "mai nada"!)...

E é esta mistela linguística, que alguns pretensos "especialistas", prostitutas vendidas, das muitas que tem havido ao longo da história deste recanto peninsular mal frequentado (já Camões dizia que "entre os portugueses / alguns traidores houve, algumas vezes" - eu diria, muuitas!), fizeram com que a classe pulhítica imbecil aprovasse, em sede de assembleia republicana...

Pensando melhor, vai tudo de acordo e a condizer com o resto desta Tugalândia, que já não é país nem cousa nenhuma... Se o velho Portugal morreu, que sentido faz ainda conservar-lhe o idioma de antanho? Há que travesti-lo de acordo com o que é: uma "choldra" mal frequentada, com a devida vénia ao grande Eça. Resta-nos, apenas, aos que não claudicamos (e já nos furtámos aos exames dos primeiros e segundos e terceiros ciclos), acender uma vela de Homenagem a Vasco Graça Moura, aquele que não só só não aceitou a "mistela", como a interditou de entrar no CCB...

Aqui vos fica:
Exames Nacionais Quem não escrever com Acordo pode perder 5 valores

O Acordo Ortográfico foi assinado em 1990 e visa normalizar a escrita da língua portuguesa entre todos os países falantes da mesma.

Ler o resto aqui:  
http://www.noticiasaominuto.com/pais/359189/quem-nao-escrever-com-acordo-pode-perder-5-valores?utm_source=gekko&utm_medium=email&utm_campaign=daily

in: Noticias ao minuto, 2015.03.11 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Uderzo /Astérix est Charlie aussi!

Uderzo, o génio da banda desenhada que ajudou a construir o meu/nosso imaginário, aos 87 anos, apesar de reformado (se é que um artista pode estar reformado), quebrou a seu silêncio e também interveio. Aqui fica o que pode ser um dos seus últimos desenhos:

Je suis Charlie!

Hoje é o dia da Grande Marcha de Paris...
Guardaremos o nosso comentário para depois...
Hoje, e apenas, nous sommes Charlie aussi!...

sábado, 27 de dezembro de 2014

Coelhote, "o homem sem qualidades" segundo Raquel Varela

Mão amiga fez-nos chegar mais esta. - Raquel Varela, no seu melhor:

... e não disse tudo! Faltou ainda a parte de "ir às trombas" à ex-mulher (a Fázinha das "Doce")
- ver aqui: http://www.tugaleaks.com/passos-coelho-violencia-domestica.html

... afora umas ganzas que também fumava (acho que até defendia a despenalização das ditas, o que ainda não cumpriu), entre outras coisas - ver aqui:
http://www.cannabiscafe.net/foros/showthread.php/185802-Novo-l%C3%ADder-do-PSD-apoia-a-despenaliza%C3%A7%C3%A3o-das-drogas

- Enfim, cada coutada tem os coelhos que merece!....




quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O LODAÇAL, segundo Santana Castilho

Certeiro, como sempre, o Prof. Santana Castilho!

Aqui fica, do Publico de hoje, 2014.11.19:
 

Opinião

O lodaçal


19/11/2014 - 01:17

Contrariamente ao discurso das maiorias, nacional e europeia, o nosso problema não é o excesso de Estado, mas o seu constante e progressivo aniquilamento.

Em sentido figurado, um lodaçal é um ambiente de vida desregrada, um lugar aviltante. Literalmente, o vocábulo expressa um lugar onde há muito lodo, um atoleiro. O escândalo BES, com responsáveis evidentes e nenhum preso, o roubo legal de milhares de milhões de dólares operado pelo Luxemburgo às economias dos países europeus e a recente hecatombe que se abateu sobre o Governo e as cúpulas da administração pública portuguesa mostram que é lá, num lodaçal, que vivemos.

Estes três escândalos, de tantos que tornam desesperada a vida cívica, têm uma génese: a desagregação do Estado, com a consequente anulação do seu poder fiscalizador e regulador sobre o mundo financeiro. Contrariamente ao discurso das maiorias, nacional e europeia, o nosso problema não é o excesso de Estado, mas o seu constante e progressivo aniquilamento. O nosso problema consiste em encontrar meios políticos para devolver ao Estado instrumentos de fiscalização e regulação que protejam o interesse geral.

O meritório trabalho do International Consortium of Investigative Journalists expôs uma dimensão magna de um roubo legal, que permitiu a cerca de 340 empresas internacionais, assistidas fiscalmente por uma só, de consultoria financeira, a PricewaterhouseCoopers, pagarem apenas cerca de 1% de imposto sobre os lucros. Moralmente nojento, quando pensamos na monstruosa carga fiscal que, em nome da crise, asfixia os cidadãos. Repugnante, quando esta degradante evasão fiscal, grosseiramente violadora da lealdade devida entre Estados-membros da União Europeia, foi conduzida sob a responsabilidade de Jean-Claude Juncker, que acaba de assumir a presidência da Comissão Europeia.

Vivemos num lodaçal de ataques aos direitos básicos dos cidadãos, perpetrados por figurões que se dizem, sempre, de bem com a sua consciência de sociopatas, de quebra constante da confiança no Estado, de desespero crescente quanto ao futuro. Porque as leis, iníquas e de complexidade impenetrável, protegem os fortes do mesmo passo que diminuem os apoios sociais e o direito dos mais débeis.

Responsabilidade moral e política são coisas que os dirigentes não conhecem. Mas a falta de decoro é-lhes pródiga. Um episódio pouco divulgado mostra-o com clareza. No dia 11 deste mês, numa audição na Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, a propósito da eleição de Portugal para o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas e respondendo a considerações que vários deputados fizeram sobre o impacto da crise na vida dos portugueses, o ministro Rui Machete afirmou que os direitos fundamentais sociais dependem da economia e podem ser restringidos em função dela. Ou seja, em matéria de direitos fundamentais contam nada as aquisições civilizacionais, as convenções internacionais que subscrevemos e a Constituição da República Portuguesa, porque mandam o PIB e os credores internacionais. Rui Machete disse que na ONU "Portugal pautará a sua actuação pelo objetivo da defesa da dignidade da pessoa humana e do carácter individual, universal, indivisível, inalienável e interdependente de todos os direitos humanos, sejam direitos civis, culturais, económicos, políticos ou sociais". Rui Machete afirmou ir defender na ONU os mesmos direitos sociais que, garantiu, podem ser suspensos cá dentro, penalizando as pessoas em pobreza extrema, os idosos e as crianças. Forte lógica, sólida moral.
Importa relembrar, a propósito desta (mais uma) infeliz intervenção pública de Rui Machete, que “os órgãos de soberania não podem, conjunta ou separadamente, suspender o exercício dos direitos, liberdades e garantias, salvo em caso de estado de sítio ou de estado de emergência, declarados na forma prevista na Constituição” (Artigo 19.º, n.º 1, da CRP).

E voltamos ao lodaçal, que explica a abulia generalizada. Novo exemplo: sorrateiramente, avança a municipalização da Educação, metáfora para consagrar nova tragédia, qual seja entregar ao arbítrio das câmaras aderentes um domínio estratégico, que jamais deveria sair da tutela central. Basta reler a história da I República (a descentralização/municipalização da educação foi definida pela primeira vez em decreto de 29 de Março de 1911) para perceber que não é de descentralização municipalista, mas de autonomia, que as escolas e os professores necessitam e que a substituição do monolitismo vigente por vários caciquismos não resolverá um só problema e acrescentará muitos mais e graves.
A pequena dimensão do país, a natureza dos compromissos, legais e éticos, assumidos pelo Estado face a um vastíssimo universo de cidadãos e as economias de escala que as rotinas informáticas permitem, justificam que a gestão da Educação permaneça centralizada. Quanto aos aspectos que ganharão, e são muitos, se aproximarmos a capacidade de decidir ao local onde as coisas acontecem, não deve o poder ser entregue às câmaras, mas aos professores e às escolas. Justifica-o a circunstância de estarmos a falar da gestão pedagógica. Porque quem sabe de pedagogia são os professores.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

O regresso do Grande Deus "Pugresso”

Andou algo desaparecido por uns tempos. Ou por outra, foi deambulando por aí: pelo Vale do Sabor, passeando por avenidas novas, devorando terrincho queijo lá pelas bandas da Vilariça, ou enlambuzando-se do que resta(va) do património vernacular das nossas moribundas aldeias… sempre com a condescendência autárquica, pois que, “coitado do home”, tem direito às melhores condições de vida, e as tintas Robbialac , assim como a CIN, também precisam de viver. Cá agora a m**** das pedras velhas, sem jeito nenhum!... Querem a gente cá como índios da reserva! 

Agora, reapareceu cá pela vila, voraz, como sempre. Há que alinhar! Tem que se alinhar! Se alguém não alinha tem que se meter na linha! Tem cuidado… está calado… fazes melhor… deixa correr… já sabes o que te aconteceu… ainda não ganhaste juízo… não te manifestes… deixa que outros o façam… e se ninguém disser nada é porque está tudo bem… eles é que sabem. – É a voz dos amigos, dos que sabem viver, dos que vão longe…

Vejo a asneira e o disparate a caminho, a casmurrice e, quiçá, o látego e o gládio, se perseverar em dizer o que vai na alma. Tento a via pedagógica: explicar o porquê do interesse em preservar o pouco que ainda sobra de autêntico, em termos de edificações multisseculares, testemunhos vivos de uma terra com Passado. E onde, curiosamente, este até é incorporado no discurso político-económico.

Para mais, quando associado a esses velhos edifícios, habitáculos de cristãos-novos à entrada de judiaria, consta que nasceu a mãe de um candidato ao trono de um reino moribundo, há mais de quatro séculos atrás… Personagens trágicas anunciando a tragédia de verem apagada a mais remota pegada de um destino. Antigos depoimentos corroboram essa tradição. E, curiosamente, estas personagens de excepção têm vindo a ser recuperadas como bandeira de uma nova política assente no binómio economia-cultura! E depois parece que pretendem deitar fora a criança com a água do banho!

Destruir o autêntico e, em nome da tal “monomania dos alinhamentos” imprecada pelo A. de Baçal há mais de um século, inventar pastiches, e tentar depois vender como do século XVI imitações toscas do século XXI. Nunca pensámos que cerca de 150 anos após a gestação da Teoria do Património, em vez de evolução assistíssemos a uma involução… Assim, tudo nos leva a crer que o modelo cultural-económico que o novo poder eleito nos traz é o de "Disneylândias” de pechisbeque.


Talvez faça a tentativa derradeira de ser “pedagógico”. Mas acredito pouco na abertura a diálogos quando as decisões soam já a muito definitivas na cabeça de quem manda. Todavia, em consciência, não posso deixar de o fazer. Se esbarrar contra o muro de betão da intransigência retirarei daí as devidas ilações. O que não posso é, pela manhã do dia seguinte, não conseguir olhar de frente o indivíduo que me aparece do outro lado do espelho, acusando-me de qualquer espécie de cobardia ou de conformismo. Isso seria sinal de que já estaria definitivamente morto.