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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Ainda o Burro da Tugalândia....

Este rapaz, um tal de André de Macedo, às vezes lá diz algumas acertadas; mas outras vezes descamba. Nesta do burro, começa bem, mas depois de dar umas no cravo, lá lhe saltou o martelo para a ferradura, não fora mais um desses jovens "inconomistas" (quando ouço falar em inconomia e finanças, puxo logo da minha pistola!) da moda, nas ilhargas do neoliberalismo imperante.
Todo o paleio está muito giro, mas, no fim, não se percebe se o rapaz defende ou não a existência dos estaleiros de Viana do Castelo (pois que com a estória do burro é aí que quer chegar). Parece que é contra o "chubchídio", ok, tudo bem. Na lógica neoliberal, de anti-shubchídiodependência, tudo o que não der lucro não deve existir; mas depois diz que temos umas grandes milhas marítimas e até tínhamos capacidade para ter não sei quantos estaleiros... E então porque não temos? De quem é a culpa? dos grandes empresários tugas, que não têm capacidade para os montar e manter (sem chubchídio)? dos malandros dos operários que só querem direitos e privilégios? da crije que determina que não haja encomendas? - não sei, porque não sou "inconomista", mas em vez de mandar meia-dúzia de patacoadas meias neoliberais, gostava que estas pitonisas que escrevem nas páginas "inconómicas" de certos jornais, nos esclarecessem.... Porque para mandar bitaites para o ar, tipo treinadores de bancada, não precisamos de ter altos cursos de... Inconomia.

Aqui vos fica:

«O burro não sabe nadar

por ANDRÉ MACEDO

Quando Manuel Pinho era o inquilino do Ministério da Economia pediu um estudo para entender como os mercados olhavam para Portugal. Não seria preciso ir tão longe para chegar às conclusões apresentadas, mas as que foram entregues revelaram algum humor. À pergunta "a que animal associa Portugal?", a maioria respondeu: o burro. Poderia ter sido o touro, podia ter sido a sardinha, mas foi o burro, como também foi o jumento que fez capa no New York Times há uns dias.

É evidente que já não nos devíamos inquietar com estas coisas. O jumento mirandês é um bicho simpático que ajuda a interromper a rotina tipográfica do jornal e é, digamos, muito fofinho, além de até ser um bom postal para os turistas. É muito local e funny e até ecofriendly. Não entendo, por isso, a reação à capa do Times: temos de admitir que a metáfora é zoologicamente certeira. Portugal é um país velho (antigo), desgastado (cansado da austeridade) e mais dependente do que nunca de subsídios europeus para sobreviver - juros amigos, bónus da PAC e outros programas recheados de acrónimos para que ninguém os fiscalize.

O jumento mirandês é apenas o resultado peludo desta política europeia, a mesma que levou à falência a agricultura e as pescas nacionais, mas que ainda tem mesada para atirar uns milhões para o jumento ou para a coruja dos Alpes. Na verdade, tudo isto é apenas a expressão de uma rede de lóbis que leva o que pode. Numas vezes usa os bichos para encher a carteira, noutras os sindicatos. A este propósito é muito significativo o escândalo da UGT espanhola, que usou fundos destinados à formação profissional para oferecer malas de pele - que mandou copiar a uma empresa de Madrid - e fabricar na China.

Apesar de tudo isto, os países ainda fazem mais batota. Os Estaleiros de Viana, por exemplo, que agora provocam lágrimas de indignação - 500 anos depois ainda não enterrámos os Descobrimentos - , são um exemplo de dinheiro público despejado durante anos sob forma de auxílios ilegais a uma companhia que, paradoxalmente, acabou por ficar sem incentivo para competir. Se há subsídio, não é preciso dar lucro, não é? Que os governos façam isto já não espanta ninguém; mas o ponto é outro.

Portugal tem tudo para exibir uma indústria naval rentável. Tem conhecimento e marca. Tem uma zona económica marítima sem paralelo: é a quinta maior do mundo e tem 18 vezes a sua superfície terrestre. Podia ser o país dos estaleiros navais, da investigação e do conhecimento do mar. E no entanto não o é, apesar de o Estado ter sido durante anos um business angel dos diabos: pagou a aventura e não reclamou. Mas esses dias já eram. Convenhamos: nem tudo é Estado social. Os Estaleiros de Viana e os seus navios não o são certamente, apesar de o circo destes dias à volta do assunto ser very tipical de um país que vai de cavalo para burro.»
 


domingo, 27 de outubro de 2013

E você, sabe o que é a "obsolescência programada"?

Enviado por um amigo da Urbe, a quem agradecemos, aqui vos fica, para ver e reflectir no vosso serão de Domingo:

 
Clicar sobre o botão > para visualizar o documentário; depois clique no canto inferior direito,
no rodapé do rectângulo de visualização, para expandir o écran.
 
***
Nota do Ti Zé: apenas acrescentamos que o grande historiador A. Toynbee já tinha concluído que a Civilização Ocidental era suicida, na medida em que se baseava no consumismo infinito, o que levaria ao esgotamento de recursos e destruição da paisagem e dos ecossistemas.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Autor de 'Austeridade' diz que cortes em Portugal são inúteis

Talvez fosse necessário refrear a Era do Consumismo. Era seguramente necessário moralizar o sistema, acima de tudo eliminando a corrupção, fuga ao fisco, etc. (só que os prevaricadores são precisamente os tais chico-espertos ligados ao "empresarismo", incensados como "empreendedores", novos deuses do Capitalismo).
Todavia, esta "receita" híper-neoliberal que visa apenas o empobrecimento das massas para melhor as explorar, reeditando o velho esclavagismo (que, sabemos hoje - vd. jornal Público - atinge milhões ao nível planetário, com especial incidência numa dessas "economias emergentes", a saber, a Índia).
Há anos que defendo que se configura no horizonte uma nova Idade Média. Todos se riam, pois que não passo de um pobre pastor de aqui de atrás das fragas... Mas, pelos vistos, um categorizado catedrático de economia (M. Blyth) de uma universidade americana (felizmente há mais mundo para além da univ, de Chicago - ou antes: "para chi cago!"...), vai mais longe: denuncia que estes tipos que mandam no mundo querem levar-nos mesmo um pouco mais para trás: para a IDADE DA PEDRA!!!...
Ok, cá pela Aldeia, voltaremos a trocar ovos por batatas, e pitas por borregos, e que se lixe o dinheiro!... . que o metam (banqueiros e afins) todo no C*...

Aqui vos fica:

Fonte: Lusa  - 14:22 - 18 de Outubro de 2013


"[Os cortes orçamentais] São totalmente inúteis. O problema é a forma como os bancos portugueses e a economia portuguesa estão agarrados a um sistema monetário que tem um banco central mas não dispõe de um sistema de coleta de impostos (a nível Europeu) capaz de resolver o problema. Podem espancar a despesa pública portuguesa até a rebaixarem a 'níveis neolíticos'. É como instalar uma instituição bancária na Idade da Pedra. Não resolve o problema. O que estão a fazer é totalmente inútil", disse à Lusa Mark Blyth a propósito dos cortes orçamentais anunciados pelo Governo português.

O escocês Mark Blyth, professor de Economia Política no departamento de Ciência Política da Universidade de Brown, em Providence, Estados Unidos, é autor do livro "Austeridade -- uma ideia perigosa" em que defende que as medidas drásticas não são adequadas para a solução da crise económica.
"Quando tudo começou a arrebentar em 2007 e 2008 ficámos a saber tudo sobre as fragilidades das economias do sul da Europa, mas também sobre o elevado nível de endividamento do sistema bancário e que esteve escondido durante mais de uma década", disse o académico, sublinhando que as medidas impostas pelos governos dos países expostos à crise não fazem sentido porque apenas servem o sistema bancário em crise.
"O que são necessárias são políticas - caso contrário - a mobilidade laboral vai tentar afastar o problema justificando-a como uma medida económica afastando as pessoas com qualificações que simplesmente vão abandonar os países. E depois quem paga os impostos?", questiona Mark Blyth, recordando que na Irlanda milhares de académicos já abandonaram o país.

Para o professor de Economia Política, pressionar o sistema com austeridade "como se fosse um estilo de vida" só pode dar maus resultados e a crise não pode ser solucionada enquanto se tenta resolver, "ao mesmo tempo", uma crise bancária "através de reformas governamentais, porque uma coisa não tem nada que ver com a outra".
"A austeridade é uma forma de deflação voluntária em que a economia se ajusta através da redução de salários, preços e despesa pública para 'restabelecer' a competitividade, que (supostamente) se consegue melhor cortando o Orçamento do Estado, promovendo as dívidas e os défices" (página 16), escreve Blyth no livro "Austeridade -- uma ideia perigosa", realçando que não se verificam à escala mundial casos que tenham sido solucionados com políticas de austeridade."Os poucos casos positivos que conseguimos encontrar explicam-se facilmente pelas desvalorizações da moeda e pelos pactos flexíveis com sindicatos (...) A austeridade trouxe-nos políticas de classe, distúrbios, instabilidade política, mais dívida do que menos, homicídios e guerra" (páginas 337-338), escreve o autor.

"Mas também é uma ideia perigosa porque o modo como a austeridade está a ser apresentada, tanto pelos políticos como pela comunicação social -- como o retorno de uma coisa chamada 'crise da dívida soberana' supostamente criada pelos Estados que aparentemente 'gastaram de mais' -- é uma representação fundamentalmente errada dos factos", defende Blyth.

Como alternativa, o autor da investigação defende a "repressão financeira" assim como um esforço renovado na coleta de impostos "sobre os mais ganhadores", a nível mundial, assim como a procura de riqueza que se encontra "escondida em offshores" e que os Estados "sabem" onde está.
"Na verdade, um novo estudo da Tax Justice Network calcula que haja 32 mil biliões de dólares, que é mais duas vezes o total da dívida nacional dos Estados Unidos, escondidos em offshores, sem pagar impostos" (página 358), conclui Mark Blyth no livro "Austeridade - A história de uma ideia perigosa" (editora Quetzal, 416 páginas).

Ler no original:

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Diz o abominável homem das Neves....

Agora o abominável das neves dedica-se a fazer futurologias piadéticas, num exercício desculpabilizador da classe política, e - conclusão de mente brilhante! - a culpa disto tudo, da crise ao resto, é deste povo de calaceiros... - conclusão típica de um "economista" super-neoliberal, para além de um dos bitaiteiros da nossa praça ao serviço do sistema:
 
«César das Neves "Todos os políticos faleceram a 1 de Agosto de 2013"
O economista João César das Neves alerta que “o mal” de Portugal “não vem do Governo mas do País” e adianta que “a solução da crise” passa “por cada um trabalhar mais e gastar menos”. Para o professor universitário, esta seria a conclusão do “morticínio de 1 de Agosto de 2013”, quando “subitamente faleceram todos os políticos nacionais”.»
 
 
Para conclusões brilhantes destas, não sei se é preciso um grande curso de Inconomia, com Doutoramentos e pós-doutoramentos. Acho que até ali o ti Manel das Couves também diz isso: "trabalhar mais e gastar menos"... - o problema é o que está no "pormeio" disso tudo, sr. doutor...
 
Mas, enfim, se cada político tem o povo que merece (como diz o das Neves), também sempre diremos que cada povo tem os Yetis que merece..,.. (a nós tocou-nos este!)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A NOVA IDADE MÉDIA

Sabem aqueles que nos conhecem, que há anos defendemos a teoria de que a Europa e o Ocidente iriam entrar numa nova Idade Média. Começámos a intuir o problema durante o tempo do Grande Regabofe (em Portugal, no final do Cavaquismo e durante o Gueterrismo), anos 90 do séc. XX, quando toda a gente batia palmas ao "Portugal de sucesso", à "nova Europa" pós-queda do Muro, e, depois ao fatídico €uro...  A verdade é que partimos de um aforismo popular (cá da Aldeia), segundo o qual, onde se tira e não se põe, acaba! O Povo sabia isso quando semeava o cereal e tinha anualmente de encher os celeiros. Deixou-se (aliás, matou-se) a Agricultura, como se desmantelaram as pescas (em Portugal), há muito que não há recursos minerais de jeito, não só em Portugal, como no resto da Europa.

No quadro global, estava-se a ver a emergência dos BRIC's (Brasil, Rússia, India e China), e a perda de influência da Europa e, consequentemente dos EUA. Todo o know-how foi transferido para algumas dessas paragens para melhor se aproveitar a mão-de-obra barata que lá havia. Acontece que eles aprenderam, começaram a "contrafazer" e vão comprando as "marcas", porque foram fazendo o seu próprio caminho de acumulação capitalista. Para cúmulo, a imigração e o multiculturalismo abriu as portas aos novos "bárbaros" que, não tarda nada, serão os "novos europeus" e ocidentais (se algum dia se "ocidentalizarem"). Ora, a Idade Média é exactamente o tempo que leva a barbárie a adaptar-se à Civilização.

Nunca pensámos que este processo decorresse de forma tão rápida... Pensámos que levaria uns 30 a 50 anos, mas tudo aconteceu em menos de 10.... Será que serão também agora mais rápidos os tais "mil anos sem um banho" que foram a outra Idade Média?

Já depois de vislumbrarmos o problema, nos anos 90, tivemos conhecimento de um livro do pensador francês Alain Minc, sobre essa ideia de uma nova Idade Média e de um Novo Feudalismo. Curiosamente, agora, um outro grande pensador francês, Serge Halimi, volta a insistir na expressão e no tema. - A História está (infelizmente) a dar-nos razão... E o que nós vimos a partir aqui d'aldeia, estas mentes lúcidas e brilhantes estão a vê-lo também a partir da Cidade das Luzes... Será que mais ninguém ainda o notou, a partir de Bruxelas, Berlin, Washington...

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Para reflexão, aqui fica, com a devida vénia do "Le Monde Diplomatique", jornal de pensamento de referência, que muito recomendamos:

Idade Média europeia

Será que as políticas económicas impostas pelo defesa do euro são ainda compatíveis com as práticas democráticas? A televisão pública grega foi criada depois do fim de uma ditadura militar. Sem autorização do Parlamento, o governo que executa em Atenas as imposições da União Europeia fez a escolha de a substituir por um ecrã negro. Antes de a justiça grega ter suspendido esta decisão, a Comissão de Bruxelas podia ter feito lembrar os textos da União segundo os quais «o sistema de audiovisual público nos Estados-membros está directamente ligado às necessidades democráticas, sociais e culturais de todas as sociedades». Mas preferiu caucionar o golpe, argumentando que este encerramento se inscrevia «no contexto dos esforços consideráveis e necessários que as autoridades estão a desenvolver para modernizar a economia grega».
Os europeus passaram pela experiência dos projectos constitucionais rejeitados por sufrágio popular e ainda assim homologados. Recordam-se dos candidatos que, depois de se terem comprometido a renegociar um tratado, o ratificaram sem que entretanto eles tivessem sido alterados numa vírgula sequer. Em Chipre, foram obrigados a sofrer uma levantamento autoritário em todos os seus depósitos bancários [1]. Agora foi ultrapassada mais uma etapa: a Comissão de Bruxelas lava as mãos da destruição dos media gregos que ainda não pertencem a armadores, desde que isso permita despedir imediatamente 2800 assalariados do sector público, que ela detesta desde sempre, e que permita cumprir os objectivos de eliminação de empregos ditados pela Troika [2] a um país em que 60% dos jovens estão no desemprego.
Esta obstinação coincide com a publicação pela imprensa norte-americana de um relatório confidencial do Fundo Monetário Internacional (FMI) que admite que as políticas postas em prática na Grécia desde há três anos se saldam por«fracassos flagrantes». Será este erro unicamente imputável a previsões de crescimento que foram maquilhadas? Sem dúvida que não. Segundo a descodificação feita pelo The Wall Street Journal de um texto que não podia ser mais palavroso, o FMI admite que «uma reestruturação imediata [da dívida grega]teria sido um negócio melhor para os contribuintes europeus, porque os credores do sector privado foram integralmente reembolsados graças a dinheiro que Atenas pediu emprestado. A dívida grega não foi reduzida, portanto, passou apenas a ser agora devida ao FMI e aos contribuintes da zona euro, em vez de o ser aos bancos e aos fundos especulativos» [3].
Assim, estes fundos livraram-se, sem perder um cêntimo, dos empréstimos que haviam feito a Atenas a taxas de juros astronómicas. Imagina-se que uma tal maestria na espoliação dos contribuintes europeus, em benefício dos fundos especulativos, confere uma autoridade particular à Troika para martirizar mais um pouco o povo grego. Mas, depois da televisão pública, não haverá ainda hospitais, escolas ou universidades que podiam ser fechados sem dificuldade? E não apenas na Grécia. Porque é este o preço a pagar para que toda a Europa entre na corrida triunfal para a Idade Média, não é?…
 
sexta-feira 5 de Julho de 2013

Notas

[1] Ler «A lição de Nicósia», Le Monde diplomatique – edição portuguesa, Abril de 2013.
[2] Constituída pela Comissão Europeia, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE).
[3] «IMF Concedes it Made Mistakes on Greece», The Wall Street Journal, Nova Iorque, 5 de Junho de 2013.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Eles comem tudo....

«Privatizações: Empresa de António Borges (já) 'comeu' mais de 300 mil ao Estado
DR
 
O Estado português já pagou, entre 1 de Fevereiro de 2012 e 1 de Fevereiro de 2013, mais de 300 mil euros à empresa ABDL Lda., que pertence ao economista e consultor do Governo para as privatizações, António Borges. O contrato que a mesma empresa tem com a estatal Parpública vale, adianta o jornal i, 25 mil euros por mês.» - do site "Notícias ao Minuto".
 
Ver o resto aqui:  
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segunda-feira, 25 de março de 2013

Diz que... Teoria de Marc Faber - e suposta resposta de economista português

Anda pela net... Não sabemos quem é o economista "tuga", nem se a "resposta" foi verdadeira, ou se não aconteceu. Noutros tempos, seria atribuída a tirada a esse lídimo representante da esperteza tuga, ao célebre Bocage. Admitamos então que o tal economista tuga era o nosso Bocage:

Curiosa teoria económica anunciada nos Estados Unidos. O tipo chama-se Marc Faber. É analista e empresário. Em Junho de 2008, quando a Administração Bush estudava o lançamento de um projecto de ajuda à economia americana, Marc Faber escrevia na sua crónica mensal um comentário com muito humor:
"O Governo Federal está a estudar conceder a cada um de nós a soma de 600,00$. Se gastamos esse dinheiro no Walt-Mart, esse dinheiro vai para a China. Se gastamos o dinheiro em gasolina, vai para os árabes. Se compramos um computador o dinheiro vai para a India. Se compramos frutas, irá para o México, Honduras ou Guatemala. Se compramos um bom carro, o dinheiro irá para a Alemanha ou Japão. Se compramos bagatelas, vai para Taiwan, e nem um centavo desse dinheiro ajudará a economia americana. O único meio de manter esse dinheiro nos USA é gastando-o com putas ou cerveja, considerando que são os únicos bens realmente produzidos aqui. Eu já estou a fazer a minha parte..."

RESPOSTA DE UM ECONOMISTA PORTUGUÊS [talvez o Dr. Manuel Maria B. du Bocage] IGUALMENTE DE BOM HUMOR:

"Estimado Marc: Realmente a situação dos americanos é cada vez pior. Lamento no entanto informá-lo que a cervejeira Budweiser foi recentemente comprada pela brasileira AmBev. Portanto ficam somente as putas. Agora, se elas (as putas), decidirem mandar o seu dinheiro para os seus filhos, ele viria diretamente para a Assembleia da República de Portugal, aqui em Lisboa, onde existe a maior concentração de filhos da puta do mundo."

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Um secreto desejo....

Cá pela aldeia todos sabemos que os politicóides que julgam que mandam ("eu é que sou o prresidente da junta!" ou "eu é que sou o primeiro ministro" - vai dar igual), na verdade não mandam nada. Sempre houve uns "sombras" que são os verdadeiros teóricos do(s) regime(s). E, apesar do anonimato dessas coisas abstractas, tipo "mercados", há alguns que, como o caracol, de vez em quando botam os corninhos ao sol. São aqueles a quem os comunas cá da aldeia (no tempo em qua ainda havia aldeia e comunas nela), chamavam os "capitas". Ora um destes capitas, de apelido alemão como convém (a velha nobreza vinha dos visigodos, tal como a grande burguesia continua meia germânica ou de outro modo estrangeira), um tal de Ulrich, vem com esta "boutade" que se lêm em baixo.
Pois é, todos podemos acabar nesse nível sub-humano de sem-abrigo, sobretudo se se seguirem os princípios doutrinários desta gente, só que o "nós" que ele utiliza jamais se lhe aplicaria. Porque esta gente tem contactos e fortes pés-de-meia algures nas Suissas ou Holandas, ou sabe-se lá mais onde, para se safarem, mal vejam as coisas a dar para o torto. E quando um banco está para vir abaixo, como também já o sabemos, ameaça-se o povão com a hipótese de uma bancarrota para a seguir o "nacionalizarmos" (são as únicas situações em que o capitalismo cede às "nacionalizações"), injecta-se-lhe o dinheiro do Estado (que é pago pelos patacôncios), safa-se a coisa, e a seguir muda-se-lhe o nome e arranja-se um gestor amigo e "com provas dadas" e está tudo resolvido (onde é que eu já vi este filme?).  Realmente, agora me lembro que do outro dia parece que vi o sr. dr. Oliveira e Costa a dormir no chão, debaixo de umas arcadas, embrulhado nuns cartões, algures em Lisboa, coitadinho!...
Enfim, o "nós" que este senhor utiliza, não se lhe aplica a ele e aos demais da sua casta, mas sim a mim e a si, caro amigo, aos que ainda vamos tendo um emprego e aos que estando já no desemprego ainda têm o magro subsídio que estes tipos almejam em cortar-lho, para nos porem todos a morrer à fome. Porque assim, estaremos então no ponto de rebuçado para trabalharmos depois todos para eles por tuta e meia, ou apenas pela malguinha de caldo!.... É o seu programa ideológico e o seu secreto desejo. Para isso é preciso a "tábua raza": "tudo para o desemprego e para a fome, que depois ficam mais mansos e humildes e até nos beijam a mão pelo caldinho"... como os antigos escravos de Roma. E eles, os novos patrícios (como os do século I), a gozar os rendimentos do trabalho dos escravos, algures nas suas termas e coliseus em grandes festanças. -  Ou seja, uma regressão de 2000 anos. Ora tomem lá:

Fernando Ulrich :"Se os sem abrigo aguentam, por que é que nós não?"
- por Ricardo Simões Ferreira


Fernando Ulrich, presidente do BPI Fotografia © Natacha Cardoso / Global Imagens
 
«O "patrão" do BPI decidiu hoje explicar a sua polémica (e famosa) declaração "Ai aguenta, aguenta", relativamente à questão de se o país aguenta mais austeridade. E fê-lo com uma frase igualmente polémica.
Foi no passado mês de outubro que Fernando Ulrich, presidente executivo do BPI, disse que Portugal aguentaria ainda mais austeridade. Hoje, esclareceu o que queria dizer, comparando a situação de cada cidadão à dos sem-abrigo.
Durante a conferência de apresentação dos resultados do banco, o banqueiro começou por dar o exemplo da Grécia:"Se os gregos aguentam uma queda do PIB de 25% os portugueses não aguentariam porquê? Somo todos iguais, ou não?", questionou, citado pela TVI24.
E depois chegou aos sem-abrigo: "Se você andar aí na rua e infelizmente encontramos pessoas que são sem-abrigo, isso não lhe pode acontecer a si ou a mim porquê? Isso também nos pode acontecer".

"E se aquelas pessoas que nós vemos ali na rua, naquela situação e sofrer tanto, aguentam, porque é que nós não aguentamos?", acrescentou. "Parece-me uma coisa absolutamente evidente", concluiu.»
 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ainda sobre a bomba do FMI - Gato escondido com o rabo de fora... - mas havia dúvidas?

Toda a gente sabe que este (des)governo é a peça caseira de uma engrenagem mais vasta que entrou em movimento há muito tempo, com particular aceleração após a queda do Muro de Berlim. A ascensão da China (onde curiosamente o Estado existe - e de que maneira!, provando que o "desenvolvimento" da economia não tem necessariamente de se libertar desse "peso morto" para singrar), dizíamos, a ascensão da China com base numa produção e exportação sem precedentes, deu pretexto aos políticos neo-liberais para imporem a sua famosa agenda de privatizações selvagens, beneficiando-se a si e aos amigos e hipotecando o Futuro da esmagadora maioria dos demais.
Como a nível caseiro não havia coragem de impor tais medidas, muito por culpa de uma Constituição que ainda consagra algumas das tais famosas "conquistas de Abril", havia que pôr em marcha um rolo compressor contra este obstáculo, assim como contra as peias mentais e sociais da sociedade Tuga. Como consegui-lo?  Havia já o pretexto (a grande Crise) para se aplicarem as doses cavalares. Não chegava aumentar os impostos e cortar nos salários (e nessas "benesses", tipo subsídios de férias e 13ºs meses), tudo a coberto da famosa Troika (deixando-nos até saudades do Teixeira dos Bancos e dos socráticos PEC's).  Agora, para estes hiper-neo-liberais, era preciso "REFUNDAR" o Estado, nem que, primeiro, para isso, fosse necessário afundá-lo primeiro - aliás esta parece ser a condição primeira, dentro do princípio da chamada "tábua rasa". Como os partidos da oposição, mormente o parceiro do Centrão, não estiveram pelos ajustes para alterar a Constituição, passaram ao plano B: encomendar "estudos" no mítico lá-fora, para dar ao pessoal o tratamento de choque. Foi assim que surgiu a BOMBA: o tal de famoso relatório do FMI, anunciado recentemente através de... uma fuga de informação. E, para reforçar um pouco mais as imperiosas medidas "necessárias" aí explanadas, veio logo outro a seguir, o da OCDE. É o cerco, para nos encurralar no campo pequeno das opções (deles). O curioso é que vieram logo alguns dos responsáveis políticos - para disfarçar, como a criança traquina que dá o traque na aula e se faz de inocente - quais virgens púdicas, a pôr paninhos quentes sobre a BOMBA. Que aquilo não era vinculativo, que havia coisas que não se podiam aceitar (apesar de outras, a maioria, e o espírito da coisa, ser mais do que certo), enfim, que era preciso ver-se bem. No fundo, a velha estratégia do polícia mau (o FMI) e o polícia bom (nós, o governo). Como se o "polícia mau" não tivesse sido instruido pelo "polícia bom" para nos dar uma valente carga de porrada.
Dúvidas?? - Ver aqui: http://www.noticiasaominuto.com/economia/36896/gaspar-e-portas-orientam-fmi#.UPfla2dlJnA  > de onde se prova que até o Portas "acompanhou" a coisa (como ministro dos negócios estrangeiros).

ADITAMENTO (18.01.2013): http://www.noticiasaominuto.com/politica/37240/o-relat%c3%b3rio-secreto-do-governo-que-inspirou-o-fmi

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O 8 e o 80 - um artigo profético de 1993, quando a procissão ainda não tinha saído do adro...

   No final do ano de 1992, quando já se ouvia falar, pela primeira vez, em "excedentários" da Função Pública, e já estava em marcha acelerada o processo de privatizações, ainda em pleno "cavaquismo", escrevemos um artigo publicado que viria a ser publicado num quinzenário de Bragança, "A Voz do Nordeste", faz agora 20 anos! 
   Nesse artigo, intitulado "O 8  e o 80 ou a morte do Estado?" denunciávamos já o desvario que tem agora o seu auge, 20 anos passados. Aí dizíamos que, depois dos excessos do PREC, em que se pretendia nacionalizar toda a economia, se estava a entrar noutro excesso: o de privatizar toda a economia. E verberávamos esta tendência do Homem de ziguezaguear sempre entre extremos e a sua incapacidade de procurar o justo equilíbrio no princípio do meio-termo, a justa medida dos Gregos antigos (coitados, mal sabiam o que os esperava dois mil e quinhentos anos depois, e nós com eles), ou, como diz o nosso povo: nem tanto ao mar, nem tanto à terra...
   Aí se denunciava também que por detrás da tentativa de defenestrar os funcionários públicos e destruir toda o sector público, estava o virús ávido do Capitalismo, para sugar melhor todo o cidadão que, estupidamente, até batia palmas, no seu ódio ao funcionário público (os que o não eram/são), tidos como uns privilegiados por terem ordenado certo e não fazerem nenhum (era e é o chliché).
   Já nessa altura o sr. Prof. Aníbal, o pai dest'outro Monstro, tinha proclamado que "menos Estado era melhor Estado" - a teoria da omlete sem ovos. É claro que, se há função pública a mais, há que proceder a ajustamentos, mas não é isso que eles querem. Os seguidores das doutrinas neo-liberais, que aqui, através do Prof. Aníbal chegaram em 2ª mão por interposta pessoa da Srª Tatcher, por sua vez seguidora do teórico Von Hayeck (que com Milton Friedman era um dos gurus da chamada "Escola de Chicago"), achavam (e acham) que o Estado mínimo permite que o cidadão pague menos impostos (pois, se não tem de pagar certos serviços públicos), para compensar o pagamento da mais-valia (o lucro) da prestação dos serviços por privados que, também teoricamente, trabalham mais e mais eficientemente, do que os amodorrados funcionários públicos. Ora, o que nos diz a prática? Com tudo o que já foi privatizado, será que os impostos baixaram? - todos sabem que não, antes pelo contrário! E a qualidade dos serviços melhorou? - na maior parte dos casos não se nota diferença, antes bem pelo contrário. E, como se denuncia no documentário aqui já postado (neste blogue) sob título "Catastroika", a privatização, por exemplo, da Energia/Electricidade, na Grécia (como cá) só serviu para vender (no nosso caso aos chineses) o que os cidadãos (através das empresas públicas, como no nosso caso, a EDP, ou, noutros tempos a Hidroeléctrica do Douro e etc.) já tinham pago!! Alguém viu a factura da electricidade baixar? - pelo contrário, preparam-se para mais aumentos, já que o novo patrão chinês não está cá para ajudar ninguém, está é para sugar, e também é preciso pagar aos novos Cristóvãos de Moura e Miguéis de Vasconcelos, que agora se chamam Mexias e quejandos....

Enfim, fica o aviso (para não lhe chamar PROFECIA), através de uma velha lei da física (enunciada pelo grande Isaac Newton): a toda a acção pode corresponder uma reacção igual e em sentido contrário. Do mesmo modo que ao desvario do PREC da 2ª metade dos anos 70 correspondeu uma certa "reacção", pode ser que agora, a este novo PREC ao contrário, corresponda uma nova reacção - ou, diferindo a matriz, se terá que chamar de REVOLUÇÃO....

Aqui ficam os recortes de "A Voz do Nordeste", secção "Diz tu, direi eu", 19.01.1993:

 
[Clicar sobre os recortes para AMPLIAR]

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Está em marcha uma “Solução Final” para a Função Pública – e a ofensiva prossegue!

Para quem não sabe, a “Solução Final” foi a designação oficiosa da política de extermínio de judeus pelo IIIº Reich alemão. Os judeus foram responsabilizados pela derrota da Alemanha na 1ª Grande Guerra e de serem agiotas e sanguessugas da nação, pelo que, com algumas teorias rácicas à mistura, se iniciou um genocídio contra a numerosa comunidade judaica, organizado em fileira: uma vez presos, os judeus (e outros "indesejáveis") eram transportados em comboios de gado para campos de concentração, onde tinham de trabalhar em condições infra-humanas numa espécie de morte lenta, quando esta não era antecipada em câmaras de gás. Para não haver vestígios e para se processar melhor a grande quantidade de cadáveres, construíram-se fornos crematórios. Está tudo explicado nos museus do holocausto e inúmeros filmes e documentários sobre o tema.
Como se sabe, o nazismo foi derrotado e da 2ª Grande Guerra ficaram dois sistemas vencedores:  o bloco socialista/comunista, da Europa de Leste, e o capitalismo ocidental, com os USA como pretenso farol da Liberdade. Os pratos da balança equilibraram-se, com mais bomba ou menos bomba atómica, mais míssil ou menos míssil. Chamaram-lhe “Guerra Fria”. Todavia, após a queda do famoso Muro de Berlim, símbolo dessa era, nos finais dos anos 80, não faltou quem proclamasse o fim da História e novos amanhãs que haveriam cantar. O sistema comunista implodiu (ficaram uns vestígios residuais em Cuba, e, no resto do mapa pintado de vermelho, assistimos a operações de “travesting”:  Angolas, ou mesmo Chinas, neste caso com a tal teoria de um país e 2 sistemas). Em suma, o Capitalismo ganhou e levou a taça. Até aqui tudo bem (ou tudo mal, como veremos).
Só que quando se cai no monismo, fatalmente, parece que fatalmente, vem ao de cima o tal gene nazi  escondido nos sistemas, como nos indivíduos. E como prova disso está hoje a "judaização" dos funcionários públicos, acusados de serem os culpados da crise, os parasitas que nada fazem e que têm de ser exterminados para se chegar a um novo horizonte de felicidade dos Povos, sob a bandeira da tal “Liberdade”, o Liberalismo, na sua nova formulação neo-liberal. O objectivo é a destruição do Estado tal como o conhecemos, e há que começar pelos seus agentes, para melhor se poder depois sugar o cidadão através do empresarismo selvagem. É um desvario, pois é, mas está a passar-se. E os outros, os que não são funcionários públicos, até aplaudem, há que cilindrar esses malandros (pois que eles são uns privilegiados e se a mim não me foi dado entrar para a “casta”, ainda bem que os exteminam – dá votos e rende milhões!....)
O mote está dado há muito tempo, fora da Tugalândia e, por cá, começou com a célebre teoria do sr. Prof. Aníbal, há muitos anos, era ele ainda primeiro ministro: “quanto menos Estado, melhor Estado…” – Apesar disso, muitos paus-de-bandeira das campanhas eleitorais continuaram ainda a engrossar o sistema (na base, no meio e por cima, nas cúpulas), quando havia dinheiros da UE para distribuir e assim, os partidos do centrão poderem rodar no poder, ajudando à longevidade política de alguns, como o dito sr. Prof. Aníbal. Todavia, o tema da redução da Função Pública continuou a atravessar os governos, até ao socratismo. Mas, o que era para ser um mero ajustamento, foi evoluindo para o conceito de uma política de extermínio. Como faltava coragem para desencadear a Ofensiva total, agora, a pretexto da grande Crise (e tudo leva a crer que foi forjada tendo em vista este grande objectivo, além de outros), os novos papalvos que estão no (des)governo, para se respaldarem em “demonstrações” técnico-científicas incontestáveis, eis que as vão encomendando no mítico lá-fora: primeiro mandaram vir a Troika; depois encomendaram a BOMBA do FMI, de há dias…. Agora faltava mais um “estudo” da OCDE. Ei-lo que foi anunciado HOJE (2013.01.15), com mais do mesmo, ou seja, repetindo, até à exaustão o mesmo, tipo lavagem ao cérebro – Goebels também dizia que uma mentira repetida 30 vezes transformava-se numa verdade – a famosa ideia de que há funcionários públicos a mais. Sim, mesmo no dia em que houver um só, até esse estará a mais… E concomitantemente, para melhor asfixia (qual câmara de gás), reduz-se ao subsídio de desemprego, até não haver subsídio nenhum: nem de férias, nem de natal, nem de natalidade, nem de desemprego; e aumenta-se-lhes o horário de trabalho e prolonga-se a idade da reforma aos que sobrarem (tipo campos da morte lenta...).

Poderemos discutir qual é o objectivo final deste (pré)conceito e ao que levará o empresarismo para tudo e mais alguma coisa. E se é vantajoso para o cidadão ter serviço público ou serviço privado (em que tem de pagar as mais-valias). Mas vamos deixar essa parte para mais tarde.
Para já vejam mais esta peça, saída hoje (sim, que “eles” vão-nos servindo isto às pitadas, ainda que em doses cavalares, para nos habituarmos à ideia e nos prepararmos para o que vem a seguir):

«À semelhança das medidas apresentadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), também a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sugere cortes nos subsídios de desemprego de quem tem mais anos de trabalho, redução dos salários dos funcionários públicos, particularmente os menos qualificados, e aumento do horário de trabalho, para reduzir a despesa do Estado.»   - Ler  o resto aqui: http://www.noticiasaominuto.com/economia/36130/as-sugest%c3%b5es-da-ocde-para-reduzir-o-estado-social-portugu%c3%aas  - in Notícias ao Minuto, 2013.01.15

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Catastroika: as consequências brutais da austeridade selvagem

Num momento em que as políticas de austeridade se revelam completamente catastróficas, vale a pena ver Catastroika, filme dos mesmos autores de "Dividocracia", agora no Youtube com legendas em português. O filme de Aris Chatzistefanou e Katerina Kitidi explica as motivações por trás das privatizações e as consequências brutais desta austeridade selvagem que, com a desculpa da dívida, traz apenas uma resposta – a subjugação e a miséria.

Para Ver, Reflectir... e Divulgar:
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