Mostrar mensagens com a etiqueta crise económica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta crise económica. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 19 de julho de 2013

"Despedimentos na Função Pública vão ser uma catástrofe" - Raquel Varela...

É fundamental ouvir os historiadores, como é o caso de Raquel Varela, se queremos ter uma visão de conjunto do que se está a passar... Corre pela net, para quem não viu na SIC-Notícias:

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O "buraco negro" e a única saída

Como temos dito por aqui, é óbvio que este famoso buraco é pior que os buracos negros que - dizem os astrofísicos - há no espaço sideral: suga tudo! e a sua voracidade é infinita.
Desengane-se quem pensa que isto um dia se resolve com atitudes de "bom comportamento" e de "bom pagador". O bom pagador aqui faz lembrar o tributo das tais donzelas que os gregos da remota Antiguidade tinham que mandar para alimento do famoso monstro Minotauro, encerrado no mais famoso ainda Labirinto de Creta. Falta um Teseu capaz de, munido de um fio de Ariadne, se infiltrar no tenebroso labirinto que foi construído pela alta finança, e por fim matar o monstro.
E se pensarmos que, no caso europeu, um dos nomes do monstro se chama €uro, e quando um dos pais do monstro (o alemão Oskar Lafontaine) já se deu conta do Frankestein que terá ajudado a criar, então porque se hesita mais tempo? - Bem, esse "mais tempo" é da conveniência das sanguessugas. Ou, como se sabe aqui na aldeia, quando um cão grande fila outro pequeno e o sacode, só o deixa se levar uma paulada, ou então, de outro modo, só o deixa quando a vítima estiver bem morta...
Vem este arrazoado a propósito das notícias que se seguem (in Notícias ao Minuto, 2013.07.18): 
 
«Dívida Factura dos portugueses deve engordar 5,5 mil milhões
A factura dos contribuintes deve aumentar mais de 5,5 mil milhões de euros no curto prazo e por via administrativa, escreve hoje o Diário de Notícias (DN), que adianta estarem em causa as novas regras da contabilidade nacional, que entraram em vigor este mês.»
Ler o resto aqui: http://www.noticiasaominuto.com/economia/91316/factura-dos-portugueses-deve-engordar-55-mil-milh%c3%b5es#.Uee8LEZdbmQ

«Oskar Lafontaine, Arquitecto alemão do euro defende fim da moeda única
O antigo ministro das Finanças alemão e arquitecto da moeda única, Oskar Lafontaine, considera que só com o fim do euro países como Portugal, Espanha, Chipre e Grécia podem sair da crise financeira que abala a Europa. A opinião de Oskar Lafontaine, citado pelo jornal i, será um sinal da mudança de opinião dos partidos de esquerda da Alemanha sobre a moeda europeia.»
Ler mais aqui: http://www.noticiasaominuto.com/economia/91328/arquitecto-alem%c3%a3o-do-euro-defende-fim-da-moeda-%c3%banica#.Uee7lUZdbmQ

 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

A tábua raza

É notícia da Lusa, dada à estampa em alguns periódicos: mais de 220 mil empregos vão ao ar (diz o Banco de Portugal). E, para adocicar, a recessão "parece que" vai ser "menos profunda".
Todavia, temos para nós que a tal de Crise vai continuar, pois faz parte do plano a tábua raza, para sobre ela se "construir" o admirável mundo novo (deles), o do "Estado mínimo" - o Estado do tira-aos-pobres-para-dar-aos-ricos - com empresinhas privadas para tudo e mais alguma coisa.
Como tal, fazia e faz parte do plano imolar economias e transformar países em carcaças onde os abutres abancaram para esmirfarem "ad aeternum".
Estamos, efectivamente, perante um novo tipo de guerra. Alguém a provocou e a génese do "fenómeno" terá os seus culpados. Esperemos que no fim desta guerra haja um novo tipo de Julgamento de Nuremberga para os criminosos que provocaram e para os que a disseminaram....
Capitalistas, banqueiros, políticos, etc. terão de responder pela destruição inerente a esta "tábua raza", aos milhões de empregos destruídos na União Europeia, pelo saque e tudo o mais. Justiceiros precisam-se! Mas os candidatos têm (temos) de ter as mãos limpas!

Aqui fica mais uma:

«Em 2013: Banco de Portugal prevê destruição de 222 mil empregos
por Lusa, texto publicado por Sofia Fonseca Ontem http://www.dn.pt/Common/Images/img_economia/icn_comentario.gif24 comentários
O Banco de Portugal (BdP) prevê uma recessão menos profunda este ano, de 2% em vez de 2,3%, mas isso não impede a destruição de cerca de 222 mil postos de trabalho, o equivalente a 4,8% do emprego.

No Boletim Económico de Verão, hoje divulgado, a instituição liderada por Carlos Costa antecipa que a economia portuguesa destrua mais 4,8% do emprego este ano e que, em 2014, haja uma redução adicional do emprego de 1,3%.

Em termos absolutos, e tendo como base os números mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), uma queda de 4,8% do emprego representa menos cerca de 222 mil postos em 2013, caindo a população empregada para os 4,41 milhões.

Para 2014, o BdP calcula uma contração de 1,3% do emprego, que equivale a menos 57,36 mil postos de trabalho, caindo a população empregada para os 4,36 milhões de pessoas no próximo ano

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A NOVA IDADE MÉDIA

Sabem aqueles que nos conhecem, que há anos defendemos a teoria de que a Europa e o Ocidente iriam entrar numa nova Idade Média. Começámos a intuir o problema durante o tempo do Grande Regabofe (em Portugal, no final do Cavaquismo e durante o Gueterrismo), anos 90 do séc. XX, quando toda a gente batia palmas ao "Portugal de sucesso", à "nova Europa" pós-queda do Muro, e, depois ao fatídico €uro...  A verdade é que partimos de um aforismo popular (cá da Aldeia), segundo o qual, onde se tira e não se põe, acaba! O Povo sabia isso quando semeava o cereal e tinha anualmente de encher os celeiros. Deixou-se (aliás, matou-se) a Agricultura, como se desmantelaram as pescas (em Portugal), há muito que não há recursos minerais de jeito, não só em Portugal, como no resto da Europa.

No quadro global, estava-se a ver a emergência dos BRIC's (Brasil, Rússia, India e China), e a perda de influência da Europa e, consequentemente dos EUA. Todo o know-how foi transferido para algumas dessas paragens para melhor se aproveitar a mão-de-obra barata que lá havia. Acontece que eles aprenderam, começaram a "contrafazer" e vão comprando as "marcas", porque foram fazendo o seu próprio caminho de acumulação capitalista. Para cúmulo, a imigração e o multiculturalismo abriu as portas aos novos "bárbaros" que, não tarda nada, serão os "novos europeus" e ocidentais (se algum dia se "ocidentalizarem"). Ora, a Idade Média é exactamente o tempo que leva a barbárie a adaptar-se à Civilização.

Nunca pensámos que este processo decorresse de forma tão rápida... Pensámos que levaria uns 30 a 50 anos, mas tudo aconteceu em menos de 10.... Será que serão também agora mais rápidos os tais "mil anos sem um banho" que foram a outra Idade Média?

Já depois de vislumbrarmos o problema, nos anos 90, tivemos conhecimento de um livro do pensador francês Alain Minc, sobre essa ideia de uma nova Idade Média e de um Novo Feudalismo. Curiosamente, agora, um outro grande pensador francês, Serge Halimi, volta a insistir na expressão e no tema. - A História está (infelizmente) a dar-nos razão... E o que nós vimos a partir aqui d'aldeia, estas mentes lúcidas e brilhantes estão a vê-lo também a partir da Cidade das Luzes... Será que mais ninguém ainda o notou, a partir de Bruxelas, Berlin, Washington...

---
Para reflexão, aqui fica, com a devida vénia do "Le Monde Diplomatique", jornal de pensamento de referência, que muito recomendamos:

Idade Média europeia

Será que as políticas económicas impostas pelo defesa do euro são ainda compatíveis com as práticas democráticas? A televisão pública grega foi criada depois do fim de uma ditadura militar. Sem autorização do Parlamento, o governo que executa em Atenas as imposições da União Europeia fez a escolha de a substituir por um ecrã negro. Antes de a justiça grega ter suspendido esta decisão, a Comissão de Bruxelas podia ter feito lembrar os textos da União segundo os quais «o sistema de audiovisual público nos Estados-membros está directamente ligado às necessidades democráticas, sociais e culturais de todas as sociedades». Mas preferiu caucionar o golpe, argumentando que este encerramento se inscrevia «no contexto dos esforços consideráveis e necessários que as autoridades estão a desenvolver para modernizar a economia grega».
Os europeus passaram pela experiência dos projectos constitucionais rejeitados por sufrágio popular e ainda assim homologados. Recordam-se dos candidatos que, depois de se terem comprometido a renegociar um tratado, o ratificaram sem que entretanto eles tivessem sido alterados numa vírgula sequer. Em Chipre, foram obrigados a sofrer uma levantamento autoritário em todos os seus depósitos bancários [1]. Agora foi ultrapassada mais uma etapa: a Comissão de Bruxelas lava as mãos da destruição dos media gregos que ainda não pertencem a armadores, desde que isso permita despedir imediatamente 2800 assalariados do sector público, que ela detesta desde sempre, e que permita cumprir os objectivos de eliminação de empregos ditados pela Troika [2] a um país em que 60% dos jovens estão no desemprego.
Esta obstinação coincide com a publicação pela imprensa norte-americana de um relatório confidencial do Fundo Monetário Internacional (FMI) que admite que as políticas postas em prática na Grécia desde há três anos se saldam por«fracassos flagrantes». Será este erro unicamente imputável a previsões de crescimento que foram maquilhadas? Sem dúvida que não. Segundo a descodificação feita pelo The Wall Street Journal de um texto que não podia ser mais palavroso, o FMI admite que «uma reestruturação imediata [da dívida grega]teria sido um negócio melhor para os contribuintes europeus, porque os credores do sector privado foram integralmente reembolsados graças a dinheiro que Atenas pediu emprestado. A dívida grega não foi reduzida, portanto, passou apenas a ser agora devida ao FMI e aos contribuintes da zona euro, em vez de o ser aos bancos e aos fundos especulativos» [3].
Assim, estes fundos livraram-se, sem perder um cêntimo, dos empréstimos que haviam feito a Atenas a taxas de juros astronómicas. Imagina-se que uma tal maestria na espoliação dos contribuintes europeus, em benefício dos fundos especulativos, confere uma autoridade particular à Troika para martirizar mais um pouco o povo grego. Mas, depois da televisão pública, não haverá ainda hospitais, escolas ou universidades que podiam ser fechados sem dificuldade? E não apenas na Grécia. Porque é este o preço a pagar para que toda a Europa entre na corrida triunfal para a Idade Média, não é?…
 
sexta-feira 5 de Julho de 2013

Notas

[1] Ler «A lição de Nicósia», Le Monde diplomatique – edição portuguesa, Abril de 2013.
[2] Constituída pela Comissão Europeia, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE).
[3] «IMF Concedes it Made Mistakes on Greece», The Wall Street Journal, Nova Iorque, 5 de Junho de 2013.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Foi há tempos: António Costa abriu a boca...

Foi há tempos no programa "Quadratura do Circulo".

Os outros intervenientes, Pacheco Pereira e Lobo Xavier, nem abriram a boca.

Claro que o moderador também não. Para quem não viu, aqui fica:


Comentadores e analistas políticos não têm a coragem de dizer o que disse António Costa, em menos de 3 minutos, ontem, no programa "quadratura do círculo".

RE...LEMBRAR

E aqui está textualmente o que ele disse (transcrito manualmente):

«(...) A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir.

E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável.

Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer? podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!

A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.

Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.

Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público-privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.

Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia.
»

Comentário final cá do Ti Zé: é evidente que A. Costa tem razão, mas também temos de perguntar por onde é que andou ao longo desses tempos do "Grande Regabofe"? Denunciou? demarcou-se? Aquando dessa opção da Expo e dos futebóis do Euro, não estava no governo? não emparceirou com Guterres e Sócrates?.... Enfim, para se "abrir a boca" hoje, depois de se a ter fechada nesses tempos, é preciso primeiro rezar-se o que no seio da Santa Madre Igreja se chama o "Acto de Contrição"....

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Colapso Econômico, Fome e Miséria Programados e Iminentes

PARA VER E REFLECTIR:
Para visionar o documentário, clicar no botão do meio, no sinal  > 
 depois expandir écran clicando no canto inferior direito entre [ ]

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Diz o Abominável Homem das Neves....

O abominável César das Neves, conhecido economista neo-liberal, discípulo em 3ª mão da célebre "escola de Chicago" e professor na Católica, o mesmo que tinha uma coluna no D.N. intitulada "Não há almoços grátis", espécie de divisa do neoliberalismo "à la carte", vem com mais umas papaias em socorro do seu (des)governo, o mesmo é dizer, em favor da tal de austeridade selvagem. Note-se que os "erros" que aponta ao governo, devem ser apenas por defeito, ou seja, ainda será, para J.C.N., pouco neo-liberal para o seu gosto.
Usando a metáfora da quimioterapia para curar o cancro da crise, o sr. prof. César das Neves, é, naturalmente, um dos adeptos da teoria de se matar o doente com a cura, pois que assim se acabariam todos os nossos problemas. Porque se melhoras não há, e se se recomendam doses mais fortes, ou seja, mais do mesmo (mais porrada nos mesmos, a função pública, despedimentos, cortes, e mais cortes), o objectivo é esse mesmo: MATAR! Matar o ominoso "Estado Social", pois claro, arrazar com tudo (o princípio da "tábua-rasa"). Os que não conseguirem adaptar-se, ou sobreviver, que se lixem!, na certeza de que os que sobreviverem serão a massa de que se fará o almejado (desde Nitzsche) Homem Novo, empresarial ou escravo, vivendo num Admirável Mundo Novo (preconizado por Huxley), num processo de biologismo social darwinesco.
E já que de Darwin se trata, e de espécies extintas ou em extinção também, cada povo tem os Yetis que merece...  - Aqui fica, do "nosso":

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/politica/detalhe/cesar_das_neves_os_que_se_indignam_com_a_famigerada_austeridade_so_podem_ignorar_a_realidade.html

«César das Neves diz que “o Governo tem errado muito, mas a oposição mente com todos os dentes”, considerando que a única opção é curar o país de um endividamento elevado.
“Gritar contra os sacrifícios ou, pior, fingir que seriam, evitáveis pode ser compreensível, mas é tolice ou, pior, flagrante desonestidade”, afirma o professor universitário, num artigo de opinião publicado no “Diário de Notícias”.
O colunista salienta que “por dolorosa que seja a quimioterapia, perante um cancro não há alternativa.”
César das Neves sublinha que o “mal agrava-se” devido à acumulação da dívida por parte do país e que é necessário reduzir o endividamento, a bem das famílias e das empresas.
“Os que se indignam com a famigerada austeridade só podem ignorar a realidade da situação”, considera, acrescentando que “Os caminhos fáceis que recomendam gerariam mais, não menos, sofrimento. Repudiar ou renegociar a dívida, sair do euro, rejeitar a troika são vias para o isolamento e alienação dos mercados, que nos afastariam da estabilidade e desenvolvimento.”
César das Neves realça que “o Governo tem errado muito, mas a oposição mente com todos os dentes.”
O comentador adianta que Portugal precisa de reequilibrar as suas contas e que se “cumprir” com o programa de consolidação “sairá mais forte e resistente.”»

- Já agora, será que alguém pode explicar a este sr. quem foi J. M. Keynes e como se saíu da crise subsequente ao crash de 1929?



quarta-feira, 27 de março de 2013

Eles comem tudo....

«Privatizações: Empresa de António Borges (já) 'comeu' mais de 300 mil ao Estado
DR
 
O Estado português já pagou, entre 1 de Fevereiro de 2012 e 1 de Fevereiro de 2013, mais de 300 mil euros à empresa ABDL Lda., que pertence ao economista e consultor do Governo para as privatizações, António Borges. O contrato que a mesma empresa tem com a estatal Parpública vale, adianta o jornal i, 25 mil euros por mês.» - do site "Notícias ao Minuto".
 
Ver o resto aqui:  
[clicar sobre os links - 2 toques para abrir]

sexta-feira, 22 de março de 2013

Ainda Chipre - e o "aviso" da Srª Merkl...


«Crise: Merkel avisa Chipre para não pôr à prova paciência da troika» do site "Notícias ao Minuto"
Ler o resto aqui:  http://www.noticiasaominuto.com/mundo/56509/merkel-avisa-chipre-para-n%c3%a3o-p%c3%b4r-%c3%a0-prova-paci%c3%aancia-da-troika

É inacreditável!... Isto não é uma mãe a avisar o filho irrequieto para ser obediente, senão não tem o chocolate. É uma madrasta megera a obrigar enteados a atirarem-se de uma ponte abaixo. Sim, porque estará bom de ver o que acontece de seguida: a corrida aos bancos por causa da taxação dos depósitos (sobretudo os que estarão muito acima dos tais 100 mil euros), levarão à fuga de capitais para a Suíça ou para onde puderem, até para fora da Europa. Não é preciso ser-se economista para se perceber isso. Parece ser a tal estratégia de se matar o doente com a "cura", como por cá também se tem feito - e parece que o Gasparinho das Finanças até já voou para Chipre para ver como é que se está a fazer por lá, para, de seguida, se implementar a "receita" por cá...
Outra coisa se destaca deste "aviso" da Srª Merkl: é quem está, verdadeiramente, por detrás das Troikas... Como temos dito aqui pela Aldeia, estas "troikas" são os novos exércitos de ocupação que substituem as divisões Panzer e as Luftwaffes de outrora. E, como é óbvio, um exército não age por si próprio. Havia dúvidas sobre quem mandava? - Os cipriotas já o perceberam há uns dias, quando mostraram a fotografia da Srª a preto e branco, com um característico bigodinho (que não era o do Charlot).

quarta-feira, 20 de março de 2013

Ainda o caso Cipriota... e o que daí decorre

Pela amostra do caso cipriota, percebe-se o que "eles" (as eminências pardas por detrás disto tudo) pretendem fazer:

1 - forjaram a "crise" para amarrarem governos e pessoas, forçando a entrada dos novos exércitos de ocupação: os soldados da Troika, de fatinho e gravata e pastinha onde trazem as suas "bombas";

2 - dão uns trocos para "sobrevivência" de governos (que transformam em fantoches) e países (que o são cada vez menos, destituídos de soberania), mas a troco do: "agora tem de ser assim!..."

3 - vêm as regras: desmantelar todo o sistema público (enfraquecendo ainda mais os Estados, esvaziando-os, com aquela do "quanto menos Estado, melhor Estado") entregando os serviços todos aos privados; por outro lado, empobrecer cada vez mais as pessoas, mandando-as para o Desemprego, Fome e Desespero, para depois terem mão-de-obra barata disponível; sacarem o mais possível do lado do trabalho, para o entregarem à banca, com o argumento de que se sistema financeiro falha vem tudo abaixo - o papão da "bancarrota"....

4 - dentro da estratégia de empobrecimento, uma bancarrota até podia acelerar o processo - se estoirar o Euro, isso não é grande problema para quem manda (a Alemanha) - pois tem já os seus objectivos políticos de domínio bem conseguidos (ver o nosso post anterior);

5 - No caso cipriota, um tal de Jörg Asmussen (decerto descendente daqueles vikings que já há mil anos andavam a pilhar as costas da Europa até ao Mediterrâneo), o qual é Administrador do Banco Central Europeu, deu ao "escolher" ao responsável cipriota entre Bancarrota e.... naturalmente, Bancarrota! - ou seja, ou aceitavam o saque aos depósitos dos cipriotas ditado pela troika deles, e aí o BCE dava uns trocos, tipo mais uma garrafita de soro ao paciente em estado terminal, ou então, não davam nada, e era a tal Bancarrota. Temos para nós que, nos dois cenários vai dar ao mesmo, com a diferença de, no 1º caso, ser uma "bancarrota natural": se as pessoas se sentirem roubadas, retiram o dinheiro dos bancos (os pobres para baixo do colchão, e os ricos para as contas na Suiça) e os bancos vão à vida; no 2º caso, o que o sr. Asmussen disse é que, se não aceitam, nós tiramos-vos já o tapete de debaixo dos pés e isto vem tudo abaixo  - Ora, afinal julgávamos que o BCE existia para salvar a economia europeia, salvando economias de países membros (mesmo sendo eles pequeninos), protegendo-os e ajudando-os a recuperar, tipo um instrumento de coesão da tal propalada "união económica e monetária" e que a dado passo se pretendia até política. Afinal, caíu a máscara: essas tenebrosas instituições (de engorda de alguns) existem apenas como instrumentos de execução de políticas ditadas pelo neoliberalismo imperante no sentido do empobrecimento das massas para melhor serem exploradas (a tal "competição" na base dos baixos salários - se fôr só pela malga do caldo, melhor ainda - propalada pelos Belmiros e quejandos).

E, para verem a hipocrisia destes senhores, a sua dupla face, em privado (com a frieza das ameaças e dos números) e em público (com o disfarce discursivo), tendo por base o caso cipriota, ora vejam aqui:

Quem decidiu o quê na reunião sobre Chipre: http://expresso.sapo.pt/o-que-se-disse-na-reuniao-do-eurogrupo-sobre-o-resgate-do-chipre=f794448  [clicar sobre o link]

Os cipriotas parece terem escolhido a opção de os mandar às urtigas, mais a sua lei de exacção sobre os depósitos. Obviamente vão pagar por isso. Mas, se calhar, mais vale sermos como umas Albânias (do tempo do camarada Enver Hoxa) fora dessa Europa "deles" e do sistema capitalista "deles", tipo, pobrezinhos mas honrados e, sobretudo, sem Senhores, do que vivermos como escravos subservientes, a quem os BCE's e os FMI's dão umas esmolitas, de vez em quando, a troco de aceitarmos os seus "diktats", cujo objectivo último já sabemos qual é....

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O que eles dizem....

Pois. Agora dizem "que falhou". Das duas uma:  1- ou há PSD's (e CDS's) ingénuos, que acreditavam piamente nas virtualidades do "mercado" e nas suas miraculosas capacidades de auto-regulação, o que seria bom para o conjunto da sociedade, liberta assim do peso de impostos para custear uma máquina "parasitária" - o Estado - os mesmos que, agora, face ao mau resultado da coisa (ou do incêndio causado pelos aprendizes de feiticeiro), concluindo isso, se vêm penitenciar (alguns desses, mais autênticos, entregaram já o cartão do partido); 2 - ou então há PSD's (e CDS's) cínicos, que embora sabendo que o resultado pretendido era esse, tentam agora disfarçar um bocado, tentando dizer, "prontos, já chega, já temos um bom nº. de desempregados para aproveitar como mão-de-obra barata, vamos parar por aqui".  - Só que isto é uma bola de neve e um rolo compressor que entrou em roda livre e não vai parar, porque os Silva Penedas deste país, estão reféns, como os coelhotes e outros, da garra dos senhores dos bancos (que continuam a apresentar lucros chorudos e a reaver as casas para as quais "emprestaram" o dinheiro, depois de já terem mamado juros pingues entretanto), e estes só se contentarão quando a tugalândia fôr um imenso antro de mendigos "sem-abrigo"...  - É a "tábua raza" sobre a qual procurarão edificar o seu "admirável mundo novo", o da escravidão moderna (ver documentário "A Servidão Moderna" que anda no Youtube e que também já aqui postámos).

A propósito, veja-se agora (no "Diário Económico" de hoje) a AUTOCRÍTICA deste "aparatchick" laranja, mais um a pedir um tratamento à islandesa:
 
«Diz Silva Peneda:
Crise demonstra que a experiência neoliberal fracassou
O presidente do Conselho Económico e Social (CES), Silva Peneda, disse hoje que uma das lições a tirar da crise é que a experiência neo-liberal fracassou, sendo necessário privilegiar o investimento produtivo e reestruturar o sistema financeiro.
Silva Peneda, que falava na conferência "Global Compact Network Portugal" sobre a responsabilidade social das empresas, sublinhou a importância da dimensão ética, cujo afastamento no setor financeiro levou à crise.
Segundo o presidente do CES, a situação atual é exemplo de como, "com a ausência de princípios éticos, um setor pode arrastar milhares de empresas e cidadãos para um mundo de dificuldades".
Para Silva Peneda, há lições a tirar "desta crise perfeita, em que os consumidores não consomem, os produtores não produzem, as financeiras não financiam e os trabalhadores não têm trabalho".
O presidente do CES é perentório a afirmar que "a época da experiência neo-liberal fracassou e a suposta auto-regulação do mercado é apenas uma teoria sem qualquer correspondência com a realidade, porque o mercado não é capaz por si só de se auto-regular e daí que a intervenção dos poderes e das políticas públicas seja decisiva".
Por outro lado, reconhece que "foi excessivo o papel desempenhado pelo setor financeiro nos últimos tempos, sendo o principal responsável pela situação gerada e por isso deve ser restruturado, tornando-o mais transparente e ao serviço da economia real".»

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

PELOURINHO: ainda sobre o FDP Ulrich

Ainda sobre o tal de Ulrich, para acabar o assunto (por enquanto, e até nova grulhidela do dito), aqui vos deixamos - no pelourinho, que era onde antigamente se afixavam editais, além de se amarrarem os prevaricadores - este magnífico texto de Alice Brito (que não conhecemos, pois a Aldeia é grande, mas que tem toda a razão).
E, curiosamente, as comparações com Auschwitz também já por cá andaram (cá pela Aldeia), o que significa que mais pessoas estão a chegar à mesma conclusão:

A RAIVA DE TODOS NÓS CONTRA OS CÍNICOS DESTE PAÍS

"Sei que a raiva não é boa conselheira. Paciência. Aí vai.

Havia dantes no coração das cidades e das vilas umas colunas de pedra que tinham o nome de picotas ou pelourinhos. Aí eram expostos os sentenciados que a seguir eram punidos com vergastadas proporcionais à gravidade do seu crime. Essa exposição tinha também por fim o escárnio popular.

Era aí que eu te punha, meu glutão.

Atadinho com umas cordas para que não fugisses. Não te dava vergastadas. Vá lá, uns caldos de vez em quando. Mas exibia-te para que fosses visto pelas pessoas que ficaram sem casa e a entregaram ao teu banco. Terias de suportar o seu olhar, sendo que o chicote dos olhos é bem mais possante que a vergasta.

Terias, pois, de suportar o olhar daqueles a quem prometeste o paraíso a prestações e a quem depois serviste o inferno a pronto pagamento.

Daqueles que hoje vivem na rua.

Daqueles que, para não viverem na rua, vivem hoje aboletados em casa dos pais, dos avós, dos irmãos, assim a eito, atravancados nos móveis que deixaram vazias as casas que o teu banco, com a sofreguidão e a gulodice de todos os bancos, lhes papou sem um pingo de remorso.

Dizes com a maior lata que vivemos acima das nossas possibilidades. Mas não falas dos juros que cobraste. Não dizes, nessas ladainhas que andas sempre a vomitar, que quando não se pagava uma prestação, os juros do incumprimento inchavam de gordos, e era nesse inchaço que começava a desenhar-se a via-sacra do incumprimento definitivo.

Olha, meu estupor, sabes o que acontece às casas que as pessoas te entregam? Sabes, pois… São vendidas por tuta e meia, o que quer dizer que na maior parte dos casos, o pessoal apesar de te ter dado a casa fica também com a dívida. Não vale a pena falar-te do sofrimento, da vergonha, do vexame que integra a penhora de uma casa, porque tu não tens alma, banqueiro que és.

Tal como não vale a pena referir-te que os teus lucros vêm de crimes sucessivos. Furtos. Roubos. Gamanços. Comissões de manutenção. Juros moratórios. Juros compensatórios, arredondamentos, spreads, e mais juros de todas as cores. Cartões de crédito, de débito, telefonemas de financeiras a oferecerem empréstimos clausulados em letrinhas microscópicas, cobranças directas feitas por lumpen, vale tudo, meu tratante. Mesmo assim tiveste de ser resgatado para não ires ao fundo, tal foi a desbunda. E, é claro, quem pagou o resgate foram aqueles contra quem falas todo o santo dia.

Este país viveu décadas sucessivas a trabalhar para os bancos. Os portugueses levantavam-se de manhã e ainda de olhos fechados iam bulir, para pagar ao banco a prestação da casa. Vidas inteiras nisto. A grande aliança entre a banca e a construção civil tornavam inevitável, aí sim, verdadeiramente inevitável, a compra de uma casa para morar. Depois os juros aumentavam ou diminuíam conforme era decidido por criaturas que a gente não conhece. A seguir veio a farra. Os bancos eram só facilidades. Concediam empréstimos a toda a gente. Um carnaval completo, obsessivo, até davam prendas, pagavam viagens, ofereciam móveis. Sabiam bem o que faziam.

Na possante dramaturgia desta crise entram todos, a banca completa e enlouquecida, sendo que todos são um só. Depois veio a crise. A banca guinchou e ganiu de desamparo. Lançou-se mais uma vez nos braços do estado que a abraçou, mimou e a protegeu da queda.

Vens de uma família que se manteve gloriosamente ricalhaça à custa de alianças com outros da mesma laia. Viveram sempre patrocinados pelo estado, fosse ele ditadura ou democracia. Na ditadura tinham a pide a amparar-vos. Uma pide deferente auxiliava-vos no caminho. Depois veio a democracia. Passado o susto inicial, meu deus, que aflição, o povo na rua, a banca nacionalizada, viraram democratas convictos. E com razão. O estado, aquela coisa que tu dizes que não deve intervir na economia, têm-vos dado a mão todos os dias. Todos os dias, façam vocês o que fizerem.

Por isso falas que nem um bronco, com voz grossa, na ingente necessidade de cortes nos salários e pensões. Quanto é que tu ganhas, pá?

Peroras infindavelmente sobre a desejável liberalização dos despedimentos.

Discursas sem pejo sobre a crise de que a cambada a que pertences é a principal responsável.

Como tu, há muitos que falam. Aliás, já ninguém os ouve. Mas tu tinhas que sobressair. Depois do “ai aguenta, aguenta”, vens agora com aquela dos sem-abrigo. Se os sem-abrigo sobrevivem, o resto do povo sobreviverá igualmente.

Também houve sobreviventes em Auschwitz, meu nazi.

É isso que tu queres? Transformar este país num gigantesco campo de concentração?

Depois, pões a hipótese de também tu poderes vir a ser um sem-abrigo. Dizes isto no dia em que anuncias 249 milhões de lucros para o teu banco. É o que se chama um verdadeiro achincalhamento.

Por tudo isto te punha no pelourinho. Só para seres visto pelos milhares que ficaram sem casa. Sem vergastadas. Só um caldo de vez em quando. Podes dizer-me que é uma crueldade. Pois é. Por uma vez terás razão. Nada porém que se compare à infinita crueldade da rapina, da usura que tu defendes e exercitas.

És hoje um dos czares da finança. Vives na maior, cercado pelos sebosos Rasputines governamentais. Lembra-te do que aconteceu a uns e ao outro."
 
por: Alice Brito

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A União Europeia - Essa Grande Meretriz Concorrencial

Corre à boca cheia, que os estaleiros navais de Viana do Castelo terão de fechar e adivinhem porquê? simples:   Parece que o Estado, numa tentativa de salvar postos de trabalho, know-how, elevar a auto estima, não lançar famílias para o desespero da sobrevivência, salvaguardar a saúde mental e  a indigência económica de uma região, parece que injetou dinheiro na empresa.
E O QUE DIZ A U.E.?
- esta decisão não respeita as leis da concorrência!!!
BPP, BPN, ABN AMBRO, PARIBAS, LLOYD`S... etc e outros tantos, receberam mais e mais dinheiro...
E O QUE DIZ A U.E.?
- esta decisão é essencial. temos de continuar!!!
Ora então, quando se ajuda quem é realmente produtivo, leva um castigo; quando ajudamos especuladores levamos um rebuçado.



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Um secreto desejo....

Cá pela aldeia todos sabemos que os politicóides que julgam que mandam ("eu é que sou o prresidente da junta!" ou "eu é que sou o primeiro ministro" - vai dar igual), na verdade não mandam nada. Sempre houve uns "sombras" que são os verdadeiros teóricos do(s) regime(s). E, apesar do anonimato dessas coisas abstractas, tipo "mercados", há alguns que, como o caracol, de vez em quando botam os corninhos ao sol. São aqueles a quem os comunas cá da aldeia (no tempo em qua ainda havia aldeia e comunas nela), chamavam os "capitas". Ora um destes capitas, de apelido alemão como convém (a velha nobreza vinha dos visigodos, tal como a grande burguesia continua meia germânica ou de outro modo estrangeira), um tal de Ulrich, vem com esta "boutade" que se lêm em baixo.
Pois é, todos podemos acabar nesse nível sub-humano de sem-abrigo, sobretudo se se seguirem os princípios doutrinários desta gente, só que o "nós" que ele utiliza jamais se lhe aplicaria. Porque esta gente tem contactos e fortes pés-de-meia algures nas Suissas ou Holandas, ou sabe-se lá mais onde, para se safarem, mal vejam as coisas a dar para o torto. E quando um banco está para vir abaixo, como também já o sabemos, ameaça-se o povão com a hipótese de uma bancarrota para a seguir o "nacionalizarmos" (são as únicas situações em que o capitalismo cede às "nacionalizações"), injecta-se-lhe o dinheiro do Estado (que é pago pelos patacôncios), safa-se a coisa, e a seguir muda-se-lhe o nome e arranja-se um gestor amigo e "com provas dadas" e está tudo resolvido (onde é que eu já vi este filme?).  Realmente, agora me lembro que do outro dia parece que vi o sr. dr. Oliveira e Costa a dormir no chão, debaixo de umas arcadas, embrulhado nuns cartões, algures em Lisboa, coitadinho!...
Enfim, o "nós" que este senhor utiliza, não se lhe aplica a ele e aos demais da sua casta, mas sim a mim e a si, caro amigo, aos que ainda vamos tendo um emprego e aos que estando já no desemprego ainda têm o magro subsídio que estes tipos almejam em cortar-lho, para nos porem todos a morrer à fome. Porque assim, estaremos então no ponto de rebuçado para trabalharmos depois todos para eles por tuta e meia, ou apenas pela malguinha de caldo!.... É o seu programa ideológico e o seu secreto desejo. Para isso é preciso a "tábua raza": "tudo para o desemprego e para a fome, que depois ficam mais mansos e humildes e até nos beijam a mão pelo caldinho"... como os antigos escravos de Roma. E eles, os novos patrícios (como os do século I), a gozar os rendimentos do trabalho dos escravos, algures nas suas termas e coliseus em grandes festanças. -  Ou seja, uma regressão de 2000 anos. Ora tomem lá:

Fernando Ulrich :"Se os sem abrigo aguentam, por que é que nós não?"
- por Ricardo Simões Ferreira


Fernando Ulrich, presidente do BPI Fotografia © Natacha Cardoso / Global Imagens
 
«O "patrão" do BPI decidiu hoje explicar a sua polémica (e famosa) declaração "Ai aguenta, aguenta", relativamente à questão de se o país aguenta mais austeridade. E fê-lo com uma frase igualmente polémica.
Foi no passado mês de outubro que Fernando Ulrich, presidente executivo do BPI, disse que Portugal aguentaria ainda mais austeridade. Hoje, esclareceu o que queria dizer, comparando a situação de cada cidadão à dos sem-abrigo.
Durante a conferência de apresentação dos resultados do banco, o banqueiro começou por dar o exemplo da Grécia:"Se os gregos aguentam uma queda do PIB de 25% os portugueses não aguentariam porquê? Somo todos iguais, ou não?", questionou, citado pela TVI24.
E depois chegou aos sem-abrigo: "Se você andar aí na rua e infelizmente encontramos pessoas que são sem-abrigo, isso não lhe pode acontecer a si ou a mim porquê? Isso também nos pode acontecer".

"E se aquelas pessoas que nós vemos ali na rua, naquela situação e sofrer tanto, aguentam, porque é que nós não aguentamos?", acrescentou. "Parece-me uma coisa absolutamente evidente", concluiu.»
 

domingo, 27 de janeiro de 2013

DIZ QUE... vai haver nova Manif. lá para dia 2/03...


Como é domingo, fumos à praça cá d'aldeia, e encontrámos colado no pelourinho mais um escrito com os dizeres que vão ao abaixo e que por ser berdade o que diz, aqui vo-lo deixamos e pensai em reclamar outra vez com esses troikos, lá pr'ó dia 2 de Março, a ber se nos oubem - que isto assim num pode cuntinuar, meus amigos!
A todos os Portugueses
Em Setembro, Outubro e Novembro de 2012 enchemos as ruas mostrando claramente que o povo está contra as medidas austeritárias e destruidoras impostas pelo governo e seus aliados do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu – a troika.
Derrotadas as alterações à TSU, logo apareceram novas medidas ainda mais gravosas. O OE para 2013 e as novas propostas do FMI, congeminadas com o governo, disparam certeiramente contra os direitos do trabalho, contra os serviços públicos, contra a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde, contra a Cultura, contra tudo o que é nosso por direito e acertam no coração de cada um e cada uma de nós. Por todo o lado, crescem o desemprego e a precariedade, a emigração, as privatizações selvagens, a venda a saldo de empresas públicas, enquanto se reduz o custo do trabalho.

Não aguentamos mais o roubo e a agressão.

Indignamo-nos com o desfalque nas reformas, com a ameaça de despedimento, com cada posto de trabalho destruído. Indignamo-nos com o encerramento das mercearias, dos restaurantes, das lojas e dos cafés dos nossos bairros. Indignamo-nos com a Junta de Freguesia que desaparece, com o centro de saúde que fecha, com a maternidade que encerra, com as escolas cada vez mais pobres e degradadas. Indignamo-nos com o aparecimento de novos impostos, disfarçados em taxas, portagens, propinas… Indignamo-nos quando os que geriram mal o que é nosso decidem privatizar bens que são de todos – águas, mares, praias, território – ou equipamentos para cuja construção contribuímos ao longo de anos – rede eléctrica, aeroportos, hospitais, correios. Indignamo-nos com a degradação diária da nossa qualidade de vida. Indignamo-nos com os aumentos do pão e do leite, da água, da electricidade e do gás, dos transportes públicos. Revolta-nos saber de mais um amigo que se vê obrigado a partir, de mais uma família que perdeu a sua casa, de mais uma criança com fome. Revolta-nos o aumento da discriminação e do racismo. Revolta-nos saber que mais um cidadão desistiu da vida.

Tudo isto é a troika: um governo não eleito que decide sobre o nosso presente condicionando o nosso futuro. A troika condena os sonhos à morte, o futuro ao medo, a vida à sobrevivência. Os seus objectivos são bem claros: aumentar a nossa dívida, empobrecer a maioria e enriquecer uma minoria, aniquilar a economia, reduzir os salários e os direitos, destruir o estado social e a soberania. O sucesso dos seus objectivos depende da nossa miséria. Se com a destruição do estado social a troika garante o financiamento da dívida e, por conseguinte, os seus lucros, com a destruição da economia garante um país continuamente dependente e endividado.

A 25 de Fevereiro os dirigentes da troika, em conluio com o governo, iniciarão um novo período de avaliação do nosso país. Para isto precisam da nossa colaboração e isso é o que não lhes daremos. Porque não acreditamos no falso argumento de que se nos “portarmos bem” os mercados serão generosos. Recusamos colaborar com a troika, com o FMI, com um governo que só serve os interesses dos que passaram a pagar menos pelo trabalho, dos bancos e dos banqueiros, da ditadura financeira dos mercados internacionais. E resistimos. Resistimos porque esta é a única forma de preservarmos a dignidade e a vida. Resistimos porque sabemos que há alternativas e porque sabemos que aquilo que nos apresentam como inevitável é na verdade inviável e por isso inaceitável. Resistimos porque acreditamos na construção de uma sociedade mais justa.

A esta onda que tudo destrói vamos opor a onda gigante da nossa indignação e no dia
2 de Março encheremos de novo as ruas. Exigimos a demissão do governo e que o povo seja chamado a decidir a sua vida.

Unidos como nunca, diremos basta

A todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós. A todas as organizações políticas e militares, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, colectividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós. De norte a sul do país, nas ilhas, no estrangeiro, tomemos as ruas!

QUE SE LIXE A TROIKA. O POVO É QUEM MAIS ORDENA!

ADENDA: A manifestação de 2 de Março será pacífica. As armas que levamos são as nossas vozes e a nossa presença. Não serão, pois, bem vindos ao protesto ou à página quaisquer apelos à violência. Demarcamo-nos por isso de comentários notoriamente racistas, xenófobos ou fascistas assim como de perfis com o propósito de insultar os participantes.

De Maria do Rosário Gama (APRe! - Aposentados, Pensionistas e Reformados)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O verdadeiro medo de existir...

 
Quando em Setembro de 2004 o filósofo José Gil escrevia as últimas linhas de um livrinho que muito vendeu sob o título "Portugal, Hoje. O Medo de Existir", ainda a procissão estava no adro. Eram ainda queixumes vagos e de barriga cheia, mais de índole filosófica, sobre um "medo de existir" genérico e difuso, por parte dos portugueses. Tratava-se de um tentame de análise da mentalidade tuga, ao longo dos tempos, sobretudo desde os tempos do Estado Novo, culminando no período em que o livro foi escrito, o breve "reinado" de Santana Lopes, que exageradamente o autor empolou muito mais do que a importância que lhe era devida. De permeio o período do que chamamos "o Grande Regabofe", que principia no "Enriqueci!" cavaquista (a expressão é de José Gil). Este interlúdio de aparente enriquecimento sem sustentação, relacionado com a última pataqueira - a dos dinheiros comunitários- gerou uma perplexidade a par de um certo deslumbramento, pelo que não se percebe muito bem onde andava então o medo. No capítulo intitulado  "De que é que se tem medo?", as respostasm não são bem claras. Parece que radica num medo atávico, ao Poder, um ingénuo "medo de não saber e de ser desmascarado", um "medo de ter medo", "medo de parecer ter medo, de parecer fraco, incapaz, ignorante, medíocre" (p. 80). Em última instância, era o velho medo de "falar", de "dizer" - a falta de liberdade de expressão, como se explana no capítulo sobre "O trauma português e o clima actual [2004]": "Mas tratar-se-á realmente de terror, ou mesmo de micro-terror, o que se passa na realidade actual da sociedade portuguesa?" - para depois glosar um caso que hoje já ninguém lembra, de umas certas pressões políticas sobre um canal privado de televisão por causa de umas diatribes do comentarista Marcelo Rebelo de Sousa, o que o levaram a demitir-se do cargo. Depois disso já houve as pressões de Sócrates sobre jornalistas, de Relvas idem, aspas, aspas... - sem que isso tirasse, de facto, o sono aos portugueses.
 
Vale a pena reler o livro, sobretudo para se perceber a trajectória que a Tugalândia tomou, até ao Medo a sério, o Terror a sério, em que vivemos. Este é bem menos prosaico e teórico. É real. É o medo de se perder o emprego, de se morrer à fome. É o medo de se ser assaltado, roubado e agredido. É o medo do idoso poder ser despejado do Lar que a reforma já não dá para pagar e que os filhos também não podem (ou não querem) pagar. É o medo de não se ter dinheiro para acabar o curso. É o medo de perder a casa e poder ter de ir de domir para a rua, sob uns cartões. É o medo que o desespero possa levar à loucura e ao suicídio.
 
Vale ainda a pena reler o livro, por alguns diagnósticos, ou melhor, constatações, que estão na raiz do problema, como por exemplo este parágrafo da pág. 72:
"A entrada de Portugal na União Europeia - de dentro para fora - processa-se, pois, através de mil ambiguidades. No meio da grande perturbação actual [2004] que a destruição do país arcaico provoca, agarramo-nos a automatismos afectivos, à tentação da corrupção (esperteza) por velhos hábitos de impunidade de classe, à inércia, ao compadrio (vestígios degenerados da antiga democracia afectiva), enfim não já ao familiarismo, que explodiu como meio envolvente, mas à família desfeita ainda pertinente como ideal imaginário que se remenda todos os dias com a ajuda de psiquiatras, psicólogos, psicanalistas" [isto era naquela altura, pois hoje já não há dinheiro para estes luxos de idas a psi's].
 
- Em suma, o que o autor não diz, mas nós intuímos, a diferença dramática desta Crise relativamente às crises do passado é que perdemos a rectaguarda que era a Aldeia, a real e a metafórica: da aldeia vinham as batatas, a hortaliça, o azeite, o queijinho e o salpicão, quando havia dificuldades na urbe. Só que agora os velhotes morreram ou estão no Lar de Terceira Idade, entrevados, e essa rectaguarda acabou. Como acabou a rectaguarda desse apoio afectivo, a Família.  E, perante o choque, desaprendida a agricultura e esquecidos os caminhos da Aldeia, estamos sós, órfãos e indefesos, perante uma besta-fera avassaladora que a cada momento nos pode devorar e a outros já devorou. Afinal, concluímos, eram de papel os sonhos e as promessas da mítica Europa e da aldeia global, perdemo-nos no virtual, deixámos a terra, perdemos o chão e ficámos sem nada.
Será ainda possível reaprender os caminhos da Aldeia real, a que tinha cheiros e aromas (do fumo da lareira, do estrume, das estevas e das urzes)? - E será que, depois, as troikas, os FMI's e Bróxelas, nos permitem plantar uma couve ou criar uma pita e um reco sem nos espremerem com impostos e com ASAE's??
 
Ti Zé da Aldeia

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

DIZ QUE.... há alternativas para os cortes, sem lixar sempre os do costume!...

«DIZ QUE...»
- É esta uma expressão muito aldeã, quando se pretendia reproduzir o que por aí se dizia (sobretudo mexericos), mas vincando que não era da lavra do emissor, a pessoa ela própria. Assim o faremos quando aqui postarmos algumas coisas que, não sendo de nossa lavra, fomos pescar à "net" (dessas coisas que se repassam por mail, ou então retiradas da blogosfera, devidamente citadas, se se conhecer o autor).
Do texto que se segue não conhecemos autor, mas suspeitamos que seja do Manuelinho de Évora. Se não fôr, ele que se queixe. Aqui fica à mesma, realçando que não chegámos a fazer as contas que aqui se apresentam, mas que acreditamos que estejam certas (o Manuelinho, apesar de meio tolo, era bom aluno a matemática):

Querem melhor receita para sobrevivermos a 2013 ?!...

PROPOSTAS DE ALTERNATIVA à austeridade, que tudo está a mirrar, isto no que toca a CORTE DE DESPESA nas ditas gorduras.

Por isso:
- Reduzam 50% do Orçamento da Assembleia da República e vão poupar +- 43.000.000,00€
- Reduzam 50% do Orçamento da Presidência da República e vão poupar +- 7.600.000,00€
- Cortem as Subvenções Vitalícias aos Políticos deputados e vão poupar +- 8.000.000,00€
- Cortem 30% nos vencimentos e outras mordomias dos políticos, seus assessores, secretários e companhia e vão poupar +- 2.000.000.00€
- Cortem 50% das subvenções estatais aos partidos políticos e pouparão +- 40.000.000,00€.
- Cortem, com rigor, os apoios às Fundações e bem assim os benefícios fiscais às mesmas e irão poupar +- 500.000.000,00€.
- Reduzam, em média, 1,5 Vereador por cada Câmara e irão poupar +- 13.000.000,00€
- Renegociem, a sério, as famosas Parcerias Público Privadas e as Rendas Energéticas e pouparão + 1.500.000.000,00€.

Só aqui nestas “coisitas”, o país reduz a despesa em mais de 2 MIL e CEM MILHÕES de Euros.

Mas nas receitas também se pode melhorar e muito a sua cobrança.

- Combatam eficazmente a tão desenvolvida ECONOMIA PARALELA e as Receitas aumentarão mais de 10.000.000.000,00€
- Procurem e realizem o dinheiro que foi metido no BPN e encontrarão mais de 9.000.000.000,00€
- Vendam 200 das tais 238 viaturas de luxo do parque do Estado e as receitas aumentarão +- 5.000.000,00€
- Façam o mesmo a 308 automóveis das Câmaras, 1 por cada uma, e as receitas aumentarão +- 3.000.000,00€.
- Fundam a CP com a Refer e outras empresas do grupo e ainda com a Soflusa e pouparão em Administrações +- 7.000.000,00€

Nestas “coisitas” as receitas aumentarão cerca de VINTE MIL MILHÕES DE EUROS, sendo certo que não se fazem contas à redução das despesas com combustíveis, telemóveis e outras mordomias, por força da venda das viaturas, valores esses que não são desprezíveis.
Sendo assim, é ou não possível, reduzir o défice, reduzir a dívida pública, injetar liquidez na economia, para que o país volte a funcionar?

Há, ou não HÁ, alternativas?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A vontade política, ou a falta dela

Para o povo que está por Lisboa, e para os que têm possibilidade de lá dar um saltinho, como quem diz, fica a sugestão: 21, 22 e 23 de Janeiro o espaço colectivo Unipop vai promover um seminário dedicado à vontade política.
Nos últimos anos, especialmente com a explosão da crise económica e financeira, assistiu-se, a nível global, à intensificação de um vasto conjunto de lutas políticas e sociais. O problema da subjectividade, nomeadamente o da emergência de um sujeito colectivo da política, volta a colocar-se, desse modo, através da mobilização em larga escala para gestos de resistência e proposta, de indignação, e de reflexão programática sobre cenários mais ou menos difusos de mudança.
Se é verdade, por um lado, que este fenómeno se pode deixar entender à luz de uma alteração do paradigma pelo qual temos, até agora, pensado a política, parece também certo, por outro, que estas lutas são muitas vezes reconduzidas a uma filosofia política clássica, assente em categorias como «organização», «programa», «poder», «estado» ou «objectivos». Neste quadro, a categoria de «vontade» ganha uma nova relevância teórica, encontrando-se no centro de alguns dos mais importantes debates filosóficos actuais à volta da política.
Verifica-se, assim, no plano da produção teórica, uma recuperação da ideia de «vontade», bem como da tradição do voluntarismo político associado a figuras como Gramsci, Lenine ou Franz Fanon, enquanto elementos indispensáveis para pensar a subjectividade política. Esta é a proposta de Peter Hallward.
Por outro lado, temos assistido, nas últimas décadas, à ontologização de alguma filosofia política que, precisamente, questiona essa mesma concepção de vontade, e que vem no seguimento de uma longa linhagem crítica desta categoria, que se foi desenvolvendo ao longo do século XX, e que podemos de modo excessivamente simplista, arrumar em duas tendências: a crítica heideggeriana da vontade, que se prolonga em Hannah Arendt e tem hoje em Giorgio Agamben, porventura, o seu representante mais notório; a linhagem espinosana e deleuziana, que podemos encontrar, por exemplo, em François Zourabichvilli.
O carácter por vezes abstracto da formulação teórica não nos deve enganar: o que está em jogo é a discussão à volta do modo como a resistência e a luta se podem pensar no aqui e no agora, e como é que o podemos fazer sem repetir os erros do passado.
Neste seminário intensivo propomos aprofundar este debate através das suas linhas de tensão, a partir da leitura conjunta de uma selecção de textos.
Propomos, nesse sentido, os seguintes textos para discussão nas sessões:


· André Barata, «Prefácio», Primeiras Vontades – da liberdade política para tempos árduos, 2012;

· V. I. Lenine, Que Fazer?, 1902;

· François Zourabichvili, «Deleuze e o possível (do involuntarismo em política)», 1995;

· Peter Hallward, «Communism of the Intellect, Communism of the Will», 2009;

· Giorgio Agamben, «Le due ontologie, ovvero come il dovere è entrato nell'etica», Opus Dei: Archeologia dell'ufficio, Homo sacer II 5, 2012.

Datas: Dias 21, 22 e 23 de Janeiro, das 18h às 20h

Organização: UNIPOP

Coordenação: André Barata, André Dias, Miguel Cardoso

Apoio: «Seu Vicente» Residências Artísticas, c.e.m (centro em movimento), Câmara Municipal de Lisboa

Local: «Seu Vicente» Residências Artísticas (Rua da Boavista, n.º 46 – 1.º, Lisboa – http://t.ymlp254.net/wqaxawesyafauqeatauhyqw/click.php, localização aqui)

A frequência do seminário é livre, mas pede-se aos interessados que efectuem uma inscrição prévia, enviando um e-mail com o nome para cursopcc@gmail.com.

Lugares limitados.

No final do seminário será emitido um certificado de frequência.

André Barata é Doutor em Filosofia Contemporânea e professor da Universidade da Beira Interior, com publicações nas áreas da Psicologia Fenomenológica e da Filosofia Política.

André Dias é doutorando em Ciências da Comunicação/Cinema na Universidade Nova de Lisboa. Investiga as relações entre cinema e filosofia política. Organizou uma conferência sobre biopolítica e traduziu Giorgio Agamben.

Miguel Cardoso é doutorando em Literatura Inglesa em Birkbeck College, University of London.

A Unipop é um colectivo de Lisboa constituído em 2007 com o objectivo de disseminar o pensamento crítico e a prática militante para lá dos limites do circuito académico e da política institucional e de abrir novos espaços onde o capitalismo contemporâneo possa ser sujeito à análise e à intervenção política.