segunda-feira, 15 de junho de 2015

Carlos Gil, na galeria dos heróis nacionais....

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Mão amiga fez-nos chegar o comentário e a foto em baixo, a propósito de um jovem comendador da Ordem do Infante, condecorado no passado 10 de Junho....
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Aqui ao ti Zé só lhe ocorreu perguntar: mas porque não também uma Comenda para o Jardineiro?  para o Motorista? para o Cozinheiro? e outros demais dedicados servidores da Ilustre Casa de Belém (e parece que tem muitos!....).

Enfim, a Tugalândia no seu melhor!...

"Julgava eu que a comenda de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, era atribuída a quem tivesse prestado serviços relevantes a Portugal, no País e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores. Este senhor, contra o qual nada tenho, é o costureiro da D. Maria Cavaco Silva... e Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique". 

 Carlos Gil, Grande-Oficial, junto ao símbolo pátrio 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Tugalândia ausente numa Exposição estratégica em Milão - denuncia Ferreira Fernandes:

Mão amiga fez-nos chegar um recorte de um artigo de opinião do jornalista Ferreira Fernandes, Redactor Principal do Diário de Notícias, que abaixo transcrevemos.  - É de arrazo!  Na verdade os governantes tugas preferem apoiar um cacilheiro com umas pindériquices de uma girl, que passa aí, pelas galerias da Lísbia, por ser uma grande artista, com uns mega-sapatos feitos de tachos, dizíamos, preferem apoiar essas outras digressões a Itália, com pompa e circunstância, do q apostar antes neste isco, leia-se "merenda", q e' como melhor se pesca o estranja....
Falta de visão mesmo!
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 «A Expo 2015, em Milão, é dedicada às arrecadas de ouro de Viana do Castelo, ao cavaquinho e ao Licor Beirão. Já é surpreendente que o quase centenário Gabinete Internacional de Exposições tenha decidido fazer uma Exposição Universal com assuntos tão portugueses. Mas o mais extraordinário é que o apelo pelos valores lusos acabou por ser acolhido por 142 países. Dão-se conta ? O pavilhão das Seychelles a mostrar renda de bilros, o da República Islâmica do Irão a distribuir cálices de ginjinha e no dia da Finlândia vai ouvir-se um lapão a cantar o fado... Grande Portugal, quanto das tuas coisas típicas é orgulho universal!

Eu minto, mas só um pouco. O interesse da Expo 2015 não é pelas pequeninas coisas avulsas portuguesas. Não é por Belém (o pastel), é pelo fantástico que Belém (a Torre) significa na História Universal. A minha pequena mentira do primeiro parágrafo esconde a verdade grandiosa da Expo de Milão: ali se saúda (e é esse o seu lema) "a alimentação no mundo", isto é, as coisas de comer passeando por aí. E que é isso senão Portugal ? O daqui para ali da cana-de-açúcar e do abacateiro, a história do viajante amendoim, o milho turista, o cacaueiro que partiu e a pimenteira que chegou, a peregrina palmeira de dendém e o excursionista café... Não, não foi Portugal que os inventou, mas foi Portugal que os apresentou ao mundo.
Porém, nesse lugar - Milão, hoje - onde o mundo glorifica a comida, Portugal não está presente. Não tem pavilhão, nem banca, nem um simples papelinho distribuído à entrada: "Olá, vocês não se lembram, mas já nos conhecemos. Foi Portugal que vos apresentou a/o [e aí o folheto diria o nome dum tubérculo, dum fruto, dum cereal]..." Aos brasileiros deu o café para conversar; à China e à Índia, a batata; e vindo dos Andes, o chili pepper, o jindungo que, passando pelo Brasil, deu sentido às sopas tailandesas e coreanas. Reparem, nem falo da paprica húngara - só reivindico as entregas diretas. A Budapeste, o picante só chegou depois de passar pela Turquia, trazido da Índia, onde, em Goa, os portugueses tinham metido o jindungo no vindaloo. Leiam alto e descubram a origem da palavra: "vinha-d"alho"... O vindaloo encontrei-o, também deturpado, em Trindade e Tobago e no Havai.
Em 1972, o americano Alfred W. Crosby publicou The Columbian Exchange (A Troca Colombiana), sobre uma mudança-chave da história, quando o Velho Mundo se encontrou com as Américas. Nesses anos, 1492, com Colombo, e 1500, com Pedro Álvares Cabral, o planeta começou a ser pintado redondo. Global, como hoje se diz. No maravilhoso A Aventura das Plantas e os Descobrimentos Portugueses, de 1992, José Mendes Ferrão explicou essa contribuição portuguesa. O mais comum prato angolano, o funje, é acompanhado por fuba de milho ou por fuba de mandioca. O milho e a mandioca vieram do Brasil. E não se espalharam só pelas antigas colónias portuguesas, são as duas farinhas mais comidas em toda a África. O molho desses pratos é feito com óleo de palma, do coconote, que foi levado pelos portugueses da Índia (Goa) e Sudeste da Ásia (Malaca) para África e Brasil. Quem come moqueca em Salvador da Bahia, saboreia Goa, sem que a agência portuguesa de viagens cobre taxas. No Nordeste brasileiro, chama canjica ao mingau de milho, ou munguzá, se for sem tempero e sal. Os nomes vêm do quimbundo angolano, kanjika e mukunza. Quer dizer, a viagem das plantas não foi feita calada, uniu povos, para lá do palato.
A cana-de-açúcar tem origem na Índia e chegou a Pernambuco, o café é da Arábia e chegou a São Paulo. "E quem levou ?", perguntaria o folheto que devíamos levar a Milão, já que não temos pavilhão. Os portugueses conhecem o ananás desde 1500, do Brasil. Levaram-no para estações de aclimatação, para os Açores, para o tornar de outro mundo (como levaram o cacau para São Tomé). Durante décadas, o Havai foi o maior produtor de mundial de ananás, mas só o começou a produzir em 1886, oito anos após o Reino do Havai, graças a um acordo de emigração com Portugal, já ter camponeses de São Miguel, Açores...O pavilhão da Santa Sé, na Expo 2015, diz que a comida é também assunto de rituais e símbolos. Claro. E os portugueses foram apóstolos do valor sagrado do pão, espalharam-lhe a palavra e os sabores. O governo português diz que não temos pavilhão porque não temos dinheiro. É falso. Não estamos lá porque quem decidiu é pobre de espírito. Não merece Portugal.»
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sábado, 9 de maio de 2015

Ainda a escandaleira dos ordenados pornográficos de certos "gestores"...

Sim, o Neoliberalismo é isto: a afirmação e o aprofundamento das desigualdades. E, quando se trata de paízecos atrasados, tipo Terceiro-mundo, maiores são as mordomias da classe dirigente, os deuses dos novos tempos, os tais de... "gestores"! - Gente infalível, eventualmente formada em universidades estrangeiras, que faz o favor de permanecer por cá, não se sabe bem por quanto tempo (até que as empresas públicas sejam de todo privatizadas ou então que estoirem), pelo que é preciso aproveitar o máximo enquanto se pode...
E quanto à diferença em relação os políticos governantes, realmente não é de admirar... Se estes são os "mainatos", ou lacaios, ou "testas de ferro" dos que verdadeiramente mandam (e os "gestores", por sua vez, são apenas os rostos visíveis de outros ainda mais poderosos, escondidos atrás das moitas), que esperam??


Tomem lá mais esta, para reflexão... - Ah, e depois daqui a uns tempos, não se esqueçam de votar como os ingleses: mais do mesmo!!!



ASSIM VAI O MUNDO…..GANHAM BEM E ARRUINAM AS EMPRESAS COM ESTES SALÁRIOS.
 Pedir mais austeridade com estes exemplos... é no mínimo, escabroso....
 

1º Exemplo

-   Presidente dos EUA recebe por ano $400.000,00                    291.290,41 Euros;
-   O Presidente da TAP recebeu, em 2009,                                  624.422,21 Euros;
-   O Vice-Presidente dos EUA recebe por ano $ 208.000,00       151.471,01 Euros;
-   Um Vogal do Conselho de Administração da TAP recebeu    483.568,00 Euros;
-   O Presidente da TAP ganha por mês 55,7 anos de salário médio de cada 
português.

2º Exemplo
- A Chanceler Ângela Merkel recebe por ano cerca de               220.000,00 Euros;
- O Presidente da Caixa Geral de Depósitos recebeu                  560.012,80 Euros;
- O Vice-Presidente da Caixa Geral de Depósitos recebeu          558.891,00 Euros;
- O Presidente da Caixa Geral de Depósitos ganha por mês 50 anos de salário médio de cada português.

3º Exemplo

-  O Primeiro-Ministro Passos Coelhos recebe por ano cerca de                               100.000,00 Euros;
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 O Presidente do Conselho de Administração da Parpública SGPS recebeu          249.896,78 Euros;
- 
 O Presidente do Conselho de Administração da Parpública SGPS ganha por mês 22,3 anos de salário médio de cada português.
 
4º Exemplo

- O Presidente da República recebe por ano cerca de                                                  140.000,00 Euros;
- O Presidente do Conselho de Administração da Águas de Portugal recebeu          205.814,00 Euros;

- O Presidente do Conselho de Administração da Águas de Portugal ganha por mês 18,4 anos de salário médio de cada português;
 
5º Exemplo

-  O Presidente francês recebe por ano cerca de                                                           250.000,00 Euros;
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 O Presidente de Administração dos CTT - Correios de Portugal, S.A. recebeu        336.662,59 Euros;
- 
 O Presidente de Administração dos CTT Correios de Portugal, S.A. ganha por mês 30 anos de salário médio de cada português.

6º Exemplo

-  O Primeiro-Ministro David Cameron recebe por ano cerca de                    250.000,00 Euros;
-  O Presidente do Conselho de Administração da RTP recebeu                     254.314,00 Euros
 
CONCLUSÃO: é muito mais difícil governar uma empresa em Portugal, do que um país inteiro na europa ou nos EUA ....
 
 
  
 

sexta-feira, 13 de março de 2015

O paraíso dourado dos Senhores Eurode(puta)dos...

Mão amiga fez-nos chegar mais esta...
Que Bróxelas e Estrasburgos eram ninhos de conforto e de sinecuras, já nós sabíamos. Que eram, por vezes, "asilos dourados" para certas personalidades (às vezes incómodas) da partidocracia vigente, também se sabe. Mas, mesmo apesar do bufão Marinho Pinto, não podíamos imaginar que aquilo vale mesmo a pena (para os/as que para lá vão!!!...).
Não seria (muito) grave, se não fosse exactamente ali que se cozinha a nossa pobreza quotidiana, a tal de "austeridade" que nos é imposta a martelo... Como diziam os abades de antanho: "faz o que eu digo, não faças o que eu faço!"...
Que grandas f.d.p.'s....


Aqui fica, como me enviaram (para ver, clicar no link, sff):

E assim vai a Europa! Não há seriedade. As pessoas em vez de servirem nos lugares para que foram eleitas, servem-se do lugar para enriquecerem sem trabalharem.

quarta-feira, 11 de março de 2015

O "Diktat" do (des)Acordo Ortográfico imposto por decreto às nossas crianças...

Prossegue o PALP (Processo de Ajavardamento da Língua Portuguesa)!.... Agora é a machada final: as nossas pobres crianças são forçadas a esquecer a Língua materna, a verdadeira, a que foi evoluindo naturalmente ao longo de séculos, com actualizações pontuais, mas nunca rasgando a sua matriz genesíaca, o Latim, em favor de uma coisa que é uma (im)perfeita cedência ao brasileirês - e que estes desdenham e nem sequer aceitam por ainda acharem pouca a cedência (claro, temos que adoptar é o brasileirês tal e qual e "mai nada"!)...

E é esta mistela linguística, que alguns pretensos "especialistas", prostitutas vendidas, das muitas que tem havido ao longo da história deste recanto peninsular mal frequentado (já Camões dizia que "entre os portugueses / alguns traidores houve, algumas vezes" - eu diria, muuitas!), fizeram com que a classe pulhítica imbecil aprovasse, em sede de assembleia republicana...

Pensando melhor, vai tudo de acordo e a condizer com o resto desta Tugalândia, que já não é país nem cousa nenhuma... Se o velho Portugal morreu, que sentido faz ainda conservar-lhe o idioma de antanho? Há que travesti-lo de acordo com o que é: uma "choldra" mal frequentada, com a devida vénia ao grande Eça. Resta-nos, apenas, aos que não claudicamos (e já nos furtámos aos exames dos primeiros e segundos e terceiros ciclos), acender uma vela de Homenagem a Vasco Graça Moura, aquele que não só só não aceitou a "mistela", como a interditou de entrar no CCB...

Aqui vos fica:
Exames Nacionais Quem não escrever com Acordo pode perder 5 valores

O Acordo Ortográfico foi assinado em 1990 e visa normalizar a escrita da língua portuguesa entre todos os países falantes da mesma.

Ler o resto aqui:  
http://www.noticiasaominuto.com/pais/359189/quem-nao-escrever-com-acordo-pode-perder-5-valores?utm_source=gekko&utm_medium=email&utm_campaign=daily

in: Noticias ao minuto, 2015.03.11 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Uderzo /Astérix est Charlie aussi!

Uderzo, o génio da banda desenhada que ajudou a construir o meu/nosso imaginário, aos 87 anos, apesar de reformado (se é que um artista pode estar reformado), quebrou a seu silêncio e também interveio. Aqui fica o que pode ser um dos seus últimos desenhos:

Je suis Charlie!

Hoje é o dia da Grande Marcha de Paris...
Guardaremos o nosso comentário para depois...
Hoje, e apenas, nous sommes Charlie aussi!...

sábado, 27 de dezembro de 2014

Coelhote, "o homem sem qualidades" segundo Raquel Varela

Mão amiga fez-nos chegar mais esta. - Raquel Varela, no seu melhor:

... e não disse tudo! Faltou ainda a parte de "ir às trombas" à ex-mulher (a Fázinha das "Doce")
- ver aqui: http://www.tugaleaks.com/passos-coelho-violencia-domestica.html

... afora umas ganzas que também fumava (acho que até defendia a despenalização das ditas, o que ainda não cumpriu), entre outras coisas - ver aqui:
http://www.cannabiscafe.net/foros/showthread.php/185802-Novo-l%C3%ADder-do-PSD-apoia-a-despenaliza%C3%A7%C3%A3o-das-drogas

- Enfim, cada coutada tem os coelhos que merece!....




quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O LODAÇAL, segundo Santana Castilho

Certeiro, como sempre, o Prof. Santana Castilho!

Aqui fica, do Publico de hoje, 2014.11.19:
 

Opinião

O lodaçal


19/11/2014 - 01:17

Contrariamente ao discurso das maiorias, nacional e europeia, o nosso problema não é o excesso de Estado, mas o seu constante e progressivo aniquilamento.

Em sentido figurado, um lodaçal é um ambiente de vida desregrada, um lugar aviltante. Literalmente, o vocábulo expressa um lugar onde há muito lodo, um atoleiro. O escândalo BES, com responsáveis evidentes e nenhum preso, o roubo legal de milhares de milhões de dólares operado pelo Luxemburgo às economias dos países europeus e a recente hecatombe que se abateu sobre o Governo e as cúpulas da administração pública portuguesa mostram que é lá, num lodaçal, que vivemos.

Estes três escândalos, de tantos que tornam desesperada a vida cívica, têm uma génese: a desagregação do Estado, com a consequente anulação do seu poder fiscalizador e regulador sobre o mundo financeiro. Contrariamente ao discurso das maiorias, nacional e europeia, o nosso problema não é o excesso de Estado, mas o seu constante e progressivo aniquilamento. O nosso problema consiste em encontrar meios políticos para devolver ao Estado instrumentos de fiscalização e regulação que protejam o interesse geral.

O meritório trabalho do International Consortium of Investigative Journalists expôs uma dimensão magna de um roubo legal, que permitiu a cerca de 340 empresas internacionais, assistidas fiscalmente por uma só, de consultoria financeira, a PricewaterhouseCoopers, pagarem apenas cerca de 1% de imposto sobre os lucros. Moralmente nojento, quando pensamos na monstruosa carga fiscal que, em nome da crise, asfixia os cidadãos. Repugnante, quando esta degradante evasão fiscal, grosseiramente violadora da lealdade devida entre Estados-membros da União Europeia, foi conduzida sob a responsabilidade de Jean-Claude Juncker, que acaba de assumir a presidência da Comissão Europeia.

Vivemos num lodaçal de ataques aos direitos básicos dos cidadãos, perpetrados por figurões que se dizem, sempre, de bem com a sua consciência de sociopatas, de quebra constante da confiança no Estado, de desespero crescente quanto ao futuro. Porque as leis, iníquas e de complexidade impenetrável, protegem os fortes do mesmo passo que diminuem os apoios sociais e o direito dos mais débeis.

Responsabilidade moral e política são coisas que os dirigentes não conhecem. Mas a falta de decoro é-lhes pródiga. Um episódio pouco divulgado mostra-o com clareza. No dia 11 deste mês, numa audição na Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, a propósito da eleição de Portugal para o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas e respondendo a considerações que vários deputados fizeram sobre o impacto da crise na vida dos portugueses, o ministro Rui Machete afirmou que os direitos fundamentais sociais dependem da economia e podem ser restringidos em função dela. Ou seja, em matéria de direitos fundamentais contam nada as aquisições civilizacionais, as convenções internacionais que subscrevemos e a Constituição da República Portuguesa, porque mandam o PIB e os credores internacionais. Rui Machete disse que na ONU "Portugal pautará a sua actuação pelo objetivo da defesa da dignidade da pessoa humana e do carácter individual, universal, indivisível, inalienável e interdependente de todos os direitos humanos, sejam direitos civis, culturais, económicos, políticos ou sociais". Rui Machete afirmou ir defender na ONU os mesmos direitos sociais que, garantiu, podem ser suspensos cá dentro, penalizando as pessoas em pobreza extrema, os idosos e as crianças. Forte lógica, sólida moral.
Importa relembrar, a propósito desta (mais uma) infeliz intervenção pública de Rui Machete, que “os órgãos de soberania não podem, conjunta ou separadamente, suspender o exercício dos direitos, liberdades e garantias, salvo em caso de estado de sítio ou de estado de emergência, declarados na forma prevista na Constituição” (Artigo 19.º, n.º 1, da CRP).

E voltamos ao lodaçal, que explica a abulia generalizada. Novo exemplo: sorrateiramente, avança a municipalização da Educação, metáfora para consagrar nova tragédia, qual seja entregar ao arbítrio das câmaras aderentes um domínio estratégico, que jamais deveria sair da tutela central. Basta reler a história da I República (a descentralização/municipalização da educação foi definida pela primeira vez em decreto de 29 de Março de 1911) para perceber que não é de descentralização municipalista, mas de autonomia, que as escolas e os professores necessitam e que a substituição do monolitismo vigente por vários caciquismos não resolverá um só problema e acrescentará muitos mais e graves.
A pequena dimensão do país, a natureza dos compromissos, legais e éticos, assumidos pelo Estado face a um vastíssimo universo de cidadãos e as economias de escala que as rotinas informáticas permitem, justificam que a gestão da Educação permaneça centralizada. Quanto aos aspectos que ganharão, e são muitos, se aproximarmos a capacidade de decidir ao local onde as coisas acontecem, não deve o poder ser entregue às câmaras, mas aos professores e às escolas. Justifica-o a circunstância de estarmos a falar da gestão pedagógica. Porque quem sabe de pedagogia são os professores.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

O regresso do Grande Deus "Pugresso”

Andou algo desaparecido por uns tempos. Ou por outra, foi deambulando por aí: pelo Vale do Sabor, passeando por avenidas novas, devorando terrincho queijo lá pelas bandas da Vilariça, ou enlambuzando-se do que resta(va) do património vernacular das nossas moribundas aldeias… sempre com a condescendência autárquica, pois que, “coitado do home”, tem direito às melhores condições de vida, e as tintas Robbialac , assim como a CIN, também precisam de viver. Cá agora a m**** das pedras velhas, sem jeito nenhum!... Querem a gente cá como índios da reserva! 

Agora, reapareceu cá pela vila, voraz, como sempre. Há que alinhar! Tem que se alinhar! Se alguém não alinha tem que se meter na linha! Tem cuidado… está calado… fazes melhor… deixa correr… já sabes o que te aconteceu… ainda não ganhaste juízo… não te manifestes… deixa que outros o façam… e se ninguém disser nada é porque está tudo bem… eles é que sabem. – É a voz dos amigos, dos que sabem viver, dos que vão longe…

Vejo a asneira e o disparate a caminho, a casmurrice e, quiçá, o látego e o gládio, se perseverar em dizer o que vai na alma. Tento a via pedagógica: explicar o porquê do interesse em preservar o pouco que ainda sobra de autêntico, em termos de edificações multisseculares, testemunhos vivos de uma terra com Passado. E onde, curiosamente, este até é incorporado no discurso político-económico.

Para mais, quando associado a esses velhos edifícios, habitáculos de cristãos-novos à entrada de judiaria, consta que nasceu a mãe de um candidato ao trono de um reino moribundo, há mais de quatro séculos atrás… Personagens trágicas anunciando a tragédia de verem apagada a mais remota pegada de um destino. Antigos depoimentos corroboram essa tradição. E, curiosamente, estas personagens de excepção têm vindo a ser recuperadas como bandeira de uma nova política assente no binómio economia-cultura! E depois parece que pretendem deitar fora a criança com a água do banho!

Destruir o autêntico e, em nome da tal “monomania dos alinhamentos” imprecada pelo A. de Baçal há mais de um século, inventar pastiches, e tentar depois vender como do século XVI imitações toscas do século XXI. Nunca pensámos que cerca de 150 anos após a gestação da Teoria do Património, em vez de evolução assistíssemos a uma involução… Assim, tudo nos leva a crer que o modelo cultural-económico que o novo poder eleito nos traz é o de "Disneylândias” de pechisbeque.


Talvez faça a tentativa derradeira de ser “pedagógico”. Mas acredito pouco na abertura a diálogos quando as decisões soam já a muito definitivas na cabeça de quem manda. Todavia, em consciência, não posso deixar de o fazer. Se esbarrar contra o muro de betão da intransigência retirarei daí as devidas ilações. O que não posso é, pela manhã do dia seguinte, não conseguir olhar de frente o indivíduo que me aparece do outro lado do espelho, acusando-me de qualquer espécie de cobardia ou de conformismo. Isso seria sinal de que já estaria definitivamente morto. 

terça-feira, 30 de setembro de 2014

A melhor que corre pela Aldeia nos últimos tempos!!!...

Há uns anos alguns ladrões entraram num banco numa pequena cidade. Um deles gritou: "Não se mexam! O dinheiro pertence ao banco mas as vidas são vossas". Imediatamente todas as pessoas deitaram-se no chão em silêncio e sem pânico.

LIÇÃO 1: Este é um exemplo de como uma frase dita corretamente e na altura certa pode fazer toda a gente mudar a sua visão do mundo.
Uma das mulheres estava deitada no chão de uma maneira provocante. Um dos assaltantes aproximou-se dela e disse: "Minha senhora, isto é um roubo e não uma violação. Por favor, procure agir em conformidade. "

LIÇÃO 2: Este é um exemplo de como comportar-se de uma maneira profissional concentrar-se apenas no objetivo.
  No decorrer do assalto, o ladrão mais jovem (que tinha um curso superior) disse para o assaltante mais velho (que tinha apenas o ensino secundário completo): "Olha lá, se calhar devíamos contar quanto é que vai render o assalto, não achas?". O homem mais velho respondeu: "Não sejas estúpido! É uma data de dinheiro e por isso vamos esperar o Telejornal para descobrir exatamente quanto dinheiro conseguimos roubar".

LIÇÃO 3: Este é um exemplo de como a experiência de vida é mais importante do que uma educação superior.
 Após o assalto, o gerente do banco disse ao seu caixa: "Vamos chamar a polícia e dizer-lhes o montante que foi roubado". "Espere", disse o caixa "antes de fazermos isso vamos juntar os 800 mil € nós tirámos há alguns meses e dissemos que também esse valor foi roubado no assalto de hoje”.

LIÇÃO 4: Este é um exemplo de como se deve tirar proveito de uma oportunidade que surja.
No dia seguinte foi relatado nas notícias que o banco tinha sido roubado em 3 Mio €. Os ladrões contaram o dinheiro mas encontraram apenas 1 M €. Um deles começou a resmungar: "Nós arriscamos as nossas vidas por 1 M € enquanto a administração do banco rouba 2 M € sem pestanejar e sem correr riscos? Talvez o melhor seja aprender a trabalhar dentro do sistema bancário em vez de ser um simples ladrão".

LIÇÃO 5: Este é um exemplo de como o conhecimento pode ser mais útil do que o poder.

Moral da história:


Dá uma arma a alguém e ele pode roubar um banco. Dá um banco a alguém e ele pode roubar toda a gente.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

"A sociedade do cunhacimento"

Mão amiga fez-nos chegar mais esta... 
Até os Guterres, os Compaios e "revolucionário" de pacotilha OSC lá têm descendentes já encaixados!... 
Mas há dúvidas sobre o fim último das "revoluções"? Na verdade são movimentos em que, após a fase da confusão e dos "ideais" (para enganar patetas), em ultima instância, se visa encaixar alguns elementos do "povo" na mesa dos ricos onde se cozinha o "polvo"... 

Aqui vos fica:

UMA PERFEITA DEMONSTRAÇÃO DA
SOCIEDADE DO CUNHAAACIMENTO!
A PT é Enorme...
Fazem parte dos QUADROS da PT os filhos/as de:
- Teixeira dos Santos.
- António Guterres.
- Jorge Sampaio.
- Marcelo Rebelo de Sousa.
- Edite Estrela.
- Jorge Jardim Gonçalves.
- Otelo Saraiva de Carvalho.
- Irmão de Pedro Santana Lopes.
Estão também nos quadros da empresa, ou da subsidiária TMN os filhos de:
- João de Deus Pinheiro.
- Briosa e Gala.
- Jaime Gama.
- José Lamego.
- Luís Todo Bom.
- Álvaro Amaro.
- Manuel Frexes.
- Isabel Damasceno.
Para efeitos de "pareceres jurídicos" a PT recorre habitualmente aos
serviços de:
- Freitas do Amaral.
- Vasco Vieira de Almeida..
- Galvão Telles.

Assim não há lugar para os colegas da faculdade destes meninos, que
terminaram os cursos com média superior e muitos estão ou a aguardar
o primeiro emprego, ou no desemprego, ou a trabalhar numa área diferente da da sua licenciatura.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Cavaco, Espírito Santo & Cª. ....

Mas, havia dúvidas?? - Segue e soma esta promiscuidade chocante entre a pulhítica e os amigos empresários, banqueiros e quejandos... Além do amigo Oliveira e Costa (o tal do trespasse de acções em que o actual sr. presidente da república, ou a filhinha por ele, ganharam de uma assentada uma pipa de massa), eis que sabemos agora (e que grande novidade...) que o amigo Espírito Santo (sem ser o de orelha) & Cª. investiram largo na campanha do homem... Eis assim que o indivíduo que tanto se avespinhou na campanha (e no discurso da noite da victória) contra os que o acusavam de pouca higiene de mãos, nos aparece rodeado de amigos pouco recomendáveis a contribuírem para a sua entronização.
O que nos vale é que o poder judicial (e a correspondente investigação) ainda não está completamente dominada por estes pulhíticos de pacotilha, pois de outro modo os seus amiguinhos nunca seriam incomodados (quem paga, é obviamente imune!). - Enfim, para quando uma verdadeira operação "Mãos Limpas"!???

Aqui vos fica: http://www.noticiasaominuto.com/politica/265218/familia-espirito-santo-fez-o-maior-donativo-a-campanha-de-cavaco?utm_source=gekko&utm_medium=email&utm_campaign=daily

2006 Família Espírito Santo fez o maior donativo à campanha de Cavaco

A família Espírito Santo foi a principal financiadora da campanha de Cavaco Silva à Presidência da República em 2006, tendo doado 152 mil euros. Só Ricardo Salgado contribuiu com 22.482 euros, o máximo que a lei permitia, indica o Diário de Notícias.

Cavaco Silva e a família Espírito Santo mantinham uma relação próxima já se sabia. Pelo menos, desde que o Expresso deu conta de um jantar do Presidente da República na casa de Ricardo Salgado, em 2004. Mas só recentemente foram conhecidas as contas relativas às campanhas presidenciais de 2006, reforçando o vínculo entre o ainda chefe de Estado e o então responsável pelo BES.
O Diário de Notícias teve acesso aos documentos do Tribunal Constitucional que provam que a família Espírito Santo foi a principal financiadora de Cavaco Silva à Presidência da República, em 2006, tendo doado para esse efeito mais de 152 mil euros.
Os donativos foram feitos não só por Ricardo Salgado, que deu a verba máxima permitida por lei (22.482 euros), como por outros quatro administradores do universo BES, entre eles António Ricciardi, José Manuel, Manuel Fernando Espírito Santo e José Maria Ricciardi.

A estes devem ainda somar-se os donativos máximos dados a título individual por Rui Duarte Silveira, Manuel Ferreira Neto e Mário Mosqueira, entretanto falecido.

in "Noticias ao Minuto"

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O Caso BES mostra que capitalismo tuga faliu!....

Poix... depois do ataque sem precedentes à função pública e ao "estado social", e dos "amanhãs cantantes" do capitalismo neoliberal, cuja ponta de lança eram os bancos e banqueiros, Oliveiras e Costas, Espíritos Santos, Ulriches & Cª., apresentados como grandes empreendedores, uns quase-deuses nas páginas de inconomia de certos pasquins (a soldo), eis que o castelo de cartas se vai desmoronando (com o Zé a pagar, pois claro!...) e o pessoal vai vendo que o rei vai nu.
E, num repente, aqui temos umas "sexta-feiras negras" à maneira tuga, com medo do lobo mau, perdão, do "banco mau", e sem ninguém querer saber da pele de cordeiro com que tentaram disfarçá-lo de "Banco Bom" ou "Novo Banco" (feito de pano velho). - E debaixo de que saias foi o pessoal meter-se? Correram para outros bancos privados? Claro que não, porque toda a gente - tal como eu, há mais tempo - já topou que a raça dos Vampiros (de que falava o Zeca) é toda a mesma. Assim, porquê a CGD? Está bom de ver: é o último reduto em que Estado tem participação, apesar dos amigos administradores que os rapazes (ou rapaces) que vão para os (des)governos lá colocam (a propósito, onde andará o Armando?). É claro que assim gordinha, depois destas rápidas transferências do BES para a CGD, está seguramente mais apetitosa do que nunca para a intentada, sonhada e almejada privatização... E se calhar entregue a chineses, como a EDP! Será que os que agora fogem do BES, ou ex-BES, e todos os outros, terão finalmente percebido que o mal está neste capitalismo torpe, sem regras, a não ser o de sacar o mais possível e quando a coisa estourar, pagamos todos? Se finalmente alguém perceber isto, no dia em que ouvirem falar em privatização a sério da GGD, deveriam lutar com unhas e dentes contra isso, deviam rodear as agências da Caixa e defendê-las como coisa sua/nossa, pois é o último reduto com um mínimo de confiança que nos resta, livre de Vampiros!!!
Não chegamos ao ponto de defender a nacionalização da Banca, como os revolucionários dos anos 70. Mas tem de haver participação pública pelo menos numa instituição bancária, para que as pessoas possam ver a diferença, e para onde possam fugir dos Vampiros. No dia em que já não tivermos para onde fugir, o que faremos?

Aqui fica a notícia:

http://www.noticiasaominuto.com/economia/259906/clientes-do-bes-depositaram-200-milhoes-na-cgd-num-so-dia?utm_source=gekko&utm_medium=email&utm_campaign=daily


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

"Quem tem medo do Lobo Mau??" - e quem gosta do Banco Bom? = Novo Banco...

Até parece uma estorinha infantil... O Banco Mau, o Banco Bom, digo, o Novo Banco... uns senhores maus (que até há pouco eram bons, digo muuuuito bons!) portaram-se mal, mas já está tudo resolvido, os meninos não tenham medo, que não lhe vamos dar mais tau-tau, nem tirar os rebuçadinhos... (- E os meninos acreditam...).
Que este banco do Espírito Santo a mim nunca me enganou... Aliás, ainda me enganou durante um ano, há uns anos atrás, quando dei conta que numa conta que lá tinha me "davam" 2,5€ de juros/mês e me rapinavam 3€/mês de comissões. Ou seja, quando de lá resolvi retirar o dinheiro q tinha depositado, afinal tinha menos do que lá tinha posto, e, para o retirar para outro banco, ainda me paparam mais uma comissão choruda pela transferência!!! - Bem, quando anunciei essa intenção de retirada, o sr. gerente do balcão cá da Aldeia, veio rapidamente a propor-me outro "produto" (é assim que os gajos dos bancos chamam às modalidades que inventam para lá apanharem as poupanças da malta). Entretanto foi dizendo que o "produto" anterior, o das comissões a 3€, até era um "produto" muito bom (para eles, claro!), pois que era uma conta especial de corrida em que, caso ficasse doente, me permitia chamar o médico a casa, ou se tivesse um cano roto, era também só telefonar (para o banco, suponho), que me mandavam também o picheleiro a casa, etc. e tal!... Coisas que em momento algum me tinham sido comunicadas, nem vi que figurassem em qualquer lado na papelada referente ao tal "produto", nem em letrinhas pequeninas...  Tendo-lhe frisado isso, o dito sr. gerente, depois da conversa da treta do costume, como os miúdos apanhados com a mão no pote (tudo isso devia ser ensaiado nas "acções de formação", tipo lavagens ao cérebro, que lhes dão, juntamente com a conversa dos "Objectivos", pois não é de qualquer maneira que se chega a serventuário graduado das estruturas do capitalismo) até já me restituía o  que me tinham sacado a mais! Pasmei. Então, oh sr. gerente, isto é como o negócio dos tapetes dos marroquinos? - retroquei. Ou seja, se cá o Zé das Couves não se queixar, está-se bem, vai-se depenando o pato; se o pato dá conta e se queixa, passasse-lhe a mão no pelo, canaliza-se o pato para outro "produto" e até se se lhe dá o que se lhe rapinou...
Achei que isto não era sério nem de entidade credível. Pior, disse-lhe mesmo, que achava que o BES, no meu conceito, passava a ser um Banco Ladrão. Foi quando a conversa azedou e o sr. me disse para ter cuidado com as palavras... Sim, porque nesse dia, os ladrões engravatados que o sr. gerente servia, ainda eram gente respeitável... Mas, tal como sempre, a História veio a dar-me razão! - Se bem que esses ladrões engravatados e de colarinho branco se safem sempre, pois os fundos secretos que têm nas contas numeradas na Suíça, decerto que ainda lhe dá para pagarem a grandes equipas de advogados, outros aldrabões que tais, que habilmente sabem explorar os furos de uma legislação desajustada das "complexidades" financeiras dos tempos que correm, ou então feita à medida pelas maiorias de lacaios que servem os grandes senhores naquele hemiciclo a que chamam A.R..
Bem, não vos demoro mais com os meus arrazoados. Tomem lá:
http://www.noticiasaominuto.com/economia/258700/garantias-de-que-contribuintes-estao-livres-do-bes-sao-falsas?utm_source=gekko&utm_medium=email&utm_campaign=afternoon

Megan Greene Garantias de que contribuintes estão 'livres do BES' são "falsas"
A economista e colunista Megan Greene, que se tem debruçado nos últimos anos sobre a crise das dívidas nos países sul-europeus, considera que serão “falsas” quaisquer afirmações que sugeriam que os contribuintes não serão prejudicados pelo resgate ao BES.
Recorde-se que o banco privado será dividido em ‘banco mau’ e em ‘banco bom’, estimando-se que virá a necessitar de quase cinco mil milhões de euros para se capitalizar. Este domingo à noite, governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, anunciou a solução para o BES, com o Governo, através de um comunicado do Ministério das Finanças, a afirmar que os contribuintes não terão de suportar quaisquer custos.
E é sobre esta questão que surgem as dúvidas de Megan Greene. Num comentário de que o The Guardian dá conta, publicado na rede social Twitter, Megan Greene considera que o resgate ao BES é “assustadoramente”  parecido com os resgates à banca irlandesa, “embora numa escala muito menor”. A economista acrescenta que serão “falsos” quaisquer comentários que sugiram que os contribuintes estão ‘livres’ da situação.
Na sua conta no Twitter, a cronista da Bloomberg dá também destaque a um artigo da autoria de Claire Jones, artigo esse que tem como título ‘Como roubar um país, ao estilo do Espírito Santo’ ('How to rip off a country, Espirito Santo style', lê-se no título original). Claire Jones já tinha escrito para a revista Forbes sobre a crise no banco privado.
Num outro tweet, em resposta a uma pergunta sobre o que mais receava, Megan Green foi taxativa relativamente ao que teme: "Que os custos sejam socializados em Portugal, implicando mais austeridade para reduzir a dívida pública".»
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E O QUE DIZ, ENTRETANTO, A SRª MINISTRA DAS FINANÇAS? – AQUI VAI:

http://www.noticiasaominuto.com/politica/258952/tem-de-haver-uma-investigacao-judicial-e-punicoes-severas
«Ministra "Tem de haver uma investigação judicial e punições severas"
Maria Luís Albuquerque esclareceu esta segunda-feira, em entrevista à SIC, que é premente a apuração de responsabilidades no caso BES e que existirão “punições severas, contraordenações e terá de haver uma investigação judicial”.»

- Ora descontando estas tretas das “punições” (para inglês ver/ouvir), o que interessa é que o que a senhora disse ao fim:
….. «O jornalista questionou ainda se foi posta em cima da mesa a possibilidade de deixar o banco falir, ao que Albuquerque reagiu dizendo que “uma falência de um banco desta dimensão traria um risco muito grande de instabilidade financeira”.»

Lá diz um velho provérbio que “ao menino e ao borracho, põe Deus (não fosse Ele o Espírito Santo) a mão por baixo” 

– Com as devidas adaptações, nós por cá, “ao menino, ao borracho E AO BANQUEIRO, põe Deus (ou seja, o Governo), a mão por baixo…” – Não fosse este o (des)Governo deles, e não se cobrassem nestas ocasiões os apoios chorudos que em períodos eleitorais os amigos banqueiros e grandes empresas concede generosamente aos tais do “arco da governação”… Vão lá agora as criaturas rebelarem-se contra os seus Criadores!...