quinta-feira, 17 de julho de 2014

Uma carta aberta ao Abominável...

Já depois do nosso último post, mão amiga fez-nos chegar esta "carta aberta" dedicada ao abominável homem das Neves. Quem fala/escreve assim, não é gago!....
- Mas tal como já o tínhamos dito por aqui, este rapaz, o Yeti, só pode ser um troglodita descoberto nas neves dos Himalaias, para bitaitar por aí uns palpites a soldo dos grandes malandros que lhe pagam. E devem pagar MUITO bem!...

Corre pela Aldeia - nem é preciso pôr mais na escrita:

para: João César das Neves
Carta Aberta a um MENTECAPTO (João César das Neves)
Meu Caro João,
Ouvi-te brevemente nos noticiários da TSF no fim-de-semana e não acreditei no que estava a ouvir.
Confesso que pensei que fossem “excertos”, fora de contexto, de alguém a tentar destruir o (pouco) prestígio de Economista (que ainda te resta).
Mas depois tive a enorme surpresa: fui ler, no Diário de Notícias a tua entrevista (ou deverei dizer: o arrazoado de DISPARATES que resolveste vomitar para os microfones de quem teve a suprema paciência de te ouvir). E, afinal, disseste mesmo aquilo que disseste, CONVICTO e em contexto.
Tu não fazes a menor ideia do que é a vida fora da redoma protegida em que vives:
- Não sabes o que é ser pobre;
- Não sabes o que é ter fome;
- Não sabes o que é ter a certeza de não ter um futuro.
Pior que isso, João, não sabes, NEM QUERES SABER!
Limitas-te a vomitar ódio sobre TODOS aqueles que não pertencem ao teu meio. Sobes aquele teu tom de voz nasalado (aqui para nós que ninguém nos ouve: um bocado amaricado) para despejares a tua IGNORÂNCIA arvorada em ciência.
Que de Economia NADA sabes, isso já tinha sido provado ao longo dos MUITOS anos em que foste assessor do teu amigo Aníbal e o ajudaste a tomar as BRILHANTES decisões de DESTRUÍR o Aparelho Produtivo Nacional (Indústria, Agricultura e Pescas).
És tu (com ele) um dos PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS de sermos um País SEM FUTURO.
De Economia NADA sabes e, pelos vistos, da VIDA REAL, sabes ainda MENOS!
João, disseste coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “A MAIOR PARTE dos Pensionistas estão a fingir que são Pobres!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Mais de 85% das Pensões pagas em Portugal são INFERIORES a 500 Euros por mês (bem sei que algumas delas são cumulativas – pessoas que recebem mais que uma “pensão” - , mas também sei que, mesmo assim, 65% dos Pensionistas recebe MENOS de 500 Euros por mês).
Pior, João, TU TAMBÉM sabes. E, mesmo assim, tens a LATA de dizer que a MAIORIA está a FINGIR que é Pobre?
Estarás tu bom da cabeça, João?
João, disseste mais coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “Subir o salário mínimo é ESTRAGAR a vida aos Pobres!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Na tua opinião, “obrigar os empregadores a pagar um salário maior” (as palavras são exactamente as tuas) estraga a vida aos desempregados não qualificados. O teu raciocínio: se o empregador tiver de pagar 500 euros por mês em vez de 485, prefere contratar um Licenciado (quiçá um Mestre ou um Doutor) do que um iletrado. Isto é um ABSURDO tão grande que nem é possível comentar!
Estarás tu bom da cabeça, João?
João, disseste outras coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “Ainda não se pediram sacrifícios aos Portugueses!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Ainda não se pediram sacrifícios?!?
Em que País vives tu, João?
Um milhão de desempregados;
Mais de 10 mil a partirem TODOS os meses para o Estrangeiro;
Empresas a falirem TODOS os dias;
Casas entregues aos Bancos TODOS os dias;
Famílias a racionarem a comida, os cuidados de saúde, as despesas escolares e, mesmo assim, a ACUMULAREM dívidas a TODA a espécie de Fornecedores.
Em que País vives tu, João?
Estarás tu bom da cabeça, João?
Mas, João, a meio da famosa entrevista, deixaste cair a máscara: “Vamos ter de REDUZIR Salários!”
Pronto! Assim dá para perceber. Foi só para isso que lá foste despejar os DISPARATES todos que despejaste.
Tinhas de TRANSMITIR O RECADO daqueles que TE PAGAM: “há que reduzir os salários!”.
Afinal estás bom da cabeça, João.
Disseste TUDO aquilo perfeitamente pensado. Cumpriste aquilo para que te pagam os teus amigos da Opus Dei (a que pertences), dos Bancos (que assessoras), das Grandes Corporações (que te pagam Consultorias).
Foste lá para transmitir o recado: “há que reduzir salários!”.
Assim já se percebe a figura de mentecapto a que te prestaste.
E, assim, já mereces uma resposta:
- Vai à MERDA, João!
Um Abraço,
Carlos Paz



quarta-feira, 16 de julho de 2014

O escândalo BES e o Abominável

Vem agora o Abominável homem das Neves, feito pitonisa, a anunciar que o BES pode ser (e citamos) "o maior escândalo financeiro da história da Tugalândia"!!...  Que o dissesse aqui o ti Zé d'Aldeia, ou o Zé da Esquina, estou como diz o outro. Mas dito pelo rePUTAdíssimo prof. da Católica, um hiper-neoliberal convicto e principal agente difusor dessas virtuosas teorias da "escola de Chigago" (aliás, para chi cago), admitindo que se prefigura mais esta catástrofe em tão virtuoso sistema, como o que defende, o do capitalismo selvagem, enfim... 
Claro que o caso BES, para o Abominável, será o seu tão querido "mercado" a funcionar... Mas então que funcione e que rebentem os Espíritos Santos todos, e os Salgados e o raio que os parta, sem se aproveitar a oportunidade para se nomear uma comissão liquidatária de amigos laranjolas, travestidos de grandes economistas, como aquele rapaz careca, um tal de Víctor Bento... Ah, e já preparando o pessoal psicologicamente para o saque de se pôr o pagode a pagar para a remissão de mais este golpe financeiro, sob pena - a desculpa é velha, desde os BPN's, BCP's, etc. - de que um tal afundamento poder provocar uma bancarrota... 
Então, Sr. professor das Neves, acha mesmo que o seu "mercado" é assim tão bom e o seu funcionamento tão perfeito, a pontos de, sempre que há salgalhadas destas, termos de pôr o povão a pagar o que os seus amigos provocam? (ou que as suas troikas induzem?). Ou o objectivo é esse mesmo: o do empobrecimento das massas, a troco da engorda de alguns, os trapaceiros, os trafulhas, os chicos-espertos? - Nesse caso, o sr. professor é apenas um lacaio deste sistema, a quem pagam para mandar umas lavercas em prol do mesmo, e para preparar o terreno para nos irem ao bolso quando a panela cheira esturro.
Como tal, um dia que haja um novo julgamento de Nuremberga para isto que se está a fazer, espero vê-lo também na barra como cúmplice de tudo isto.

Aqui fica o intróito da intervenção do sr. professor das Neves:
"César das Neves: "BES pode ser o maior escândalo financeiro da história de Portugal"
César das Neves considera que o que se vive no BES “é um caso muito sério e pode ser o maior escândalo financeiro da história de Portugal”. Em declarações à Rádio Renascença, o economista alertou para a necessidade de o Banco de Portugal e a administração do BES esclarecerem “com clareza” qual é o problema e que medidas vão ser tomadas."

in Noticias ao Minuto:




quinta-feira, 29 de maio de 2014

A famosa "estória" dos submarinos devidamente contada

Corre aí pela Aldeia....
 
SUBMARINOS
 
São 43 min de informação detalhada e bem documentada.
É pena que ainda não tenha passado num canal televisivo português.
Quem assina a peça é um jornalista que se chama António Cascais, por isso ele editou o programa em língua portuguesa.
Fez um bom trabalho.
Deixa claro que a compra foi combinada no governo de Barroso, que é o primeiro a dar o seu acordo ao negócio, que passa a ser seguido pelo ministro da defesa, Portas.
No final deixa a informação de uma cláusula contratual que obriga a que a revisão dos submarinos seja anual, pelo preço de € 5 milhões e pelo período de 30 anos, a ser feita nos estaleiros onde o submarino foi construído.
 
- Ver aqui o que passou na Televisão pública alemã (clicar sobre o "link"):
 

terça-feira, 27 de maio de 2014

Uma pergunta de A. Garrett (de 1846), cada vez mais actual....

 Mão amiga fez-nos chegar.... (sublinhados nossos):

 OPINIÃO
A Pergunta de Almeida Garrett 
por Viriato Soromenho-Marques, Professor Universitário

A organização não governamental Oxfam aproveitou a realização do Fórum de Davos, por onde passam algumas das personalidades mais poderosas do Mundo, para divulgar um importante relatório sobre a Desigualdade no Mundo de Hoje (Working for the few).  A informação é absolutamente Esmagadora e conta-nos algo que todos já começámos a saber não só pelo Conceito, mas também pela Experiência. Depois de 30 anos em que as Políticas Públicas do pós-guerra, a nível global, ajudaram a diminuir a Desigualdade, entrámos num Ciclo Inverso em que o Estado se tornou Instrumento dos Ideólogos do "Neoliberalismo" Económico. A Riqueza cresceu mas a Desigualdade, essa Explodiu numa Aceleração Exponencial. O Capitalismo Financeiro, na sua Desmesura Devoradora de Recursos Naturais e Capacidades Humanas sob o pretexto de ajudar o "Terceiro Mundo" a sair da Pobreza, acabou por criar dois Buracos Negros para onde o Planeta caminha: O da Crise Ambiental e Climática e o da Crise da Injustiça Social e da Desigualdade. Quando verificamos que na própria Europa a Pobreza se Dissemina como um vírus, percebemos que hoje não faz sentido falar em "Terceiro Mundo" porque esse é o único que existe... O Relatório conta-nos que 85 super-ricos possuem a riqueza  correspondente à da Metade Mais Pobre da População Mundial. Isto responde à pergunta formulada por Almeida Garrett em 1846 nas Viagens da Minha Terra: "E eu pergunto aos Economistas, Políticos, aos Moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é Forçoso Condenar à Miséria, ao Trabalho Desproporcionado, à Desmoralização, à Infâmia, à Ignorância Crapulosa, à Desgraça Invencível, à Penúria Absoluta, para Produzir Um Rico?"
Em 2014, um Super-Rico custa a Miséria de 41.176.000 Infelizes.

Só acrescentamos o seguinte: Garrett era um burguês e um Liberal, ainda que Liberalismo fosse, à época, uma doutrina política de vanguarda (o  1º vol. do Kapital, de K. Marx só sairia em 1867); todavia, apesar da sua "condição de classe" isso não o impediu de ver a injustiça social que nesse tempo se acentuava, quando a procissão do industrialismo ainda saía do adro (e em Portugal nem isso, nessa data)....
Pergunto-me se os burgueses e neoliberais de hoje têm esse tipo de preocupações?.... Bem, basta lembrar o senhorzito do "Eles aguentam, aguentam...", já aqui evocado neste blogue... - De onde é lícito concluir que burguesia de hoje não passa de um bando de aves de rapina sem moral e sem alma, nem outro objectivo que não seja o da rapina. Pelo que, apesar de serem "espécies protegidas", acho que também é licito concluir que andam a precisar de umas boas chumbadas!.... (e no passado domingo já levaram uma, mas ainda é pouco...)


sexta-feira, 9 de maio de 2014

Há muitos, mas estes estão em extinção...

Algures nas terras de Miranda, região autónoma da República de Trás-os-Montes e Alto Douro, há uma associação que muito tem feito pela preservação dos asininos, nome pomposo para os burricos que tanta importância tiveram, no Passado, nesta nossa Aldeia real...
Hoje, tal como todo o interior, estão em extinção! Por isso aqui divulgamos mais uma iniciativa destes heróicos resistentes que pugnam pela preservação da espécie.
Parabéns e... Força!, malta da AEPGA!
com um abraço do
Ti Zé!

A AEPGA e o Dia Internacional do Burro
 
Há mais de uma década que a Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino - AEPGA - trabalha no sentido de conservar o Burro de Miranda - única raça autóctone portuguesa desta espécie, particularmente ameaçada de extinção – e de dignificar todos os burros do país, dando a conhecer o seu carácter dócil, a cultura que lhe está associada e os vários papéis que tão bem sabe representar – de professor, guia, terapeuta e, sobretudo, de amigo.
 
É por isso que te convidamos a celebrar o Dia Internacional do Burro connosco: para relembrar o seu valor inestimável, não só aqui na Europa, onde essas novas facetas têm vindo a ser descobertas, mas também nos países em desenvolvimento, onde os burros são os principais companheiros de trabalho de milhões de famílias desfavorecidas que, no entanto, raramente têm o conhecimento ou os recursos para lhes garantirem uma vida com saúde e bem-estar.
 
Ilustra as tuas orelhas de burro e exibe-as com orgulho – e não com vergonha, como aconteceu ao longo de séculos! Ao participares nesta acção, estarás a passar a mensagem de que o burro é um companheiro precioso que merece ter uma vida com qualidade, saúde e felicidade, e de que o Burro de Miranda, em particular, precisa de protecção. Junta-te a nós!
 
Para mais informações e download das orelhas de burro: www.diadoburro.pt

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AEPGA and the International Donkey Day
 
AEPGA, Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino, has been working for over a decade to preserve the Miranda Donkey – the only Portuguese native breed of this species, which is particularly endangered – and to dignify every donkey in the country, namely by showing their gentle character, the cultural aspects related to them, and the various roles that they play so perfectly – as teachers, guides, therapists and, most importantly, as friends.
 
This is why we would like to invite you to celebrate the International Donkey Day with us: to remind the world of their priceless worth, not only here in Europe, where those new dimensions are being discovered, but also in developing countries, where donkeys are the main work partners of thousands of poor families who, nevertheless, seldom have the knowledge or the resources to ensure they lead healthy lives.
 
Decorate your donkey ears and flaunt them with pride – and not shame, as has happened for centuries! By participating in this action, you will be passing down the message that the donkey is a wonderful companion who deserves to live a good, healthy and happy life, and that the Miranda Donkey in particular is in need of protection.
 
Please join us!
 
For more information and download of donkey ears: www.diadoburro.PT
 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Os bombos da festa

Havia dantes uma classe socioprofissional normalmente detestada pelo comum dos tugas, porque eram considerados indolentes, arrogantes, arrivistas, e que normalmente chegavam aos cargos (quando não, "tachos") por via dos compadrios, cunhas e paus-de-bandeira nas caravanas e comícios partidários (isto na fase pós-25/04, pois anteriormente era através da Legião, ou inscrição na União Nacional). No tempo da "outra senhora", como o Salazar era "fómento" (outros diriam, comedido na despesa pública), o funcionário público era mal pago, mas, apesar disso, era invejado (e, como tal odiado) pelos demais, porque tinha algum poder (os "petits pouvoirs") e porque, chovesse ou nevasse, "o dele pingava sempre certinho ao fim do mês", ainda que fosse pouco. Mas isto era sempre compensado com algum pé-de-meia com que se poderia comprar uma leira, onde se plantavam umas couves e se criavam umas galinhas e da fome estavam os ditos resguardados. Até que por meios de graxa aos chefes, sempre se conseguia alguma mordomia mais, além dos bons contactos que se granjeavam no exercício profissional. Já para os outros era sempre a incerteza, sem resguardo. No pós-25/04, a fim de se pagarem favores políticos ou a adesão de proles (quanto mais alargada a família, tanto melhor, pois representava muitos votos), houve que arranjar empreguinho a muita boa gente, sobretudo a nível das autarquias, sempre engrossando a seguir a cada acto eleitoral. Mais uma vez, como não dava para todos, os "outros", os que ficavam de fora, passavam a nutrir um ódio visceral aos que tinham entrado para o sistema... E, no que toca aos "costumes" pequeno-burgueses, a coisa piorou, e de que maneira: desde os cafezinhos a meio da manhã e da tarde, com lanchinho, nas horas de serviço, no café da esquina, ao proverbial "coçar de tomates" e tirar o lixo das unhas com a tampa da esferográfica Bic, porque em alguns "serviços" até se estorvarem, por tantos serem. E quem não se lembra da piada que dizia que o funcionário publico nunca apanhava a Sida, porque não levantava o rabo para fazer nada? - Assim se foi avolumando o ódio ao funcionário público.
Quando começou a cruzada neoliberal, direccionada para o desmembramento do Estado, estava bom de ver que a Função Pública ia ser o alvo preferencial. E isso até colhia votos, atento o tal ódio dos "outros" a esse grupo de privilegiados, visto que "os outros" eram (ainda) maioritários relativamente aos tais "malandros". Racionalizar o Estado, moralizar o Estado, cortar na "despesa pública", tinha sempre subjacente o ataque aos funcionários públicos. Mas há aqui um pormenor: para o senso comum, o conceito de F. P. tanto mete no saco os serviços da administração central como os das autarquias, onde residia/reside o principal cancro. Mas, se no primeiro caso, o ataque foi/é desvastador, no segundo, os mesmos têm sido algo poupados, pelo menos no que toca à política de despedimentos. Porquê? Creio que é fácil de explicar: é que na função pública autárquica estão as bases do sistema, os que colam os cartazes e fazem as campanhas - os funcionários dos partidos - os que elegem os dirigentes (sobretudo os do "Centrão"), que, depois, têm na toda-poderosa ANMP um verdadeiro sindicato político, com mais peso do que o STAL. Por isso, vão sendo um pouco mais poupados que os demais.
Resumindo e concluindo, que era necessário moralizar e disciplinar o sector (Função Pública) penso que nisso todos estamos de acordo. Que isso implicava cortar alguns privilégios, também estamos de acordo. Que a "reestruturação" deveria implicar algumas fusões de serviços, mexidas inteligentes nos organigramas, também nos parece pacífico, se bem que sujeito à discussão interna no âmbito desses mesmos serviços. Mas, suspeitamos que, além dos cortes com meros objectivos contabilísticos para alcançar metas troikianas, houve (e há) um objectivo de desmantelamento de serviços públicos para entregar certas funções (e, no futuro, todas!) aos privados, com manifesto prejuízo para as camadas mais frágeis da sociedade (que é a esmagadora maioria - ver o post anterior, neste blogue). Ou seja, os patacôncios que hoje aplaudem a ofensiva anti-função pública, um dia destes terão saudades em que tinham um serviço público gratuito, ou quase, em vista das mais-valias (o tal lucro sempre ávido) que a "função privada" cobrará, na melhor lógica do Capitalismo selvagem (=neoliberalismo). E não me venham com as virtudes "auto-reguladoras" do Mercado. Basta ver como se combinam as gasolineiras e como aí funciona essa "auto-regulação"...


Enfim, feito este introito, aqui vos fica:


«Função Pública - Trabalhadores do Estado já custam o mesmo do que em 1981

Durante os últimos três anos, após a entrada da troika em Portugal, foram várias os sacrifícios pedidos aos portugueses, porém, talvez nenhum setor tenha sido tão afetado com o da Função Pública. Segundo notícia esta quarta-feira o jornal Público, a despesa com os trabalhadores do Estado regrediu, em termos orçamentais, para valores que só encontram paralelo em 1981, esperando-se que este ano esta rubrica absorva apenas 9,5% do PIB.
Cortes salariais, congelamento das carreiras, rescisões amigáveis, horários de 40 horas semanais e, por exemplo, cortes nos subsídios de férias e Natal, foram algumas das medidas impostas pelo Governo para fazer baixar a despesa com funcionários públicos.


O resultado? De 2010 a 2014, o peso da despesa com trabalhadores do Estado baixou dos 12,2% para os 9,5% do Produto Interno Bruto, valor que em 2015 deverá chegar aos 9%, segundo o que está inscrito no Documento de Estratégia Orçamental.
Mas a estratégia seguida pelo Governo poderá não dar os frutos pretendidos, uma vez que, segundo Joaquim Filipe Araújo, especialista em gestão pública da Universidade do Minho, consultado pelo jornal Público, o resultado final poderá ser apenas contabilístico, ficando a faltar fazer a verdadeira reforma do setor.
“Todas as mudanças que ocorreram nos últimos anos não têm qualquer estratégia de fundo e visam a resolução de problemas de curto prazo. (…) No final resolveremos a questão das contas públicas, mas criaremos um problema: uma administração fragmentada e sem coerência”, refere Araújo relativamente ao caminho seguido pelo Governo nos últimos anos e confirmada por José Oliveira Rocha, investigador na área da Administração Pública, que considera que “o Governo não se preocupou em gerir a administração pública, optou antes por gerir cortes”, referiu a este propósito.
O certo é que, três anos depois da entrada da troika em Portugal, de 2011 para 2013 o corte para os funcionários públicos com salário bruto acima de 1500 euros foi de 3,5% a 10%, sendo que desde o início do presente ano se verificou um corte também para os assalariados do Estado que recebam mais de 675 euros, que, neste caso, pode ir dos 2,5 aos 12%.»
in: http://www.noticiasaominuto.com/economia/213970/trabalhadores-do-estado-ja-custam-o-mesmo-do-que-em-1981?utm_source=gekko&utm_medium=email&utm_campaign=daily

terça-feira, 29 de abril de 2014

Miséria e desigualdades crescem em Portugal segundo o INE com a “troika” e governo PSD/CDS

Corre pela Aldeia - estamos fartos de o saber, mas aqui fica cabal e cientificamente demonstrado:

«Miséria e desigualdades crescem em Portugal segundo o INE com a “troika” e governo PSD/CDS

4,5 MILHÕES DE POBRES EM PORTUGAL - aponta um estudo feito por Eugénio Rosa, professor de Economia ligado à CGTP.

Passos Coelho afinal está a conseguir concretizar o seu programa de governo.

Não o programa oficial que apresentou ao sufrágio dos portugueses nas eleições, mas sim o programa escondido, que só revelou imediatamente após o acto eleitoral e que se resume a uma só palavra: EMPOBRECER.

http://networkedblogs.com/VqGi3   (clicar sobre o link para aceder ao documento)

Miséria e desigualdades crescem em Portugal, e 4,9 milhões de portugueses não estão no limiar da pobreza por receberem prestações sociais que governo e “troika” pretendem cortar.»

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Crise? - isso é para os outros...

Já estamos fartos de o dizer por aqui, mas é mais uma....
Aqui fica:

«Portal Base: Numa semana Estado despendeu quatro milhões (só) em assessorias
Segundo uma análise feita pelo jornal i ao Portal Base, o Estado português despendeu mais de quatro milhões de euros com contratualizações de serviços de consultoria e de assessoria, e isto só na passada semana. De fora destas contas ficam ainda as despesas com sistemas e tecnologias de informação.»
 
- Ler o resto aqui:
- É o "fartar vilanagem!"...
 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Vá bardamerda sr. Governador (do Banco de Portugal)!!

Corre por aí... Mas como não podíamos estar mais de acordo, aqui vos fica: 

De um professor universitário e investigador:

 
Sabiam que o Banco de Portugal comparticipa a ( Eu diria, paga ) 100% as despesas de saúde dos seus funcionários? Quem paga isso? Somos nós os contribuintes, enquanto que a ADSE paga só aquilo que nós sabemos. Eu não sei. Só sei que o meu sistema de saúde é o SNS . Discordo completamente, que haja vários sistemas de saúde.
É por isso que funcionários do Banco de Portugal fazem implantes dentários e os "outros implantes" que estão agora na moda às funcionárias e às mulheres dos funcionários.
Como é isto possível?

E nós que somos os pagantes, ficamos calados???,,,,

Vá bardamerda senhor Governador! Neste país há investigadores universitários que estudam todos os dias até altas horas da noite, que trabalham continuamente sem limites de horários, sem fins-de-semana e sem feriados. Há professores universitários que dão o seu melhor, que prepararam cuidadosamente as suas aulas pensando no futuro dos seus alunos, que dão o melhor e sem limites pelas suas universidades. Há policias que ganham miseravelmente, que não recebem horas extraordinárias, que pagam as fardas do seu bolso e para sobreviverem têm de prestar os serviços remunerados.
Toda esta gente e muita mais que poderia ser referida foi eleita como a culpada da crise, denunciada como gorduras do Estado, tratada como inutilidade social, acusada de ganhar mais do que a média, desprezada por supostamente não ser necessária para a direita se manter no poder. Mas há uns senhores neste país que ganham muito mais do que a média dos funcionários públicos, que têm subsídios extras para tudo e mais alguma coisa, que cumprem com incompetência as suas funções, que recebem pensões chorudas, que vivem do dinheiro dos contribuintes como todo o Estado, mas que não foram alvo de nenhuma das medidas de austeridade que até hoje foram aplicadas aos funcionários públicos. São os meninos e meninas do BdP.
Ainda as pessoas mal estavam refeitas do anúncio da pilhagem aos seus rendimentos e há um tal Costa, governador do Banco de Portugal, vinha defender que as medidas deste OE deveriam prolongar-se para além de 2014. Isto é, o senhor defende que os cortes se tornem definitivos. No mesmo dia a comunicação social informava que as medidas de austeridade aplicadas aos funcionários públicos não seriam aplicadas aos funcionários do banco de Portugal, o argumento para tal situação era o da independência do banco.
Mas se o Governo não pode nem deve interferir na gestão do BdP e o senhor Costa se comporta como um cruzamento entre a ave agoirenta e o Medina Carreira o mínimo que se espera é que ele dê o exemplo pois nada o impede de aplicar aos seus (incluindo os pensionistas do BdP) a austeridade que exige aos outros. No caso do BdP o senhor Costa não só estaria a adaptar as mordomias dos funcionários públicos e pensionistas do BdP à realidade do país como estaria a dar um duplo exemplo, um exemplo porque aplica aos seus a austeridade que exige aos outros e um exemplo porque chama os seus a responder pela incompetência demonstrada enquanto entidade reguladora de bancos como o BPN ou o BPP.
Porque razão um professor catedrático de finanças ganha menos do que um quadro do BdP, não recebe subsídio para livros como este e na hora da austeridade perde parte do vencimento e os subsídios enquanto o funcionário público do BdP não corta nada e muito provavelmente ainda recebe um aumento?
E já que falamos no BdP que tanto se bate pela transparência das contas públicas e do Estado enquanto o seu governador anda por aí armado em santinha das finanças, porque razão os vencimentos e mordomias do BdP não aparecem no seu site de forma a que sejam conhecidas pelos contribuintes que as pagam? Todas as colocações, subidas de categoria e remunerações dos funcionários públicos são divulgadas no Diário da República mas o que se passa no BDP é segredo, muito provavelmente para que o povo não saiba e assim manterem o esquema.
Ainda a propósito de transparência seria interessante saber porque razão os fundos de pensões da banca vão ser transferidos para o Estado e o do Banco de Portugal fica de fora. O argumento da independência não pega, o que nos faz recear que o fundo de pensões seja abastecido de formas pouco aceitáveis para os portugueses. Seria interessante, por exemplo, saber a que preço e em que condições uma boa parte do imobiliário que o banco detinha por todo o país foi transferido para o fundo de pensões dos seus dirigentes e funcionários.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Um Português de outros tempos...


Houve um tempo em que ainda houve Portugueses dignos desse nome, em vez dos tugas que hoje prevalecem. E ainda houve quem levasse o sentido de "res publica" a sério, acreditando que a República era isso. Hoje tudo apodreceu, e, monarquia ou república, tanto nos faz, quando se decretou o "fartar vilanagem", o safe-se quem puder dos poderosos, apresentando a factura à plebe que não pode escapar...
Descontando o facto de ser descendente de flamengos, ou, se calhar por isso, saíu diferente da chico-espertice tuga... mão amiga enviou-nos este retrato e estes dizeres, para que o afixemos na sala nobre da Junta cá da Aldeia:
Destes, nasceu uma vez UM!
Era oriundo de famílias aristocráticas e descendente de flamengos.
 O pai deixou de lhe pagar os estudos e deserdou-o. 
Trabalhou, dando lições de inglês para poder continuar o curso.
Formou-se em Direito.
Foi advogado, professor, escritor, político e deputado.
Foi também vereador da Câmara Municipal de Lisboa.
Foi reitor da Universidade de Coimbra.
Foi Procurador-Geral da República.
Passou cinquenta anos da sua vida a defender uma sociedade mais justa.
Com 71 anos foi eleito Presidente da República.
Disse na tomada de posse: "Estou aqui para servir o país. Seria incapaz de alguma vez me servir dele..."
Recusou viver no Palácio de Belém, tendo escolhido uma modesta casa anexa a este.
Pagou a renda da residência oficial e todo mobiliário do seu bolso.
Recusou ajudas de custo, prescindiu do dinheiro para transportes, não quis secretário, nem protocolo e nem sequer Conselho de Estado.
Foi aconselhado a comprar um automóvel para as deslocações, mas fez questão de o pagar também do seu bolso.
Este SENHOR era Manuel de Arriaga e foi o primeiro Presidente da República Portuguesa.
Pena ter-se extinguido a espécie!...

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Grande Adriano!

Numa intervenção certeira e de grande clarividência, como de costume, o grande transmontano Adriano Moreira afirma que a Tugalândia está governada por um "neoliberalismo repressivo", com a desculpa da "crije". Não podemos estar mais de acordo, tal como o temos dito aqui pela Aldeia. O que nos leva a suspeitar que toda esta "crije", mesmo global, foi forjada para se poder aplicar uma agenda neoliberal cozinhada pela famigerada "Escola de Chicago" (aliás, "para chi cago!") e adoptada pela pandilha do Tea Party do republicanismo americanóide. Que do lado das américas nunca vem nada de bom, já nós sabemos  - que se pode esperar de uma coisa que nasceu do massacre e espoliação de índios e manutenção do esclavagismo negro até bastante tarde? - Agora que pelas Europas haja gente que siga cegamente essas cartilhas fabricadas e engolidas por estúpidos e gordos comedores de hamburgers, é mais grave.
Ainda sobre o que diz Adriano, é de salientar que nem o "ominoso fascismo" foi tão longe nesta política de "Robin dos Bosques ao contrário", ou seja, de roubar aos pobres para dar aos ricos, com a desculpa da famigerada "Crije"... O que nos leva a questionar, que sentido faz, hoje, comemorar o 25/04....

Aqui fica:
«Adriano Moreira: Portugal está governado por "neoliberalismo repressivo"

Volvidas quatro décadas de democracia, Portugal está governado por um "neoliberalismo repressivo", focado no "ataque ao Estado social" e que justifica tudo com "resposta simples" de que "não há dinheiro", critica o professor Adriano Moreira.

"Não ter dinheiro não significa não ter princípios e, portanto, é necessário que a falta de dinheiro não seja acompanhada por lançar os princípios pela janela", contrapôs o ex-ministro, ex-deputado e ex-líder do CDS-PP em entrevista à agência Lusa.
Portugal está hoje numa situação que "talvez não tenha precedente na vida europeia", assinalou, contrapondo que, para "animar a população portuguesa no sentido de recuperar um futuro com dignidade", é preciso dar-lhe "esperança".
Mas, em vez disso, a vida corre "cheia de dificuldades". A democracia produziu "efetivamente um grande desenvolvimento" e "o modo de vida aproximou-se da Europa", mas a "espécie de engenharia imaginosa financeira" que se lhe seguiu resultou numa "evolução muito má (...) até chegar a esta crise global", analisa o professor.
Neste contexto, Portugal "acentuou a sua condição de país exógeno (...), evolucionou para país exíguo e finalmente caiu na situação atual, de protetorado sem definição jurídica", descreveu Adriano Moreira, que recentemente assinou o "manifesto dos 70", que defende a reestruturação da dívida nacional.
Recordando que Portugal "sempre dependeu de apoio externo", o professor admitiu, porém, que essa dependência instalou "vícios" no país. Caído o Muro de Berlim e com ele a divisão entre o modelo ocidental e o comunista, restou o "neorriquismo e a tónica passou a ser gastar mais do que as disponibilidades", resumiu.
"É muito difícil dizer quem é o mais responsável. Eu acho que somos todos responsáveis", frisou, insistindo na importância de definir "um conceito estratégico nacional", o que implica um "consenso" alargado e que todas as diferenças se subordinem "a um conjunto de objetivos e valores que unem a comunidade", em vez de contribuir para "os desafetos, por exemplo, pondo os velhos contra os novos, pondo os reformados contra os ativos".
Para o académico, esse conceito deve privilegiar a relação de Portugal com o mar e defender "uma situação de igualdade na comunidade das nações" e de "dignidade nas relações entre os países".
A aposta na educação e nas instituições é outra das propostas de Adriano Moreira. "A investigação e o ensino são matéria de soberania, não são matéria de mercado", sustenta.
"Quando vejo a situação em que se encontram hoje as universidades portuguesas, acho que o conceito estratégico nacional está abalado", lamentou o presidente da Academia das Ciências de Lisboa.
"A democracia não é constituída só por indivíduos, também é por instituições", pois são estas "que asseguram a continuidade dos valores, dos projetos e da ação", frisou o professor de 91 anos, que olha à volta e vê um cenário "de grande inquietação", o que justifica o título que deu ao seu último livro, "Memórias do Outono Ocidental", "porque as folhas estão a cair».

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Cavaquice escondida com o rabo de fora...

Esta "cavaquice" já é velha, e há muito que corre pela Aldeia... Mas fizeram-nos chegar agora o papel... - Aqui o afixamos no pelourinho da praça, para que não haja dúvidas sobre a honorabilidade da distinta personagem:

(clicar sobre o documento para Ampliar)

segunda-feira, 24 de março de 2014

Mais do mesmo... para os mesmos! - Enquanto continua a engorda... dos suínos!

Nem vale a pena comentar... Aqui fica:

«Banco do Fomento - Novos cortes à vista mas não para gestores de novo banco público

Na mesma altura em que foram anunciados, pelo ex-líder do PSD,Marques Mendes, novos cortes na despesa para o próximo ano, entre 1,5 milhões e 1,7 milhões de euros, o jornal i destaca esta segunda-feira que só os três membros da comissão instaladora do novo Banco do Fomento vão receber quase meio milhão de euros/ano em salários.
Em causa está um despacho, assinado pela ministra das Finanças e publicado no final da semana passada, que anuncia os salários mensais dos três membros da comissão instaladora, designadamente Paulo Pereira da Silva (administrador do BCP), Carla Chousal (vice-presidente do BPI gestão de ativos) e Nuno Ferreira Soares (diretor da banca de investimento do BCP).
(...)»

Se quiserem, vejam a notícia completa, aqui:


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Pois é... ordenados pornográficos para uns, a casta dos privilegiados;  - e mais cortes até ao nível Zero, para quem ainda teimosamente quiser continuar na função pública (já que, quando se fala em cortar na "despesa pública", está bom de ver no que é aque se vai cortar...).
Alternativas? - despedir-se, aproveitando uma "rescisão amigável" de tuta e meia (dará para viver uns tempos, mas depois acaba, e como não há empregos, espere até morrer à fome), "emigrar" (digam para onde?), ou... atirar-se ao mar! (por isso alguns deles dizem que no nosso Futuro está no Mar...)
Ah, de caminho, vem o sr. P.M. dizer que as coisas até estão já a ficar melhores... (não diz é para quem, claro!). Enfim...

quarta-feira, 19 de março de 2014

Lembram-se do Ulrich, lembram-se? - Esta corre por aí, já em versos de cego...

Corre por aí já há algum tempo, mas só agora nos chegou, e não resistimos a afixar aqui na praça da Aldeia...
Só faltou dizer que... "Despacho" [presidencial, neste caso], rima com "tacho"...



Para: Todos os espoliados pelos políticos deste pobre país
 
O banqueiro, a sua Isabel e o senhor Presidente
 
Sabem quem é uma das «consultoras» do senhor Presidente da República? Não sabem? Então comecem pelas quadras. Se não acreditarem, vejam, mais abaixo, o Despacho do Sr.Aníbal.
 
Era uma vez um banqueiro
À D. Isabel ligado.
Vive do nosso dinheiro,
Mas nunca está saciado.
 
Vai daí, foi a Belém
E pediu ao presidente
Que à sua Isabel, também,
Desse um job consistente.
 
E o bom do Dom Cavaco
Admitiu a senhora,
Arranjando-lhe um buraco
E o cargo de consultora.
 
O banqueiro é o Fernando,
Conhecido por Ulrich,
E que diz, de vez em quando,
«Quero que o povo se lixe!».
 
E o povo aguenta a fome?
«Ai aguenta, aguenta!».
E o que o povo não come
Enriquece-lhe a ementa.
 
E ela, D. Isabel,
Com Cavaco por amigo.
Não sabe da vida o fel
Nem o que é ser sem-abrigo.
 
Cunhas, tachos, amanhanços,
Regabofe à descarada.
É fartar, que nós, os tansos,
Somos malta bem mandada.
 
Mas cuidado, andam no ar
Murmúrios,   de madrugada.
E quando o povo acordar
Um banqueiro não é nada.
 
É só um monte de sebo,
Bolorento gabiru.
Fora do banco é um gebo,
Um rei que passeia nu.
 
Cavaco, Fernando Ulrich,
Bancos, Troikas, Capital.
Mas que aliança tão fixe
A destruir Portugal!   
 
 Despacho nº.5776/2011
 
Nos termos artigos 3º. nº2 e 16º. nºs 1 e 2 do Decreto-Lei nº. 28-A/96, de 4 de Abril, nomeio consultora da Casa Civil Isabel Diana Bettencourt Melo de Castro Ulrich, funcionária do Partido Social Democrata, com efeito a partir desta data e em regime de requisição, fixando-lhe os abonos previstos nos nºs. 1 e 2 do artigo 20º. do referido diploma em 50% dos abonos de idêntica natureza estabelecidos para os adjuntos.
 
  9 de Março de 2011.-O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva
 
 
DITOSA  PÁTRIA... QUE TAIS FILHOS TEM!
Claro, com o "AGUENTA... AGUENTA...", este "SEM-ABRIGO"
vê-se obrigado a recorrer ao "Padrinho" para "abrigar" a esposa!