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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Que trabalhe ele, o fdp!...

Disse o Crato...

Crato diz que portugueses precisavam "trabalhar um ano sem comer" para pagar a dívida

 
O ministro da Educação defendeu esta segunda-feira em Ovar que, para ser dispensada mais austeridade no Orçamento do Estado para 2014 e ainda pagar a dívida total do Estado, todos os portugueses teriam que "trabalhar um ano sem comer".
Numa sessão de esclarecimento sobre o próximo Orçamento, Nuno Crato argumentou que o corte nas despesas do Estado não é suficiente para "pôr as contas (da Nação) em ordem" e que se impõem ainda alguns "sacrifícios que vão transformar Portugal num país competitivo".
"Teríamos de trabalhar mais de um ano sem comer, sem utilizar transportes, sem gastar absolutamente nada só para pagar a dívida", garantiu o ministro, sublinhando que não há forma de pôr a economia a crescer "sem se sair primeiro deste beco".
Nuno Crato considerou, por isso, adequado um Orçamento do Estado que tem por base quatro pilares: consolidação orçamental, equidade, solidariedade e crescimento.
A nível social, o governante destacou a preocupante redução na natalidade, o que significa na sua opinião, a longo prazo mais prestações sociais do Estado para uma população em que há mais idosos do que trabalhadores ativos.
Já a nível económico, realçou que o crescimento e o emprego não poderão obter-se, nesta fase, através da mera injeção de capital na estrutura produtiva do país e de um maior endividamento para esse efeito.
 
(Pág.1/2), in JN, 2013.11.05 - http://www.jn.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=3514804


COMENTÁRIO DO TI ZÉ:
Nos bons tempos da Escola antiga, ouvíamos falar de um tal de Prior do Crato, que tinha tentado salvar Portugal dos Espanhóis. Ora mudam-se os tempos e mudam-se os Cratos.  O Crato que agora por aí temos, é um tipo que no furor da sua jumentude, perdão, juventude, militava nas águas da UDP, pelo que era contra o Capitalismo, o patronato, as privatizações, etc.. Mas, voltando a parafrasear Camões, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.... O Crato actual é mais um moço de recados da troika, ao serviço do capitalismo financeiro internacional, cuja "receita" é reduzir a esmagadora maioria do pessoal à miséria, para depois trabalhar a pão-e-água (ou nem isso), a modos de conseguirmos ser mais "competitivos" que chinas, índias e afins.  
Assim sendo, este tipo pretende menos que o pão e água: quer que cozamos a boca e o cú, e toca a trabalhar um ano inteiro sem comer. Ora isto faz-me lembrar aquela de um home aqui da Aldeia, que também achava que o burro que tinha comia muito. E andou a treiná-lo para comer menos. Todos os dias lhe cortava à ração (como faz este governo) e no fim já não lhe dava nada. Conclusão: o burro morreu. E diz o home: "ah burro do c******, atão agora que já estavas habituado a viver sem comer, é que se me havias de morrer?"... Pois, parece que o ti home, se chamava Crato...
 


 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

E havia dúvidas????

Ora tomem lá!... Os coelhos negros, passos a passos, lá voltam a sair da cartola do (des)Governo, neste período pós eleitoral (autárquico). - É que saíssem antes, pior era o rombo (a nível nacional, pois que a nível cá da Aldeia, pensamos que ia dar ao mesmo...).

E, em poucos dias, foram logo dois coelhos que estavam escondidos, se bem que com o rabo de fora:

1) Corte nas pensões de sobrevivência dos(as) idosos(as):
Austeridade - Viúvas vão sofrer mais com corte nas pensões
A não implementação da chamada TSU dos pensionistas fez, em contra partida, uma nova ‘vítima’. Os viúvos, que recebem uma pensão de sobrevivência, que em média ronda os 250 euros, vão receber um corte de 5% neste apoio. A maioria são mulheres, com 80 ou mais anos, escreve o jornal i. 
2) Extinção de quase metade das repartições de Finanças, a nível nacional, e 75% no distrito de Bragança (onde fica a nossa Aldeia):
PSD-Bragança quer que o Governo clarifique se vai fechar 9 das 12 repartições de Finanças do distrito
07/10/2013 - 15:09
Segundo o mapa da reorganização de serviços publicado pelo Diário de Notícias nesta segunda-feira, os serviços tributários do distrito de Bragança só se mantêm em Mirandela, Vila Flor e Bragança.

Esperem mais uns dias pelo resto... 
A seguir virão os Despedimentos na Administração Local = mais Desemprego para o Interior, mais Desertificação, mais gente a ter de emigrar.... E desenganem-se esses que andaram nas caravanas do buzinão e a quem terão prometido uns tachitos à maneira do antigamente... "o mundo mudou", dirá o autarca eleito, como o ia já dizendo o antecessor... "É uma chatice, ninguém estava a contar com isto".... "isto é tudo culpa dos que deixaram o país assim, e agora temos que cortar, é uma chatice, mas tem de ser assim".... 
Só que certas medidas, anunciadas antes das eleições, seguramente podiam deitar muita coisa a perder...

quinta-feira, 25 de julho de 2013

"TIRO DE MISERICÓRDIA"

Recolhido in REVISTA DE IMPRENSA "CIVIS - DIGEST DE NOTÍCIAS NA ÁREA DA CIDADANIA" - 2013-07-25, que mão amiga nos fez chegar e que muito agrademos.
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«Tiro de misericórdia
 Por: Fernando Dacosta
 
No último dia como ministro das Finanças, Vítor Gaspar assinou um decreto que pode liquidar a vida de, pelo menos, 3 milhões de portugueses. Esse decreto determina que o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (que geria uma carteira de 10 mil milhões de euros) "terá de adquirir 4,5 mil milhões de euros de dívida soberana".
Sabendo-se que o referido fundo foi criado como reserva para assegurar, em caso de colapso do Estado, os direitos dos reformados, pensionistas, desempregados e afins durante dois anos (segundo o articulado de lei de bases), o golpe em perspectiva representa o risco de uma descomunal tragédia entre nós.
Lembremos que dos rendimentos dos seniores vivem hoje gerações de filhos e netos seus, sem emprego, sem recursos, sem amparo, sem futuro. Lembremos ainda que os últimos governos têm sido useiros no desvio de verbas da Segurança Social para pagamentos de despesas correntes - "o que qualquer medíocre gestor de fundos sabe que não se deve fazer", comenta, a propósito, Nicolau Santos no "Expresso".
Em 2010, dos 223,4 milhões de euros que deviam ser transferidos para o fundo em causa, o executivo apenas entregou 1,3 milhões.
Após ter semidestruído Portugal economicamente, socialmente, familiarmente, psicologicamente, com total impunidade e arrogância, Vítor Gaspar deixa, ao escapar-se, apontado um tiro de misericórdia aos idosos (e não só), depois de os ter desgraçado com o seu implacável autismo governamental. Sindicatos, partidos, oposições, igrejas, comentadores, economistas, intelectuais meteram, por sua vez, a viola no saco ante mais esta infâmia - entretanto, os papagaios de serviço aterrorizam as populações com a insustentabilidade da Segurança Social.» - Jornal i 2013-07-25
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Qualquer semelhança com o Nazismo é pura coincidência...
Se isto não é um equivalente hodierno de campos da morte lenta...
Se isto não é uma espécie de "solução final", por pouco que  a expressão agrade aos acólitos do sistema,
então o que é??...
- Só espero que um dia os novos "criminosos" desta guerra económica e social sejam de novo sentados em Nuremberga... ou pendurados numa qualquer Piazzale Loreto.

terça-feira, 23 de julho de 2013

O caso BANIF - o outro BPN...

Corre pela net há já algum tempo...  É fundamental ver, para se perceber este atoleiro, esta espiral de interesses em que PSD's, PS's e CDS's (o tal "arco da [des]governação") se cruzam e se entrecruzam, e sugam isto tudo, e no fim nos apresentam a "colossal factura". - FDP's!!!!!.....

Quem é quem no BANIF - Abram, vejam e meditem!.................................................


O BANIF está insolvente. Mais uma vez se confirma que as relações entre a Finança e a Política são promíscuas e pouco claras.

            ... ou sobre o botão no centro do vídeo:
 
 

sábado, 20 de julho de 2013

Talvez a venda das Selvagens....

Nestes dias soturnos e de fim dos tempos da Tugalândia, dei comigo a pensar o que teria levado o sr. presidente da república a deslocar-se a umas remotas ilhas lá no meio do Atlântico, enquanto esperava o resultado das reuniões dos partidos do tal "arco da governação" que deram no que deram.
Entretanto, lembrei-me que já nos velhos tempos do século XIX, quando Portugal andava na linha dos afogados e da bancarrota, lá vinha a possibilidade da venda das colónias aos estados-tubarões credores, que nesse tempo se resumiam sobretudo à poderosa Grã Bretanha - a cínica e bêbada Inglaterra, do nosso saudoso Guerra Junqueiro.
Passaram-se os tempos, acabaram as "colónias". O que resta ainda, dessa velha "solução"? - umas ilhazecas algures no Atlântico. Bem, livrar-mo-nos da Madeira era cá um alívio!!! E entregar os Açores aos americanos talvez ainda rendesse umas coroas - o problema é que eles parece que têm por lá já cidades a falirem (tipo Detroit), por isso, seria uma "venda" a caloteiros... Não sei se seria bom negócio.
Mas que tal experimentar - após uma visita de charme - vender as Selvagens a algum sultão árabe, ansioso por ter umas ilhotas desertas onde celebrarem o Ramadão e construir uns palácios. E se, com bocado de jeito, lá se descobrisse petróleo (é só convencê-los disso), melhor ainda! - bem diz o sr. presidente da república que o nosso futuro está no mar... Depois de se vender e privatizar tudo, porque não também as ilhas, o mar, a terra, o ar??
O mote está dado... é só abrir o leilão.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

"Despedimentos na Função Pública vão ser uma catástrofe" - Raquel Varela...

É fundamental ouvir os historiadores, como é o caso de Raquel Varela, se queremos ter uma visão de conjunto do que se está a passar... Corre pela net, para quem não viu na SIC-Notícias:

terça-feira, 16 de julho de 2013

E os bárbaros já estão cá dentro...

Diz que corre por Inglaterra o arrazoado que postamos mais em baixo, com muito sucesso entre os já poucos ingleses anglo-saxónicos que por lá restam... Sim, porque os "novos ingleses", como os "novos europeus", serão um pouco mais escuros e usarão turbante e outros adereços.
Não sei que escritor romano terá escrito, naqueles dias do séc. V, que os "bárbaros já estavam às portas de Roma".
Nestes dias derradeiros de fim de Civilização (ou, pelo menos, de uma Civilização), enquanto a Europa e o Ocidente se debatem e contorcem numa crise de contornos indefinidos, quando a gangrena da corrupção contaminou a sociedade de alto a baixo, quando a degenerescência dos costumes e dos valores só tem paralelo, na Antiguidade Bíblica, em Sodomas e Gomorras, e, na Clássica, nos últimos dias de Pompeia, e, finalmente, quando os bábaros já estão cá dentro, que nos resta ainda esperar? - Se calhar, perante uma sociedade pútrida e no ocaso, será necessário a enxurrada final para "limpar" o autoclismo... Serão eles o prelúdio e os obreiros desta nova Idade Média do Ocidente, após a vitória final numa luta de mil e trezentos anos?
Trarão esses agarenos que nos deploram o "Diis Irae"?  Serão eles a mão executante da fúria de um Deus vingador e castigador? Será que Javeh ou Jeovah quer passar a chamar-se Allah?

Estranhos e insondáveis são, de facto, os desígnios do Senhor....

Aqui vos fica o tal texto que corre por aí:

  « Os muçulmanos não estão felizes !!!!!

           · Eles não estão felizes em Gaza.

           · Eles não estão felizes na Cisjordânia.

           · Eles não estão felizes em Jerusalém ..

           · Eles não estão felizes em Israel.

           · Eles não estão felizes no Egito.

           · Eles não estão felizes na Líbia.

           · Eles não estão felizes na Argélia.

           · Eles não estão felizes em Tunis ...

           · Eles não estão felizes em Marrocos.

           · Eles não estão felizes no Iêmen.

           · Eles não estão felizes no Iraque.

           · Eles não estão felizes no Afeganistão.

           · Eles não estão felizes na Síria.

           · Eles não estão felizes no Líbano.

           · Eles não estão felizes no Sudão.

           · Eles não estão felizes na Jordânia ...

           · Eles não estão felizes no Irã.


          Onde é que os muçulmanos estão felizes?

           Eles estão felizes na Inglaterra.

           Eles estão felizes  na França.

           Eles estão felizes na Itália.

           Eles estão felizes na Alemanha.

           Eles estão felizes na Suécia.

           Eles estão felizes na Holanda.

           Eles estão felizes na Dinamarca.

           Eles estão felizes na Bélgica.

           Eles estão felizes na Noruega.

           Eles estão felizes em U.S.A.

           Eles estão felizes no Canadá.

           Eles estão felizes na Roménia.

           Eles estão felizes na Hungria.

           Eles estão felizes na Austrália.

           Eles estão felizes na Nova Zelândia.

          Eles estão felizes em qualquer outro país no mundo que não está sob um governo muçulmano.

           E quem é que eles culpam?

           · Não o Islam.
           · Não a liderança deles.
           · Não a si mesmos.


           Culpam os países onde estão vivendo livremente e bem.

           Isso é tão verdadeiro ... A democracia é realmente boa para eles:

           Numa democracia em que eles podem viver confortavelmente, aproveitar a alta qualidade de vida que eles não construíram e nem trabalharam para ter. Podem manter seus costumes, desobedecem às leis, exploram os serviços sociais, fazem paródias de nossa política e de nossos tribunais. Geralmente, mordem a mão que os alimenta.

          A questão é contraditória, paradoxal ! Eles tentam trazer seu sistema de vida falido e querem transformar os países que os acolheram no país que abandonaram em busca de uma vida melhor
           Dá para entender?»

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A NOVA IDADE MÉDIA

Sabem aqueles que nos conhecem, que há anos defendemos a teoria de que a Europa e o Ocidente iriam entrar numa nova Idade Média. Começámos a intuir o problema durante o tempo do Grande Regabofe (em Portugal, no final do Cavaquismo e durante o Gueterrismo), anos 90 do séc. XX, quando toda a gente batia palmas ao "Portugal de sucesso", à "nova Europa" pós-queda do Muro, e, depois ao fatídico €uro...  A verdade é que partimos de um aforismo popular (cá da Aldeia), segundo o qual, onde se tira e não se põe, acaba! O Povo sabia isso quando semeava o cereal e tinha anualmente de encher os celeiros. Deixou-se (aliás, matou-se) a Agricultura, como se desmantelaram as pescas (em Portugal), há muito que não há recursos minerais de jeito, não só em Portugal, como no resto da Europa.

No quadro global, estava-se a ver a emergência dos BRIC's (Brasil, Rússia, India e China), e a perda de influência da Europa e, consequentemente dos EUA. Todo o know-how foi transferido para algumas dessas paragens para melhor se aproveitar a mão-de-obra barata que lá havia. Acontece que eles aprenderam, começaram a "contrafazer" e vão comprando as "marcas", porque foram fazendo o seu próprio caminho de acumulação capitalista. Para cúmulo, a imigração e o multiculturalismo abriu as portas aos novos "bárbaros" que, não tarda nada, serão os "novos europeus" e ocidentais (se algum dia se "ocidentalizarem"). Ora, a Idade Média é exactamente o tempo que leva a barbárie a adaptar-se à Civilização.

Nunca pensámos que este processo decorresse de forma tão rápida... Pensámos que levaria uns 30 a 50 anos, mas tudo aconteceu em menos de 10.... Será que serão também agora mais rápidos os tais "mil anos sem um banho" que foram a outra Idade Média?

Já depois de vislumbrarmos o problema, nos anos 90, tivemos conhecimento de um livro do pensador francês Alain Minc, sobre essa ideia de uma nova Idade Média e de um Novo Feudalismo. Curiosamente, agora, um outro grande pensador francês, Serge Halimi, volta a insistir na expressão e no tema. - A História está (infelizmente) a dar-nos razão... E o que nós vimos a partir aqui d'aldeia, estas mentes lúcidas e brilhantes estão a vê-lo também a partir da Cidade das Luzes... Será que mais ninguém ainda o notou, a partir de Bruxelas, Berlin, Washington...

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Para reflexão, aqui fica, com a devida vénia do "Le Monde Diplomatique", jornal de pensamento de referência, que muito recomendamos:

Idade Média europeia

Será que as políticas económicas impostas pelo defesa do euro são ainda compatíveis com as práticas democráticas? A televisão pública grega foi criada depois do fim de uma ditadura militar. Sem autorização do Parlamento, o governo que executa em Atenas as imposições da União Europeia fez a escolha de a substituir por um ecrã negro. Antes de a justiça grega ter suspendido esta decisão, a Comissão de Bruxelas podia ter feito lembrar os textos da União segundo os quais «o sistema de audiovisual público nos Estados-membros está directamente ligado às necessidades democráticas, sociais e culturais de todas as sociedades». Mas preferiu caucionar o golpe, argumentando que este encerramento se inscrevia «no contexto dos esforços consideráveis e necessários que as autoridades estão a desenvolver para modernizar a economia grega».
Os europeus passaram pela experiência dos projectos constitucionais rejeitados por sufrágio popular e ainda assim homologados. Recordam-se dos candidatos que, depois de se terem comprometido a renegociar um tratado, o ratificaram sem que entretanto eles tivessem sido alterados numa vírgula sequer. Em Chipre, foram obrigados a sofrer uma levantamento autoritário em todos os seus depósitos bancários [1]. Agora foi ultrapassada mais uma etapa: a Comissão de Bruxelas lava as mãos da destruição dos media gregos que ainda não pertencem a armadores, desde que isso permita despedir imediatamente 2800 assalariados do sector público, que ela detesta desde sempre, e que permita cumprir os objectivos de eliminação de empregos ditados pela Troika [2] a um país em que 60% dos jovens estão no desemprego.
Esta obstinação coincide com a publicação pela imprensa norte-americana de um relatório confidencial do Fundo Monetário Internacional (FMI) que admite que as políticas postas em prática na Grécia desde há três anos se saldam por«fracassos flagrantes». Será este erro unicamente imputável a previsões de crescimento que foram maquilhadas? Sem dúvida que não. Segundo a descodificação feita pelo The Wall Street Journal de um texto que não podia ser mais palavroso, o FMI admite que «uma reestruturação imediata [da dívida grega]teria sido um negócio melhor para os contribuintes europeus, porque os credores do sector privado foram integralmente reembolsados graças a dinheiro que Atenas pediu emprestado. A dívida grega não foi reduzida, portanto, passou apenas a ser agora devida ao FMI e aos contribuintes da zona euro, em vez de o ser aos bancos e aos fundos especulativos» [3].
Assim, estes fundos livraram-se, sem perder um cêntimo, dos empréstimos que haviam feito a Atenas a taxas de juros astronómicas. Imagina-se que uma tal maestria na espoliação dos contribuintes europeus, em benefício dos fundos especulativos, confere uma autoridade particular à Troika para martirizar mais um pouco o povo grego. Mas, depois da televisão pública, não haverá ainda hospitais, escolas ou universidades que podiam ser fechados sem dificuldade? E não apenas na Grécia. Porque é este o preço a pagar para que toda a Europa entre na corrida triunfal para a Idade Média, não é?…
 
sexta-feira 5 de Julho de 2013

Notas

[1] Ler «A lição de Nicósia», Le Monde diplomatique – edição portuguesa, Abril de 2013.
[2] Constituída pela Comissão Europeia, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE).
[3] «IMF Concedes it Made Mistakes on Greece», The Wall Street Journal, Nova Iorque, 5 de Junho de 2013.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Do "circo" ao "golpe de teatro"

A propósito da Crise que soma e segue...
Agora foi a vez do Presidente da República "chutar a bola". Aparentemente apanhou toda a gente de surpresa, porque, depois de em dada altura e durante muito tempo ter feito o papel do "paizinho" desta gente, ninguém suponha que não desculpasse as traquinadas dos rapazes mais uma vez, e não lhe caucionasse o "remedeio" do mais recente "vaso partido".
Digamos que a proposta contida no discurso de ontem até faz sentido, mas parece pouco aceitável no actual quadro situacional, com todas as clivagens abertas e um PS sôfrego por novas eleições para ver "no que dá". - Está bem que há todos os constrangimentos do exterior que obrigam a uma "estabilidade" forçada até Junho (será?) do próximo ano. Mas, os "rapazes" do (des)Governo, ao saberem-se a prazo, mais depressa fazem mais asneiras... Até que ponto nos livraremos de eleições antecipadas antes de 2014? Teremos de esperar para ver as cenas dos próximos episódios desta novela (de mau gosto).
Entretanto, aqui fica este comentário de um articulista do Público, com o qual genericamente concordamos, menos num ponto: achamos que Cavaco não quer tomar o poder, mas sim "livrar a água do capote"...

«O golpe de teatro de Cavaco Silva

10/07/2013 - 21:24

Numa assentada, o Presidente da República transformou o Governo de Passos Coelho num governo de gestão e decidiu tomar o poder.

É a conclusão que se pode extrair de um discurso em que Cavaco Silva acabou, de facto, e inesperadamente por convocar eleições antecipadas.
O Presidente responsabilizou inequivocamente a maioria pela crise da semana passada. Fê-lo ao falar nos efeitos do que se passou. Mas fê-lo sobretudo ao não deixar uma palavra sobre a solução apresentada por Passos Coelho e Paulo Portas.
O Governo PSD-CDS é um governo precário. A remodelação pode avançar, mas já não tem sentido. Não tem a confiança do Presidente.
Disse apenas que o Governo está em plenitude de funções. Mas a confiança no Governo nunca foi invocada para justificar a decisão de não convocar eleições agora: esses motivos foram o Orçamento, a troika e o facto de ele considerar que do acto eleitoral não sairia uma clarificação política.
O Presidente impôs um acordo entre os três partidos – do qual fará parte a marcação de um calendário eleitoral. Afirmou que designará uma personalidade de prestígio para mediar o diálogo.
E disse, sem margem para dúvidas que, “sem a existência desse acordo, encontrar-se-ão naturalmente outras soluções no quadro do nosso sistema jurídico-constitucional”.
É a frase que vale a pena citar. Porque significa que ele está disposto a avançar para um governo de iniciativa presidencial.
Cavaco Silva encerrou a crise dos golpes de teatro com um golpe de teatro maior do que todos os outros.
Um golpe de teatro em diferido. Sem precedente na história democrática.
Com uma única certeza: o Presidente decidiu tomar o poder.»

terça-feira, 9 de julho de 2013

A garotada - ou... canalhices!

Depois de ontem aqui termos postado a "estória" das birras entre os meninos Paulinho e Pedrinho, eis que lemos, na mesma fonte, mas saído hoje, o comentário de um "senador", inclusive fundador do PSD, portanto, mais que insuspeito: http://www.noticiasaominuto.com/politica/88769/tudo-isto-foi-uma-brincadeira-de-garotos-do-mais-degradante :

«Miguel Veiga "Tudo isto foi uma brincadeira de garotos do mais degradante"
Numa entrevista ao jornal i desta terça-feira, o fundador do Partido Social Democrata (PSD) afirmou que a actual crise política é “do mais degradante que há” e assemelha-a a “uma brincadeira de garotos”.
O fundador do PSD, Miguel Veiga, numa entrevista concedida ao jornal i de hoje, falou da frágil situação política do País e caracterizou-a como "do mais degradante que há”. Segundo o fundador daquele partido, esta “parece uma brincadeira de garotos, de adolescentes, de pessoas que não têm sentido de Estado", sublinhou.
Miguel Veiga afirmou ainda, àquele jornal, que a única solução actual é "manter este Governo nestes moldes", acrescentando que "não deve haver eleições nestas circunstâncias".
Isto porque "o processo eleitoral, que é bastante demorado, iria colocar o País numa situação ainda mais complicada", justificou Miguel Veiga.
Perante um cenário de eleições antecipadas, o também professor de Filosofia defende que "o PS iria deparar-se com as mesmas dificuldades e sem soluções para elas".» - In: Notícias ao Minuto, 2013.07.09


- De onde se conclui que mais uma vez nos antecipámos na leitura (caricata) que a última crise política nos trouxe. E em Trás os Montes, nos antigamentes, também se chamava a um grupo de garotos a "canalha"...


segunda-feira, 8 de julho de 2013

The show must go on... - e o circo continua!....

...E o circo continua, com os mesmos palhaços principais... (e mais alguns novos).
O que houve foi um breve entremezzo... O espectáculo continua.
Muito obrigado, srs. espectadores por terem esperado este bocadinho...
Ou os meninos voltam ao jogo, ou os mercados vão pôr toda a gente a pão pedir! (ainda mais???)

Na verdade, os paizinhos da "pátria" e os gurus do mítico lá-fora que regem as marionetas caseiras não se cansaram de nos acenar com o Apocalipse... com o tal papão dos... "Mercados" (o novo deus das sociedades contemporâneas), um deus terrivelmente castigador que nem o Molock dos Fenícios, ou o Javeh dos judeus. Ou comes a sopinha toda, ou chamamos os mercados!...
Ou o menino Paulinho volta ao jogo e traz a bola, ou então vai levar muito tau-tau, porque Deus (=Mercados) não lhe vão perdoar o desaire autárquico, o novo jogo caseiro que se aproxima, e, pior, perder a banca do jogo do Monopólio internacional (aquele joguinho que dantes se jogava com uns dados e umas cartinhas e umas notinhas de papel a fingir...). E os meninos Paulinho de Pedrinho lá tiveram de dar um abraço, amigos como dantes, obrigados pelo papá Aníbal e outros senhores grandes que ficaram muito preocupados com a birra do menino Paulinho, por o menino Pedrinho não o deixar jogar e lhe estar a retirar a bola, o que deu chatice grande com a saída do menino Gasparinho também da equipa....
Bem, agora os meninos grandes, sob batuta do papá Aníbal, já trataram de encomendar umas sondagens para dizerem "o que o povo pensa", e aplainar a situação.
O menino Tozé e o resto da malta, vão ter de esperar... (vamos ver até quando).
Todos sabemos o que valem as sondagens, mas em todo o caso aqui fica:

«"Eleições, sim, mas só em 2015".
Esta foi a resposta de 65,5% dos 503 inquiridos no estudo da Pitagórica e do jornal i, no final de Junho, que vem contrariar a ideia defendida pelo líder do Partido Socialista (PS), António José Seguro, e apresentada na passada terça-feira no Parlamento.

Desta mais do que maioria, fazem parte homens de classe média que têm entre 35 e 54 anos, e votaram em Pedro Passos Coelho nas últimas legislativas.

Por sua vez, 30,5% dos inquiridos quer que esta solução seja aplicada, o que representa a dissolução do Parlamento e, consequentemente, eleições antecipadas.

Os inquéritos, dos quais a maior parte foi realizada antes da demissão de Portas, depois rectificada, dando origem à proposta para o cargo de vice primeiro-ministro, verificaram ainda que 48,2% das pessoas julga que a actual crise política não é razão suficiente para que a coligação PSD/CDS-PP se rompa, contra 47,9%, que defende que estas eleições deveriam ter lugar aquando as legislativas.

Um virar à esquerda também não é solução para a situação do País, já que 59% dos inquiridos julga que uma coligação entre PS, PCP e BE “não é viável”.

Apesar disso, 33,5% dos portugueses garante que existem reais possibilidades de sucesso de um Governo com coligações à esquerda, ainda que uma fatia de 56,5% considere que este Governo seria incapaz de dar resposta aos problemas do País.» - in Notícias ao Minuto, 2013.07.08

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Finalmente!....

Finalmente parece que começa a haver movimentações no sentido de alguém querer "fiscalizar" ou, no mínimo, avaliar as famosas troikas por aí andam... (aqui, na Grécia, etc).
A grande questão que toda a gente coloca é: estes tipos vêm para aqui com avaliações e mais avaliações, punições e castigos; acreditámos (alguns ingénuos) nas criaturas como seres infalíveis que vinham para "nos ajudar"... e não saímos disto? - pelo contrário, as coisas vão de mal a pior!!!?... E quem é que os avalia a eles quando falham? (a verdade é que não falham: os senhorzitos de fato de pastinha que vêm cá de tempos a tempos, são o "homem do fraque" da capitalismo global, que, para além da sacarem o que vão podendo, têm por missão deixar isto de rastos, para depois melhor explorarem as massas empobrecidas, pondo o pessoal a trabalhar por tuta e meia). E, quanto a isso, não há volta a dar-lhes...
Mas, como já dizia o Fernando Pessoa, quando queremos que as coisas acabem por ficar na mesma, embora aparentando que se está a fazer alguma coisa, nomeia-se uma "comissão".
Bem pode o parlamento europeu esgadunhar-se... (não esquecendo também a responsabilidade dos "génios" que para lá vão, chorudamente pagos, e que, ao cabo destes anos todos deixaram a Europa chegar ao que chegou...).
Em todo o caso, aqui vos fica:

Comissão Parlamento Europeu quer investigar a troika

O Parlamento Europeu tem em estudo a criação de uma comissão que investigue a actuação da troika, noticia hoje o Jornal de Negócios, que adianta que a iniciativa surge numa tentativa de aumentar um escrutínio democrático na zona euro.
 

Pode estar para breve a criação de uma comissão de inquérito à troika, que é composta pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI. De acordo com o Jornal de Negócios, os eurodeputados do Partido Socialista Europeu e dos Verdes estão a promover uma comissão que investigue a actuação da troika ainda este mandato.

O jornal adianta que a iniciativa surge numa tentativa de aumentar o escrutínio democrático na zona euro, sendo a eurodeputada socialista Elisa Ferreira uma das defensoras desta comissão.

"Quando a troika erra, a quem é que presta contas? A quem é que deve explicações?", questiona Elisa Ferreira em declarações ao Jornal de Negócios, adiantando ter muitas dúvidas "quanto à prestação de contas públicas da troika". No mesmo sentido, também o grupo dos Socialistas Europeus afirma sentir “que não se sabe quem é o responsável pela troika", revela a eurodeputada.

 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

É este o "OBJECTIVO"

Todos sabemos que na vida temos que ter alguns objectivos, na prossecução dos nossos sonhos. Mas, erigir os "objectivos" à categoria de obrigações vitais, que uma vez não cumpridas resultam em castigos do tipo despedimento ou algo equivalente à ida para os novos campos de concentração, que são as listas dos centros do Instituto do Desemprego (com cada vez mais desempregados sem direito a qualquer tipo de subsídio), enfim... é o mesmo que uma condenação à morte por inanição.
Ora as organizações da sociedade capitalista funcionam através dos tais "objectivos". Dantes era a tática do chicote e da cenoura: se se atingisse o objectrivo, o trabalhador tinha direito a uma cenourinha. O modelo começou a ser ensaiado no sector bancário, o expoente da organização capitalista. Atingido o objectivo 1, a empresa "oferecia" uma gravata ao serventuário; o objectivo 2 já dava direito a um fato; o objectivo 3, dava direito a poder levar o carro da empresa até casa, no fim de semana; o objectivo 4 dava direito a umas férias nas termas de Monfortinho (que são do patrão), onde a par de umas lavagens ao cérebro, com gráficos e mais gráficos, teorias e práticas do género "vale tudo, até vender a mãe", havia também depois umas brincadeiras nos bosques, vestidos de camuflado, e umas armas de brincar a dispararem tiros de tinta, supostamente para fomentar o "espírito de equipa", mas, e sobretudo, a COMPETIÇÃO.
Sim, porque os indivíduos, como as empresas e os países, têm de ser COMPETITIVOS! - Se não forem, ou não conseguirem sê-lo, ou tiverem escrúpulos em o ser, não merecem existir: campos de concentração com eles (os indivíduos), falência para elas (empresas), troika com eles (os Estados), com os seus habitantes transformados em escravos no seu próprio território, ou deportados (emigrem!!), numa espécie de novos cativeiros da Babilónia, a mando de Nabucodonosores sem rosto...

Ora falando de Objectivos, e partindo da questão caseira que está na base da Greve dos Professores,  aqui fica mais um aviso de quem sabe, sobre o que nos querem fazer:


No comportamento do Ministério da Educação, na greve dos professores, não há má gestão política, nem dificuldades de explicação.

Existe, sim, um ENSAIO GERAL para despedimentos na função pública central, autárquica e empresarial do estado, sem estudos nem planos que os suportem, a fazer em 2013 e 2014, concomitantemente com brutais reduções nas reformas da CGA e, depois das eleições europeias, também nas pensões da SS.

E os trabalhadores privados terão uma concorrência feroz no mercado de trabalho.

A lei da oferta e da procura conduzirá à baixa generalizada dos salários do sector privado.»

 
O que se perfila no horizonte são as deportações em massa para os novos Auschwitzes (os centros do IEFP), onde as empresas capitalistas irão buscar a mão-de-obra disponível, se possível apenas a troco da malga do caldo. - Só que antes disso, é possível que surja uma situação como a que se está a viver ao momento no BRASIL....
Que não esqueçam os tubarões escondidos atrás do sistema que laboriosamente estão a construir, que pode haver uma grande vaga que os puxe de novo para o mar.... - E que o mar seja, de facto, o seu futuro, e a Terra seja o nosso.
Sim, porque, parafraseando o velho poeta Aleixo, "olhai que pode o povo /querer um mundo novo a sério"....

terça-feira, 28 de maio de 2013

Quem fala/escreve assim não é gago! Com a devida vénia do Público de 27.05.2013 (ontem), aqui fica este artigo do polémico procurador-geral adjunto Pinto Nogueira, sobre um tema que também já aqui glosámos e que se prende com este medo de existir, para usar o consabido título do filósofo José Gil, que a todos nos corrói:
in Público, 2013.05.27

OPINIÃO
A estratégia do medo

José Cardoso Pires, das profundezas do seu De Profundis chora e proclama que Portugal não existe. Que o sabe que já lá viveu... Portugal não existe!
 
Com políticos sem ideias, ignorância máxima, vazios de mente, pensamento restrito à tábua de défices, pobreza e austeridade, não há espaço para a cultura, as artes e as letras. Nem para a economia. Não há espaço político para a grandeza da natureza humana.

Em Portugal não se vive, nem se sonha, sofre-se em pesadelo!

Álvaro de Campos, irmão gémeo de Fernando Pessoa, diria que “as facturas são feitas por gente que tem amores, ódios, paixões políticas…”

As facturas a pagar são-no para gente que mói a vida no interior do seu sofrimento, nos silêncios de vidas que se aninham nos ventres de quem está já muito comido e macerado pelo calendário da existência de quarenta e tal anos de trabalho para este Estado que, sem alma, sem respeito e sem solidariedade, a massacra. Não se destinam ao Terreiro do Paço que desacerta as contas por incompetência, truques, manipulações.

Ao seu povo, estes governantes servem facturas de contas e dívidas que aquele não contraiu!

Como abutres, esvoaçam o espaço, de garra afiada e pronta a descarnar o que já está descarnado.

Sempre aos mais fracos, com calendário avançado, os reformados do Estado e trabalhadores em geral. São agora responsáveis pela crise! Tanta hipocrisia é demais. Hoje corta, amanhã não, daqui a meses, vê-se...

É a estratégia da intranquilidade e medo!!!

Governam o Estado aterrorizando o povo.

Odeiam e desmantelam o Estado Social, mas dele se servem para negócios ocultos e de favoritismos.

São os mesmos que se autoreformam em 12 anos de trabalho! Com duplas e triplas reformas, são estes biltres que, com hipocrisia e obscenidade, infringem tesouradas nas reformas milionárias superiores a 485 euros!!!

Desbarataram a República, com má gestão, corrupção, participação económica em negócios, branqueamentos, negócios públicos para benefícios privados, parcerias ruinosas.

Ignorantes nuns casos, de má fé noutros, abalroam a ordem jurídica a respeitar. De uma só martelada, arrasam o passado, o presente e o futuro. Contra o Estado de Direito. Contra os mais fracos.

Nestes, vislumbram uma monumental matéria colectável sujeita a uma qualquer paulada fiscal!

Chamam a isso, com cinismo, reformar o Estado e programa de ajustamento!

“Reformar” o Estado tem sempre a mesma face: cortar salários, reformas, despedir, aumentar impostos. Só aí chega a sua criatividade política!

Condenaram os pensionistas à morte lenta, em agonia: 10% aqui, 10% ali, 1% acolá, 1,5% além!

Festim da sacrossanta “convergência”!

Carlos Drummond de Andrade inquire "para onde vais, José? José, para onde vais?"

Saramago espanta-se que ainda não morreu ninguém!

Cardoso Pires apela ao bestiário privado que reside dentro de nós!

Está na hora!

Basta!!!

 
 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O Palhaço rico... que diz que está a ficar pobre...

Diz-se por'i que... Enfim, a ser assim, sem comentários... e tudo isto num país em "Crije" (só para alguns).... É que: